julho 2009
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Archive for julho, 2009

Google traça planos para crescer no setor de aplicativos empresariais

Com o anúncio do Google de um sistema operacional para concorrer com o Windows, da Microsoft, o gigante das buscas na internet e seu executivo-chefe, Eric E. Schmidt, parecem cada vez mais determinados em minar os negócios centrais da rival, de programas de computação para empresas. Os problemas do Google em outra frente, no entanto, sugerem que a companhia poderá passar por duras penas para ganhar força contra a Microsoft.

Há dois anos, quando o Google entrou nos aplicativos empresariais, apontou a General Electric (GE) como um de seus grandes clientes. A GE começou a usar os aplicativos do Google para tarefas normalmente feitas no Microsoft Office, que inclui um processador de textos e um programa de planilhas. Agora, a GE está repensando a relação. Embora ainda use o Google Apps com alguns funcionários, passou a testar produtos similares de uma companhia chamada Zoho e versões on-line do Microsoft Office. “Vemos isto como uma corrida” para os negócios da companhia, disse o diretor de tecnologia da GE, Greg Simpson.

Com o crescimento da receita do Google desacelerando-se de 31%, em 2008, para uma projeção de 4% neste ano, a companhia tenta expandir-se além da venda de anúncios em buscas na internet. Os programas de computação para empresas representam uma área muito promissora. Mesmo a US$ 50 por pessoa – quase metade do que o Office custa – o Google Apps poderia trazer bons lucros. O Google, contudo, enfrenta dificuldades para atrair grandes clientes. Além da GE, o Google identifica apenas um punhado de usuários do APPs de renome, como a Salesforce.com e a Genentech. Este mês, o Google fez várias mudanças para aperfeiçoar o apelo de seus programas para as grandes companhias.

Um importante ponto escorregadio é a segurança. O site de buscas desenvolveu o Google Apps de forma que os documentos de textos e as planilhas criadas com os programas sejam armazenados nos servidores do Google, em vez de nos próprios computadores das empresas, como ocorreria com so aplicativos da Microsoft. Isso significa que companhias como a GE abrem mão de documentos internos de propriedade da empresa. Para algumas companhias, o sistema viola políticas de segurança e contabilidade. “Esse é provavelmente nosso maior obstáculo para expandir-nos com o Google”, disse Simpson, da GE.

A fabricante de softwares empresariais SAP também testou os aplicativos do Google, mas depois se afastou da ideia porque não desejava manter informações internas nos computadores do Google, conta uma fonte da empresa alemã. O diretor de tecnologia da SAP, Vishal Sikka, não quis comentar sobre o uso do Google Apps pela sua companhia, mas disse que o Google precisa fazer mais para tranquilizar seus clientes. Os programas da Zoho permitem às empresas deixarem seus dados nos próprios computadores.

O êxito no segmento de programas para empresas não é essencial para o Google. O site encaminha-se a contabilizar receita de US$ 22,7 bilhões neste ano, com lucro, antes dos impostos, de US$ 10,4 bilhões. Os esforços, porém, são crucialmente estratégicos. Os programas Word, Excel e Exchange, de e-mails, geram bilhões em lucros que podem ser usados para atacar o Google, como a Microsoft de fato o fez com o lançamento do Bing, uma ferramenta de buscas na rede mundial de computadores. A chave para o Google é forçar a Microsoft a defender o Office, seja por meio de lucros menores ou investimentos mais pesados. A Microsoft começou a reduzir o preço do Office e na semana passada a companhia informou que oferecerá versões gratuitas, financiadas por anúncios, do conjunto de programas, assim como uma versão mais completa, paga, a partir de 2010.

Até agora, as vendas do Google Apps vêm sendo minúsculas. O analista Jefrey Lindsay, do Sanford C. Bernstein, diz que as versões para empresas do programa gerarão US$ 140 milhões em vendas neste ano, cerca da 0,5% do total do Google. O presidente de operações para empresas do Google, Dave Girouard, afirma que o Apps dá lucro e que a companhia pretende ser paciente. “Temos de 10 a 20 anos para crescer neste mercado”, afirma. (Tradução de Sabino Ahumada) Copyright© 2009 The McGraw-Hill Companies Inc.

2009 Index of Economic Freedom World Rankings: by Heritage Foundation

Ranking the Countries
Distribution of Global Economic Freedom
100-80 79.9-70 69.9-60 59.9-50 49.9-0 N/A
free mostly free moderately free mostly unfree repressed not ranked
Sort by Score | Sort Alphabetically
Index of Economic Freedom World Rankings   (Click on the country name for more details.)
World Rank Country Freedom Score Change from Previous
1 Hong Kong 90.0 +0.3 62 Albania 63.7 +1.3 123 India 54.4 +0.3
2 Singapore 87.1 -0.2 63 Uganda 63.5 -0.3 124 Rwanda 54.2 0.0
3 Australia 82.6 +0.4 64 France 63.3 -1.4 125 Suriname 54.1 -0.2
4 Ireland 82.2 -0.3 65 Romania 63.2 +1.5 126 Tonga 54.1 N/A
5 New Zealand 82.0 +1.2 66 Belize 63.0 0.0 127 Mauritania 53.9 -1.2
6 United States 80.7 -0.3 67 Thailand 63.0 +0.7 128 Niger 53.8 +1.0
7 Canada 80.5 +0.3 68 Slovenia 62.9 +2.7 129 Malawi 53.7 +1.1
8 Denmark 79.6 +0.4 69 Mongolia 62.8 -0.8 130 Bolivia 53.6 +0.5
9 Switzerland 79.4 -0.1 70 Dominica 62.6 N/A 131 Indonesia 53.4 +0.2
10 United Kingdom 79.0 -0.5 71 Namibia 62.4 +1.0 132 China 53.2 +0.1
11 Chile 78.3 -0.3 72 Colombia 62.3 +0.2 133 Nepal 53.2 -0.9
12 Netherlands 77.0 -0.4 73 Madagascar 62.2 -0.2 134 Bosnia and Herzegovina 53.1 -0.8
13 Estonia 76.4 -1.5 74 Kyrgyz Republic 61.8 +0.7 135 Ethiopia 53.0 +0.5
14 Iceland 75.9 +0.1 75 Turkey 61.6 +1.6 136 Cameroon 53.0 -1.3
15 Luxembourg 75.2 +0.5 76 Italy 61.4 -1.2 137 Ecuador 52.5 -2.8
16 Bahrain 74.8 +2.6 77 Cape Verde 61.3 +3.4 138 Argentina 52.3 -1.8
17 Finland 74.5 -0.1 78 Macedonia 61.2 +0.2 139 Micronesia 51.7 N/A
18 Mauritius 74.3 +1.7 79 Paraguay 61.0 +1.0 140 Djibouti 51.3 +0.1
19 Japan 72.8 -0.2 80 Fiji 61.0 -0.8 141 Syria 51.3 +4.2
20 Belgium 72.1 +0.5 81 Greece 60.8 +0.2 142 Equatorial Guinea 51.3 -0.3
21 Macau 72.0 N/A 82 Poland 60.3 0.0 143 Maldives 51.3 N/A
22 Barbados 71.5 +0.2 83 Kazakhstan 60.1 -1.0 144 Guinea 51.0 -1.8
23 Austria 71.2 -0.2 84 Nicaragua 59.8 -1.0 145 Vietnam 51.0 +0.6
24 Cyprus 70.8 -0.5 85 Burkina Faso 59.5 +3.8 146 Russia 50.8 +1.0
25 Germany 70.5 -0.1 86 Samoa 59.5 N/A 147 Haiti 50.5 +1.5
26 Sweden 70.5 -0.4 87 Guatemala 59.4 -0.4 148 Uzbekistan 50.5 -1.4
27 Bahamas, The 70.3 -0.8 88 Dominican Republic 59.2 +1.5 149 Timor-Leste 50.5 N/A
28 Norway 70.2 +1.6 89 Swaziland 59.1 +0.6 150 Laos 50.4 +0.1
29 Spain 70.1 +1.0 90 Kenya 58.7 -0.6 151 Lesotho 49.7 -2.5
30 Lithuania 70.0 -1.0 91 Honduras 58.7 -0.2 152 Ukraine 48.8 -2.2
31 Armenia 69.9 0.0 92 Vanuatu 58.4 N/A 153 Burundi 48.8 +2.6
32 Georgia 69.8 +0.5 93 Tanzania 58.3 +1.8 154 Togo 48.7 -0.2
33 El Salvador 69.8 +1.3 94 Montenegro 58.2 N/A 155 Guyana 48.4 -0.4
34 Botswana 69.7 +1.5 95 Lebanon 58.1 -1.9 156 Central African Republic 48.3 -0.3
35 Taiwan 69.5 -0.7 96 Ghana 58.1 +1.0 157 Liberia 48.1 N/A
36 Slovak Republic 69.4 -0.6 97 Egypt 58.0 -0.5 158 Sierra Leone 47.8 -0.5
37 Czech Republic 69.4 +1.2 98 Tunisia 58.0 -2.1 159 Seychelles 47.8 N/A
38 Uruguay 69.1 +1.2 99 Azerbaijan 58.0 +2.6 160 Bangladesh 47.5 +3.3
39 Saint Lucia 68.8 N/A 100 Bhutan 57.7 N/A 161 Chad 47.5 -0.4
40 South Korea 68.1 -0.5 101 Morocco 57.7 +2.1 162 Angola 47.0 +0.1
41 Trinidad and Tobago 68.0 -1.6 102 Pakistan 57.0 +1.4 163 Solomon Islands 46.0 N/A
42 Israel 67.6 +1.3 103 Yemen 56.9 +3.1 164 Kiribati 45.7 N/A
43 Oman 67.0 -0.3 104 Philippines, The 56.8 +0.8 165 Guinea-Bissau 45.4 +1.1
44 Hungary 66.8 -0.8 105 Brazil 56.7 +0.5 166 Republic of Congo 45.4 0.0
45 Latvia 66.6 -1.7 106 Cambodia 56.6 +0.8 167 Belarus 45.0 -0.4
46 Costa Rica 66.4 +2.2 107 Algeria 56.6 +0.4 168 Iran 44.6 -0.4
47 Malta 66.1 +0.1 108 Zambia 56.6 +0.4 169 Turkmenistan 44.2 +0.8
48 Qatar 65.8 +3.6 109 Serbia 56.6 N/A 170 São Tomé and Príncipe 43.8 N/A
49 Mexico 65.8 -0.3 110 Senegal 56.3 -2.0 171 Libya 43.5 +4.8
50 Kuwait 65.6 -2.5 111 Sri Lanka 56.0 -2.4 172 Comoros 43.3 N/A
51 Jordan 65.4 +1.3 112 Gambia, The 55.8 -1.1 173 Democratic Republic of Congo 42.8 N/A
52 Jamaica 65.2 -0.5 113 Mozambique 55.7 +0.2 174 Venezuela 39.9 -4.8
53 Portugal 64.9 +1.0 114 Mali 55.6 +0.1 175 Eritrea 38.5 N/A
54 United Arab Emirates 64.7 +2.2 115 Benin 55.4 +0.1 176 Burma 37.7 -1.8
55 Panama 64.7 0.0 116 Croatia 55.1 +1.0 177 Cuba 27.9 +0.4
56 Bulgaria 64.6 +0.9 117 Nigeria 55.1 0.0 178 Zimbabwe 22.7 -6.7
57 Peru 64.6 +0.9 118 Gabon 55.0 +0.9 179 North Korea 2.0 -1.0
58 Malaysia 64.6 +0.7 119 Côte d’Ivoire 55.0 +1.0 N/A Afghanistan N/A N/A
59 Saudi Arabia 64.3 +1.8 120 Moldova 54.9 -3.0 N/A Iraq N/A N/A
60 Saint Vincent and the Grenadines 64.3 N/A 121 Papua New Guinea 54.8 N/A N/A Liechtenstein N/A N/A
61 South Africa 63.8 +0.4 122 Tajikistan 54.6 +0.2 N/A Sudan N/A N/A

A caminho da pulverização

Retomada de ofertas de ações na bolsa deixa companhias já abertas mais próximas da dispersão do controle.

A reabertura do mercado para ofertas de ações e a emissão de papéis por companhias já listadas na bolsa trazem a perspectiva de que aumente o número de empresas que não têm um controlador definido, que sejam sociedades anônimas em seu sentido pleno. Trata-se de um modelo societário pouco comum no ambiente brasileiro, tradicionalmente formado por empresas familiares.

Nas últimas semanas, um total de sete companhias já abertas assumiu que pretende vender ações na bolsa, tanto novos papéis, para obter recursos, como ações pertencentes a grandes acionistas. Quatro delas já pediram registro da documentação necessária.

Após as operações, essas empresas ficarão mais próximas de uma estrutura pulverizada. É o caso da construtora MRV e da fabricante de bens de consumo Hypermarcas. A companhia de shopping centers BR Malls, que já não possui um controlador definido, distribuirá ainda mais seu capital. Por fim, vale lembrar que a primeira estreia na Bovespa deste ano, a Visanet, já chegará neste modelo.

Empresas sem um sócio majoritário são comuns, especialmente, nos mercados americano e inglês. No Brasil, esse modelo começou gradualmente a surgir com a revitalização do mercado, em 2004.

Até mesmo a Natura, que inicio a onda de aberturas de capital há cinco anos e que agora deve realizar nova venda de ações dos sócios controladores, caminha para essa estrutura no futuro.

Porém, boa parte das empresas que adotaram esse modelo aqui ainda vive uma situação transitória. Os sócios majoritários não têm a maioria absoluta do capital, mas estão organizados num acordo e terminam por gerir o negócio.

Estudo realizado pelo professor Alexandre Di Miceli, coordenador do Centro de Estudos em Governança (CEG) da Fipecafi , mostra que há apenas 32 empresas cujos os três maiores acionistas têm em conjunto entre 25% e 49,9% do capital do negócio. O número é ainda mais reduzido – cinco, somente – quando os três principais sócios não alcançam 25% das ações votantes. No total, existem pouco mais de 400 companhias listadas na Bovespa.

A analista Catarina Pedrosa, da Banif Corretora, acredita que as empresas de capital pulverizado têm algumas vantagens em relação as de controle familiar. “Nelas, a gestão tem de ser totalmente profissional, sem espaço para acomodar executivos sem competência.” Outro benefício, segundo ela, é que essas empresas têm mais flexibilidade para realizar fusões e aquisições com troca de ações, já que não há a preocupação de se evitar a diluição do controle pela emissão de novos papéis.

A retomadas das ofertas permitirá que mais empresas passem a essa realidade. O movimento deve ocorrer aos poucos. A cada nova captação com ações ou aquisição com troca de papéis que fizerem, essas companhias darão um passo na direção da completa pulverização do capital.

Na construtora MRV, por exemplo, a fatia sob gestão direta ou indireta do principal acionista, Rubens Menin Teixeira de Souza, será reduzida de 51,3% para cerca de 47%. Com isso, a fatia do capital dispersa na bolsa subirá de 40,2% para 50,1%. A redução de sua participação é consequência da emissão de novas ações para obtenção de recursos, já que ele não venderá papéis de sua propriedade.

A companhia de bens de consumo Hypermarcas também terá a fatia do capital vinculada ao acordo de acionistas diminuída. Como a companhia não divulgou a quantidade de ações que pretende ofertar, não é possível estimar as mudanças nas participações. A expectativa é que o acordo de sócios ainda reúna mais da metade do capital, embora menos concentrado. Hoje só 18% das ações são negociadas em bolsa.

O percentual do capital da Hypermarcas negociado na Bovespa será ampliado de duas maneiras: a companhia emitirá novas ações e também alguns acionistas do acordo – GP Investimentos e família Samaja – venderão parte de seus papéis. Por conta disso, os sócios irão rever o acordo de acionistas, para se reorganizar.

O advogado Gustavo Grebler destaca que a maior pulverização das ações de uma empresa gera mais liquidez e tende a estimular a melhor circulação de informações no mercado. Para ele, o mercado brasileiro, em linhas gerais, está juridicamente preparado para esse cenário.

O professor Di Miceli, contudo, alerta para a existência de riscos também no modelo de dispersão acionária. “O investidor sai de um problema para entrar em outro.” Ele explica que a figura central de poder do controlador é substituída pelo administrador. “Muitas vezes, o presidente de companhias pulverizadas sabe mais que o próprio conselho de administração.”

Portanto, o desafio é controlar o poder desse novo grupo que tende a surgir. Nos Estados Unidos, lembra ele, os executivos se organizaram e ganharam poderes de classe social, capaz até mesmo e influenciar a confecção de leis.

Atenta a essas mudanças, as recentes regras emitidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já vislumbram o crescimento desse modelo societário no Brasil. “Estamos nos preparando”, afirma o diretor do regulador Marcos Pinto.

Ele destacou que o objetivo da autarquia de pedir a abertura da remuneração de executivos está relacionada a esse ambiente, para ampliar a transparência e possibilidade de avaliação dos administradores pelos investidores – já que esse controle antes feito pelo próprio dono deixa de existir.

Além disso, a CVM realizou recente consulta pública sobre uma norma que regulará o uso de procuração para os votos nas assembleias. Nela, abre espaço para que os investidores também possam indicar membros para o conselho da companhia e, dessa forma, influenciar a seleção da administração. A ideia é que documentação da procuração de votos contenha a chapa indicada pela própria administração e também a sugerida pelos acionistas minoritários.

Por fim, o regulador também propôs um parecer para coibir os excessos nas cláusulas de estatuto que visam evitar tentativas de aquisição hostis, as chamadas pílulas de veneno. A CVM entende que esses mecanismos podem ser retirado por votação de acionistas e não devem ser perpetuados.

Essas medidas, segundo Pinto, são maneiras de ampliar os mecanismos do mercado para reduzir o risco das empresas pulverizadas: a manutenção de uma gestão ruim à frente dos negócios. Todas essas regras, contudo, ainda não foram publicadas em sua versão final, pois estiveram em consulta pública até há pouco tempo. Por fim, destaca que a Lei das Sociedades por Ações é bastante detalhada nos deveres dos administradores.

Os especialistas são unânimes em afirmar que a ameça de uma aquisição hostil é uma das melhores armas para estimular uma boa administração. Se o negócio estiver ruim, as ações ficam baratas e surgem grupos interessados na empresa, lançando uma oferta de compra ao mercado.

A partir desse raciocínio, fica evidente que a discussão sobre as pílulas de veneno deve ganhar mais atenção. O advogado Thiago Sandim, do Lefosse, acredita que os dispositivos continuarão a ser usados, mas de uma forma mais suave, sem engessar a companhia.

Francisco Müssnich, do escritório Barbosa, Müssnich & Aragão, lembra que já foi favorável a esses mecanismos, mas hoje acredita que impedem a oxigenação da companhia. “Esse dispositivo impede uma avaliação mais severa da administração”, diz, referindo-se às tentativas de compra para troca da gestão.

Companhias com contrôle minoritário:
Eternit
Cremer
Bematech
Embraer
Totvs
Cia Hering
BrBrokers
Dasa
GVT
Odontoprev
ALL
Perdigão
Itaúsa
Monteiro Aranha
Agra
Tempo
Cremer
São Carlos
GPC
Providência
Brasil Agro
Metalfrio
Cyrela
Lupatech
BRMalls
PDG
Minupar
ABNote
Romi
Aliança da Bahia
Klabin Seagall
Kepler Weber
Companhias de capital pulverizado
BM&F Bovespa
Gafisa
Renner
IdeiasNet
Dimed

Atendente de call center da Gol fica em casa

SÃO PAULO – Cinquenta atendentes do call center da Gol Linhas Aéreas trabalham em casa.

Dos 2 mil atendentes do call center da empresa, 50 deles não precisam ir ao escritório para trabalhar. Até o fim do ano, serão 80 atendentes, no total, que trabalharão em casa, segundo Wilson Maciel Ramos, vice-presidente de planejamento e TI da Gol. Por enquanto, o atendimento feito pelos atendentes que trabalham em casa é apenas via chat, mas o atendimento telefone deve acontecer em breve. Pelo chat, o cliente pode, por exemplo, remarcar passagens, e tirar dúvidas sobre bagagens, documentos, vacinas e outros assunto relacionados ao serviço.

Com a solução da Teleperformance, o atendente usa seu próprio computador para receber as ligações dos clientes da Gol. O software é projetado para não permitir que o atendente use outro programa simultaneamente. Para garantir que o atendente não repasse o trabalho para outras pessoas, o sistema exige a identificação biométrica pela impressão digital de 30 em 30 minutos – um acessório, o leitor biométrico, é conectado ao computador e utilizado pelo atendente.

Segundo Ramos, a redução de custos é a principal vantagem de permitir o trabalho dos atendentes em casa. “Há uma força de trabalho disponível que tem dificuldade de se deslocar de casa para o escritório, como mães que precisam ficar com os filhos e portadores de deficiência física. Com esse sistema, podemos oferecer oportunidade de emprego a essas pessoas”, diz.

Para Ramos, o grande desafio do call center “doméstico” é cultural. “O brasileiros ainda tem receio de permitir que o funcionário trabalhe longe de um supervisor, fora do escritório. A modernidade desse projeto esta aí, na mudança de pensamento”, diz.