Archive for agosto, 2009

Está provado: do seu dinheiro cuide você!

terça-feira, agosto 25th, 2009

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Na média, só 5% dos fundos mistos no Brasil têm retornos que compensam o risco e justificam o custo cobrado na gestão, revela estudo do Insper

Poucos e bons

Na média, só 5% dos fundos hedge brasileiros conseguem obter retornos que recompensam o investidor pelo risco e por não estar na renda fixa, e valem o custo da gestão diferenciada. E, no geral, são poucos os profissionais à frente desses portfólios com habilidade para identificar mudanças de tendência a ponto de mexer na carteira rapidamente para ganhar com o chamado “market timing”. Em contrapartida, boa parte dos multimercados locais cumpre o papel de ter correlação nula com o mercado, o que quer dizer que a performance independe do vaivém dos ativos de referência. Tais conclusões estão no estudo “Análise e Desempenho dos Multimercados Brasileiros”, recém-concluído por Gustavo Jordão e Marcelo Moura, do Insper - Instituto de Ensino e Pesquisa.

No trabalho, os pesquisadores mapearam 2.347 fundos mistos, com os dados mensais da Associação Nacional dos Bancos de Investimentos (Anbid). Para tanto, consideraram três períodos distintos: a vida dos fundos a partir de 2000 até seu término ou até fevereiro último (para os fundos ainda ativos); em 12 meses encerrados em fevereiro de 2009; e, de junho a novembro de 2008, intervalo que compreendeu as piores perdas do Ibovespa, quando os mercados globais se defrontaram com os desdobramentos da crise do “subprime”, as hipotecas americanas de alto risco.

Foto Destaque

Para medir o desempenho das carteiras, Jordão e Moura se valeram do tradicional Capital Asset Pricing Model (CAPM, modelo que relaciona o retorno esperado de um determinado ativo de risco pela taxa livre de risco, o CDI, por exemplo, e o prêmio de risco do mercado, no caso o Ibovespa) e de Sharpe. Foram usadas também suas extensões: o CAPM com “market timing”, de Treynor e Mazuy, além de modelos que levam em conta outros fatores além do prêmio de risco de mercado, como o Fama e French - que considera o efeito do tamanho das empresas, o valor de mercado e patrimônio líquido sobre o valor de mercado - e o de Carhart - que avalia o “momentun effect”, que é o impacto de portfólios de ações com alto retorno sobre ações com baixo retorno.

Avaliando-se, primeiro, os diferentes períodos, os pesquisadores constataram que, quando considerada a vida dos fundos entre janeiro de 2000 e fevereiro de 2009, 82,36% deles conseguem ter rentabilidade média superior ao Ibovespa, mas apenas 42,56% ficam acima do CDI. Quando se restringe a análise para 12 meses (entre fevereiro de 2008 e fevereiro de 2009), 64,38% batem o índice e somente 9,54% ultrapassam o CDI. O mesmo ocorre na fase que corresponde aos meses mais adversos da crise, entre junho e novembro de 2008, quando 61,40% dos portfólios ficaram acima do Ibovespa e só 7,37% superaram o CDI. Vale lembrar que, nesses dois últimos intervalos, o índice de referência da bolsa brasileira apresentou perdas de 2,88% e 49,59%, respectivamente.

O que se conclui dessas amostras é que os resultados obtidos não foram dos mais favoráveis para os multimercados brasileiros, quando analisada a capacidade dos gestores de obterem ganhos que não sejam simplesmente explicados pela elevada taxa de juros e o próprio risco Ibovespa. Dependendo do modelo utilizado, somente de 3,58% a 6,35% dos 2.347 fundos analisados conseguiram criar aquilo que os financistas chamam de alfa, uma medida de geração de valor adicional ao prêmio de risco.

“A promessa que o fundo faz é conseguir um retorno que mais do que compense o que o investidor obteria se aplicasse diretamente em ativos arriscados, é um retorno que tem de justificar o custo da taxa de administração, caso contrário ele poderia comprar as ações do índice e não precisaria pagar o preço da gestão”, diz Moura. Mas o pior do levantamento é que entre 8,44% e 12,61% dos fundos tiveram retorno negativo.

Tal dinâmica, explica Moura, não é particularidade do mercado local. Outros estudos internacionais comprovam que são poucos os gestores que acertam a mão também nas economias desenvolvidas. No caso brasileiro, os juros historicamente elevados explicam a dificuldade dos gestores de baterem o CDI.

Nas janelas de tempo mais recentes, ele suspeita que são as altas taxas de administração cobradas pelos fundos que corroem o desempenho. Mesmo as carteiras que conseguem bater o “benchmark” acabam tendo parte do resultado comido pelas taxas de performance, aquelas que incidem quando o gestor cumpre determinado objetivo de rentabilidade, acrescenta Jordão. Ele explica que todos os modelos foram calculados pelos retornos líquidos, excluindo-se os efeitos dos custos, sem considerar, entretanto, a tributação, que depende do prazo do investimento.

A habilidade dos gestores para prever as oscilações do mercado também foi testada e só 6,56% dos fundos, ou 154 carteiras, evidenciaram a capacidade desses profissionais para se aproveitar das mudanças de tendência pelo modelo CAPM. Nesse item, a evidência mais desalentadora é que gestores de 378 fundos (ou 16,10% deles) foram completamente inábeis: não só não agregaram ganhos para as carteiras como destruíram valor.

Tais resultados são tão mais relevantes num ambiente em que os juros brasileiros atingiram um nível historicamente baixo, com a Selic em 8,75% ao ano, pontua Moura. “Quando estava em 13%, até um ano atrás, os fundos tinham que, pelo menos, bater essa taxa e o investidor tinha a ilusão de que recebia um bom retorno, embora não tivesse a percepção exata do risco que corria.” A crise, a seu ver, foi educativa no sentido de mostrar esse risco que o aplicador não enxergava nos multimercados enquanto a bolsa era para cima e os ativos só se valorizavam.

Em contrapartida, boa parte das carteiras avaliadas, 37% delas, conseguiram neutralizar o risco de mercado. No ano passado, por exemplo, quando o Ibovespa mergulhou de mais de 70 mil para 29 mil pontos, os gestores evitaram uma queda de tal proporção e, no geral, preservaram o capital do investidor.

Dez decisões estúpidas que selaram o destino de empresas de tecnologia

quinta-feira, agosto 20th, 2009
Dan Tynan, da PC World/EUA
19-08-2009

Há casos de empresas que perderam grandes oportunidades de se destacar e que teriam mudado o cenário tecnológico atual. Confira.

Uma coisa é certa: os maiores acordos tecnológicos nunca aconteceram e os produtos e serviços mais promissores nunca foram lançados. E sabe por qual motivo? Pelo simples fatos de as pessoas e as empresas envolvidas não perceberam o que estavam deixando escapar por entre os dedos ou porque simplesmente não foram capazes de prever o que poderia acontecer.

Mude apenas algumas das circunstâncias e poderíamos não ter a Apple ou a Microsoft de hoje. O Yahoo poderia ser o gigante de buscas, deixando o Google para trás. Você poderia estar lendo esta matéria em um computador embutido em uma Xerox por meio de uma conta no CompuServe, enquanto ouvia música em um RealPod. Confira nossa lista com as maiores oportunidades já perdidas na história da tecnologia.

1 – O Yahoo perde o Facebook yahoo_facebook.jpg

Em 2006 o Facebook era uma rede social com dois anos de vida e que muitos pensavam ser um parque de diversões digital para um bando de nerds de uma faculdade. No mundo das redes sociais, os 100 milhões de usuários do MySpace varriam completamente os pouco mais de 8 milhões de usuários do Facebook.

Então quando o Yahoo ofereceu 1 bilhão de dólares para o “bebê” de Mark Zuckerberg – quase o dobro do que Rupert Murdoch gastou com o MySpace em 2005 – as pessoas disseram para Mark aceitar o negócio. Na verdade Yahoo e Mark, que na época tinha apenas 23 anos, chegaram a um acordo em junho de 2006.

Foi quando o Yahoo apresentou problemas financeiros e suas ações caíram 22% de um dia para o outro. Terry Semel, CEO do Yahoo naquele período, reagiu diminuindo a oferta para 800 milhões de dólares. E Zuckerberg recuou. Dois meses depois Semel refez a proposta de 1 bilhão de dólares, mas já era tarde demais.

Hoje o Facebook possui mais de 250 milhões de usuários cadastrados e vale algo  entre 5 e 10 bilhões de dólares. Três anos e dois CEOs mais tarde, e o Yahoo ainda luta para sobreviver.

2 – Real Networks rejeita o iPod tonyfadell.jpg

As pessoas acreditam que o Steve Jobs inventou o iPod. Não, não foi ele. Jobs, a muito custo, disse sim ao engenheiro Tony Fadell. Mas isso após o pessoal da Real Networks ter rejeitado a ideia de Fadell para elaborar um novo tipo de tocador de música, em meados de 2000. Aliás, a empresa onde Fadell trabalhava, a Phillips, também recusou sua ideia.

Àquela altura, os MP3 players já estavam em alta, mas o conceito de Fadell era um pouco diferente: menor, mais fino e focado em um sistema de entrega de conteúdo que daria aos amantes da música uma forma mais simples de ter suas canções favoritas. (Jobs na verdade é famoso por criar o design do iPod.)

Hoje este sistema de entrega de conteúdo é conhecido como iTunes e a Apple control\ cerca de 80% do mercado de música digital. Fadell trabalhou e dirigiu a divisão de iPods da Apple até novembro de 2008. E a Real Networks ainda é um player do mundo de streaming de mídia, mas sua parcela no mercado ainda é uma fração do que a Apple faz sozinha com o iTunes.

3 - Sony e Toshiba não se entendem no formato de alta definição blu-ray_hd-dvd.jpg

Poucas guerras de formatos saíram tão caras para os participantes como foi com a travada pelo padrão de discos em alta definição. De um lado estava o Blu-ray, encabeçado pela Sony. Do outro, o HD DVD, liderado pela Toshiba.

De 2002 em diante, os dois lados batalharam, cada um juntando forças e aliados para suportar seus competitivos e incompatíveis formatos. Em 2008, a Sony deu o golpe final na Toshiba, pagando 400 milhões de dólares para a Warner Brothers Studios, para que a empresa adotasse o formato Blu-ray, em detrimento do HD DVD.

Curiosamente, a Sony e a Warner travaram uma batalha em meados da década de 1990 por um novo formato para filmes.Só que naquela época, ambos acertaram suas diferenças, uniram as melhores especificações de cada um e criaram o chamado Digital Versatile Disc, também conhecido como DVD.

A oportunidade perdida de criar um único formato de alta definição sacrificou anos de vendas para todas as empresas envolvidas. Se os dois lados tivessem unido forças em 2002, os discos em alta definição estariam dominando o mercado de filmes e shows atualmente. Mas em vez disso, os DVDs ainda têm vendas mais significativas do que os títulos em Blu-ray, e o futuro pertence ao streaming de mídia e vídeos sob demanda.

4 – Digital Research: a outra Microsoft digital_research.jpg

Este é um clássico. Em 1980, quando a IBM estava a procura de alguém para construir um software operacional para seu novo IBM PC, a Microsoft não foi a primeira opção. Na verdade, ninguém menos que o próprio Bill Gates sugeriu que a Big Blue se aproximasse de Gary Kildall da Digital Research, e autor do sistema operacional CP/M.

A lenda diz que Kildall dispensou a IBM para não perder um voo que deveria fazer. Mas a história real foi que Kildall estava voando para entregar um produto para outro cliente e deixou sua esposa negociando com a IBM. Dorothy Kildall não gostou de algumas partes do acordo e não fechou com os executivos da IBM.

A Big Blue voltou a Gates, que juntamente com seu parceiro Paul Allen lançou o MS-DOS, baseado no QDOS de Tim Paterson, que consequentemente era baseado no CP/M. A IBM acabou oferecendo tanto a versão DOS da Microsoft (por 60 dólares) quanto a versão CP/M (240 dólares) em seus novos IBM PCs. E o produto mais barato se deu melhor.

Antes do DOS, os produtos mais significativos da Microsoft foram as versões da ferramenta de programação BASIC. Depois do DOS..  Bem, está é uma história que todo mundo conhece. Será que a Microsoft teria todo esse monopólio se não tivesse fechado negócio com a IBM? Nós nunca saberemos.

5 – Xerox vai na direção oposta xerox_alto.jpg

Este é outro clássico. Mais de uma década antes dos Macintosh e dos PCs com Windows, antes mesmo até do MITS Altair, existiu o Alto, o primeiro computador do mundo com uma interface gráfica baseada em janelas.

Desenvolvido na Xerox PARC, o Alto possuía mouse, rede ethernet e um processador de texto bem simples. Acontece que em 1973 o mercado de computadores pessoais ainda não existia e a Xerox não sabia exatamente o que fazer com o Alto.

A empresa fabricou algumas milhares de unidades e as distribuiu nas universidades. Diz a lenda que, em 1979, Steve Jobs visitou a Xerox PARC, viu o Alto e incorporou muitas das características dele nos computadores Apple Lisa e Mac.

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Steve Jobs mais jovem, em 1979

Um curto período depois e a Xerox finalmente percebeu seu erro e iniciou uma campanha para lançar o Xerox Star, uma workstation gráfica baseada na tecnologia desenvolvida para o Alto. Mas aí já era tarde.

6 – Indústria fonográfica continua no mesmo ritmo

Talvez nenhuma outra indústria tenha perdido mais oportunidades do que o mercado musical. Em 1999, o Napster, de Shawn Fanning, facilitou como nunca o compartilhamento de músicas online. As empresas fonográficas reagiram processando o Napster por contribuir com a pirataria.

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O então CEO do Napster, Hank Barry, sugeriu à indústria musical que adotasse um acordo no estilo de licença para rádio que pagaria pelos royalties dos artistas pelas músicas distribuídas via internet. Mas sua sugestão entrou por um ouvido e saiu pelo outro.

Os fãs do Napster rapidamente moveram-se para outras redes P2P, como o Gnutella e o Grokster, e os programas de música “pirata” tornaram-se os inimigos número um da RIAA (Associação das Indústrias fonográficas da América).

Em 2000, a página MP3.com lançou um serviço que permitia aos membros carregarem músicas de sua própria coleção de CDs e fazer stream com elas para qualquer PC. A indústria fonográfica processou a MP3.com por infração de marcas registradas eganhou. A MP3.com foi vendida e hoje atua em outra área de negócios.

Adicione isso a todos os outros processos da RIAA contra o Grokster, Morpheus, Kazaa e outros cerca de 30 mil piratas de músicas. Hoje, como não seria diferente, o mercado de música digital está dominado por serviços de streaming como o Pandora.

Se a indústria fonográfica tivesse aceitado a parceria com o Napster, MP3.com ou qualquer outra rede de compartilhamento em voga na época, sem dúvida poderia controlar melhor as vendas de músicas digitais e sem os tantos problemas que enfrenta com a pirataria.

7 – CompuServe elimina sua chance de dominar a internetcompuserve.jpg

Observe a web de hoje, sua interatividade, habilidade de mídia social e muito conteúdo, e o que você verá? Uma versão melhorada do CompuServe de 1994. Mas, em vez de dominar o mundo online, a CompuServe foi varrida pela AOL e seus 50 bilhões de CDs “gratuitos” de instalação.

Em meados de 1990, a CompuServe Information Service tinha um inacreditável conjunto de vantagens que a maioria das empresas faria de tudo para ter: uma base fiel de consumidores, dados com informações detalhadas sobre esses consumidores, um conhecimento difícil de copiar e pouca concorrência. O que faltou? Provavelmente a vontade de investir na conversão dessas vantagens em algo sustentável.

Então a AOL chegou oferecendo bons preços e serviço ilimitado (contra as taxas por hora da CompuServe), uma interface mais simples e uma campanha de marketing massiva entregando CDs de instalação do provedor aos consumidores. Corporações que tinham participação nos fóruns da CompuServe mudaram para a web, pois os fóruns eram muito lentos para suportar a demanda.

Em 1997, a AOL adquiriu a CompuServe e, em junho de 2009, a clássica empresa foi deixada de lado. O fracasso da CompuServe não foi somente pelo fato de ter perdido uma única oportunidade, nem de ter perdido várias delas. Foi um importante exemplo que reforça uma lição bastante crítica: nos negócios, nunca fique de braços cruzados.

8 – O declínio da notícia impressa nos jornais craigslist.jpg

Os jornais impressos estão morrendo aos poucos e (para os jornais) os dedos do serviço online Craigslist podem ser encontrados por toda parte. Culpam o serviço gratuito de classificados online por se apossar dos anúncios de classificados, um dos maiores geradores de receita de qualquer jornal impresso, em qualquer parte do mundo.

Até 2005, os anúncios de classificados trouxeram mais de 17,3 bilhões de dólares para os cofres dos jornais nos Estados Unidos. De lá para cá, o uso dos sites de anúncios, como o Craigslist (bem como Amazon, Mercado Livre, eBay e Google) mais do que dobrou.

Se um consórcio de jornais tivesse comprado o Craigslist em 2005, as coisas poderiam ter sido diferentes. Em janeiro de 2008, em entrevista para a InfoWorld, o criador do Craigslist Craig Newmark disse que o papel da sua empresa na desestruturação do jornal impresso foi irrelevante. “Acredito que a queda dos jornais hoje em dia se deu devido à fraca apuração dos fatos”.

9 – O Google antes do Google

Em meados de 1990, a ferramenta de busca em voga não era a utilizada pelo Yahoo, Alta Vista, Lycos ou Hot Wired; era a Open Text Web Index. Assim como o Google hoje, a Open Text era reconhecida pela sua velocidade, exatidão e percepção. Em 1995, a Open Text Corp. alegou que havia indexado todas as palavras entre os mais de 5 milhões de documentos disponíveis na internet naquela época.

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Neste mesmo ano, o Yahoo incorporou a tecnologia de busca da Open Text em seu diretório. Mas dois anos após a parceria com o Yahoo, a Open Text abandonou o mercado de buscas e se moveu para o mercado de gerenciamento de empresas. Um ano depois o Google debutou. A grande perda de oportunidade? Não perceber como o mercado de buscas iria crescer.

“Se alguma coisa fez a Open Text especial, esse algo foi o fato deles terem chegado bem perto de uma tecnologia similar a do Google e naquele período”, disse Steve Parker, consultor de comunicações que ajudou a divulgar a aquisição da tecnologia de buscas da Open Text pelo Yahoo.

Segundo Parker, em uma liderança de três anos do Google, é de se considerar se o Google teria sido forçado a gastar mais dinheiro em um período menor e se teriam que correr contra o tempo para alcançar a liderança. Se as coisas tivessem sido diferentes, não seria difícil prever a Open Text como líder do mercado.

10 – Microsoft salva a maçã podre apple_logo.jpg

Há dez anos a Apple estava em sérios apuros. As vendas dos Macs estavam sendo ultrapassadas por cópias baratas da Power Computing e Radius. A empresa tinha pouco dinheiro em caixa, suas ações estavam muito baixas e estavam procurando por um novo CEO que substituísse Gil Amelio.

Então a Apple recebe uma injeção de dinheiro mais do que bem-vinda (150 milhões de dólares). A origem dos recursos era de se estranhar: a Microsoft, que também prometeu continuar a desenvolver o pacote Mac Office.

O acordo foi negociado pelo então consultor da Apple Steve Jobs, que foi vaiado durante o Macworld Expo ao anunciar o negócio. Pouco tempo depois, Jobs assumiu como CEO “interino” da Apple. E depois disso já sabemos o que aconteceu.

E se a Microsoft não tivesse perdido a oportunidade de deixar a Apple fracassar? Provavelmente estaríamos lutando para usar nosso WinTunes em nossos WinPhones. O mercado de música e vídeos estaria estagnado – ou pior, controlado por Hollywood. E estaríamos desesperados aguardando por alternativas melhores que o Windows.

Salário mínimo, estupidez máxima

segunda-feira, agosto 17th, 2009
27/7/2009 por
adolescentes.jpgEm um livre mercado, a demanda sempre será função do preço: quanto maior o preço, menor a demanda.  O que é surpreendente para a maioria dos políticos é que essas regras valem igualmente tanto para os preços quanto para os salários.  Quando os empregadores avaliam suas necessidades de capital e mão-de-obra, o custo é um fator primordial.  Quando o custo de se contratar mão-de-obra pouco qualificada aumenta, vários empregos serão liquidados.  Não obstante tudo isso, aumentos do salário mínimo sempre são vistos como um ato de benevolência governamental.  Nada poderia estar mais distante da verdade.

Quando algum encanamento da nossa casa entope, qual o procedimento padrão que normalmente seguimos? Fazemos um levantamento de preços com vários bombeiros hidráulicos e contratamos aquele que tem o melhor preço.  Se todos os preços forem altos, a maioria de nós irá preferir pegar uma chave inglesa e uma soda cáustica, e fazer o serviço por conta própria.  O mercado de trabalho funciona da mesma forma.  Antes de contratar outro empregado, o empregador precisa estar certo de que esse novo empregado irá trazer um acréscimo de produtividade que exceda esse custo suplementar (o qual inclui não apenas o salário, mas todos os encargos sociais e trabalhistas.) [Para ver os números do Brasil, clique aqui].

Assim, se um trabalhador pouco qualificado for capaz de contribuir com apenas $6 por hora em termos de aumento de produtividade, tal indivíduo estará desempregado caso o salário mínimo seja fixado em $7,25 a hora.

Os trabalhadores pouco qualificados precisam lutar pelo dinheiro do empregador.  E para isso eles têm de disputar tanto com os trabalhadores qualificados quanto com o capital (o maquinário).  Por exemplo, se um trabalhador qualificado cobra $14 a hora para fazer um serviço que dois trabalhadores menos qualificados cobram $6,50 cada, seria economicamente sensato um empregador contratar a mão-de-obra menos qualificada.  Entretanto, se o governo aumentar o salário mínimo para $7,25 a hora, esses trabalhadores menos qualificados serão “precificados para fora” do mercado de trabalho.

É exatamente por causa dessa dinâmica que os sindicatos são ferrenhos defensores das leis do salário mínimo.  Embora nenhum de seus membros receba o salário mínimo, a lei ajuda a protegê-los da concorrência dos trabalhadores menos qualificados.  (Sindicato nada mais é do que isso: um cartel protegido pelo estado e que expulsa do mercado de trabalho aqueles trabalhadores menos qualificados - ao mesmo tempo em que utiliza a retórica da proteção aos desfavorecidos.)

Os empregadores também têm a opção de empregar máquinas ao invés de pessoas.  Por exemplo, um empregador pode contratar uma recepcionista ou investir em um sistema de atendimento automatizado.  Ele fará o que for menos custoso.  Assim, da próxima vez que você estiver gritando obscenidades ao telefone enquanto tenta dialogar com um computador, você já sabe em quem colocar a culpa por sua frustração.

Há vários outros exemplos de empregadores que substituem a mão-de-obra humana pelo maquinário simplesmente porque o salário mínimo deixou os trabalhadores menos qualificados pouco competitivos.  Por exemplo, nos aeroportos, os carregadores de mala foram substituídos pelos carrinhos de mão (embora aqueles ainda existam informalmente).  A principal razão por que os restaurantes fast-food utilizam pratos de papel e utensílios de plástico é para não ter de contratar pessoas para lavá-los.

Como resultado, muitos daqueles trabalhos que exigiam pouca qualificação e que costumavam ser o primeiro degrau da escada mercado de trabalho foram exterminados do mercado.  Você consegue se lembrar da última vez que um lanterninha lhe conduziu até seu assento em um cinema escuro?  Qual foi a última vez que alguém - além do indivíduo que fica no caixa - não apenas empacotou suas compras no supermercado, mas também as levou até seu carro?  Por falar nisso, não demorará muito para que os próprios caixas sejam “precificados para fora” do mercado e substituídos por scanners automáticos, fazendo com que você tenha de empacotar suas comprar sem qualquer ajuda.  Você pode até ser capaz disso, mas e as pessoas de mais idade?

O desaparecimento desses empregos traz conseqüências econômicas e sociais mais amplas.  Os primeiros empregos que conseguimos são um meio de aperfeiçoarmos nossas habilidades, de modo que trabalhadores menos habilidosos possam adquirir experiência e, com isso, oferecer maior produtividade para seus empregadores atuais ou futuros.  À medida que suas habilidades aumentam, o mesmo ocorre com sua capacidade de obter salários maiores.  Entretanto, remova o degrau mais baixo da escada do mercado de trabalho e muitos nunca mais terão a chance de subir nela.

Portanto, quando você mesmo tiver de abastecer seu carro em um posto sob chuva, não pense apenas naquele adolescente que poderia estar fazendo isso pra você; pense também no mecânico que ele poderia ter se tornado, caso as leis do salário mínimo não o tivessem negado um emprego.  Vários mecânicos de automóveis aprenderam segredos de seu ofício quando trabalhavam como frentistas.  Entre uma abastecida, uma lavagem e uma calibragem de pneus, eles passavam boa parte de seu tempo auxiliando os mecânicos e aprendendo com eles.  Isso vai acabar.

Como o salário mínimo impede que muitos jovens (inclusive um número desproporcional de minorias) consigam empregos básicos, eles nunca poderão desenvolver as habilidades necessárias para aspirar a empregos que paguem melhores salários.  Como consequência, vários recorrem à criminalidade, enquanto outros recorrem ao assistencialismo governamental.

Defensores do salário mínimo argumentam que é impossível sustentar uma família quando se vive apenas com um salário mínimo.  Sim, é verdade.  Mas isso é totalmente irrelevante, pois os empregos que pagam salário mínimo não foram feitos para sustentar uma família.

O certo seria que as pessoas optassem por não iniciar uma família até que estivessem ganhando o suficiente para sustentá-las.  Empregos de baixos salários servem para capacitar os trabalhadores a, com o tempo, adquirirem as habilidades necessárias que os permitirão ganhar salários altos o suficiente para sustentar uma família.  Será que alguém realmente acha que um adolescente que trabalha como entregador de jornal deveria ganhar um salário capaz de sustentar uma família?

A única maneira de se aumentar salários é aumentando a produtividade.  Se os salários pudessem ser aumentados simplesmente por decreto governamental, poderíamos determinar o salário mínimo em $10.000 por mês e todos os problemas estariam resolvidos.  Já deve estar claro para todos que, nesse nível, a maioria da população perderia seus empregos, e a mão-de-obra remanescente seria tão cara que os preços dos bens e serviços iriam disparar.  Este é exatamente o fardo que as leis de salário mínimo impõem aos trabalhadores pobres e pouco qualificados - e, em última instância, a todos os consumidores.

Dado que nossos líderes não conseguem compreender sequer este simples conceito econômico, por que ainda há pessoas que acreditam que eles irão solucionar os problemas econômicos bem mais complicados que nos assombram atualmente?

Peter Schiff é o presidente da Euro Pacific Capital e autor dos livros The Little Book of Bull Moves in Bear Markets e Crash Proof: How to Profit from the Coming Economic Collapse. Ficou famoso por ter previsto com grande acurácia o atual cataclisma econômico.  Veja o vídeo.  Veja também sua palestra definitiva sobre a crise americana - com legendas em português

Investidor em bolsa é quem deve recolher os tributos

terça-feira, agosto 4th, 2009

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A tributação é um dos complicadores na vida de quem investe diretamente em ações, pois é o aplicador que precisa providenciar os pagamentos. Não é como nos fundos, em que o imposto é descontado automaticamente a cada resgate. Todos que vendem ações num valor superior a R$ 20 mil por mês precisam pagar 15% de imposto de renda sobre os ganhos obtidos em cada operação. E é o próprio aplicador que deve fazer o cálculo de quanto tem a pagar de imposto e recolhê-lo. Isso exige uma organização maior do investidor, que precisa guardar os comprovantes de compra e de venda de cada papel para poder calcular de quanto foi o ganho na operação. A apuração do imposto é mensal e vence no último dia útil do mês seguinte ao da venda das ações. Só há imposto, entretanto, se o valor vendido no mês for superior a R$ 20 mil. Isso quer dizer que, mantendo-se abaixo desse limite todo mês, o investidor pode ter uma isenção até R$ 240 mil por ano. Muitos investidores pensam que o limite de isenção é R$ 20 mil por operação, mas, na verdade, é de R$ 20 mil no total vendido no mês. E, uma vez ultrapassado o valor de R$ 20 mil, o imposto incide sobre o total e não apenas sobre o que superar os R$ 20 mil. Se, por exemplo, um papel comprado por R$ 10 mil é vendido por R$ 21 mil, o investidor terá de pagar o imposto sobre o ganho de R$ 11 mil, e não apenas sobre R$ 1 mil. A partir do total vendido no mês, o investidor tem de pagar 15% sobre os ganhos líquidos, já descontadas eventuais perdas naquele mês ou em meses anteriores. O imposto sobre o ganho com a venda de ações é pago pelo investidor em forma de Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais), encontrado em qualquer papelaria, com o código 6015. E é bom guardar os comprovantes. Na hora de fazer a declaração anual, o investidor deve informar mês a mês o ganho total das operações acima de R$ 20 mil na seção Renda Variável. Esses valores informados na declaração não serão tributados novamente. O Darf pode ser pago em qualquer agência bancária, esclarece Hugo Azevedo, no livro “500 perguntas básicas de Finanças para iniciantes no mercado”. O investidor também tem a possibilidade de efetuar um download do arquivo SICALC (disponível no site da Receita Federal) para preenchimento ou impressão do Darf, lembra o autor. É muito comum os investidores não fazerem o recolhimento do imposto porque, no ato da venda das ações, a corretora recolhe na fonte 0,005% de imposto sobre o valor, avisando a Receita da operação. Esse percentual pode ser deduzido na hora de pagar o imposto sobre o ganho de capital. Muito investidor, no entanto, vê esse recolhimento no extrato da corretora e acha que já pagou o imposto, o que não é verdade. Esse imposto serve apenas de dedo-duro para a Receita, mostrando que o investidor teve ganho tributável naquele mês.

De caça a caçador, Ricardo Eletro avança

segunda-feira, agosto 3rd, 2009

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Uma nova loja da Ricardo Eletro foi inaugurada com pompa na sexta-feira, em uma cidadezinha do Pantanal mato-grossense. Com direito a banda de música, show de palhaços e discurso do prefeito, a inauguração foi um acontecimento na fictícia Paraíso, que dá nome à novela das 18h da rede Globo. Parte do elenco vestiu a camisa da varejista, onde se lê “Ricardo cobre tudo”, mote da nova campanha. Mais do que uma ação de merchandising em rede nacional, a primeira da sua história, a iniciativa dá o tom das ambições da empresa. Presente em nove Estados e no Distrito Federal com 275 lojas, dona de um faturamento de R$ 1,7 bilhão em 2008, a Ricardo Eletro quer se tornar uma potência nacional, capaz de fazer frente aos seus maiores concorrentes - Casas Bahia, Ponto Frio e Magazine Luiza -, sem abrir espaço para qualquer oferta de compra.

“Nem penso em vender, tenho só 39 anos, tem muita história pela frente ainda”, diz Ricardo Nunes, dono da empresa, em um típico sotaque interiorano, semelhante ao dos personagens de Paraíso. Mineiro de Divinópolis, Nunes começou o negócio há 20 anos, depois de trabalhar como ambulante, vendendo de mexerica a bicho de pelúcia. A rede tem sido apontada como alvo de grandes players, a exemplo do Grupo Pão de Açúcar, que adquiriu há dois meses o Ponto Frio. Apoiado pelo HSBC, dono da Losango - com quem fechou acordo no ano passado para instalar pontos de venda da financeira nas lojas da rede -, Nunes fala mesmo em comprar. “Dinheiro não é problema para eles [o HSBC]“, diz o empresário, que tem 30% das suas vendas financiadas pela Losango. “Mas por agora o meu foco é o Rio de Janeiro”.

Hoje, a Ricardo Eletro abre a 35ª loja no Estado fluminense, no popular bairro do Méier, zona norte da capital. Semana passada, a rede chegou a Pernambuco, com inauguração de uma loja em Petrolina. Ao todo, estão sendo investidos mais de R$ 50 milhões na inauguração de 42 lojas lojas este ano, sendo 25 só no Estado do Rio. Os recursos vêm do HSBC. A meta é atingir 300 pontos de venda no país até o fim de 2009, mas a capital paulista ainda não está nos planos. “Temos que fazer o Rio inteiro, porque o custo de publicidade lá é grande, e só depois vamos pensar em outros lugares”, diz Nunes, que desembarcou no mercado fluminense no ano passado, quando comprou 13 pontos de venda da Danúbio, antes Arapuã. A consolidação na região, segundo ele, deve ser concluída em 2010.

O empresário pretende crescer 30% em faturamento em 2009, para R$ 2,2 bilhões. “A redução do IPI na linha branca deu novo impulso às vendas”, diz Nunes, que percebe ainda a procura crescente por outros itens de maior valor agregado, como as TVs de LCD. O tíquete-médio da rede está em R$ 653.

E a internet já se tornou a principal loja da Ricardo Eletro. “Representa 7% das nossas vendas”, diz Nunes. Em setembro, o centro de distribuição da empresa em Belo Horizonte, que foi ampliado de 20 mil para 35 mil metros quadrados, será reorganizado para ceder espaço exclusivo à operação on-line. “Há muitas miudezas, metade das encomendas vão pelo correio, não dá para manter junto com as mercadorias que vão para as lojas”, afirma. Cerca de 130 pessoas estão sendo contratadas para a operação on-line.

A última grande aquisição da Ricardo Eletro foi em julho de 2007, com a compra da rede Mig, então com 86 lojas em Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e São Paulo. A rede também está no Nordeste (em Alagoas, Bahia e, agora, Pernambuco). Mesmo sem presença na capital paulista ou no sul do País, dois mercados importantes, a empresa está disposta a já reservar lugar na mente dos consumidores em rede nacional. Por isso, começou em julho com os planos de merchandising em programas da Rede Globo, como parte dos investimentos de R$ 60 milhões este ano em comunicação, valor 33% superior ao do ano passado.

“Esse montante pode crescer, se houver mais alguma aquisição”, avisa Euler Brandão, diretor de atendimento e planejamento da Pro Brasil, dona da conta da Ricardo Eletro. Além da novela Paraíso, que já rendeu um elogio rasgado à figura de Ricardo Nunes (o radialista interpretado por Guilherme Berenguer disse que o empresário “tem visão de negócio bem moderna e acabou montando uma empresa enxuta e dinâmica, com uma administração bastante inteligente”), a Ricardo Eletro está no programa Caldeirão do Huck.

Em uma das atrações que foi ao ar mês passado, o próprio Ricardo Nunes, ao lado de Luciano Huck, dirigiu o caminhão que fez a entrega dos prêmios ao vencedor do quadro ‘Cantando 7′, em João Pessoa (PB). “Temos contrato de merchandising com o Caldeirão do Huck até julho do ano que vem”, afirma Brandão.

As campanhas regionais continuam, segundo Brandão. A mais recente estreou em julho, com o mote: “Para tudo, o Ricardo cobre tudo”. Do lado da concorrência, a rede comandada por Michel Klein também colocou no ar a sua campanha com o bordão “A Casas Bahia cobre qualquer preço”. Ricardo Nunes diz que foi cópia. “Há 20 anos eu registrei em cartório o compromisso de cobrir qualquer preço”, afirma. A Casas Bahia, por sua vez, sustenta que a promessa é algo comum no varejo, assim como 10 vezes sem juros ou sem entrada. Mas, no fundo, Nunes, não reclama. “É até motivo de orgulho a Casas Bahia me copiar”.

Executivos dão adeus a viagens de trabalho

segunda-feira, agosto 3rd, 2009
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2 de agosto de 2009

Meio ou mensagem? O que é melhor? Normalmente, não tenho dúvida: é a mensagem. Mas, diante de uma inovação de impacto em comunicação como a Telepresença, o meio pode tornar-se tão ou mais empolgante que a mensagem, por mais interessante que seja seu conteúdo.

Vivi essa experiência na semana passada, ao entrevistar, simultaneamente, sem sair de São Paulo, três pessoas localizadas em três cidades dos Estados Unidos. Um dos entrevistados foi o presidente e executivo-chefe da Cisco Systems, John Chambers, em San José, Califórnia, e dois executivos dessa empresa, um deles em São Francisco e outro em Miami.

Essa foi minha estreia profissional com a multiconferência internacional via Telepresença (em inglês, Telepresence), que proporciona a conexão de até 4 ou mais pontos remotos, em qualquer país ou continente, assegurando imagens de alta definição e em tamanho natural dos entrevistados.

O resultado é a sensação de que as pessoas estão, realmente, presentes, diante de nossos olhos, do outro lado da mesa circular à nossa frente. E a comunicação pode ser complementada, a cada momento, com a troca de imagens de computador, gráficos, tabelas, textos e fotos.

Uma sala de Telepresença é, na verdade, um sistema altamente interativo, que utiliza câmeras de alta definição nativas em 720 e 1.080 pixels, áudio multicanal espacial com cancelamento de eco, em ambiente preparado para prover a melhor experiência de acústica e visual, bem como a integração com sistemas de comunicações, internet e multimídia.

VIAJAR? SÓ POR PRAZER
Milhares de executivos e jornalistas começam a substituir suas viagens profissionais por multiconferências via Telepresença. Em breve, viajar para participar de entrevistas ou reuniões será coisa do passado para a maioria desses profissionais. Imagine, leitor, se eu tivesse de entrevistar de forma presencial, face a face, as mesmas 3 pessoas que entrevistei na semana passada, estando elas nas três cidades norte-americanas. Gastaria, no mínimo, 5 dias. Teria de viajar para os Estados Unidos num dia, dedicar o segundo dia aos entrevistados da Califórnia, um terceiro dia para cruzar o território norte-americano até Miami, para poder fazer a última entrevista no quarto dia e, com alguma sorte, retornar ao Brasil num voo noturno. Ao chegar, no quinto dia, além dos gastos financeiros, estaria triturado pelo cansaço, com o sono defasado pelos 4 ou 6 fusos horários que nos separam da Califórnia, e sem muita disposição para retomar o trabalho em 24 horas.

Para quem viaja sempre, a lista de desgastes inclui os aeroportos congestionados, o desconforto de passar 10 ou 12 horas espremido em poltronas da classe econômica, as constrangedoras inspeções de segurança que chegam às raias da humilhação, os atrasos de voos, a perda de bagagens e as conexões sem fim.

FUTURO É VIRTUAL
“No futuro, a maioria das entrevistas e reuniões será virtual, feita via internet”, prevê John Chambers. “Por tudo isso que você menciona, o primeiro objetivo desse sistema de comunicação é a substituição de viagens de negócios. E é bom lembrar que hoje a grande maioria da comunicação de negócios é do tipo não-verbal. No futuro, embora virtual, a comunicação tende a ser majoritariamente verbal, natural, espontânea, olho no olho. Cerca de 80% das viagens de negócios poderão ser substituídas pelas novas formas de comunicação, como a Telepresença, combinada com os recursos de computação da internet.”

John Chambers prevê ainda que, em poucos anos, a internet deverá tornar-se a forma mais utilizada de comunicação profissional ou de negócios. Em segundo lugar, virá a combinação de vídeo com a web, como na Telepresença. À medida que as redes de banda larga venham a expandir-se mundialmente, mais frequente se tornará esse novo tipo de videoconferência. O presidente da Cisco vê até a possibilidade de uso doméstico da Telepresença em algumas formas de teleducação e entretenimento, como acompanhar eventos internacionais, partidas de futebol ou shows.

“Imagine”, diz o presidente da Cisco, “o que significa para o mundo economizar milhões de viagens de negócios que se fazem anualmente em todo o mundo. Mesmo as reuniões internas das maiores corporações, que exigem deslocamento físico e perda de tempo de executivos, poderão ser substituídas com vantagem por sistemas de multiconferência como o Telepresença e seus sucessores.”

Na visão pessoal de John Chambers, a expansão mundial da comunicação visual pode mudar radicalmente o modo pelo qual fazemos negócios e, mais do que isso, consolidar formas de colaboração em escala nacional e internacional que ainda sequer imaginamos. Em pesquisas, estudos e levantamentos, acadêmicos ou empresariais, a colaboração entre cientistas, executivos e especialistas das mais diversas áreas poderá ser viabilizada de forma muito rápida, econômica e estimulante.

Depois dessa experiência, não duvido de que minha profissão vá passar por transformações ainda mais radicais do que já testemunhei.

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Telepresença revoluciona a comunicação empresarial

O sistema de comunicação de multiconferência Telepresença (Telepresence, em inglês) foi desenvolvido pela Cisco para permitir, antes de tudo, a integração de pontos remotos, em até quatro cidades ou países, via banda larga, com imagens de alta definição em três monitores de grandes dimensões. Com ele, por exemplo, um presidente de empresa em São Paulo pode reunir-se virtualmente com os diretores de três outras filiais, no Rio de Janeiro, Porto Alegre ou Recife.

O sistema já está disponível no Brasil, a serviço de grandes corporações e de empresas de telecomunicações, como Embratel, Telefônica e outras. Os grandes usuários instalam salas de Telepresença em suas próprias dependências. Empresas médias ou pequenas podem usar as instalações de operadoras de telecomunicações em sua cidade, comunicando-se com outra cidade dotada do sistema. Há sistemas mais simples, para serem instaladas em residências, com apenas um monitor para conferências one-to-one, destinadas a uso social ou mesmo profissional.

Para obter mais informações técnicas, use o link:
http://www.cisco.com/en/US/netsol/ns669/networking_solutions_solution_segment_home.html

Baixe o folheto virtual Telepresence Guide, usando o link:
http://www.tandberg.com/telepresence-cppc/index.jsp?cid=04US040049008

Learn:  Why Telepresence Users Have a Competitive Edge
Telepresence is an immersive meeting experience that offers ultimate video and audio clarity. It is set apart from video conferencing by several factors that create a competitive advantage.

Download Frost & Sullivan’s guide to “Maximizing the Value of Telepresence” to see how telepresence is different.
• Participants are life-size. Every sound, gesture, and facial expression supports natural communication.
• Joining multiple telepresence calls creates a single, exclusive meeting space.
• Intuitive functionality like touch screen interfaces allows you to bring in other sites and presentations with ease.

Plus:  Download 4 Must-Read Guides
1. Whitepaper: Telepresence vs. Video Conferencing Research from business technology experts, Aberdeen Group — 32 pages.
2. Case Study: Technopolis Using Telepresence for Seamless Communication Across Borders — 2 pages.
3. Solution Sheet: Measuring Your Success Building the Business Case for Expanding Video — 3 pages.
4. E-book: Total Telepresence.