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Archive for the ‘Estratégias Comerciais’ Category

A economia do grátis

Os custos da tecnologia digital e da infra-estrutura da internet tendem a zero – e os serviços do mundo online, também

Hal Horowitz/Gettyimages

Show da banda inglesa Radiohead: para os músicos, a distribuição gratuita das faixas pela internet é parte integral do modelo de negócios — o dinheiro está

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Por Sérgio Teixeira Jr.

EXAME É possível entregar produtos e serviços de graça e ainda assim ganhar dinheiro? Pelo menos no mundo online, a resposta é sim, e a economia do grátis é uma tendência inevitável, de acordo com uma idéia levantada por Chris Anderson, editor da revista Wired. Anderson, que deve publicar um livro sobre o tema no segundo semestre de 2008, argumenta que muitos dos custos ligados à tecnologia da informação — sejam eles de armazenamento, de processamento ou de telecomunicações — estão caindo de forma vertiginosa e tendem a zero. “O custo de guardar ou transmitir 1 kilobyte de dados é tão baixo que nem é mais medido. Em pouco tempo, o mesmo vai ser verdade para 1 megabyte e, no momento seguinte, para 1 terabyte”, escreveu ele num artigo recentemente publicado na revista inglesa The Economist. Esse movimento formidável de aumento de capacidade com redução de custos — expresso de forma definitiva na Lei de Moore, que afirma que a cada 18 meses dobra o poder de computação dos microchips e os preços caem pela metade — já tem impacto claro em algumas indústrias, como a da música. Outro caso clássico é o Google, empresa que deve passar dos 15 bilhões de dólares de faturamento neste ano oferecendo a imensa maioria de seus serviços de graça. Mas existem efeitos não tão óbvios assim. A indústria da televisão, por exemplo, tem de se transformar por causa da emergência de serviços como o YouTube, que se aproveita dos custos decrescentes de infra-estrutura tecnológica para oferecer uma coleção virtualmente infinita de vídeos, com a comodidade de se assistir somente o desejado, na hora mais conveniente. De uma maneira ou de outra, argumenta Anderson, todos os negócios tocados pela internet — e eles são muitos — vão ser influenciados pela economia do grátis.

Muitos dos inúmeros serviços gratuitos oferecidos na internet são pagos com o dinheiro dos anunciantes. Esse modelo de negócios, que tradicionalmente se aplicou à TV aberta e ao rádio, está se expandindo. No negócio da música, a equação é um pouco diferente: o dinheiro vem cada vez mais das performances ao vivo e menos da venda de discos. Mas a distribuição gratuita de faixas é essencial para angariar fãs e, conseqüentemente, fazer boas turnês. Em outubro, a banda de rock inglesa Radiohead ganhou as manchetes ao lançar um disco pela internet. Supostamente cansados da “exploração injusta” das gravadoras, eles decidiram cortar o intermediário e oferecer suas músicas num site. Os fãs poderiam pagar quanto quisessem pelo disco — ou simplesmente baixá-lo de graça (pesquisas posteriores indicaram que somente 40% dos fãs fizeram uma contribuição, de 6 dólares em média). “Hoje, ganhamos dinheiro principalmente fazendo shows”, disse Thom Yorke, o líder da banda, numa entrevista recente. O negócio das gravadoras, que sempre se baseou na venda de gravações e na distribuição de produtos físicos, pode estar diante da maior crise de sua história. Mas, para os músicos, a doação de suas criações e até mesmo a disseminação de suas músicas por meio da pirataria passaram a ser parte integral da viabilidade econômica.

A abundância da tecnologia digital também está por trás de um dos modelos de negócios mais inovadores dos últimos tempos, o das empresas aéreas de baixo custo. Graças a novos e modernos sistemas de informação, as mais agressivas empresas aéreas européias podem cobrar menos de 10 dólares por uma passagem dentro do continente. É evidente que uma viagem custa muito mais caro que isso, e os custos são cobertos com a venda de uma série de outros serviços, como refeições nos vôos, manuseio de bagagem e diversos itens relacionados a viagens, como aluguel de carros e diárias de hotéis. E, é claro, essas empresas também têm vantagens econômicas ao planejar suas rotas sempre envolvendo aeroportos secundários, que oferecem taxas de operação muito mais baixas que as dos grandes centros. Ao redefinir o negócio da aviação em torno do transporte aéreo “quase gratuito”, em vez de simplesmente vender passagens, essas empresas mudaram para sempre o setor — e ganharam muito dinheiro com isso. A maior delas, a irlandesa RyanAir, faturou 3,2 bilhões de dólares no ano fiscal de 2007, um crescimento de 32% em relação ao período anterior, e os lucros aumentaram 42%, atingindo 626 milhões de dólares. As operadoras de telefonia celular adotam um modelo de negócios semelhante ao oferecer aparelhos cada vez mais sofisticados de graça em troca de contratos de longa duração e da garantia de receitas com os serviços. É claro que não existe quase nada efetivamente de graça na vida, incluídos aí os proverbiais almoços grátis que ficaram célebres nas declarações do Nobel de Economia Milton Friedman. Mas a economia do grátis deve prosperar como nunca em 2008.

Radiohead / balanço da inovadora forma de comercialização

SÃO PAULO – A banda Radiohead deixou por conta dos fãs a decisão de pagar ou não pelo download do seu álbum, mas a maioria não desembolsou nem um centavo.

Essa foi a conclusão de um estudo da empresa de pesquisas de mercado comScore, que monitorou o site que dava acesso ao download da obra da banda de rock inglesa. Segundo a pesquisa, a cada 5 pessoas que baixaram o álbum, 2 resolveram pagar. O internauta norte-americano foi mais generoso: em média, pagou US$ 8 pelo álbum.

Durante o período de 29 dias abordado pela pesquisa, em outubro, 1,2 milhão de pessoas no mundo visitaram o site do álbum In Rainbows. O estudo mostrou que 38% das pessoas que baixaram o álbum quiseram pagar pela obra, enquanto 62% resolveu não pagar.

Entre aqueles que resolveram pagar, 17% pagou menos de US$ 4. Porém, 12% dos que pagaram desembolsaram entre US$ 8 e US$ 12. Em média, a quantia desembolsada foi US$ 6.

A Radiohead está investindo em estratégias inovadoras de distribuição e venda do mercado fonográfico. Depois de deixar o preço do download livre para o internauta, resolveu oferecer um box com todos os álbuns anteriores a In Rainbows digitalizado.

A partir do dia 10 de dezembro, os fãs poderão adquirir seis discos como um arquivo digital, sem bloqueio de DRM, ou armazenado num pendrive de 4 gigabytes, no formato de um urso que é o símbolo da banda.

Consultoria propõe maior eficiência nas vendas

Fundada pelo ex-presidente da SAP Brasil, Augusto Pinto, a Positioning é uma consultoria voltada para o estabelecimento de políticas estratégicas de marketing e comunicação, independente do porte da empresa. Também faz parte da organização, Luis Soldatelli, ex-diretor da Progress no Brasil, que junto com consultores experientes, contratados de acordo com a especialidade, ajudam na elaboração de um plano de atuação de acordo com o perfil de cada cliente.

Nessa entrevista, Augusto Pinto, fala sobre modelos de marketing, sobre canais de vendas, concorrência e como obter maior eficiência em vendas em TI.

P – Com a redução das verbas de comunicação e marketing, como as médias empresas de tecnologia podem criar e manter uma proposta de valor para suas marcas?

R – Na realidade, as empresas de TI gastam mal suas verbas de marketing/comunicação, Marcom, no nosso linguajar. O Marcom das empresas de TI se limita a PPT´s de vendas, participação em business shows (de eficácia duvidosa), seminários de vendas, alguns folhetos e conteúdo de web site/portais. Não há nenhuma lógica na formação do que chamamos de Marketing Essência (ou seja, o mix de marcom) mais adequado para o momento do negócio.

Se a empresa levar em consideração sua situação em relação ao mercado (se está atrasada em relação à onda tecnológica, ou adiantada, se o mercado é verde, ou se é maduro, ou declinante, etc), poderá definir um Marketing Essência mais realístico e, na maioria das vezes, muito mais barato do que o atual. Para explicar, além disso, teria que te apresentar nossa metodologia de construção de um Plano Estratégico de Marcom.

P – A atuação através de canais indiretos muitas vezes pode ser um fator de redução de custos fixo, mas também de perda de receitas e oportunidades. Como estabelecer um plano de vendas factível, levando-se em consideração que a maioria das revendas não oferece exclusividade?

R – Os modelos de vendas, ou modelos Go-to-Market das empresas de TI são empíricos. O mercado de TI passou de um padrão exclusivo de vendas diretas (IBM like até meados dos anos 80) para um modelo em que se tenta padronizar os canais indiretos como ideais. O modelo ideal é, na verdade, multi-channel (account manager (direto), reseller de volume, reseller de valor, televendas, web sales, etc). Para se desenhar e implementar um modelo go-to-market ideal para uma empresa seria preciso analisar o contexto por seis ângulos:

•Complexidade do ciclo de vendas
•Diferentes custos dos diferentes canais
•Classificação de valor dos produtos
•Classificação de valor dos clientes (Peppers & Rogers)
•Restrições externas (mercado) e internas (empresa)
•Modelo de vendas dos concorrentes

Após essa análise o modelo teria que ser dimensionado para máxima eficiência (quantos recursos de que tipos para levar quais produtos para quais mercados). Ao final, a exclusividade dos indiretos não é necessariamente o caminho crítico.

P – Como conquistar, avaliar e treinar esse canal para os objetivos de vendas propostos?

R – É comum um box mover (vendedor de lata, no linguajar do mercado) evoluir para a categoria de provedor de serviços. Nesse momento ele tenta adaptar seus canais ao novo desafio e, via de regra, isso não funciona. Nesse momento a empresa deveria recrutar nos canais, com perfil adequado (de valor, não de volume) e treiná-los adequadamente.

Aí reside também outro problema: o ex-box mover também não sabe vender consultivamente e por isso não consegue treinar. Nesse momento ele deveria buscar no mercado treinamentos em venda consultiva (tipo solution selling) para seus canais. Conhecendo melhor vendas consultivas a empresa saberá avaliar melhor o perfil requerido para recrutar.

P – Como estabelecer métricas para os parceiros de negócios e vice-versa?

R – Radicalizando, as únicas métricas que funcionam em vendas são: atingimento de objetivos de volume, venda com as margens pretendidas e taxa de churn. Se o parceiro faz a quota, não dá descontos exagerados e não deixa uma bomba relógio, que depois vira churn, então este parceiro é bom.

Outras métricas, tais como penetração em mercados estratégicos, colocação de novos produtos, produtividade por região, homogeneidade de resultados ao longo do ano, etc, são sofisticações que deveriam ser deixados para um segundo momento (depois que volume, margem e churn baixo) estiverem garantidos.

P – Como avaliar a concorrência, tendo em vista que as informações de mercado vêm de uma rede de agentes espalhados geograficamente e de culturas empresariais diversas?

R – Inteligência de mercado é a parte do marketing (analítico) não delegável para os parceiros. Pesquisas de mercado e pesquisas junto à base de clientes deveriam ser feitas pela própria empresa, como a parte mais nobre do trabalho de marketing.

O mapeamento de mercado é algo que as empresas acham que precisam fazer uma só vez, para segmentar, e depois “never more”. Não é bem assim. O mapeamento continuo permitirá o reposicionamento rápido, pegando o concorrente literalmente “de calças curtas”, além de permitir melhor avaliar o desempenho dos canais.

P – A avaliação do potencial de mercado deve ser feito levando-se em consideração quais pontos primordiais?

R – Avaliação de oportunidades é parte (subproduto) do mapeamento de mercado. Alguns aspectos são primordiais. O potencial pode ser de curto prazo (pipeline presente), ou de médio prazo (pipeline futura, ou desenvolvimento de mercado). A quantidade esperada de cada tipo de pipeline dependerá muito da maturidade da oferta. Ofertas mais “verdes” terão mais pipeline futura, e isso não é errado.

Ofertas mais “maduras” devem ter mais pipeline presente. Mesmo no caso de ofertas maduras, certa dosagem de pipeline futura é bom, pois os melhores negócios são aqueles que nossa empresa desenvolve até na influência do conteúdo da RFP – Request for Proposal (isso é regra predominante nos grandes negócios, que são sempre provenientes de desenvolvimento de mercado).

Isso significa que o trabalho de mapeamento de mercado deve ser feito por grupo estratégico de ofertas (bloco de oferta, mercados-alvo e set de concorrentes que disputam esse mercado).

P – Há uma forte tendência de mercado onde o serviço é o principal fator de sucesso, levando a reboque os produtos, sejam de hardware ou de software. Como se destacar quando toda a concorrência tem o mesmo discurso?

R – Os serviços vão sendo agregados em camadas, em cima da oferta do box mover:

• Camada 1: serviços profissionais agregados ao produto vendido (ex.: outsourcing de impressão, manutenção de hardware, help desk, etc). Estes serviços são commodities de baixo valor agregado.

• Camada 2: Integração de sistemas

• Camada 3: Consultoria em processos de negócios, para adequar às soluções propostas pelo integrador aos processos existentes.

Os serviços realmente de valor agregado estão nas camadas 2 e 3, que são difíceis. Digamos que eu queira vender impressoras e outsourcing de impressão. O início ideal seria fazer um projeto para otimização do parque de impressão: onde estão as impressoras, para que são usadas, quais são os custos envolvidos, por centro de custo, por tipo de utilização, etc.

Com base nesse projeto será possível oferecer ao cliente algumas soluções alternativas, desde a otimização com insourcing (gestão dentro da casa do cliente), passando por um mix de insourcing e outsourcing (processar grandes volumes fora, num print center, enviando os resultados diretamente para o cliente final ==> exemplo contas de luz), até a simples proposta de regras para otimizar a impressão sob gestão do próprio cliente. Nesse caso sim estar-se-ia vendendo solução, com alto valor agregado. Vender solução é discurso de todos, mas realmente oferta de poucos.

P – Como atuar junto ao mercado de Governo? Quais as prioridades que uma empresa deve levar em conta para ter sucesso junto área governamental, onde existe concorrência por menor preço, o nem sempre significa a melhor solução?

R – Governo para TI hoje significa compras eletrônicas, ou leilões via web. Funciona bem quem se prepara para participar dessas licitações com alta produtividade. Uma empresa do setor mantém um time junto ao cliente coletando informaçõess sobre os critérios de concorrência e fazendo relacionamento, enquanto uma “linha de produção” de informações para propostas fica a postos e plugada no escritório da empresa.

Durante a licitação eletrônica o time que atua junto ao cliente fica em frente ao computador fazendo lances, enquanto o time de retaguarda supre com informações. É uma máquina de guerra para ganhar concorrências. Trata-se de um case muito interessante.

P – Quais são as áreas de mercado que você considera promissoras para o segundo semestre?

R – Considero mobile business, BI (com uma visão mais de CPM – Corporate Performance Management), ERP middle (parte baixa da faixa) e small (parte alta da faixa), ERPs Verticalizados (saúde, educação, varejo, agro-negócio), redes sem fio, web EDI, VoIP, gestão de conteúdos e web services (esses dois últimos,vagarosamente).

Apple faz acordo com Ford, GM e Mazda para integrar iPod aos carros

Por Jonny Evans, para o IDG Now!*
Publicada em 03 de agosto de 2006 às 17h08
Atualizada em 03 de agosto de 2006 às 17h10
Londres – Com isso, cerca de 70% dos carros comercializados nos EUA contarão com recursos que integram o toca-MP3, da Apple, aos veículos.
A Apple anunciou que fechou acordos com a Ford, General Motors e Mazda para integrar o seu toca-MP3 iPod com a maioria dos modelos dessas montadores.

Com isso, mais de 70% dos carros comercializados no mercado norte-americano devem sair de fábrica com a integração com o iPod em 2007.

>Música portátil: do Walkman ao iPod
A Apple havia anunciado, na semana passada, que trabalhava para integrar, de forma mais fácil, o seu tocador MP3 aos carros.

A GM, de acordo com Greg Joswiak, vice-presidente mundial de marketing para o iPod, vai integrar o iPod em todos os seus 56 modelos à venda nos Estados Unidos.

As três fabricantes vão permitir que os motoristas controlem o iPod por meio dos controles multifunções dos carros.