Archive for outubro, 2009

Corretora adota rede social corporativa e abandona intranet

quinta-feira, outubro 29th, 2009

http://computerworld.uol.com.br

Com mais de 430 escritórios espalhados pelos Estados Unidos, a empresa de corretagem e investimentos online Scottrade, optou por uma forma ainda pouco convencional de comunicação e troca de informações entre seus funcionários. Após perceber que sua intranet não suportava mais o volume crescente de informações – as quais tinham passado de 150 para 31 mil arquivos em cinco anos –, a empresa migrou essa plataforma para uma rede social corporativa.

O projeto começou a ser desenhado no início de 2008. Na época, a Scottrade buscava uma modernização da intranet, com o intuito de automatizar processos. A diretora de arquitetura de negócios da companhia, Tracie Gildehaus, conta que a atualização de um documento, por exemplo, representava algo muito trabalhoso. Na prática, os usuários mandavam as mudanças para a equipe de Tracie, composta por quatro profissionais, realizar as alterações. E, por conta de uma alta demanda, isso demorava, em média, três dias.

Ainda segundo a diretora, por conta do rápido crescimento da intranet, outro problema era encontrar as informações necessárias na rede. Como resultado, os funcionários pediam que a TI desenvolvesse blogs ou outras ferramentas que facilitassem um relacionamento mais próximo entre os profissionais, com o intuito de compartilhar conhecimentos.

Projeto democrático

Com base nesse cenário, Tracie, em conjunto com o CIO da Scottrade, Ian Patterson, decidiram transformar a intranet em uma rede social. Para tanto, um dos primeiros passos tomados por eles foi convidar 30 funcionários – de diversas idades, departamentos e funções – para uma reunião. Durante esse encontro, os profissionais foram separados em grupos de três pessoas e cada  equipe recebeu 150 cartões, nos quais tinham de anotar uma aplicação ou informação importante que estava armazenada na intranet.

A partir dos dados escritos nos cartões, cada grupo apresentou sua ideia de como as informações deveriam estar organizadas e apresentadas na nova rede interna. E, depois de toda a exposição de ideias, as equipes chegaram a um consenso de como seria um desenho ideal para a rede social.

Outra etapa do projeto envolveu a escolha do fornecedor (a Oracle) da plataforma que suportou o projeto. E, assim como na fase anterior, Tracie convidou diversas empresas a apresentar seus produtos e deixou que os 30 funcionários votassem em qual das soluções atendia melhor suas necessidades.

A rede social corporativa da Scottrade, que começou a ser desenvolvida em janeiro de 2008, inclui uma variedade de ferramentas. Entre as principais, estão blogs dos usuários e uma plataforma wiki que fornece uma enciclopédia de termos e documentos que podem ser atualizados pelos próprios usuários. Além disso, existe uma página de cada departamento no estilo do Facebook, na qual as pessoas podem contar no que estão trabalhando, bem como conseguem se conectar a outros profissionais. A empresa utiliza também essa área para atualizar as equipes sobre dados e políticas corporativas, procedimentos e oferecer material de treinamento.

Ao todo, o projeto consumiu nove meses de trabalho da equipe de TI e de arquitetura de negócios. Mas no dia em que a ferramenta foi ao ar, 90% dos profissionais da companhia já começaram a acessá-la. Tracie atribui esse sucesso a uma agressiva estratégia de comunicação.

Para mostrar os benefícios e ensinar os usuários a utilizar as ferramentas disponíveis na rede social, antes do lançamento da nova plataforma, foram criados diversos vídeos demonstrativos, os quais eram apresentados por uma personagem virtual (avatar) chamada Scottina, ainda na intranet antiga.

Novas plataformas, as MTFs derrubam preços na Europa

quinta-feira, outubro 29th, 2009

www.valor.com.br

Para os clientes da BM&FBovespa e da Cetip, as instituições financeiras, a consequência mais imediata do acirramento da concorrência entre as empresas deve se dar na redução de preços. Ao longo deste ano, a BM&FBovespa já vem promovendo uma alteração em suas taxas. Segundo comunicados da companhia, o objetivo é “tornar a atividade de negociação mais competitiva em comparação com outras bolsas do mundo”.

Essa nova política, apesar de ter alardeado a concorrência internacional, tem atingido também a rival brasileira, a Cetip.

Para as negociações do segmento BM&F, por exemplo, foi introduzido um sistema de desconto progressivo para estimular o uso: quanto mais o cliente negociar, menos ele paga por operação. Para a custódia, que ocorre por meio da CBLC, os valores também foram derrubados por meio de descontos progressivos, que serão aplicados até fevereiro de 2010.

A intensificação da concorrência já é esperada pela própria Cetip, que ressalta a questão no prospecto de oferta pública de suas ações. Em um primeiro momento, por outro lado, os preços da Cetip sofreram um reajuste para cima. Isso porque, antes de a empresa se transformar em uma sociedade anônima, ela aplicava descontos de 20% para seus associados. Essa política acabava derrubando a lucratividade da operação, fator que poderia contrariar o interesse dos novos acionistas.

A tendência de surgimento de plataformas menores de negociação para concorrer com as bolsas é mundial. Elas são batizadas de MTFs, Multilateral Trading Facilities, plataformas alternativas de negociação. Um dos casos que mais se aproxima do que pretende a Cetip é a Burgundy, lançada no primeiro semestre e fruto da união de 14 instituições financeiras para atender os países nórdicos.

O exemplo mais recente de MTF é a Quote, da Hungria, que começou a operar em setembro. Ao todo, já são seis na Europa voltadas para a negociação de ações. Além da Quote, foram criadas Chi-X Europe, Turquoise, BATS Europe, Nasdaq OMX Europe and Equiduct. O surgimento das MTFs na Europa está acirrando a redução de taxas cobradas, num mercado que tem convivido com queda de volumes.

Arista Networks traça planos para desafiar domínio da Cisco

sexta-feira, outubro 23rd, 2009

Peter Burrows, BusinessWeek, do Vale do Silício (EUA)
19/10/2009

Foto Destaque
Andreas Bechtolsheim, fundador da Arista Networks: “Somos apenas um inconveniente para a Cisco hoje”

Se você não tem inveja de Andreas Bechtolsheim, é provável que não o conheça o suficiente. Mesmo pelos padrões dos figurões do Vale do Silício, sua combinação de talento e sorte é rara. Em 1982, esse esperto engenheiro foi um dos fundadores da Sun Microsystems e ajudou a anunciar uma nova era da informática ao inventar uma estação de trabalho mais barata e versátil que os minicomputadores, populares entre as companhias na época. Então, em 1998, na casa de um amigo em Palo Alto, na Califórnia, Bechtolsheim teve a sorte de conhecer dois jovens formados pela Universidade de Stanford que estavam trabalhando em um novo mecanismo de busca. Ele preencheu na hora um cheque de US$ 100 mil para os dois, e Larry Page e Sergey Brin prosseguiram com seus planos, transformando a participação inicial de Bechtolsheim em mais de US$ 1bilhão em ações do Google.

Agora, aos 54 anos, Bechtolsheim tem um novo objetivo: enfrentar a Cisco Systems. Embora a Cisco seja o provedor dominante de equipamentos de rede no coração da internet, Bechtolsheim acha que sua pequenina Arista Networks tem uma vantagem no segmento de mercado que vem crescendo mais rapidamente: o de equipamentos super-rápidos para centros de dados, onde mais e mais trabalho de computação vem sendo feito. Se ele estiver certo, a Arista poderá superar a Cisco em um negócio muito importante, complicando os esforços da gigante para atingir as metas de crescimento agressivas do executivo-chefe John Chambers. “Somos apenas um inconveniente para a Cisco hoje”, diz Bechtolsheim. “Mas é muito difícil para as grandes companhias mudar seus modelos de negócios fundamentais.”

Ele afirma ter uma vantagem no custo e no desempenho. Os computadores da Arista, que são equipamentos que direcionam o tráfego na internet, custam menos da metade do preço dos produtos comparáveis da Cisco. Lane Patterson, diretor de tecnologia da companhia de centros de dados Equinix, diz que os equipamentos da Arista podem ter um quinto do custo, “um preço de uma atratividade impressionante”. Seus equipamentos também rodam programas de ponta que, segundo analistas, oferecem vantagens sobre o IOS, o software da Cisco que tem 20 anos e é tão predominante nas redes empresariais quanto o Windows, da Microsoft, é nos computadores pessoais. O software da Arista tem potencial para rodar uma maior variedade de programas e não trava se algum deles for infectado por vírus.

A Cisco não demonstra nenhum sinal de vulnerabilidade. Sua influência sobre o mercado de redes empresariais é tão completa que ela está entrando em dezenas de novos mercados, de vídeo à tecnologia de redes sem fio. A competição vem cada vez mais de gigantes tecnológicas como a Hewlett-Packard (HP). A Cisco não quis fazer comentários sobre a Arista, mas observou que possui mil clientes para seus produtos de centros de dados, enquanto a Arista afirma ter 130.

Mesmo assim, a Arista está ganhando força. A companhia tem uma clientela ampla, apenas dois anos depois de lançar seu primeiro produto. Um terço de seus clientes são companhias de Wall Street em busca de sistemas de computador mais rápidos. Bechtolsheim também recrutou um peso-pesado para liderar a companhia, Jayshree Ullal, a ex-arquiteta do núcleo de criação do centro de dados da Cisco. “A Arista está se saindo muito bem”, diz Brent Bracelin, analista do banco de investimento Pacific Crest Securities. “Está claro que há um grande apetite por alternativas à Cisco.”

Bechtolsheim há muito está à frente de seu tempo. Ele cresceu em uma fazenda na Alemanha e aos 16 anos de idade ganhou US$ 100 mil por ter criado um software para uma companhia de tecnologia local. Ele foi para os Estados Unidos pelo programa de bolsas de estudo Fullbright Program, mas abandonou um curso de doutorado na Universidade de Stanford para ajudar a fundar a Sun Microsystems. Após sair da companhia, em 1995, continuou em busca de oportunidades para fazer o que as líderes do setor de tecnologia estavam fazendo, só que mais barato e melhor. Ele vendeu uma companhia iniciante para a Cisco por US$ 220 milhões e outra para a Sun, por US$ 91 milhões. “Andy é para a computação empresarial o que Steve Jobs é para a computação voltada ao consumidor”, afirma Scott G. McNealy, um dos fundadores da Sun Microsystems e presidente do conselho de administração da empresa.

Bechtolsheim vê oportunidades no segmento de redes empresariais em parte por causa do domínio da Cisco. A companhia oferece equipamentos confiáveis e um forte apoio ao cliente, cobrando preços altos que a ajudam a obter margens de 65%. Essa é uma fórmula vencedora entre os clientes comuns da Cisco – compradores empresariais conservadores, cuja maior preocupação é manter suas redes em operação. Mas para as companhias que constroem grandes centros de dados – as instituições financeiras de Wall Street e gigantes da internet como o Google -, reduzir em milésimos de segundo o tempo necessário para fazer uma transação acionária ou uma busca na internet é algo mais valioso que ter um serviço de suporte impecável. “Estamos totalmente convencidos de que temos um trunfo nas mãos”, diz Bechtolsheim.

Isto é, a menos que ele decida vender a companhia mais uma vez. Já há comentários no mercado de que a IBM ou a HP poderão tentar comprar a Arista. Bechtolsheim insiste que esse não é seu plano. A Arista foi muito mais longe que suas companhias anteriores e ele está acelerando seus esforços de vendas para uma possível abertura de capital. Embora admire a Cisco, Bechtolsheim diz que a história do setor de tecnologia está cheia de gigantes caídos. “É estranho como nenhuma das grandes companhias foi vencedora na etapa seguinte [da indústria]“, afirma.

Modelo cooperativista viabiliza pequenos provedores na Paraíba

quinta-feira, outubro 22nd, 2009

http://www.teletime.com.br

Chama a atenção o número de associações que representam os pequenos provedores de Internet no Brasil. Em âmbito nacional existem pelo menos duas (Abramulti e Abranet), mas além delas existem pelo menos mais três associações em âmbito regional – a Aprova, de Pernambuco, a Aprove da Paraíba e a InternetSul. Muito mais do que lutar pelos interesses dos seus associados, a Aprove da Paraíba mostra que o modelo cooperativista pode ser a única forma de viabilizar o negócio em cidades pequenas com baixo poder aquisitivo.

A associação controla uma licença de SCM e atua como a prestadora do serviço de telecomunicações. Para os provedores fica o serviço de valor adicionado, ou seja, a autenticação e validação dos logins à Internet. Nei Camilo, que assumirá a presidência da associação em dezembro, explica que muitos empresários – especialmente aqueles que atuam em cidades com baixo poder aquisitivo – não conseguem arcar com o custo da infraestrutura de rádio e com o custo da licença, por isso a associação foi uma saída para viabilizar esses pequenos negócios. “As cidades do interior da Paraíba são menores e com baixo poder de compra. Hoje a Anatel cobre R$ 9 mil pela licença. Mais a parte de engenharia, o custo chegaria a R$ 15 mil. Muitas cidades não comportam um investimento deste porte”, explica Camilo.

A Aprove foi formada em 2006 por seis empresas e depois vieram mais 10. Camilo explica que, antes da associação, essas seis empresas trabalhavam sem outorga de SCM na faixa não licenciada de 2,4 GHz. Entretanto, com o surgimento de centenas de provedores pelo Brasil, a Anatel passou a ser mais rigorosa na fiscalização dessas empresas que no fundo prestavam não só o chamado serviço de valor adicionado, mas também o acesso. “Muitos provedores foram lacrados e outros foram notificados. A gente entendia que a faixa não licenciada não precisava de licença. A legislação é muito vaga sobre isso”, diz Camilo.

Cada associado da Aprove paga uma mensalidade e tem uma cota na associação de acordo com o investimento necessário para construir a infraestrutura na sua cidade. A Aprove é quem recebe as mensalidades dos assinantes e repassa aos provedores já descontando o valor correspondente à capacidade que cada um deles utiliza do link de dados. Camilo revela que a Anatel não está mais concedendo licença de SCM para associações porque existe um “conflito tributário”, uma vez que a associação não tem fins lucrativos, não recolhe Imposto de Renda etc. “Não conheço nenhum outro modelo como o nosso”, diz ele.

Trabalhador remoto já é considerado prioridade por 91% das empresas

quarta-feira, outubro 21st, 2009

Os trabalhadores remotos já são considerados como prioridade pela área de TI das empresas. De acordo com pesquisa encomendada à Forrester Research pela LogMeIn, fornecedora de soluções de acesso remoto a PCs, 91% das empresas definem a conexão móvel de seus funcionários como um “gasto-chave” para a área de TI.

Entre os motivos para investir nessa modalidade de trabalho, a satisfação dos funcionários é apontada por 78% das empresas, seguida pelo aumento da produtividade, indicado por 72% das companhias. O aumento na eficiência fica apenas no terceiro lugar entre as prioridades das empresas, apontado por 67% delas.

No entanto, a Forrester prevê que essa modalidade de trabalho ainda precisa crescer bastante, já que 60% das companhias ainda mantêm um número expressivo de processos manuais de apoio aos trabalhadores remotos. Até o fim de 2012, entretranto, a consultoria prevê que esses profissionais representem 73% de toda a força de trabalho mundial. O relatório também relata que metade das empresas americanas e europeias já utilizam mais de um sistema operacional móvel ao mesmo tempo, e 46% de todas as empresas do mundo já usam equipamentos próprios, e não os dos funcionários.

The Financial Development Index 2009 Rankings

sexta-feira, outubro 9th, 2009

The rankings are based on over 120 variables spanning institutional and business environments, financial stability, and size and depth of capital markets, among other factors.

http://www.weforum.org

Financial Development Index 2009 Rankings
Country/Economy 2009 Rank 2008 Rank 2009 Score (1–7) Change in score
United Kingdom 1 2 5,28 -0,55
Australia 2 11 5,13 +0.15
United States 3 1 5,12 -0,73
Singapore 4 10 5,03 -0,12
Hong Kong SAR 5 8 4,97 -0,26
Canada 6 5 4,96 -0,30
Switzerland 7 7 4,91 -0,32
Netherlands 8 9 4,85 -0,37
Japan 9 4 4,64 -0,64
Denmark 10 n/a 4,64 n/a
France 11 6 4,57 -0,68
Germany 12 3 4,54 -0,74
Belgium 13 17 4,50 -0,06
Sweden 14 13 4,48 -0,27
Spain 15 12 4,40 -0,50
Ireland 16 14 4,39 -0,33
Norway 17 15 4,38 -0,28
Austria 18 18 4,28 -0,27
Finland 19 21 4,24 -0,21
United Arab Emirates 20 16 4,21 -0,40
Italy 21 22 3,98 -0,40
Malaysia 22 20 3,97 -0,51
Korea, Rep. 23 19 3,91 -0,64
Saudi Arabia 24 27 3,89 -0,01
Jordan 25 n/a 3,89 n/a
China 26 24 3,87 -0,22
Bahrain 27 28 3,85 -0,04
Israel 28 23 3,69 -0,45
Panama 29 32 3,63 +0.03
Kuwait 30 26 3,62 -0,31
Chile 31 30 3,60 -0,19
South Africa 32 25 3,48 -0,51
Czech Republic 33 35 3,48 +0.05
Brazil 34 40 3,46 +0.18
Thailand 35 29 3,35 -0,48
Egypt 36 37 3,33 +0.01
Slovak Republic 37 42 3,30 +0.05
India 38 31 3,30 -0,34
Poland 39 41 3,27 0,00
Russian Federation 40 36 3,16 -0,24
Hungary 41 33 3,08 -0,45
Peru 42 46 3,07 +0.01
Mexico 43 43 3,06 -0,15
Turkey 44 39 3,03 -0,27
Vietnam 45 49 3,00 -0,03
Colombia 46 44 2,94 -0,27
Kazakhstan 47 45 2,93 -0,20
Indonesia 48 38 2,90 -0,41
Pakistan 49 34 2,85 -0,61
Philippines 50 48 2,84 -0,19
Argentina 51 47 2,77 -0,26
Nigeria 52 50 2,72 -0,04
Ukraine 53 51 2,71 -0,02
Bangladesh 54 n/a 2,57 n/a
Venezuela 55 52 2,52 -0,18