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Empresário lança de rede de contatos com video on-line

Empresário lança rede de contatos com vídeo on-line
Ronald Grover BusinessWeek, de Los Angeles

Existe redenção no ciberespaço? Eis a questão para Brad Greenspan, um empresário do setor de internet, de 32 anos, que criou a primeira companhia em seu dormitório na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e ajudou a lançar um dos maiores sucessos da web atualmente, o popular site MySpace.com, que cria redes de amigos, ao investir na companhia em 2003.

Agora, ele aposta no que acredita ser a próxima febre na internet: um site de redes de amigos chamado Vidilife que usa vídeos on-line para atrair os usuários, uma espécie de MySpace para os adeptos dos vídeos. O tráfego vem mostrando-se promissor até agora: 220 mil usuários em outubro, seis semanas depois de ter sido lançado, de acordo com a agência comScore Media Metrix, que mede a audiência o público na internet.

Ainda está bem longe dos 24,3 milhões de usuários do MySpace, mas não está nada mal para um site sem nada de marketing. “Será que (Greenspan) fará o raio cair duas vezes no mesmo lugar? Provavelmente, não”, observa o analista sênior de mídia John Tinker, da ThinkEquity Partners LLC. “Mas é bastante tráfego para um site do qual eu não tinha conhecimento algum.”

Greenspan pode estar com algo nas mãos, especialmente agora que qualquer garoto com um computador pessoal pode colocar vídeos na internet. Sites como o Heavy.com conseguem 10 milhões de usuários por mês, a maior parte para ver vídeos amadores feitos por algum futuro Steven Spielberg. A idéia não é muito diferente do atrativo de poder formar comunidades instantâneas na rede, que fez o MySpace tão popular. O Vidilife pode nem sempre se ater aos bons costumes – há muitos vídeos de garotas, algumas com poucas roupas – mas provavelmente atrairá uma multidão de solteiros com menos de 30 em todo o mundo.

O Vidilife é mais do que apenas uma jogada empresarial para Greenspan. Ele precisa disso para ajudar a recuperar sua imagem de magnata da internet. Isso porque ele nunca conseguiu celebrar o imenso sucesso do MySpace. Ele foi sacado da empresa que fundou, a eUniverse, apenas alguns meses depois de ter investido US$ 1 milhão para financiar o lançamento do MySpace. Greenspan desentendeu-se com os membros do conselho de administração, que mudaram o nome da empresa para Intermix Media, logo depois de sua saída. Entre as disputas: os lucros tiveram de ser revisados durante seu comando, o que levou a Securities and Exchange Commission (SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA) a realizar uma investigação informal de suas contas (agora já encerrada) e a uma interrupção temporária de sua listagem na Nasdaq.

Em setembro, Greenspan e a empresa, separadamente, chegaram a acordos com o promotor público de Nova York, Eliot Spitzer, por acusações de que teriam colocado softwares para espionar os hábitos de navegação na internet de seus clientes. Nenhum deles admitiu ser culpado.

Greenspan, que afirma não ter acompanhado de perto as operações enquanto a eUniverse estava se expandindo, afirmou em processo que foi sacado da companhia por executivos que se aliaram a investidores em empresas iniciantes para proteger seus empregos. A Intermix considerou que a ação não tinha “mérito” em registro na SEC e não quis fazer comentários sobre o assunto para a “BusinessWeek”.

Greenspan tentou recuperar sua empresa por duas vezes em batalhas com a ajuda de procurações de acionistas – como a fracassada manobra, em setembro, de atrapalhar oferta de US$ 580 milhões da News Corp. pela Intermix. “Definitivamente foi um caminho acidentado e eu aprendi algumas lições”, observou Greenspan na sala de estar do L´Ermitage Hotel, vestido de jeans e camisa, com uma barba de cinco dias. Ele ganhou mais de US$ 47 milhões com a aquisição pela News Corp., mas lançar um site bem-sucedido contra a rival MySpace poderia ser seu retorno definitivo.

O Vidilife se parece muito com o MySpace, na barra de ferramenta e outros dispositivos. E a idéia do Vidilife foi levada a ele, conta Greesnpan, por um ex-executivo do MySpace. Posteriormente, o empresário diz que pretende lançar um novo site destinado a famílias e que provavelmente terá sócios capitalizados para ajudá-lo a se expandir.

“Não tenho qualquer ilusão de superar (o MySpace)”, diz. “Apenas quero ter o melhor serviço de vídeos possível.” Talvez. Mas no ardente mundo das redes sociais, no qual a tecnologia torna o sucesso instantâneo, Greenspan ainda pode ter uma carta na manga para buscar a redenção que procura.

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