fevereiro 2008
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As boas e as más notícias para o investidor em 2008

cenário otimista nos convida a investir no Brasil, destinando até 30% de nossas reservas em ações. A indicação é ficar atento a 10 papéis em diversos setores (empresas de consumo, bancos e infra-estrutura) que se valorizam quando a economia cresce:
- Bradesco (BBDC4) – melhorou no quesito empréstimos e ampliou a oferta de produtos financeiros;
- Cesp (CESP6) – a companhia é uma das preferidas para 2008 devido à expectativa de privatização;
- Cyrela (CYRE3) – é uma “blue chip” do setor da construção que resiste bem às baixas do Ibovespa;
- Duratex (DURA4) – seu desempenho está ligado ao ritmo da construção civil, que deverá passar por um período próspero em 2008;
- Embraer (EMBR3) – a companhia oferece aeronaves que se ajustam a cenários de aquecimento e retração de demanda, com crescente exposição na aviação executiva;
- Gerdau (GGBR4) – a siderúrgica continua se beneficiando da forte demanda por aço longo destinado ao boom da construção civil;
- Lojas Americanas (LAME4) – a empresa possui uma ampla rede de lojas físicas para clientes de todas as faixas de renda e um forte canal de vendas pela internet;
- Petrobras (PETR4) – muito beneficiada pelo anúncio da descoberta do poço de Tupi e pelo alto preço do petróleo no cenário internacional. Outro fato positivo é a expectativa de crescimento da companhia, que investirá cerca de US$ 112,4 bilhões entre 2008 e 2012 (uma média de US$ 22,5 bilhões por ano), sendo 87% no Brasil e 13% no exterior – aumento de 29% em relação ao último plano estratégico;
- Vale (VALE5) – a mineradora se beneficia muito do crescimento de países em desenvolvimento como China, Índia e o próprio Brasil. Existe ainda a previsão de reajuste do preço do minério para o próximo ano na casa dos 30%;
- Weg (WEGE3) – a fabricante de motores é considerada uma empresa de referência no mercado, muito eficiente na gestão e no controle de custos, e investe continuamente em inovação.
Para quem busca retorno via dividendos – lucro distribuído pelas empresas -, destaque para a carteira de ações ligada ao setor elétrico, destinada a investidores mais conservadores, que objetivam renda no longo prazo: Eletropaulo (ELPL6), AES Tietê (GETI4) e CPFL Energia (CPFE3). No primeiro semestre de 2008, podemos apontar ainda a possibilidade de ganhos iniciais expressivos com a provável abertura de capital (IPO) das companhias VisaNet (Cartão de Crédito) e Cutrale (Agroindústria).
Outra dica interessante são os fundos multimercados, que destinam apenas uma porcentagem dos recursos para a renda variável. São opções de investimento que buscam retorno financeiro aplicando em diversas classes de ativos como dólar, títulos de dívidas públicas e ações, por exemplo. Em função das altas taxas de administração cobradas para pequenos volumes de recursos, em vez de repartir esta quantia entre um fundo de renda fixa e um fundo de ações, a escolha do fundo multimercado é mais inteligente pois, em geral, as taxas de administração cobradas baixam à medida que o volume de recursos aplicado aumenta.
A má notícia é que, apesar das perspectivas positivas de crescimento, segundo a agência de classificação de risco Fitch Ratings, o Brasil não deve atingir em 2008 o chamado “grau de investimento”, que determina quais países oferecem menor risco a aplicações estrangeiras. O fato é que o país precisa de um plano de desenvolvimento de longo prazo e não de um plano de estabilização da economia amarrado à alta carga tributária, ao excesso de burocracia e a uma taxa básica de juros de dois dígitos para conquistar o posto de local seguro para investimentos externos.
Marcos Crivelaro é professor PhD da FIAP – Faculdade de Informática e Administração Paulista e da Faculdade Módulo, especialista em matemática financeira e consultor em finanças

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