Archive for maio, 2009

Trabalho a distância ajuda a atrair talentos

quinta-feira, maio 14th, 2009


O acesso a um conjunto mais vasto de talentos, melhora de produtividade, menos gastos no espaço dos escritórios, zonas comuns, seguros, manutenção, estacionamento. O trabalho remoto (ou teletrabalho) melhora o estilo de vida dos funcionários e os resultados das empresas, além de reduzir o consumo de energia, os problemas de transporte, a poluição e a necessidade de cortar pessoas. Ele também incrementa a competitividade global, a criação de emprego e o equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional. É o que demonstra um estudo elaborado em 2008 pela agência de seleção Robert Half International, o qual indica que o trabalho remoto e os horários flexíveis são o terceiro incentivo mais importante para atrair pessoal, depois do salário e dos benefícios sociais e à frente dos bônus e dos dias extras de férias.

As organizações que têm mais êxito com essa modalidade de trabalho tendem a integrá-lo de forma que se encaixe perfeitamente em sua infraestrutura legal, financeira, administrativa e de recursos humanos, desde que seja uma prática voluntária, sujeita à decisão da direção, que pode ser assumida operacionalmente e sem custos adicionais.

Porém as empresas seguem manifestando desconfiança “pelo fato de não controlarem a presença no local de trabalho; elas continuam mantendo os esquemas tradicionais para os novos tempos”, afirma Angel Belzunegui, do Grupo de Pesquisa, Análise Social e Organizacional da Universidade Rovira i Virgili, da qual é professor de Sociologia. Ele acrescentou que, nesse sentido, “a confiança mútua é indispensável para que o teletrabalho tenha êxito. As organizações mais novas e flexíveis, como as de desenvolvimento de software e, em geral, as inovadoras e tecnológicas, são as que mais incorporaram essa estrutura de operação com notáveis índices de satisfação”. Para esse especialista, os países com mais cultura de trabalho a distância “são aqueles que despontam em empresas tecnológicas e no investimento em inovação e desenvolvimento: Estados Unidos, alguns países nórdicos e a Índia, com uma potente massa de trabalho formada no setor de software”. No Canadá, por exemplo, o segundo maior país em extensão do mundo, as longas distâncias obrigam seus cidadãos a viajar com frequência, por isso o trabalho remoto é, cada vez mais, uma alternativa.

O capitalismo anticapitalista

quinta-feira, maio 14th, 2009


Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 13 de maio de 2009

Quando digo que a democracia capitalista dificilmente pode sobreviver sem uma cultura de valores tradicionais, muitos liberais brasileiros, loucos por economia e devotos da onipotência mágica do mercado, fazem aquela expressão de horror, de escândalo, como se estivessem diante de uma heresia, de uma aberração intolerável, de um pensamento iníquo e mórbido que jamais deveria ocorrer a um membro normal da espécie humana.

Com isso, só demonstram que ignoram tudo e mais alguma coisa do pensamento econômico capitalista. Aquela minha modesta opinião, na verdade, não é minha. Apenas reflete e atualiza preocupações que já atormentam os grandes teóricos do capitalismo desde o começo do século XX.

Um dos primeiros a enunciá-la foi Hillaire Belloc, no seu livro memorável de 1913, The Servile State, reeditado em 1992 pelo Liberty Fund. A tese de Belloc é simples e os fatos não cessam de comprová-la: destravada de controles morais, culturais e religiosos, erigida em dimensão autônoma e suprema da existência, a economia de mercado se destrói a si mesma, entrando em simbiose com o poder político e acabando por transformar o trabalho livre em trabalho servil, a propriedade privada em concessão provisória de um Estado voraz e controlador.

Rastreando as origens do processo, Belloc notava que, desde o assalto dos Tudors aos bens da Igreja, cada novo ataque à religião vinha acompanhado de mais uma onda de atentados estatais contra a propriedade privada e o trabalho livre.

Na época em que ele escrevia The Servile State, as duas fórmulas econômicas de maior sucesso encarnavam essa evolução temível cujo passo seguinte viria a ser a I Guerra Mundial. Quem mais compactamente exprimiu a raiz do conflito foi Henri Massis (que parece jamais ter lido Belloc). Em Défense de l’Occident (1926), ele observava que, numa Europa desespiritualizada, todo o espaço mental disponível fôra ocupado pelo conflito “entre o estatismo ou socialismo prussiano e o anti-estatismo ou capitalismo inglês”. O capitalismo venceu a Alemanha no campo militar, mas a longo prazo foi derrotado pelas idéias alemãs, curvando-se cada vez mais às exigências do estatismo, principalmente na guerra seguinte, quando, para enfrentar o socialismo nacional de Hitler, teve de ceder tudo ao socialismo internacional de Stálin.

Défense de l’Occident é hoje um livro esquecido, coberto de calúnias por charlatães como Arnold Hauser – que chega ao absurdo de catalogar o autor entre os protofascistas –, mas seu diagnóstico das origens da I Guerra continua imbatível, tendo recebido ampla confirmação pelo mais brilhante historiador vivo dos dias atuais, Modris Eksteins, em Rites of Spring: The Great War and the Birth of the Modern Age, publicado em 1990 pela Doubleday (nem comento o acerto profético das advertências de Massis quanto à invasão oriental da Europa, do qual tratarei num artigo próximo). Segundo Eksteins, a Alemanha do Kaiser, fundada numa economia altamente estatizada e burocrática, encarnava a rebelião modernista contra a estabilidade da democracia parlamentar anglo-francesa baseada no livre mercado. Esta só saiu vitoriosa em aparência: a guerra em si, por cima dos vencedores e perdedores, fez em cacos a ordem européia e varreu do mapa os últimos vestígios da cultura tradicional que subsistiam no quadro liberal-capitalista.

Outro que entendeu perfeitamente o conflito entre a economia de mercado e a cultura sem espírito que ela mesma acabou por fomentar cada vez mais depois da I Guerra foi Joseph Schumpeter. O capitalismo, dizia ele em Capitalism, Socialism and Democracy (1942), seria destruído, mas não pelos proletários, como profetizara Marx, e sim pelos próprios capitalistas: insensibilizados para os valores tradicionais, eles acabariam se deixando seduzir pelos encantos do estatismo protetor, irmão siamês da nova mentalidade modernista e materialista.

Que na era Roosevelt e na década de 50 a proposta estatista fosse personificada por John Maynard Keynes, um requintado bon vivant homossexual e protetor de espiões comunistas, não deixa de ser um símbolo eloqüente da união indissolúvel entre o antiliberalismo em economia e o antitradicionalismo em tudo o mais.

Nos EUA dos anos 60, essa união tornou-se patente na “contracultura” das massas juvenis que substituíram a velha ética protestante de trabalho, moderação e poupança pelo culto dos prazeres – pomposamente camuflado sob o pretexto de libertação espiritual –, investindo ao mesmo tempo, com violência inaudita, contra o capitalismo que lhes fornecia esses prazeres e contra a democracia americana que lhes assegurava o direito de desfrutá-los como jamais poderiam fazer na sua querida Cuba, no seu idolatrado Vietnã do Norte. Mas o reino do mercado é o reino da moda: quando a moda se torna anticapitalista, a única idéia que ocorre aos capitalistas é ganhar dinheiro vendendo anticapitalismo. A indústria cultural americana, que no último meio século cresceu provavelmente mais que qualquer outro ramo da economia, é hoje uma central de propaganda comunista mais virulenta que a KGB dos tempos da Guerra Fria. A desculpa moral, aí, é que a força do progresso econômico acabará por absorver os enragés, esvaziando-os pouco a pouco de toda presunção ideológica e transfigurando-os em pacatos burgueses. O hedonismo individualista e consumista que veio a dominar a cultura americana a partir dos anos 70 é o resultado dessa alquimia desastrada; tanto mais desastrada porque o próprio consumismo, em vez de produzir burgueses acomodados, é uma potente alavanca da mudança revolucionária, visceralmente estatista e anticapitalista: uma geração de individualistas vorazes, de sanguessugas carregadinhos de direitos e insensíveis ao apelo de qualquer dever moral não é uma garantia de paz e ordem, mas um barril de pólvora pronto a explodir numa irrupção caótica de exigências impossíveis. Em 1976 o sociólogo Daniel Bell já se perguntava, em The Cultural Contradictions of Capitalism, quanto tempo poderia sobreviver uma economia capitalista fundada numa cultura louca que odiava o capitalismo ao ponto de cobrar dele a realização de todos os desejos, de todos os sonhos, de todos os caprichos, e, ao mesmo tempo, acusá-lo de todos os crimes e iniqüidades. A resposta veio em 2008 com a crise bancária, resultado do cinismo organizado dos Alinskys e Obamas que conscientemente, friamente, se propunham drenar até ao esgotamento os recursos do sistema, fomentando sob a proteção do Estado-babá as ambições mais impossíveis, as promessas mais irrealizáveis, os gastos mais estapafúrdios, para depois lançar a culpa do desastre sobre o próprio sistema e propor como remédio mais gastos, mais proteção estatal, mais anticapitalismo e mais ódio à nação americana.

Em 1913, as previsões de Hillaire Belloc ainda poderiam parecer prematuras. Era lícito duvidar delas, porque se baseavam em tendências virtuais e nebulosas. Diante do fato consumado em escala mundial, a recusa de enxergar a fraqueza de um capitalismo deixado a si mesmo, sem as defesas da cultura tradicional, torna-se uma obstinação criminosa.

O jeito americano de investir em ações

sexta-feira, maio 8th, 2009

Portal EXAME -

Sucesso absoluto nos EUA, os fundos de índice começam a ganhar espaço também na Bovespa

Há tempos eles são um sucesso em bolsas de todo o mundo, mas somente agora começam a ser descobertos pelos investidores brasileiros. Conhecidos como ETFs (sigla em inglês para Exchange Traded Funds), esses fundos, que têm suas cotas negociadas em bolsa como se fossem ações, estão ganhando adeptos no Brasil por permitirem o investimento em uma cesta de ações com apenas uma aplicação - e a um custo muito inferior ao dos fundos de ações tradicionais.

Em cinco meses, os iShares, ETFs geridos pelo banco de investimentos Barclays, tiveram seu patrimônio elevado em 65%, chegando a 185 milhões de reais em abril. O percentual enche os olhos, mas o montante ainda é bastante reduzido se comparado ao de produtos ofertados em bolsas como a de Nova York. No maior mercado acionário do mundo, cinco dos dez papéis mais negociados diariamente são ETFs. Os fundos dos índices Nasdaq e Standard & Poor´s 500 (S&P 500) desbancam ações de gigantes como Apple, Exxon Mobil e Bank of America. A participação dos ETFs na Bolsa de Nova York beira os 30% do volume, enquanto na BM&FBovespa não chega a 0,5%.

Os ETF´s no mundo
Bolsa
Número de ETF´s
Quantidade de negócios (em milhares)
Volume negociado (US$ milhões)
Participação na bolsa (%)
BM&FBovespa
4
3,4
109,80
0,3
Nova York
1.048
45.212,3
507.509,74
28,4
Nasdaq
48
7.254,0
112.264,00
4,2
Londres
317
86,4
9.725,94
3,6
Alemanha
426
147,2
14.669,59
8,0
* Dados de março de 2009
Fonte: World Federation of Exchanges

Não é difícil entender o porquê de tanta diferença. Por aqui, os ETFs ainda engatinham. O primeiro deles, batizado de Papéis Índice Brasil Bovespa (PIBB), foi lançado em 2004 pelo Itaú, tendo como índice de referência o IBrX-50 (Índice Brasil 50), que reúne as 50 ações mais negociadas da Bovespa. O PIBB manteve-se como única opção de ETF no mercado brasileiro até dezembro do ano passado, quando o Barclays criou outros três: o iShare Ibovespa, o iShare BM&FBovespa Small Cap e o iShare BM&FBovespa MidLarge Cap. Como o próprio nome diz, esses fundos seguem os recém-lançados índices MidLarge Cap e Small Cap e o já consagrado Ibovespa.

Os ETFs brasileiros
Produto
Código na Bolsa
Índice de referência
Taxa de administração (% ao ano)
Rentabilidade no ano (%)*
Preço (R$)**
iShare Ibovespa BOVA11 Ibovespa 0,54 27,8 48,10
iShare Small Cap SMAL11 Small Cap 0,69 31,7 32,30
iShare MidLarge Cap MILA11 MidLarge Cap 0,54 23,2 33,82
PIBB PIBB11 IBrX-50 0,059 26,1 70,00
* Até 30 de abril de 2009
** Cotação de fechamento de 30 de abril de 2009
Fontes: Barclays, site www.pibb.com.br e Economática

O lançamento dos iShares, entretanto, coincidiu com o período mais agudo da crise global. No último trimestre de 2008, a bolsa brasileira recuou mais de 30%, o que, segundo o diretor do Barclays no Brasil, Marcelo Allain, impactou os negócios. “Mesmo com a valorização dos últimos meses, os investidores ainda estão ressabiados com a bolsa. Há muitas dúvidas sobre o desenrolar dessa crise. E, como os iShares são novidade, há um período de conhecimento, de busca por informações.”

A divulgação, na opinião da gerente de Produtos de Renda Variável da BM&FBovespa, Adriana Sanches, é o maior desafio dos ETFs no Brasil. “Não temos dúvidas de que os produtos serão um sucesso, mas para isso é preciso levar a informação aos pequenos investidores”, diz. Hoje, os investidores institucionais (fundos de pensão, gestores de recursos e seguradoras) são os que mais apostam nos iShares, respondendo por grande parte do aumento de 65% no patrimônio dos fundos nos últimos meses.

Os ETFs são bom negócio?

Os especialistas garantem que sim. “Com eles, o investidor consegue aplicar em ações de forma transparente e diversificada, sem ter de dispor de muitos recursos para isso”, diz Mauro Calil, professor e educador financeiro do Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil & Calil. Ao comprar uma cota de PIBB ou de iShare, o investidor está aplicando nas ações que compõem o índice de referência, nas mesmas proporções. Por isso, os fundos de índices acompanham a rentabilidade do indicador. As cotas de iShare fecharam abril precificadas entre 32,30 reais e 48,10 reais, enquanto as de PIBB ficaram em 70 reais. Um lote-padrão na bolsa reúne 100 cotas, mas o investidor pode aplicar menos se desejar, comprando os papéis no mercado fracionário.

A maior vantagem dos ETFs, entretanto, está na taxa de administração. Enquanto os fundos de ações voltados para o varejo cobram até 4% ao ano de taxa de administração, nos ETFs o investidor não pagará mais de 0,69% ao ano. “Esse é um dos fatores que desestimula os grandes bancos a lançar esse tipo de produto. Nosso ganho vem da venda em escala”, explica o diretor do Barclays. A instituição é a maior gestora de ETFs do mundo, com uma carteira de 297 bilhões de dólares, que corresponde a 47% do mercado mundial. No mês passado, o Barclays vendeu sua divisão de fundos de índice ao fundo CVC Capital Partners, mas manteve-se na gestão dos iShares. Na vice-liderança do ranking encontra-se o State Street Global Advisors, com 16% do patrimônio global, seguido pelo Vanguard, com 7%.

No Brasil, a desvantagem dos ETFs concentra-se em sua baixa liquidez. Os iShares MidLarge Cap e Small Cap registram menos de um negócio por dia. Nos produtos que seguem o Ibovespa e o IBrX-50, o número de negócios gira na casa dos 70 por dia. “Os investidores ainda estão começando a experimentar os produtos. Mas quem já testou viu que é fácil operar e começou a tomar gosto pelo investimento”, afirma Allain.

Para estimular a negociação - e dar garantia de compra e venda aos investidores - o Barclays contratou o Citibank como formador de mercado dos iShares. Diariamente, a instituição faz ofertas de compra e venda de iShares, respeitando o limite de 0,5% de spread (diferença entre a cotação de compra e de venda) para os iShares MidLarge Cap e de 1,25% para os iShares Small Cap. A tributação para os ETFs segue a de ações: 15% de Imposto de Renda (IR) sobre o ganho nas operações que superarem 20.000 reais ao mês. Resgates que totalizem até 20.000 reais no mês são isentos, mesmo havendo lucro.

Assim como o investimento direto em ações, as aplicações em ETFs exigem do investidor um certo apetite por risco. “Quem não tem estômago para suportar o sobe-e-desce do mercado acionário deve evitar qualquer tipo de investimento em ações”, alerta Calil. Por outro lado, aqueles que têm perfil mais ousado encontram nos ETFs a possibilidade de lucrar com arbitragem. Os investidores podem acompanhar por home broker ou pelo site da BM&FBovespa o preço das cotas de ETFs e o valor da cesta de ações que forma o índice de referência. Se houver diferença, pode-se ganhar na troca das cotas do fundo pela carteira de ações ou vice-versa.

Como alguns papéis são difíceis de encontrar devido à baixa liquidez, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorizou os investidores a pagar parte da carteira de ações em dinheiro na troca dos papéis por cotas de fundos. Mas esse benefício só é válido para os iShares. No PIBB, o investidor precisará ter em mãos todas as ações que compõem o IBrX-50, mesmo as menos líquidas, para transformá-las em cotas do fundo.

Importância da logística reversa

quarta-feira, maio 6th, 2009

logistica-reversa.jpgDe acordo com a Nielsen, apenas em 2008, foram comercializados no país mais de 30 milhões de aparelhos celulares, 2,6 milhões de tevês e 972 mil refrigeradores. Depois do fim da vida útil desses equipamentos, qual é o destino deles? Pesquisa realizada em 13 países e divulgada por uma fabricante de celulares revelou que somente 3% entregam os aparelhos antigos para reciclagem. No Brasil, esse índice cai para 2%. No mundo, segundo o estudo, 44% dos consumidores abandonam antigos aparelhos em casa, 25% os doam para amigos ou familiares e 16% os vendem. Dos brasileiros consultados, 78% declararam não considerar a reciclagem, e 32% avisaram que ainda conservam os aparelhos.

Com essas informações e a escala de lançamentos de produtos com ciclos de vida progressivamente mais curtos e a conseqüente geração de um volume gigantesco de itens colocados à venda no mercado, aumenta a importância de se equacionar, por meio da chamada logística reversa, o retorno de produtos ainda não consumidos (pós-venda) ou fora de uso (pós-consumo).

No país, a destinação dos materiais depois do consumo pode ser regulamentada por lei federal. No Congresso Nacional, desde 2007, é discutida a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A proposta original do projeto de lei responsabiliza os geradores de resíduos (fabricantes, importadores etc.) pelo reaproveitamento na forma de novos insumos, seja em seu ciclo ou outros ciclos produtivos.

A logística reversa é um tema relevante e deve ganhar ainda mais importância no Brasil, tanto econômica, quanto pelo aspecto do meio ambiente. Apenas nos Estados Unidos, o Aftermarket Supply Chain, como é denominada a logística reversa por lá, movimenta US$ 750 bilhões anuais, por questões legais, redução de custos, fidelização de clientes por meio de assistência técnica ou desistência de compras e preservação do meio ambiente, entre outros objetivos.

Diante do grande interesse do mercado nacional pelo assunto, o Conselho de Logística Reversa do Brasil em parceria com a Publicare Eventos, realiza o 1º Fórum Internacional de Logística Reversa, no dia 13 de maio (quarta-feira), no Bourbon Convention Ibirapuera, em São Paulo.

No evento, o presidente do Conselho e professor acadêmico, Paulo Roberto Leite, apresenta a pesquisa inédita Hábitos empresariais brasileiros em logística reversa e lança a segunda edição do livro de sua autoria Logística Reversa – Meio Ambiente e Competitividade (Editora Pearson Prentice Hall).

A programação inclui dois palestrantes internacionais: Gailen Vick, presidente da Reverse Logistics Association, dos EUA, e Luis Veiga Martins, diretor-getal da Sociedade Ponto Verde (SPV). Há também as palestras de Danilo Furtado, do Ministério de Minas Energia, sobre o Programa de Substituição de Refrigeradores, do governo federal; Marcus S. Piaskowy, consultor, sobre a logística reversa aplicada à legislação ambiental européia (WEEE), e Humberto Barbato, presidente da Abinee. O evento apresentará ainda cinco cases das companhias HP, Oxil, Correios, TGestiona e Rapidão Cometa.

http://jornale.com.br/mirian/

Lá vai a manada “otra veiz”….

segunda-feira, maio 4th, 2009

Dias atrás escutei de um empresário de TI comentários empolgados sobre o Google - ele estava

completamente embriagado pelo slogan cafona “don’t be evil”;

fiquei pensando: o Google oferta o sistema de código aberto Android para um mercado que ele não participava,

(o.s. para celulares) ou seja, vamos bagunçar um pouco para ver o que sobra para nós - já que eles são tão bonzinhos,

porque então não abrem os algoritmos de busca de seu próprio buscador?

Acho que já assisti este filme, chama-se Microsoft: o mundo empolgado a entope de dinheiro e depois a processam

por monopólio e acúmulo de poder….