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Thin

Xerox moderniza parque computacional com thin clients Quinta-feira, 16 fevereiro de 2006 – 15:30 Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
Quando o assunto em pauta nas companhias é modernização do parque computacional, a difícil – e custosa – tarefa da aquisição de hardware dificilmente consegue ser substituída por completo. Mesmo com os recursos em alta no mercado de TI, como terceirização da gestão ou da própria infra-estrutura, a maioria das empresas acaba recaindo em algum tipo de aquisição, principalmente quando os equipamentos em questão são computadores obsoletos.

A Xerox do Brasil, no entanto, encontrou uma alternativa bastante razoável para modernizar seus desktops e poupar os 4 milhões de dólares avaliados para a substituição dos equipamentos. Adquiridos no final da década de 90, os cerca de mil PCs Compaq distribuídos nos escritórios da companhia ao redor do País ainda executavam sistema operacional Windows NT e geravam dores de cabeça quanto à capacidade de processamento.”Começamos a olhar possíveis alternativas para a troca dos computadores e chegamos à conclusão de que uma das melhores soluções seria a adoção de thin clients”, explica Dinis Abramowitch, gerente de Tecnologia e Arquitetura de TI da Xerox Brasil.

A estratégia para a incorporação dos thin clients não foi convencional. Ao invés de adquirir, a Xerox optou por reaproveitar os equipamentos Compaq já em uso na companhia e apenas fez a conversão do sistema. “Basicamente retiramos o disco rígido e personalizamos cada computador para operar dentro do novo modelo. Apesar de estarem velhas sob o ponto de vista da plataforma XP, as máquinas podem ser muito eficientes quando convertidas em thin clients”, complementa.

A iniciativa resultou em economia de mais de 2 milhões de dólares para a companhia em hardware, e os gastos principais do projeto estiveram relacionados à compra de servidores. No entanto, menos de 10% desse valor foi utilizado para comprar tais equipamentos. Além do corte nos gastos com hardware, o executivo aponta ainda redução nos custos mensais da companhia com suporte às máquinas. “Cada micro completo conectado à rede gerava um custo médio em torno de 119 reais por mês. O valor cai para cerca de 5,10 reais mensais com o modelo de thin client”, assinala.

As vantagens da migração para thin clients, no entanto, vão além da redução de custos. De acordo com Abramowitch, a aplicação de correções de segurança ou atualizações em ambiente tradicional demandava muito tempo e trabalho da equipe de TI da companhia, dificuldades que foram praticamente eliminadas no modelo de thin clients. “Conseguimos um ambiente muito mais simplificado e com imagem única para todos os funcionários. Cada um recebe um conjunto de ferramentas padrão e não consegue instalar nada além do que o administrador do sistema permite, evitando problemas como comprometimento da capacidade de processamento”.

O gerente de TI da Xerox explica também que o projeto prevê que a próxima modernização poderá ser feita apenas com a atualização do servidor, elevando a vida útil do terminal de cerca de três para cinco anos. Outro ponto crucial está na economia de energia elétrica, já que os equipamentos mais antigos deixam de ter componentes que consomem grandes quantidades de energia quando convertidos em thin clients.

As máquinas personalizadas são aplicadas apenas para os funcionários que desempenham tarefas padrão e que não têm necessidades específicas de plataformas. Engenheiros ou desenvolvedores, por exemplo, continuam com os terminais adequados para suas atividades.

O modelo de thin clients também deverá ser implantado para as máquinas que venham a ser incorporadas à rede da Xerox. À medida que novos prestadores de serviço ou funcXerox moderniza parque computacional com thin clients Quinta-feira, 16 fevereiro de 2006 – 15:30 Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
Quando o assunto em pauta nas companhias é modernização do parque computacional, a difícil – e custosa – tarefa da aquisição de hardware dificilmente consegue ser substituída por completo. Mesmo com os recursos em alta no mercado de TI, como terceirização da gestão ou da própria infra-estrutura, a maioria das empresas acaba recaindo em algum tipo de aquisição, principalmente quando os equipamentos em questão são computadores obsoletos.

A Xerox do Brasil, no entanto, encontrou uma alternativa bastante razoável para modernizar seus desktops e poupar os 4 milhões de dólares avaliados para a substituição dos equipamentos. Adquiridos no final da década de 90, os cerca de mil PCs Compaq distribuídos nos escritórios da companhia ao redor do País ainda executavam sistema operacional Windows NT e geravam dores de cabeça quanto à capacidade de processamento.”Começamos a olhar possíveis alternativas para a troca dos computadores e chegamos à conclusão de que uma das melhores soluções seria a adoção de thin clients”, explica Dinis Abramowitch, gerente de Tecnologia e Arquitetura de TI da Xerox Brasil.

A estratégia para a incorporação dos thin clients não foi convencional. Ao invés de adquirir, a Xerox optou por reaproveitar os equipamentos Compaq já em uso na companhia e apenas fez a conversão do sistema. “Basicamente retiramos o disco rígido e personalizamos cada computador para operar dentro do novo modelo. Apesar de estarem velhas sob o ponto de vista da plataforma XP, as máquinas podem ser muito eficientes quando convertidas em thin clients”, complementa.

A iniciativa resultou em economia de mais de 2 milhões de dólares para a companhia em hardware, e os gastos principais do projeto estiveram relacionados à compra de servidores. No entanto, menos de 10% desse valor foi utilizado para comprar tais equipamentos. Além do corte nos gastos com hardware, o executivo aponta ainda redução nos custos mensais da companhia com suporte às máquinas. “Cada micro completo conectado à rede gerava um custo médio em torno de 119 reais por mês. O valor cai para cerca de 5,10 reais mensais com o modelo de thin client”, assinala.

As vantagens da migração para thin clients, no entanto, vão além da redução de custos. De acordo com Abramowitch, a aplicação de correções de segurança ou atualizações em ambiente tradicional demandava muito tempo e trabalho da equipe de TI da companhia, dificuldades que foram praticamente eliminadas no modelo de thin clients. “Conseguimos um ambiente muito mais simplificado e com imagem única para todos os funcionários. Cada um recebe um conjunto de ferramentas padrão e não consegue instalar nada além do que o administrador do sistema permite, evitando problemas como comprometimento da capacidade de processamento”.

O gerente de TI da Xerox explica também que o projeto prevê que a próxima modernização poderá ser feita apenas com a atualização do servidor, elevando a vida útil do terminal de cerca de três para cinco anos. Outro ponto crucial está na economia de energia elétrica, já que os equipamentos mais antigos deixam de ter componentes que consomem grandes quantidades de energia quando convertidos em thin clients.

As máquinas personalizadas são aplicadas apenas para os funcionários que desempenham tarefas padrão e que não têm necessidades específicas de plataformas. Engenheiros ou desenvolvedores, por exemplo, continuam com os terminais adequados para suas atividades.

O modelo de thin clients também deverá ser implantado para as máquinas que venham a ser incorporadas à rede da Xerox. À medida que novos prestadores de serviço ou funcionários ingressarem na companhia, receberão automaticamente uma máquina com as configurações padrão para cada departamento.

O projeto de migração começou a ser realizado em outubro do ano passado e até o momento existem 700 máquinas já convertidas. “Vamos trabalhar com cerca de 250 máquinas em sua versão completa e o restante seguirá o modelo dos thin clients”, diz. Todas as unidades da Xerox no Brasil, com exceção de Rio de Janeiro e São Paulo, adotam thin clients para 100% de seus profissionais. ionários ingressarem na companhia, receberão automaticamente uma máquina com as configurações padrão para cada departamento.

O projeto de migração começou a ser realizado em outubro do ano passado e até o momento existem 700 máquinas já convertidas. “Vamos trabalhar com cerca de 250 máquinas em sua versão completa e o restante seguirá o modelo dos thin clients”, diz. Todas as unidades da Xerox no Brasil, com exceção de Rio de Janeiro e São Paulo, adotam thin clients para 100% de seus profissionais.

Freelas

Pensar para sobreviver var artigo = ‘Pensar para sobreviver’


A necessidade é mãe da invenção. O velho (e atual) ditado americano explica porque a revolução no mundo empresarial pressupõe o fim deste justamente tal como o conhecemos.

Em lugar de patrões, times trabalhando por conta própria. Em vez de chefes, pessoas que coordenam o conhecimento e o distribuem entre grupos. No lugar de punições, recompensas. Saem locais e horários fixos de trabalho, longas horas de trânsito e o cheque no final do mês. Entram o trabalho em casa, informações 24 horas por dia, sete dias por semana, a interação entre trabalhadores em diversas partes do mundo e em diferentes fusos horários e, principalmente, o uso de uma faculdade que todo mundo tem, mas que exercita pouco: pensar criativamente.

Aí está o pulo do gato. Sobreviverá no mercado quem estiver plugado na rede, e oferecendo serviços e produtos extremamente diferenciados. Exemplo: acabou de ser lançado aqui um serviço em que você fotografa com seu celular um prato de comida e, em segundos, recebe o número de calorias que vai ingerir. US$ 99/mês.

Gente que observa o mundo empresarial (aqueles que pagam seu salário, mas depois de contratar consultores não hesitam em substituí-lo por uma máquina ou mão-de-obra mais barata) está descobrindo, sem pudor, que pode fazer mais, por menos e melhor – só que sem você. Não porque queira. É que todo mundo está fazendo o mesmo.

Foi o que disse Thomas Friedman, autor do livro “O mundo é plano”, em entrevista à Amazon.com: “Estava na Índia quando descobri gente escrevendo meu software, fazendo minha contabilidade, lendo meus raios-X e querendo desenhar meus desenhos da Disney e vi que alguma coisa grande estava acontecendo – o mundo tinha ficado plano”.

Friedman vai mais longe no que já está sendo chamado de o planeta dos free lancers: “Quando era pequeno meus pais diziam: Tom, acabe o seu jantar, pois pessoas da China e da Índia estão famintas”. Hoje, digo às minhas filhas: garotas, acabem o dever de casa, China e Índia estão famintos por trabalho”.O que mudou foi que China e Índia não só roubam empregos do setor produtivo de todo o mundo. Absorvem agora trabalhos que exigem o “pensar criativo”, pois eles podem ser acessados instantaneamente, a qualquer hora, por preço infinitamente menor. São países que investiram pesado em educação, tornaram-se inteligentes (e espertos) e estão prontos para dominar o mundo, segundo estudo publicado na “Newsweek” sobre a revolução do conhecimento.

A queda do muro de Berlim, o sucesso da Internet, a difusão do Windows, a criação de uma rede global de fibra óptica e softwares que permitem o trabalho conjunto mudaram os paradigmas. Hoje, há uma plataforma global, quando gente pode colaborar e competir, dividir conhecimento e trabalho, coisa nunca vista na história, o que afeta países, empresas e pessoas.

É aterrorizante ou oportunidade única? Saiu de moda ter emprego fixo, carteira assinada, plano de carreira? Sim. Será que a dupla de criação da McCann Erickson precisava estar numa grande empresa e enfrentar o dia-a-dia com colegas para inventar a campanha “Não tem preço” da Mastercard e arrancar da Visa a posição de líder mundial de cartões de crédito?

Boas idéias não têm preço. Mas, agora, elas estão no centro desta revolução nos negócios. Terão de ser medidas, estimuladas, planejadas de forma consistente e, principalmente, recompensadas. Nascem no cinema, na festa de aniversário do filho, na cama quando você acorda à noite. Pouquíssimo no local de trabalho. Aproveite e coloque um preço nelas. É o seu futuro.