Archive for novembro, 2006
NYT expandirá funções de jornalismo colaborativo em sua versão digital
“Vocês verão mais jornalismo cidadão” no NYT.com, disse Arthur Sulzberger Jr., que também ocupa o cargo de publisher do New York Times, durante a Web 2.0 Conference em São Francisco. Sua revelação aconteceu após um membro da audiência dizer que a página vinha seguindo outros jornais na área de conteúdo gerado pelo usuário.
“Você pode alegar que fomos devagar, mas eu não concordo”, disse, acrescentando que é difícil achar um balanço entre aceitar contribuições de amadores e manter os padrões de qualidade editorial do jornal.
Sulzberger apontou que o NYT.com reproduzirá o trabalho de alguns destes “jornalistas cidadães” e trabalhará com um grupo com o qual se sentir confortável e em que confiar.
Enquanto isto, Barry Diller, chefe do conselho e chief executive office da InterActiveCorp (IAC), que também participou do painel, disse que o conteúdo gerado por usuários encontrou seu lugar em sites da companhia, mas acha que é errado acreditar que amadores conseguirão produzir conteúdo com qualidade profissional.
A IAC investirá na criação de conteúdo com altos valores de produção para seus sites, escolhendo profissionais para o trabalho, já que Diller disse estar convencido que a tecnologia de vídeo online já está madura o suficiente para justificar o custo e esforço para desenvolver este tipo de programação para internet.
Perguntando pelo organizador da conferência John Battelle sobre a decisão do The New York times por cobrar por partes do seu site, Sulzberger se defendeu, dizendo que jornalismo de qualidade é caro de se produzir.
Junto ao discurso, o executivo acrescentou que o site ainda é um negócio. Apenas as versões impressas do The New York Time e do The Boston Globe faturam mais que o NYT.com e seu serviço pago TimesSelect, disse.
Softex cria portal sobre linhas de financiamento para tecnologia
A estratégia tem como objetivo criar um canal eficiente de contato direto entre as empresas e a instituição e esclarecer dúvidas sobre o acesso ao crédito. Segundo Carlos Alberto Leitão, coordenador de planejamento e estudos da Softex, até não existia um local na internet que condensasse informações sobre financiamento às micro e pequenas empresas.
O site também reunirá informações sobre venture capital e private equity, um terreno ainda pouco conhecido pelos empresários de TI. A Softex informa que tem se aproximado de empresas responsáveis por gerir fundos de investimentos de capital de risco voltados ao setor com objetivo de firmar parcerias importantes. Os resultados dessas conversas serão disponibilizados no portal.
O portal também dá destaque especial ao Programa para o Desenvolvimento da Indústria de Software e Serviços Correlatos (Prosoft), principal programa de financiamento para o setor, criado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 1997, em parceria com a Softex.
Além do site, a Softex também pode fornecer informações por meio do e-mail: financiamento@nac.softex.br .
Cidade de Campos do Jordão terá rede WMesh outdoor
Terça-feira, 07 de Novembro de 2006, 19h15
Campos do Jordão será a primeira cidade da América Latina a possuir uma rede WMesh outdoor, que permite a transmissão digital de dados e voz na faixa de freqüência de 2,4 GHz. A instalação das três antenas, que permitirão uma cobertura de 400 mil metros quadrados, será feita pela Vex, conforme contrato firmado entre as partes.
Na cidade, a instalação da rede WMesh atenderá a nova demanda criada pelos usuários de gadgets, nome dado ao público freqüente da região. A alta concentração deste perfil de consumidores e a necessidade de uma ampla cobertura contínua outdoor foram decisivas a escolha dessa tecnologia.
Para utilizar os serviços da Vex, basta que o usuário seja assinante de um provedor de internet ou de uma operadora de telecomunicações conveniada ao plano Wi-Fi da companhia. O acesso também pode ser feito no modelo pré-pago, por meio da compra de cartões.
De acordo com o presidente da Vex, Roberto Ugolini Neto, o projeto será estendido para outras cidades brasileiras nos próximos anos.
Site transforma fãs de música em investidores
Segunda-feira, 06 de novembro de 2006 – 11h34
A empresa sediada em Amsterdã permite que fãs –ou, em sua terminologia, “crentes”– invistam em bandas ou músicos ainda não contratados por gravadoras, em incrementos de 10 dólares. Assim que os investimentos atingirem os 50 mil dólares, o artista conquistará acesso a um estúdio de gravação e serviços profissionais de produção, composição e marketing.
“O que esperamos é que isso venha a oferecer aos músicos, especialmente aqueles que nunca conseguiram assinar com gravadoras, uma chance de fazer algo que jamais fizeram, e alguma vantagem competitiva”, disse Adam Sieff, ex-diretor de jazz na Sony Music na Europa, que trabalhará com artistas da Sellaband.
“Não será o único caminho, mas em um setor desesperado por modelos de negócios novos, isso oferece novas oportunidades aos músicos”, afirmou.
O investidor receberá uma cópia grátis do CD, participação nas vendas do disco e uma parcela nas receitas publicitárias geradas pelo site, www.sellaband.com. O Sellaband reterá 40 por cento da receita auferida com editoração de música, mas zero da receita gerada pelo trabalho gravado.
“Se nosso plano é eliminar o intermediário, não devemos agir como intermediários”, disse Johan Vosmeijer, diretor executivo da Sellaband e ex-executivo da Sony BMG [BERT.UL].
Uma banda feminina holandesa de rock gótico chamada Nemesea está perto de se tornar o primeiro grupo a atingir a meta de financiamento, depois que dois fãs começaram a duelar por participação maior no processo.
“Elas levaram nove semanas para atingir 25 mil dólares em investimentos, e mais duas semanas para chegar aos 45 mil”, disse Vosmeijer.
Ele disse que já havia sido abordado por empresas de capital de risco interessadas em adquirir a Sellaband, mas que ele e o sócio pretendem manter o grupo independente.