Freeconomy: nós não vamos pagar nada
Depois da Cauda Longa (Long Tail, em inglês), agora é a vez da Freeconomy. Esse é o tema do novo livro (sem previsão de lançamento) de Chris Anderson, editor-chefe da Wired, que nos dá uma palhinha do assunto na capa da revista de março.
Para o jornalista, há três modelos de negócios gratuitos:
1) o Gillette, no qual você dá o aparelho para vender a lâmina de barbear. É o que ele chama de subsídio cruzado. Pense nas operadoras de celulares, que dão um celular gratuito em troca de um plano de serviços e da fidelidade por um período de tempo.
2) o modelo custo próximo de zero. Pense na capacidade de processamento, banda de internet e armazenamento, que cada vez custam menos. Você dá acesso ilimitado de capacidade de armazenamento de e-mail, mas conta um terceiro, provavelmente um anunciante, que vai pagar a conta.
3) o modelo colaborativo, que está na base da Wikipedia, da blogosfera e da Craiglist. É uma motivação não monetária, mas sim de reputação, atenção e expressão que move essas pessoas a colaborar gratuitamente, acredita Anderson.
A Trend Watching, que tratou rapidamente de repercutir a matéria da Wired, chamou o assunto de “Free Love”, num bem embasado relatório com dezenas de exemplos de estratégias de negócios gratuitos.
E quem poderá viver nessa nova economia? “A resposta imediata é o Google”, disse Anderson em uma entrevista para Renato Cruz, no Estado de S. Paulo.
A verdade é que na economia do gratuito, ou na Freeconomy, alguém sempre vai ter de pagar a conta. Espero que não seja eu.
Você acha que o futuro dos negócios, como defende Anderson, é dar produtos e serviços de graça para seus consumidores? Dê sua opinião.
Publicado por Ralphe Manzoni Jr. às 00h21