Archive for dezembro, 2006

A ameaça invisível

quarta-feira, dezembro 20th, 2006

Segunda-feira, 06 de Novembro de 2006, 15h44

Mas quem poderia imaginar que New Orleans seria devastada por uma catástrofe, ou que seres humanos seqüestrariam um avião de carreira e, deliberadamente, o arremessariam contra o World Trade Center. Ou ainda que um tsunami causaria uma tragédia de tão grandes proporções em vários países?

Da mesma forma, um surto de gripe pandêmica poderia causar danos em uma escala bem maior que todos esses desastres juntos.

Para evitar crises dessa natureza, as empresas precisam oferecer um meio para que seus principais funcionários se comuniquem e executem suas tarefas quando e onde necessário, sem interrupções.

E isso é possível graças à continuidade das operações ou cooperação de vigilância remota (COOP).

O princípio básico da continuidade ininterrupta das operações é um sistema de “tele-trabalho” tecnicamente poderoso e com excelente custo-benefício, capaz de providenciar acesso imediato e altamente seguro a qualquer usuário remoto.

Há anos as empresas têm usufruído os benefícios do “tele-trabalho” ou “tele-comutação”, usando seu potencial para promover maior eficiência e melhor desempenho dos funcionários, permitindo que eles trabalhem em casa ou fora da empresa, com total flexibilidade operacional.

O tele-trabalho também é capaz de reduzir os custos do deslocamento e melhorar o estado de espírito dos funcionários.

Na verdade, a Internet foi concebida originalmente como uma iniciativa COOP, para possibilitar a comunicação, mesmo na eventualidade de uma guerra nuclear.

Hoje, ela figura como um dos pilares da economia global e das operações dos setores público e privado em todos os níveis. Mas não se pode contar apenas com a infra-estrutura básica da Internet para a oferta de acessibilidade.

Os quatro pilares da continuidade

Quatro áreas importantes devem ser consideradas para a implementação de iniciativas COOP na sua empresa:

1. Utilização da tecnologia atual futuramente

Durante uma crise, precisamos de um nível tecnicamente muito superior de disponibilidade da Internet do que simplesmente a capacidade de navegar na rede.

Felizmente hoje dispomos de softwares e hardwares capazes de atender a essa necessidade e criar uma rede de usuários remotos que, usando o telefone, a Internet e algumas ferramentas colaborativas, conseguiriam executar operações essenciais a partir de locais remotos.
Basicamente essa estrutura precisa de dois elementos.

Primeiro é necessária uma estrutura integrada e inteligente pronta para a transmissão de dados, com excelente “integração” de todos os componentes do sistema e a “inteligência” necessária para que isso aconteça.

A infra-estrutura de tele-trabalho é bem semelhante a que usamos diariamente para nos comunicarmos de casa: composta por fios, fibra e torres de transmissão.

No caso de cenários mais sofisticados, é bem provável que os sistemas de emergência precisem de comunicação via satélite.

O segundo requisito é a segurança da rede de ponta a ponta, de toda a infra-estrutura do tele-trabalho, para que o usuário tenha acesso aos recursos críticos. Os usuários precisam ser capazes de acessar arquivos com segurança e compartilhar informações da sede para qualquer lugar, quando necessário, com vários produtos trabalhando em diversas plataformas.

Já existem produtos necessários para criar e manter um sistema seguro como esse. A questão então não é se podemos criar um ambiente de tele-trabalho seguro e confiável, mas como e quando o sistema entrará em operação.

2. Foco nos funcionários críticos

O melhor ponto para iniciar uma implementação efetiva de tele-trabalho para COOP é começar pelos líderes e principais membros da empresa. As pessoas que planejam, organizam e executam as tarefas durante uma situação de desastre ou emergência.

Um sistema COOP bem-sucedido demonstrará a viabilidade do trabalho remoto também durante as operações do dia-a-dia. Os custos dos equipamentos e com instalação para a implementação de um sistema COOP não deverão ser uma limitação. A funcionalidade do sistema irá provar o valor do investimento em termos de custo-benefício.

Talvez o aspecto mais delicado para a efetividade de um sistema de trabalho remoto seja a definição de políticas e procedimentos que irão reger as operações e que complementam a capacidade das tecnologias atuais, possibilitando o compartilhamento seguro de informações auditáveis.

3. Manter a integridade da rede autenticando e autorizando os usuários

Os planos para o trabalho remoto efetivo possuem dois componentes básicos: regras que determinarão quem terá acesso a quais informações e em que circunstâncias, e o ambiente técnico que suporta essas regras.
Com avançadas tecnologias de tele-trabalho, as informações podem ser protegidas, gerenciadas e controladas de forma efetiva a partir de vários locais remotos e por qualquer número de usuários autorizados.

A chave é ter “vigilantes” qualificados nas portas que guardam essas informações: uma política abrangente de controle dos usuários e equipamentos em rede conhecida como “controle unificado de acesso”.

Há apenas alguns anos, a segurança das informações só podia ser garantida equipando os computadores com softwares e componentes que exigiam dispendiosas e constantes tarefas de manutenção e atualização. Hoje as redes podem fazer a mesma função, e de forma mais efetiva, por um custo menor e de forma bem mais prática para o usuário.

4. Os padrões abertos permitem o uso de avançadas tecnologias e redução de custos
Em uma situação de emergência, a comunicação virá necessariamente de várias origens. As tecnologias que governam a autenticação e o acesso à informação precisam ser capazes de reconhecer e operar tranqüilamente com uma ampla gama dessas tecnologias.

As próprias tecnologias administrativas precisam também operar sem problemas entre si e com tecnologias de inúmeros fabricantes, o que não somente ajudará na implementação de avançadas soluções como irá melhorar a eficiência e reduzir custos operacionais.

Conclusão

Nossas empresas precisam estar preparadas para permitirem que os funcionários possam trabalhar onde e quando necessário, sem interrupções. Precisamos estar preparados para uma ameaça iminente, garantindo uma infra-estrutura protegida, flexível e pronta, e devemos começar a providenciar isso desde já.

A capacidade de gerenciar efetivamente as informações e autorizar e autenticar usuários remotos e seus equipamentos já é possível e viável.

*Scott Kriens é presidente do conselho, presidente e principal executivo da Juniper Networks desde 1996. Antes de entrar para a Juniper Networks, Scott foi co-fundador e diretor da StrataCom, Inc., atuando nas áreas de operações e vendas de 1986 a 1996. Ele também exerceu o cargo de diretor da VeriSign, Inc., Equinix, Inc. e da Calient Networks, Inc. É formado em economia pela California State University

Presidente da Vivo propõe criação de S/A para 3G

terça-feira, dezembro 19th, 2006

Quarta-feira, 04 de Outubro de 2006, 16h36

A criação de uma empresa para gerenciar as redes das operadoras móveis foi a proposta apresentada pelo presidente da Vivo, Roberto de Lima, durante a Futurecom, nesta terça, 3/10.

Os bens dessa nova empresa, montada no modelo de S/A, seriam os ativos doados pelas operadoras que se tornariam acionistas do empreendimento. Na prática, as redes seriam totalmente separadas das operações.

Assim, todas as empresas se tornariam virtuais, como as MVNOs, ainda não regulamentadas no Brasil, mas cada vez mais discutidas. A empresa administraria todas as redes, integradas em apenas uma, com 94 milhões de usuários.

Qualquer empresa que quisesse prestar serviço como uma operadora virtual poderia contratar a S/A. Além disto, há uma chance de uma aliança desse tipo enterrar o WiMax, porque empresas de qualquer porte, mesmo nas regiões mais distantes, poderiam contratar a infra-estrutura para atender até a uma reduzida carteira de usuários.

A idéia é uma evolução da hipótese admitida pelo presidente da Claro, João Cox, em setembro, de compartilhar a rede com a Vivo, no caso de a concorrente não conseguir terminar o overlay GSM até novembro. Na ocasião, Lima gostou da idéia, mas agora foi muito além. “É muito simples e dá muito dinheiro”, argumentou, explicando que o modelo atual é altamente ineficiente. Agora, entretanto, Cox tem restrições: “Não tenho nada contra compartilhar sites, mas a nova proposta é diferente”, comentou com TELETIME News. ”Não vejo necessidade (de criar uma S/A para administrar as redes). As redes já estão prontas, é complicado.”

Incompatibilidade

Entre os problemas está o fato de a rede CDMA da Vivo ser incompatível com o restante do mercado, com tecnologia GSM. Mas como a empresa fará overlay GSM, Lima não vê qualquer problema na integração.

“A própria rede CDMA poderá ser compartilhada”, sugere o executivo, minimizando o fato de que não há outras operadoras com essa tecnologia. Lima recorre ao seu expertise na área financeira para criar o projeto. Lembra que as administradoras de cartões de crédito Redecard e Visanet e o Banco 24 Horas criaram estrutura semelhante, integrando a infra-estrutura de todas as instituições envolvidas, mas preservando a competição.

Afirmou que discutiu o assunto com a Anatel, que foi reativa porque a tecnologia pode evoluir para W-CDMA e HSDPA. Para Luiz Francisco Perrone, vice-presidente de planejamento estratégico e assuntos regulatórios da Brasil Telecom, “a proposta do presidente da Vivo tem que ser estudada com muito cuidado”. Seria necessário, segundo o executivo, primeiro analisar onde a infra-estrutura seria criada e qual seria a cobertura.

“Essa nova empresa seria de infra-estrutura ou de serviço?”, pergunta Perrone. Ele se diz a favor “de tudo que permita cortar custos e prestar melhores serviços”. Perrone se disse disposto a conversar com o presidente da Vivo “para conhecer melhor os detalhes da proposta”.

Boa em conceito

A proposta foi bem recebida pelo superintendente de desenvolvimento de produtos da CTBC, Eduardo Rabboni. Consultado por este noticiário, Rabboni disse que a idéia conceitual é boa, porque oferece ganho de escala, mas haveria alguns problemas.

Todas as redes teriam que ser integradas, mas haveria problemas de controle porque não é possível ligar todas as estações radiobase no mesmo processador, por serem de gerações tecnológicas distintas. “Mas, sem dúvida, nos interessa”, reafirmou. Por isto, sugere que para dar certo teria que ser criado um grupo de estudo com técnicos. Teria que ser decidido também se a interoperabilidade seria completa ou com restrição.

A grande beneficiada, de imediato, seria a Vivo, pois com o overlay, a nova rede GSM ou a CDMA poderá ficar subutilizada. Neste caso, o compartilhamento seria uma solução, opina Rabboni.

O presidente da Telemar/Oi, Luiz Eduardo Falco, considera viável o compartilhamento em novos serviços, mas não da rede já existente. “O acordo é para frente, com um investimento novo, não pode penalizar quem já investiu e agora teria que compartilhar”, diz. Ele admite, por exemplo, as empresas unirem-se para oferecer redes 3G em um Estado. “Isso economizaria Capex e poderia viabilizar o serviço financeiramente.” por Ivone Santana e Ana Luiza Mahlmeister

Site Lulu.com cresce publicando livros de desconhecidos

terça-feira, dezembro 12th, 2006

Livraria virtual ganhou evidência promovendo novos autores

Reuters
 
LONDRES – Em uma área pelo menos a nova economia está cumprindo sua promessa. Diferente do caro processo de publicação de livros do passado, hoje em dia um autor não precisa gastar um tostão para ver sua palavras publicadas, e até pode ganhar dinheiro com isso.

Em apenas três anos, o empreendimento do canadense Bob Young, Lulu.com, saiu do zero para um faturamento de US$ 16 milhões, com a publicação de 2.500 novos títulos por semana, escritos por autores desconhecidos do grande público ao redor do mundo.

“Nossa missão não é descobrir o próximo Harry Potter — apesar de que cada autor que recorre à Lulu acredita que tem o próximo Harry Potter — mas fornecer um meio de publicação para as pessoas comuns”, disse Young à Reuters.

“Editores comuns querem 100 autores que vendam um milhão de livros cada. Nós queremos 1 milhão de autores que vendam 100 livros cada.”

Atualmente o site tem mais de 100 mil títulos disponíveis para impressão ou download e está vendendo mais de 90 mil livros por mês. A expectativa é vender até 2 milhões no próximo ano.

“É nosso objetivo chegar a todos os principais mercados do mundo”, disse Young, que visita a Inglaterra para acompanhar o desempenho de sua crescente operação européia.

A editora online publica principalmente em inglês, mas já trabalhou com obras de autores de 80 países e as vendeu para 60 países diferentes.

FacilidadeNão custa nada para um autor tornar sua obra disponível para compra online, diferente da publicação pelos métodos tradicionais, que pode ser cara.

O autor tem completo controle sobre título, conteúdo, páginas e preço, cobrando o que quiser, desde que cubra o custo de cerca de 8 dólares por cópia.

Assim que o custo é deduzido, a quantia remanescente é dividida entre o autor, que fica com 80 por cento, e a Lulu, que fica com o restante.

E como a Lulu opera sob demanda, a editora online não precisa de estoques com livros impressos que esperam para serem vendidos.

Isso é um ponto importante para Young, que tem uma mesa e uma cadeira construídas com cópias não vendidas de seu livro “Under the Radar”, que conta sua experiência como co-fundador da distribuidora do sistema operacional Linux, Had Hat.

Um exemplo de livro de sucesso na Lulu é “The Replica Watch Report”, sobre as diferenças entre relógios reais e falsificados. A obra foi escrita pelo especialista no assunto Richard Brown.

Brown levou o projeto a uma editora que o recusou porque as vendas previstas eram de apenas 1.000 cópias por ano. Então ele decidiu recorrer à Lulu, onde de fato vende 1.000 unidades por ano, mas ele tem um lucro de 28 dólares por cópia. “Um acordo com uma editora tradicional não iria dar ele nada parecido com isso”, disse Young.

Teias de negócios: redes sociais conectam profissionais e empresas

quinta-feira, dezembro 7th, 2006
São Paulo – Tecnologia que se popularizou com sites como MySpace e Orkut também pode ser usada por companhias, com os devidos cuidados.
Rede de negocios 88x66Reencontrar velhos amigos, participar de comunidades que revelam seus interesses e permitem trocar idéias sobre determinados temas, compartilhar fotos e links, trocar mensagens. Recursos como este fizeram das redes sociais como o MySpace, nos Estados Unidos, e o Orkut, no Brasil, fenômenos de audiência que crescem a cada dia.Mas será que esta tecnologia – que também trouxe também perigos como a superexposição e mostrou-se uma porta aberta a criminosos virtuais – pode ser aplicada ao mundo dos negócios?

A experiência mostra que sim, desde que com os devidos cuidados. As redes de relacionamento corporativas podem ter três principais aplicações dentro de uma companhia, segundo Daniel Domeneghetti, sócio-fundador da E-Consulting e CEO da DOM Strategy Partners.

“Da porta da empresa para dentro, podem servir como ferramentas de comunicação, substituindo as intranets, murais ou jornais internos”, explica. “Ainda dentro da companhia, a rede social pode servir para aproximar os funcionários por afinidades, de acordo com seus hobbies pessoais, criando um senso de companheirismo e melhorando o relacionamento dentro da companhia”, acrescenta.

“Há ainda um terceiro emprego, que considero o mais interessante, que consiste em usar a rede social como um catalisador de projetos, uma ferramenta de colaboração de fato, onde a tecnologia é usada para gerar conhecimento coletivo”, aponta o executivo.

Para Domeneghetti, dentro do ambiente corporativo, os riscos de utilizar uma rede social são restritos, já que a ferramenta estará sujeita ao regimento interno de segurança da companhia. “Claro que isso pode ser levado para fora, mas é o mesmo risco de se ter um mural interno ou uma newsletter”, defende o analista.

Ponto de encontro

É no âmbito do relacionamento entre empresas, no entanto, que a rede social pode atingir o máximo do seu potencial, funcionando como ponto de encontro para estabelecimento de acordos e parcerias, colaboração de agentes de cadeias produtivas e até para negociações de compra e venda.

Um exemplo prático deste emprego da tecnologia é a plataforma Peabirus, desenvolvida pela Radium Systems. A rede social, cujo acesso é permitido somente a convidados – como no Orkut -, funciona como um ambiente de relacionamento para os arranjos produtivos locais – como, a cadeia produtiva do café no Brasil, a indústria de calçados infantis de Birigui (SP) e o pólo tecnológico de São Caetano do Sul (SP).

Dentro do modelo de negócio, a Radium System provê a base tecnológica para o marketplace e o suporte à governança das redes, que se dividem em sub-redes e comunidades. Cada rede, sub-rede e comunidade tem um mediador, que é remunerado conforme o desempenho (medido pela audiência) do seu grupo, com parte da verba proveniente das empresas que pagam para entrar na plataforma como comunidade de negócios – potenciais fornecedores aos agentes destas cadeias produtivas.

Além de não ter custo nenhum para entrar na plataforma, os agentes do arranjo – que vão desde companhias produtoras até entidades setoriais, passando por universidades e institutos de pesquisa – têm como vantagem a facilidade de colaborar em projetos comuns e ganham ainda um poder de negociação maior com os fornecedores. “A rede gerida pela Radium procura organizar as lideranças locais que fazem parte da cadeia produtiva”, explica Rodrigo Mesquita, diretor da Radium.

Do outro lado, os fornecedores, que já são mais de 100 – incluindo nomes como a fabricante de chips AMD e o Banco ABN AMRO Real -, lucram com a possibilidade de atingir potenciais clientes que estão dispersos pelo País e exigiriam um esforço de capilaridade muito grande para serem atendidos.

“Para uma empresa de ERP, por exemplo, o custo de deslocar um representante até Birigui, no interior de São Paulo, para atender os calçadistas da região é drasticamente reduzido com a plataforma online”, exemplifica Mesquita.

Na avaliação do diretor da Radium, a tendência de que os relacionamentos migrem para a web é inexorável. “A sociedade está cada vez mais fragmentada. A única forma de organização é pelas redes”, afirma Mesquita.

Lançado oficialmente em agosto, o Peabirus conta com quase 1,4 mil usuários e sete redes implementadas. “O objetivo é terminar o ano com mais sete redes e 5 mil usuários”, conta o executivo. Já em 2007, a plataforma deve reunir 100 mil participantes, segundo Mesquita.

Círculo de confiança

Marcos Sêmola, consultor de gestão de riscos da Atos Origin no Reino Unido, compartilha da visão de Mesquita sobre a importância das redes sociais. “Não se trabalha mais nos limites da sua empresa, da sua cidade ou de seu país. As fronteiras se quebraram e trabalhar com resultado e alta performance requer grande eficiência e abrangência de networking, ou contatos”, opina o consultor.

Sêmola é usuário de uma outra modalidade de rede social – as redes de contatos profissionais, cujo principal expoente é LinkedIn. Com mais de 7 milhões de integrantes, a rede também se baseia em relações de confiança. Para entrar, é preciso ser convidado por um usuário. Cada usuário pode visualizar sua própria lista de contatos e a lista de contatos dos seus contatos.

“O que o sistema prega é que se eu o conheço muito bem e encontro em sua lista de confiança um profissional que me interessa, poderei confiar nele por herança e assim reduzir meus riscos de contratar a pessoas errada. Mas, claro, se os critérios de inclusão de um novo contato em sua rede forem falhos, você pode estar quebrando a confiança do sistema e gerando impactos em cascata”, aponta o consultor.

Como membro da rede e especialista em riscos, Sêmola aponta outros cuidados que devem ser tomados para otimizar o uso da ferramenta. “O LinkedIn não deve ser usado de olhos vendados. Escolha bem e proteja a sua senha, para evitar quebra de confidencialidade. Adote critérios legítimos de seleção de novos membros em sua rede. Não divulgue informações pessoais e profissionais sensíveis, lembrando que o ambiente é acessível a qualquer um, em qualquer lugar do mundo”, aponta.

Use com moderação

“Além disso, como estamos falando de um sistema e seu computador é a ferramenta de acesso, deve-se mantê-lo seguro. Por isso, atualizar o sistema regularmente, o antivírus, detector de intrusos, e especialmente não executar programas ou acessar links suspeitos, podem evitar dores de cabeça”, acrescenta.

Mais pragmático em relação ao uso de ferramentas como o LinkedIn, Domeneghetti acredita que elas são mais úteis a profissionais em início de carreira. “Para quem ainda não tem uma rede de contatos, é um serviço, uma forma de inserção no mercado. Mas a partir de certo estágio na carreira, passa a ser um desserviço, pois o networking é um patrimônio do executivo, que vai ficar exposto a todos”, acredita.

Para Domeneghetti, o sucesso das redes sociais está atrelado ao desenvolvimento e aplicação do conceito de responsabilidade digital, que consiste em práticas por parte das empresas provedoras de acesso, dos usuários e dos operadores de serviços online para que as transações na web sejam mais confiáveis.

“Por enquanto, há uma percepção para as empresas de que elas correm riscos ao se posicionar em redes, se relacionando com parceiros e clientes dentro de um marketplace aberto, mesmo que não corram”, justifica. “Conceitualmente todo mundo topa, mas não vai existir uma grande rede de seres humanos amigos. Quando houver uma percepção de redução de custos e de ganho de agilidade com a prática, aliada a uma percepção de segurança, aí a tecnologia pode ganhar o mundo corporativo de fato”, opina.

O conselho final de Sêmola para explorar as redes de relacionamento – sejam pessoais ou corporativas – é: “use com moderação”.

Meios digitais já são mais consultados do que convencionais

sábado, dezembro 2nd, 2006
Segundo relatório da ONU, população mundial dedica a eles mais horas semanais do que à televisão, ao rádio, aos jornais impressos ou ao cinema
EFE

GENEBRA – Os meios de comunicação digitais já são os mais utilizados pela população mundial, que dedica a eles mais horas semanais do que à televisão, ao rádio, aos jornais impressos ou ao cinema, informou neste sábado a União Internacional de Telecomunicações (UIT).Em seu relatório “Digital Life 2006″, divulgado neste sábado, a organização ligada à ONU reflete as mudanças introduzidas pela tecnologia digital no mundo todo.

Segundo os dados do documento, os menores de 18 anos dedicam aos meios digitais uma média de 14 horas semanais, enquanto reservam 12 horas para a televisão; seis para o rádio e duas para os jornais, revistas e cinema.

Entre os indivíduos na faixa etária entre 18 e 54 anos, os meios digitais absorvem 16 horas; a televisão, cerca de 13; o rádio, oito; os jornais, duas (entre pessoas de 36 a 54 anos esse tempo sobe para três horas); as revistas, outras duas; e o cinema, uma.

A única exceção são os maiores de 55 anos, que ainda dedicam 16 horas à televisão, oito para os meios digitais, sete para o rádio, cinco para os periódicos, três para as revistas e menos de uma para o cinema.

Além disso, as comunicações são progressivamente “mais móveis”, já que, enquanto cerca de 125 anos se passaram para que houvesse no mundo mais de um bilhão de linhas telefônicas fixas, foram necessários apenas 21 anos para que houvesse o mesmo número de linhas de telefonia celular.

“O mais espetacular, porém, é que foram necessários apenas mais três anos para somar mais um bilhão de assinantes de linhas de telefone celular, e, em breve, esse número deve chegar aos 3 bilhões”, apontou o responsável da Unidade de Política e Estratégia da UIT, Tim Kelly, na apresentação do estudo em Genebra.

Recorde de celularesSegundo o relatório, o Brasil possui 86 milhões de usuários de telefones celulares. Os países com mais usuários de celulares são China (393 milhões), Estados Unidos (201 milhões), Rússia (120 milhões), Japão (94 milhões), Índia (90 milhões), Alemanha (79 milhões), Itália (72 milhões), Reino Unido (61 milhões), França (48 milhões), México (47 milhões), Indonésia (46 milhões), Turquia (43 milhões), Espanha (41 milhões), Coréia do Sul (38 milhões), África do Sul (34 milhões), Filipinas (33 milhões), Polônia (29 milhões), Tailândia (27 milhões) e Taiwan (22 milhões).

A popularização da telefonia celular é tão extensa, que há uma média de mais de uma linha por habitante em vinte países. Entre eles estão: Luxemburgo, Lituânia, Itália, Hong Kong, Israel, Portugal, Estônia, Cingapura, Islândia, Noruega, Reino Unido, Jamaica, Irlanda, Emirados Árabes e Dinamarca.

A UIT enfatiza que, além de mais digitalizadas e móveis, as comunicações também são cada vez “mais amplas”, pois as redes aumentam sua capacidade de maneira exponencial, o que permite intercâmbios de informação mais rápidos, mais completos e em mais formatos simultâneos.

De fato, já há, em todo o mundo, 216 milhões de assinantes de linhas fixas de banda larga, e mais de 61 milhões de usuários de linhas móveis do mesmo tipo (por meio da telefonia de terceira geração).

No ranking mundial de conexões fixas por banda larga, os EUA têm 49 milhões; China, 37 milhões; Japão, 22 milhões; Coréia do Sul e Alemanha, 12 milhões; Reino Unido e França, 9 milhões; Itália, 7 milhões; Canadá, 6 milhões; Espanha, 5 milhões; Taiwan e Holanda, 4 milhões; Brasil, 3 milhões; México, Austrália, Bélgica, Suécia e Suíça, 2 milhões e Hong Kong e Turquia, 1 milhão.

Ao mesmo tempo, o preço da banda larga e das conexões sem fio diminuiu drasticamente em muitos países. Por isso, as tecnologias da informação e da comunicação (TIC) ocupam cada vez mais espaço na vida privada.

Segundo a UIT, só durante o ano passado as TIC movimentaram US$ 3,13 trilhões, e as telecomunicações foram recordistas na geração de negócios: em hardware, foram cerca de US$ 235 bilhões anuais, ao tempo que em serviços, cerca de US$ 1,186 trilhão.

Em seguida vêm a informática (US$ 379 bilhões em hardware e US$ 741 bilhões em serviços) e a radiodifusão (US$ 294 milhões em hardware e US$ 295 milhões em serviços)