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31 de janeiro de 2010

por Ethevaldo Siqueira

Começo com uma pergunta e uma provocação: por que a universidade é tão conservadora e tão preconceituosa diante de algumas inovações e tendências mundiais? Refiro-me, especificamente, à tendência do conteúdo aberto (open contents), comentada nesta coluna na semana passada, quando analisei as conclusões do Horizon Report de 2010.

Ao longo da história, não tem sido fácil abrir o conteúdo das ciências, da literatura e das artes em geral. Na Idade Média, o conhecimento mais avançado da humanidade permanecia trancafiado nos mosteiros, só acessível aos iniciados e privilegiados, escribas, sacerdotes e nobres que podiam pagar os preços proibitivos dos manuscritos. A primeira revolução veio com o livro, a partir da invenção da imprensa por Gutenberg, por volta de 1455.

Durante mais de cinco séculos, desde a invenção da imprensa, a humanidade tem vivido outras revoluções tecnológicas, como as da máquina a vapor, da eletricidade, do rádio, da TV e da internet. Todos esses avanços têm acelerado, de alguma forma, o processo de difusão da informação. Mesmo assim, o acesso ao conhecimento continua a enfrentar barreiras inconcebíveis, inclusive na universidade, uma instituição que nasceu no século 14, exatamente com a proposta central de universalizar a cultura.

INICIATIVAS PIONEIRAS
Diversas instituições de renome, no entanto, começam a abrir seus conteúdos de informação e conhecimento, como é o caso, entre outras, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da Universidade da Califórnia em Berkeley. Nesta última, pude testemunhar há pouco mais de duas semanas a experiência mais ousada de abertura do conhecimento a toda a população: todas as aulas, seminários e debates de Berkeley podem ser livremente repetidos pela internet e pela TV por qualquer cidadão. Parei diante de um monitor da própria universidade, em seu refeitório, e assisti a uma aula de física que poderia ser vista ao mesmo tempo por milhões de outras pessoas nos Estados Unidos.

É claro que, em menor escala, essa abertura já existe em uma centena de universidades em todo o mundo. No Brasil, entretanto, as resistências têm sido muito grandes, ora por motivos puramente formais ou burocráticos, ora por simples má vontade ou inércia. Assim, a universidade brasileira tem permanecido segregada, fechada, em sua condição de redoma ou convento intelectual.

AMBIENTES CONTRADITÓRIOS
O professor Fredric Litto, criador da Escola do Futuro da Universidade de São Paulo e presidente da Associação Brasileira de Ensino a Distância (ABED), lembra que, no mundo atual, há dois ambientes culturais bem distintos e contraditórios: “Na cultura da escassez, herdada do passado, todo mundo acreditava que as coisas boas sempre vêm em quantidades pequenas – como ouro, diamantes, perfumes finos, inteligência e acesso ao conhecimento, frequentemente contido em livros raros –, disponíveis apenas para os mais ricos. Em contraposição, na cultura da abundância, que emerge nestes tempos em todo o mundo, partimos do reconhecimento de que a sociedade é rica em objetos e manifestações culturais, técnicas e científicas – ou, simplificadamente, conhecimento – e que o ato de disponibilizar amplamente o acesso a todo esse acervo complexo e dinâmico é, por um lado, uma questão de justiça, e, por outro, uma garantia maior de que as grandes decisões no futuro serão tomadas em compreensão bem informada”.

Para o professor Litto, a primeira visão da cultura, a da escassez de acesso ao conhecimento, torna-se inconveniente no mundo deste início de século 21: “Se você acredita na cultura da abundância, no entanto, prepare-se para uma revolução cujos resultados no longo prazo são impossíveis de enxergar com clareza”.

De fato, as novas tecnologias de comunicação já ultrapassam a fase do uso incipiente, que era o de apenas fazer mais rapidamente e com maior precisão as mesmas coisas que fazíamos no passado, e começam a abrir a possibilidade de realização de conquistas sociais impensáveis até há alguns anos. Talvez o aspecto mais radical e fascinante desse mar de possibilidades seja o fenômeno de abertura, que se amplia e avança em todos os sentidos.

NÃO FALTAM FERRAMENTAS
Com o incrível progresso das novas tecnologias da informação e da comunicação, dispomos das ferramentas mais eficientes para esse processo de democratização do conhecimento. Com esse arsenal de novos recursos, podemos ir muito além da simples e romântica visão de uma universidade aberta. A cada dia que passa, torna-se mais fácil, mais rápido e mais barato organizar, processar, armazenar e transmitir milhões de terabytes de informação sistematizada.

Imagine o potencial dos grandes portais já disponíveis sobre saúde e medicina, com conteúdo fornecido pelas melhores universidades, para orientação de cada cidadão. Essa é, aliás, a filosofia do paciente informado que se expande pelo mundo. Nos Estados Unidos, as universidades de Harvard, MIT, Columbia, Illinois, Berkeley e Stanford uniram-se para criar um portal-modelo de saúde para o grande público (http://www.medpedia.com). Visite-o, leitor.
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getyourgunA Suíça é o lugar mais duro do mundo para ser criminoso porque se você planejar arrombar a casa de alguém, você tem a certeza de que o dono da casa tem uma arma de fogo e foi treinado para usá-la.

A Suíça é o país mais seguro do mundo para se viver. Não porque é um país neutro ou qualquer coisa desse tipo.

Creio que é devido ao fato de que cada cidadão do sexo masculino é obrigado a manter uma arma de fogo em casa.

Quando um cidadão suíço do sexo masculino completa 20 anos, ele recebe um rifle totalmente automático.Todo cidadão do sexo masculino é convocado para defender sua pátria se seu país o chamar.

Os suíços e as armas de fogo andam de mãos dadas como vão junto o arroz e o feijão no Brasil. O tiro ao alvo de estilo olímpico é o esporte nacional da Suíça e não é nada incomum ver um cidadão normal num trem, ônibus ou apenas caminhando pela rua com um rifle no ombro.

A política da Suíça de exigir que todos os lares tenham uma arma de fogo é uma das principais razões por que os nazistas não invadiram a Suíça na 2ª Guerra Mundial.

Tivessem os nazistas invadido, teria havido muito mais sangue alemão escorrendo pelas ruas do que sangue suíço.

A Suíça é o lugar mais duro do mundo para ser criminoso porque se você planejar arrombar a casa de alguém, você tem a certeza de que o dono da casa tem uma arma de fogo e foi treinado para usá-la.

Se você acha que os americanos são obcecados com a manutenção da Segunda Emenda [que protege o direito de eles terem e usarem armas para defesa], você ainda não viu nada até que visite a Suíça.

A Segunda Emenda da Constituição dos EUA foi inspirada nas políticas da Suíça. Se os suíços não tivessem as mesmas políticas do século XVII, é bem possível que a Segunda Emenda não existiria nos Estados Unidos hoje.

A maioria dos meninos dos Estados Unidos joga em pequenos times de beisebol ou futebol.

Mas a maioria dos meninos da Suíça participa de competições locais de tiro ao alvo e se filia a clubes de tiro ao alvo quando completam 10 anos.

O passatempo nacional dos EUA é o beisebol. O passatempo da Suíça é tiro ao alvo de precisão.

Na Suíça, há menos de um homicídio por cada 100.000 cidadãos por ano, e em 99 por cento dos casos, não há envolvimento de uma arma de fogo.

Há apenas 26 tentativas de roubo por ano para cada 100.000 cidadãos.

A maioria desses roubos é cometida por estrangeiros e não envolve armas de fogo.

Os crimes violentos praticamente não existem, mas todo lar tem uma arma de fogo. Surpreso?

Está escrito na lei suíça: “O elevado número de armas de fogo per capita não leva a um índice elevado de crime violento”. Isso está solidamente confirmado na Suíça.

A Suíça é um dos países mais pacíficos do mundo. O resto do mundo precisa pegar essa dica.


Tradução: Julio Severo

Fonte: CourierPress

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Overall Rankings - 2008 / USA

dezembro 30th, 2009

http://www.cnbc.com

We scored all 50 states—using publicly available data—on 40 different measures of competitiveness. States received points based on their rankings in each metric. Then, we separated those metrics into the ten broad categories, with input from business groups including the National Association of Manufacturers. We weighted the categories based on how frequently each is cited in state economic development marketing materials.

Here are the ten categories ranked in our study:

- Cost of Doing Business
- Workforce
- Economy
- Education
- Quality of Life
- Technology & Innovation
- Transportation
- Cost of Living
- Business Friendliness
- Access to Capital

<!– BODY,DIV,TABLE,THEAD,TBODY,TFOOT,TR,TH,TD,P { font-family:”Arial”; font-size:x-small } –>

Overall State Cost of Business Workforce Economy Education Quality of Life Technology & Innovation Transportation Cost of Living Business Friendliness Access to Capital
1 Texas 27 12 1 30 22 4 1 3 20 3
2 Virginia 11 8 17 11 28 14 13 27 2 13
3 Utah 10 10 3 46 6 21 32 24 6 19
4 Idaho 5 7 5 48 26 27 24 14 33 34
5 Colorado 25 13 11 35 7 13 35 30 5 11
6 North Carolina 22 3 23 27 38 18 15 20 10 10
7 South Dakota 1 19 14 24 21 50 25 2 4 44
8 Georgia 16 3 31 32 42 16 2 9 14 14
9 Iowa 2 25 29 15 17 31 39 13 11 42
10 Minnesota 29 31 27 9 5 11 8 31 16 15
11 Kansas 24 11 21 13 33 31 8 8 11 30
12 Arizona 23 6 8 43 36 19 25 35 6 18
13 Indiana 6 27 37 19 31 23 4 11 3 28
14 Wyoming 12 17 6 14 17 48 33 28 22 47
15 Massachusetts 41 34 25 1 15 4 36 42 13 2
16 North Dakota 4 23 18 23 19 47 20 17 14 46
17 Florida 42 1 20 39 23 9 18 34 16 9
18(tie) New Jersey 45 40 21 4 1 2 36 48 35 8
18(tie) Washington 35 37 11 17 9 6 22 36 34 4
20 Oregon 18 14 35 29 26 20 11 39 27 16
21 Tennessee 13 5 37 42 43 25 7 1 9 29
22 Nebraska 19 28 28 21 12 36 29 7 28 49
23 Pennsylvania 38 43 32 6 12 9 16 29 28 6
24 Missouri 8 26 43 19 39 26 10 5 23 26
25 California 48 21 7 31 4 1 16 49 48 1
26 New York 50 49 2 1 3 2 25 46 42 5
27 New Hampshire 32 33 41 7 2 24 45 40 6 21
28 Oklahoma 6 30 3 45 41 35 34 4 23 35
29 South Carolina 9 2 39 37 49 31 4 15 28 25
30(tie) Illinois 44 44 14 25 16 7 12 23 35 12
30(tie) Ohio 30 46 40 12 19 17 2 16 42 20
32 Arkansas 3 9 33 33 47 43 36 6 35 47
33 Montana 26 36 10 16 30 45 29 31 44 45
34 Connecticut 47 38 30 5 11 15 44 44 16 17
35 Kentucky 14 20 45 38 40 38 6 18 28 22
36 Maryland 33 41 25 22 37 11 40 45 20 7
37 Wisconsin 36 47 36 9 25 22 13 22 28 27
38 New Mexico 21 32 8 44 44 36 22 26 46 23
39 Vermont 40 34 42 3 10 31 46 41 16 38
40 Michigan 34 39 48 28 23 8 21 25 39 24
41 Delaware 31 23 18 26 46 28 47 33 1 41
42 Alabama 19 22 23 47 45 39 43 11 39 31
43 Louisiana 28 28 14 40 50 40 25 19 41 33
44 Maine 43 45 44 8 14 41 40 37 23 40
45 Nevada 37 16 34 49 34 29 18 38 23 32
46 Mississippi 17 15 46 50 48 46 31 10 44 37
47 West Virginia 15 48 46 36 32 49 42 21 50 36
48 Rhode Island 46 18 49 17 29 30 48 43 47 39
49 Hawaii 49 50 13 34 8 43 49 50 49 43
50 Alaska 38 42 50 41 35 42 50 47 35 49

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Estamos nos estágios iniciais de um processo evolutivo que irá transformar os datacenters de centros de custos baseados em tecnologia, em ativos estratégicos de negócios. Essa transformação tem potencial para impactar positivamente a operação como um todo e, mais importante, gerar vantagem competitiva.

Mas é o processo completo da transformação que traz incertezas: como partir de um modelo de superdimensionamento que se mostra insustentável, passar pelos desafios da virtualização e finalmente adotar um novo modelo, baseado na antecipação das necessidades e da utilização?

A TI deve lidar, ao mesmo tempo, com os problemas do modelo existente e do emergente; a gestão eficaz do processo de evolução requer a superação dos desafios colocados por ambos os modelos.

O insustentável modelo do superdimensionamento

Os datacenters de hoje estão estruturados no modelo do superdimensionamento: se uma aplicação é tida como necessária, estimativas são feitas sobre quais recursos serão precisos para rodá-la. Isso porque os requisitos de nível de serviço não se aplicam somente ao processamento médio das transações, esses recursos são dobrados ou até triplicados, para que possam atender aos picos de demanda. Como resultado, os servidores adicionais, em geral, lidam somente com os momentos de pico. Surge assim, um problema inevitável: a maior parte dos servidores tem uma taxa de utilização de apenas 5 a 10% de sua capacidade, gerando um pobre retorno sobre o investimento.

Para maximizar o retorno de negócios e proteger a reputação da empresa, a TI deve prevenir-se contra interrupções de serviço, atender a diretrizes de conformidade e agilizar os ciclos de implementação de novos recursos; tudo isso, ao menor custo possível. Além disso, vivemos em um mundo de diversas plataformas de aplicações, de segurança, de sistemas – virtuais,físicos e agrupados — e de outros dispositivos, fornecidas por diferentes fabricantes. Para completar, as configurações mudam constantemente, enquanto proliferam os processos e as melhores práticas recomendadas.

A falta de energia e de espaço

A transformação dos datacenters também traz preocupação no que se refere ao consumo de energia e aos custos contraídos de antemão. O superdimensionamento dos recursos dos servidores é um gigantesco escoadouro de dinheiro gasto com sistemas de energia e de resfriamento. Pesquisas revelam que, mesmo ociosos, os servidores consomem 30% da energia consumida em horários de pico. Despesas com energia elétrica e ar condicionado, no decorrer do ciclo de vida do servidor, são agora significativamente mais altas do que o investimento inicial em hardware e suporte. Assim, estes valores, somados aos custos da infraestrutura mecânica em si, ultrapassam os benefícios de caixa obtidos na origem do superdimensionamento.

Gestão de configuração: fora de controle

Enquanto isso, as equipes de operações e de suporte ao cliente lutam para estar em dia com o crescente número de sistemas e aplicações, além das intermináveis alterações de configuração (autorizadas ou não), que suportam serviços críticos para os negócios e iniciativas estratégicas. De maneira geral, o objetivo da gestão e da auditoria de configuração nos datacenters é assegurar a aderência e a conformidade às políticas regulatórias, mas as variações na configuração podem afetar o desempenho dos servidores e das aplicações. Utilizando os atuais processos e ferramentas de gerenciamento – manuais ou pré-agendados -, a TI não consegue reagir apropriadamente em relação a problemas nos serviços e a novos pedidos de provisionamento de servidores e aplicações.

Virtualização gera uma nova complexidade

A introdução de máquinas virtuais em ambientes com ferramentas de monitoramento e gerenciamento, desenhadas apenas para dispositivos físicos, acrescenta um novo nível de complexidade, dificultando sobremaneira o rastreamento das máquinas virtuais, o gerenciamento do desempenho e a sua constante manutenção. A falta de ferramentas centralizadas e de automação torna difícil, senão impossível, a manutenção dos níveis de serviço e o alinhamento com os objetivos de negócios.

O modelo do datacenter dinâmico: um trabalho em movimento

Ao invés de se apoiar na abundância de servidores físicos, o modelo do datacenter dinâmico possibilita que a TI antecipe a demanda e proceda à imediata implementação de recursos físicos e virtuais, onde e quando eles sejam necessários. Assim, a TI pode maximizar a utilização dos servidores para máquinas físicas, virtuais e agrupadas. Como os seus equivalentes físicos, os servidores virtuais são implementados em diversas plataformas, o que resulta em uma complicada mistura entre máquinas físicas, virtuais e agrupadas. Cada máquina virtual gera seu próprio ambiente e seus sistemas a serem rastreados, ao lado de seu relacionamento com os servidores físicos ‘hospedeiros’. Mas a maioria das ferramentas de gerenciamento de sistemas hoje disponíveis, não gerencia a relação servidores físicos/virtuais e não suporta a gama de plataformas existentes. A falta de um gerenciamento centralizado cria outro nível de complexidade operacional, tornando impraticável o monitoramento de um ambiente misto. Ou seja: a TI precisa de uma nova geração de ferramentas e estratégias de gerenciamento para lidar com a crescente demanda por aplicações e serviços de negócios, e para gerir a complexidade dos datacenters. Os desafios parecem assustadores, mas novas tecnologias já estão disponíveis ou emergindo, para ajudar na gestão do modelo de superdimensionamento e na sua evolução para o novo e dinâmico modelo dos datacenters.

Virtualização e automação: fundamentos do datacenter dinâmico

Para gerenciar a transição entre modelos - do superdimensionamento para o dinâmico –, transformando o datacenter em um ativo de negócios, a intervenção de sofisticadas ferramentas de gerenciamento e de processos de TI é fundamental. E obviamente, virtualização e automação são componentes críticos do novo modelo. A virtualização provê a força para a implementação pró-ativa de servidores, facilmente ajustando e alocando recursos, quando e onde necessários. E a automação traz a capacidade da autogestão para muitos recursos essenciais do servidor e do sistema, tornando-os aptos a realizar de maneira impecável, tarefas que antes requeriam um catalizador humano.

Virtualização

O gerenciamento de ambientes virtuais e agrupados exige os mesmos recursos e tecnologias do ambiente físico. Mas a complexidade aumenta, tornando necessária a visibilidade granular sobre todos os processos e componentes da infraestrutura, assim como o acesso em tempo real a informações sobre desempenho e utilização de todas as máquinas, físicas e virtuais, e a capacidade para responder, também em tempo real, às demandas de negócios. Para isso, a TI precisa contar com funções avançadas de descoberta e visualização, gerenciamento unificado e, principalmente, a capacidade para alocar recursos de forma dinâmica, com base na demanda e nas políticas.

À medida que cresce o movimento em direção à automação, os seguintes recursos e funções são identificados como essenciais para o sucesso: Descoberta e Visualização Avançadas, Gerenciamento Centralizado e Seguro (Normalização de Dados), Detecção de Configuração e de Alteração (Manutenção da Conformidade) e Análise de Desempenho.

Informações em profundidade, em tempo real, e sobre o histórico do desempenho do sistema, tanto para recursos físicos como virtuais, ajudam o staff a rapidamente diagnosticar problemas e tomar decisões bem fundamentadas sobre como lidar com eles. Além disso, as informações sobre desempenho podem ser facilmente obtidas para utilizações diversas; entre elas, análise de tendências e planejamento de capacidade. A compreensão sobre como o desempenho do sistema e seu mapeamento impactam os processos de negócios ajuda na obtenção da continuidade dos negócios e na melhora da eficiência operacional.

Alocação adaptável e dinâmica de recursos

A disponibilização de imagens e de software significa, na prática, o provisionamento dinâmico de pacotes de aplicações para servidores gerenciados remotamente, de acordo com as políticas e a demanda. Além disso, o provisionamento dinâmico do servidor, baseado nas políticas, ajusta a utilização de recursos em tempo real, de acordo com a demanda, mantendo os níveis de serviço. A alocação dinâmica de recursos apóia-se na automação inteligente, apta a responder às constantes alterações na demanda de negócios. Servidores subutilizados voltam a trabalhar e o consumo de energia é minimizado. Trata-se de um passo significativo em direção à TI verde e à proteção ambiental.

A adoção do modelo do datacenter dinâmico ataca o problema da super e da subutilização de recursos, associada à falta de automação. Assim, a TI pode ter ganhos em eficiência operacional, corte de custos – especialmente, aqueles relacionados ao consumo de energia -, redução de riscos e de complexidade da infraestrutura, e ainda, melhor controle dos investimentos em capital. E ao alocar recursos para aplicações e serviços, de acordo com a prioridade e a demanda dos negócios, a TI pode controlar os crescentes gastos operacionais e de capital.

*Rosano Moraes é vice-presidente da unidade de negócios de Gerenciamento de Infraestrutura e Automação da CA para a América Latina.

Acordos tornam Twitter lucrativo

dezembro 22nd, 2009

http://idgnow.uol.com.br

Alianças com Microsoft, Google e operadoras geram lucro para Twitter sem publicidade, diz BusinessWeek.

Acordos com o Google e a Microsoft e negociação de taxas com empresas de telecomunicações tornaram o Twitter lucrativo sem a necessidade de publicidade, de acordo com a revista BusinessWeek.

A inclusão de postagens de membros do microblog nos mecanismos de busca do Google e da Microsoft deve gerar cerca de 25 milhões de dólares para o Twitter ao longo dos próximos anos.

O serviço também se aproveitou do sucesso e do status de celebridades que postam frequentemente para negociar e diminuir as contas de banda com empresas de telecomunicações, o que gerou uma economia considerável, de acordo com a reportagem.

O Twitter não divulgou receita nem custos, mas o diretor de operações (COO) da empresa, Dick Costolo, disse que a companhia vai gerar mais de 4 milhões de dólares este ano.

O poder do pensamento negativo

dezembro 3rd, 2009

http://www.midiasemmascara.org

Jeffrey Nyquist

A abertura das comportas do sim deformou a nossa sociedade. No delicado equilíbrio entre o sim e o não, nós nos inclinamos demais na direção do “sim” e estamos nos tornando uma nação de neuróticos e esquisitões. O homem é limitado e frágil. Ele não é onissapiente nem onipotente.

A palavra mágica é “não”. Apesar do que você possa ter ouvido, o poder da palavra “não” é superior ao poder do “sim”. A palavra “não” tem mais utilidade, evita problemas inesperados e protege contra ferimentos graves e morte. Quando uma criança está prestes a enfiar um garfo em uma tomada, a palavra “não” salva a criança da eletrocussão. Quando o célebre valentão diz que pode saltar do Grand Canyon em uma motocicleta, a reação apropriada é: “Não, você não deve fazer isso.” O poder do pensamento negativo está em consonância com a sobriedade e o comportamento respeitável. Se você não quer ser um viciado em drogas, “just say no”.­­1 Se você não quer mais impostos, vote “não” em quase todas as propostas. E se você não quer o socialismo, seu lema é: “No, we can’t”.2

Eu deveria escrever um livro sobre o poder do pensamento negativo. O primeiro capítulo deveria intitular-se “As terríveis e nefastas conseqüências do sim”. Faça a si mesmo uma pergunta simples: seria um “homem-sim” nobre? Você gostaria de viver sem discernimento ou julgamento? É certo buscar a conveniência de todos? A nossa sociedade permissiva está toda fundamentada sobre o “sim”, de tal modo que o sim se tornou sinistro. A abertura das comportas do sim deformou a nossa sociedade. No delicado equilíbrio entre o sim e o não, nós nos inclinamos demais na direção do “sim” e estamos nos tornando uma nação de neuróticos e esquisitões. O homem é limitado e frágil. Ele não é onissapiente nem onipotente. Na verdade, todos nós precisamos ser relembrados de nossas limitações. Pense nos prejuízos causados quando dizemos “sim” para os nossos apetites, nossos caprichos e nossos impulsos momentâneos. Se você tem mais de 200 quilos é porque você tem dito “sim” quando deveria dizer “não.” Se o seu cartão de crédito está estourado, é porque você vive no mundo do “sim” quando ele deveria ser um mundo do “não”.

O segundo capítulo deveria ser intitulado “Cale a boca e fique sentadinho sem se mexer.” Todo tolo tem uma opinião sem conhecimento, um impulso sem um plano, uma vontade de mergulhar de cabeça em sabe-se-lá-o-quê. A primeira lição da disciplina é ficar quieto e pensar; mostrar autocontrole. A impulsividade é a essência da vida autodestrutiva baseada no “sim”. Siga todos os seus impulsos e não irá muito longe. Contenha-se a si mesmo e talvez você consiga salvar-se. Aliás, quem mais poderia conseguir pará-lo? O fato é: você é o único que tem o poder de parar a si mesmo. Então, cale a boca e fique sentadinho sem se mexer.

O terceiro capítulo deveria ser intitulado “A virtude da culpa.” Se você não fez nada de ruim nas últimas semanas ou meses, considere o que passa pela sua cabeça neste exato momento. Você é mau por natureza; logo, é culpado por natureza. Portanto, é apropriado sentir culpa. Não fuja dos problemas. Não seja desleixado e fraco. Estufe o peito e comece novamente. A culpa é aquela chicotada nas costas que foi enviada para melhorar a sua vida. A culpa é desagradável? Deveria ser, e é melhor que seja. Sinta-se culpado com freqüência e tenha muito arrependimento. Pessoas que não se arrependem são perigosas. Elas vão dominar e puxar você para baixo.

O quarto capítulo deveria ser intitulado “Você não é tão especial.” Há duas gerações estamos a dizer às crianças que elas são especiais. Por isso, hoje temos o surgimento de geração de adultos deprimidos que precisam ser constantemente fortalecidos. Esse indivíduo exigente, impertinente e que se sente cheio de direitos é um neurótico fraco e emocionalmente instável que se apega ao falso otimismo porque a verdade e a realidade são muito assustadoras e difíceis. É preciso perguntar: O que faz todas essas pessoas “especiais” tão especiais? Não há nada especial em um bebê chorão narcisista, e não há quem goste de autopiedade, choradeira ou lamúria.

O quinto capítulo deveria ser intitulado “Como o medo e a preocupação podem salvá-lo.” É isso mesmo! O medo é bom, pois existem pessoas más e nações assustadoras cujos líderes querem contaminá-lo com o antraz. O medo é fundamental para a sobrevivência. Aqueles que nada temem não duram muito neste mundo. Quanto à preocupação, o preocupado mostra uma atitude caridosa. Se você realmente se importa, então você não pode deixar de se preocupar. Aqueles que não se importam com nada são os que jamais se preocupam. Não tendo nada com que se preocupar, são indiferentes e emocionalmente separados dos interesses de toda a raça humana. Se alguém lhe diz para parar de se preocupar e começar a viver no presente, lembre-o de que viver no presente é para crianças e animais. Isso não é para adultos.

O sexto capítulo deveria ser intitulado “Por que o sofrimento é bom.” A resposta é simples: o conforto debilita, enquanto o sofrimento o torna mais resistente e o fortalece. Como um famoso guru do fitness disse certa vez: “Sem dor não há benefício”.3 Aqueles que sempre estão bem nunca aprendem nem crescem. A melhor educação é conseqüência do fracasso. Se um homem vive todo o tempo sem fracasso, ele não pode ser chamado de “afortunado”; pois ele não aprendeu a verdadeira lição da vida, que é a perda. Quanto mais vivemos, mais perdemos. Com o avanço do tempo, nós perdemos a nossa juventude, a nossa saúde e, finalmente, as nossas vidas. O culto da “vitória” e da “fuga do sofrimento” é artificial e é garantia de um comportamento desajustado.

O sétimo capítulo seria “Perceba quão idiota você realmente é.” O antigo ditado “Conhece-te a ti mesmo” é a essência destilada da filosofia. E conhecer a si mesmo é saber que a idiotice é um poço sem fundo. É insondável e sem limite. Não há estupidez que não possa iludir e não há loucura que não possa enganar você. É a célebre frase de Dirty Harry: “Um homem tem de saber suas limitações.” Quanto mais esperto você parece a seus próprios olhos, maior a probabilidade de que você esteja se aproximando de um objeto bem sólido prestes a atingir-lhe a cabeça.

Este é o meu conselho a todos: o poder do pensamento negativo é um poder real. E lembrem-se: a palavra mágica é “não”.


Notas:

1 - “Just say no”, isto é, “apenas diga não”, é o título da campanha anti-drogas do governo Reagan.

2 - “No, we can’t”, ou seja, “Não, não podemos”, é paródia de “Yes, we can!” (Sim, nós podemos!”), lema de campanha de Obama à presidência dos EUA.

3 - “No pain, no gain.”