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Archive for the ‘Conceitos Empresariais’ Category

O que os profissionais buscam hoje em uma empresa

1- Bom ambiente de trabalho

2- Desenvolvimento profissional

3- Qualidade de vida

4- Possibilidade de crescimento

5- Boa imagem no mercado de trabalho

Top 5 to perform

1 Strategic Vision


2 Sobriety


3 Money


4 Relationships


5 Defense capability

Importância da logística reversa

logistica-reversa.jpgDe acordo com a Nielsen, apenas em 2008, foram comercializados no país mais de 30 milhões de aparelhos celulares, 2,6 milhões de tevês e 972 mil refrigeradores. Depois do fim da vida útil desses equipamentos, qual é o destino deles? Pesquisa realizada em 13 países e divulgada por uma fabricante de celulares revelou que somente 3% entregam os aparelhos antigos para reciclagem. No Brasil, esse índice cai para 2%. No mundo, segundo o estudo, 44% dos consumidores abandonam antigos aparelhos em casa, 25% os doam para amigos ou familiares e 16% os vendem. Dos brasileiros consultados, 78% declararam não considerar a reciclagem, e 32% avisaram que ainda conservam os aparelhos.

Com essas informações e a escala de lançamentos de produtos com ciclos de vida progressivamente mais curtos e a conseqüente geração de um volume gigantesco de itens colocados à venda no mercado, aumenta a importância de se equacionar, por meio da chamada logística reversa, o retorno de produtos ainda não consumidos (pós-venda) ou fora de uso (pós-consumo).

No país, a destinação dos materiais depois do consumo pode ser regulamentada por lei federal. No Congresso Nacional, desde 2007, é discutida a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A proposta original do projeto de lei responsabiliza os geradores de resíduos (fabricantes, importadores etc.) pelo reaproveitamento na forma de novos insumos, seja em seu ciclo ou outros ciclos produtivos.

A logística reversa é um tema relevante e deve ganhar ainda mais importância no Brasil, tanto econômica, quanto pelo aspecto do meio ambiente. Apenas nos Estados Unidos, o Aftermarket Supply Chain, como é denominada a logística reversa por lá, movimenta US$ 750 bilhões anuais, por questões legais, redução de custos, fidelização de clientes por meio de assistência técnica ou desistência de compras e preservação do meio ambiente, entre outros objetivos.

Diante do grande interesse do mercado nacional pelo assunto, o Conselho de Logística Reversa do Brasil em parceria com a Publicare Eventos, realiza o 1º Fórum Internacional de Logística Reversa, no dia 13 de maio (quarta-feira), no Bourbon Convention Ibirapuera, em São Paulo.

No evento, o presidente do Conselho e professor acadêmico, Paulo Roberto Leite, apresenta a pesquisa inédita Hábitos empresariais brasileiros em logística reversa e lança a segunda edição do livro de sua autoria Logística Reversa – Meio Ambiente e Competitividade (Editora Pearson Prentice Hall).

A programação inclui dois palestrantes internacionais: Gailen Vick, presidente da Reverse Logistics Association, dos EUA, e Luis Veiga Martins, diretor-getal da Sociedade Ponto Verde (SPV). Há também as palestras de Danilo Furtado, do Ministério de Minas Energia, sobre o Programa de Substituição de Refrigeradores, do governo federal; Marcus S. Piaskowy, consultor, sobre a logística reversa aplicada à legislação ambiental européia (WEEE), e Humberto Barbato, presidente da Abinee. O evento apresentará ainda cinco cases das companhias HP, Oxil, Correios, TGestiona e Rapidão Cometa.

http://jornale.com.br/mirian/

Compras em redes serão regulamentadas

Associar-se para ganhar competitividade. Essa sempre foi uma das principais alternativas para que micro e pequenas empresas pudessem comprar e vender melhor, ganhar escala e competir na economia globalizada. Nos últimos 15 anos, redes de micro e pequenas empresas e centrais de negócios começaram a ser implantadas no País. O crescimento dessas associações foi vertiginoso nos últimos cinco anos.

Segundo o Mapeamento das Centrais e Redes de Negócios do Brasil, realizado pelo Sebrae Nacional e editado em outubro de 2008, existem atualmente 841 redes e centrais de negócios que atuam em 77 segmentos espalhadas por todas as unidades da Federação. Apesar da importância da atuação coletiva das micro e pequenas empresas, faltava definição de personalidade jurídica para oficializar a associação de empresários de pequeno porte com objetivos mercadológicos.

A sanção da Lei Complementar 128/08, que criou as figuras jurídicas do Microempreendedor Individual (MEI) e da Sociedade de Propósito Específico (SPE) voltada para optantes do Simples Nacional, preencheu a lacuna que dificultava a atuação das redes e centrais de negócios. A SPE permite que empresas optantes do Simples Nacional realizem, conjuntamente, negócios nos mercados nacional e internacional.

Compra, venda, distribuição de produtos e serviços, entre outras atividades, poderão ser realizadas por empresários de pequeno porte associados e constituídos como SPE, com único CNPJ e endereço. Segundo o analista técnico da Unidade de Políticas Públicas do Sebrae, André Spínola, a SPE legaliza a atuação das micro e pequenas empresas que trabalham ou querem trabalhar associadas no mercado. A nova personalidade jurídica gera benefícios e vantagens, entre eles, reconhecimento do mercado, fim da bitributação, redução de custos, emissão centralizada de notas fiscais, gestão conjunta de estoques, gestão estratégica, ganhos de escala, acesso a crédito e inovação tecnológica, marketing e marca única, programas de capacitação e consultorias, promoções, entre outros.

Das 841 redes e centrais de negócios, o maior percentual reúne empresas do segmento de supermercados com 24%; em seguida estão os multissegmentos, com 12%; farmácias e materiais de construção representam 7% cada; na área de artesanato são 6%; fruticultura reúne 4%. Outros segmentos, como contabilidade, confecções, clínicas veterinárias e hotéis somam 40%. A analista da Unidade de Acesso a Mercado do Sebrae, Patrícia Mayana,  espera que a Sociedade de Propósito Específico (SPE) dê um grande impulso às redes empresariais e centrais de negócios.

Manufatura Reversa

Essencis investirá 37 milhões de euros para triturar geladeiras velhas
André Vieira, de São Paulo
11/03/2009

Uma montanha formada por geladeiras obsoletas e com alto consumo de energia passou a ser um negócio para a Essencis Soluções Ambientais. Agora, a empresa, uma associação entre a Camargo Corrêa e a Solvi, formada por quatro ex-executivos da Suez, se diz preparada para receber centenas de milhares de refrigeradores velhos caso o plano do governo federal de substituição por novos aparelhos deslanche.

Gustavo Lourenção/ Valor

Carlos Fernandes, presidente da Essencis: crise pode atrasar programas de sustentabilidade, mas são irreversíveis

A Essencis investiu ? 12 milhões de euros na compra de equipamentos móveis e planeja aplicar outros ? 25 milhões de euros em outras quatro unidades, em um processo de manufatura reversa de refrigeradores – um método no qual o aparelho antigo é desmontado e triturado, e seus materiais, como ferro e plásticos, são destinados à reciclagem. O processo também garante, segundo a empresa, um fim seguro ao gás CFC (clorofluorcarbono), encontrado em espumas de poliuretano e sistemas de refrigeração de antigas geladeiras.
“Aguardamos a entrada do programa do governo para o segundo semestre”, diz o presidente da Essencis, Carlos Fernandes. “A crise atrasa as tendências de sustentabilidade, mas elas vão acontecer mais cedo ou mais tarde.” A partir de maio, a Essencis planeja fazer o mesmo processo de manufatura reversa com celulares, baterias, computadores, monitores e televisores.
O programa de troca de geladeiras antigas por novas está sendo planejado pelo governo federal, que tem a meta de substituir 10 milhões de refrigeradores em 10 anos, principalmente da população de baixa renda, de forma a poupar energia.
Para atender parte do programa, que definirá as regras para o recolhimento das antigas geladeiras e a destinação ambiental adequada, a empresa começou a investir no processo de manufatura reversa em parceria com a empresa alemã SEG, com quem divide uma sociedade no Brasil para atuação neste negócio. A Essencis Manufatura Reversa, divisão da empresa, prevê faturar R$ 10 milhões neste ano, prevendo quintuplicar a receita em 2011.
Cada equipamento importado da empresa alemã tem capacidade de processar cerca de 350 mil de geladeiras por ano. A capacidade da empresa chegará a 1 milhão de refrigeradores em 2010 com a chegada dos novos equipamentos. “Se a demanda crescer, poderemos antecipar alguns planos, podendo chegar a 1,5 milhão a 2 milhões”, diz o diretor-superintendente da Essencis Manufatura Reversa, Roberto Castillo. Os equipamentos, acionados com geradores movidos a biodiesel, estão montados sobre caminhões. Foi a forma escolhida para economizar no custo do transporte de geladeiras para as unidades de armazenamento. “Vamos aonde nosso cliente estiver”, afirma Castillo.
A empresa possui unidades de estocagem de geladeiras velhas em Santa Catarina e no Paraná que atendem fabricantes de eletrodomésticos, que já optaram voluntariamente por fazer a destinação de equipamentos antigos, além de prever novas áreas nas unidades que já possui em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Os planos são abrir novos centros no Rio Grande do Sul e Pernambuco ainda neste ano. “Com isso, poderemos atender 70% dos centros de consumo”, diz Castillo.
Segundo o executivo, a empresa é a única com tecnologia capaz de eliminar 99,5% do gás CFC. Com a espuma de poliuretano onde se encontra o gás retirada das geladeiras, a empresa faz um processo de filtragem – congelando e comprimindo – de forma a obter um líquido, que é queimado no incinerador da empresa em Taboão da Serra (SP). “Para isso, temos um projeto de co-geração de energia”, diz.
“A manufatura reversa de um único refrigerador neutraliza a emissão de CO2 que um veículo gera ao rodar 17,5 mil quilômetros. Isto significa a média que 850 veículos que rodam diariamente na cidade de São Paulo”, afirma Castillo.

Até pequenos negócios aderem à terceirização

Pete Engardio, BusinessWeek
14/07/2008

Do lado de fora, o prédio cinza em estilo vitoriano, com janelas de vitrais, parece a típica casa dos sonhos da classe média. Mas ele também é a sede do que se pode chamar de uma micromultinacional. Randy e Nicola Wilburn administram companhias imobiliárias, de consultoria, design e alimentos para bebês a partir de sua casa, em uma quadra reurbanizada de Dorchester, Massachusetts. Eles fazem isso levando a terceirização ao extremo.

Profissionais de todas as partes do mundo prestam serviços para a dupla. Por US$ 300, um artista indiano desenhou a bela logomarca de um bebê olhando com curiosidade para as palavras “Baby Fresh Organic Baby Foods” e o papel timbrado da companhia. Um “freelancer” de Londres redigiu material promocional. Randy contratou “assistentes virtuais” em Jerusalém para transcrever mensagens de voz, atualizar seu site na internet e elaborar gráficos no PowerPoint. Corretores aposentados de Virgínia e Michigan cuidam da papelada da unidade imobiliária.
A terceirização global deixou de ser uma coisa só para as grandes corporações. Cada vez mais, empresas que incluem de revendedores de automóveis a agências de propaganda acham mais fácil transferir o desenvolvimento de software, a contabilidade, os serviços de apoio e os trabalhos de design para terras distantes. A Elance - empresa de serviços on-line de Mountain View, na Califórnia, e principal conexão dos Wilburn com a força de trabalho cibernética -, tem 48,5 mil pequenas empresas como clientes, um número 70% superior ao do ano passado. Por mês, a companhia registra 18 mil novos projetos. Sites como Guru.com, Brickwork India, DoMyStuff.com e RentACoder também apresentam crescimento acelerado.
Desde o início dos anos 90 ouvem-se previsões de que a internet revolucionaria o trabalho ao criar um vasto mercado global para os profissionais. John Doerr, a lenda do capital de risco, pensou tanto na idéia em 1999 que sua empresa, a Kleiner Perkins Caufield & Byers, apostou quase tanto na Elance quanto no Google e na Amazon. Raymond J. Lane, sócio-gerente da Kleiner, é o presidente do conselho da companhia.
Mas, enquanto outras formas de comércio eletrônico pegaram rapidamente, apenas recentemente os sites da internet para “freelancers” começaram a ganhar força. A Evalueserve, uma empresa de pesquisa de mercado, estima que as receitas dos mercados de serviços on-line vão crescer 20% em 2008, para US$ 190 milhões. Algo distante do alarde inicial.
Por que levou mais tempo para os compradores e vendedores de serviços se sentirem confortáveis negociando on-line do que as companhias que lidam com bens físicos? Um eBay para serviços, diz Fabio Rosati, executivo-chefe da Elance “foi uma idéia brilhante que começou cedo demais”. Mas a melhoria dos programas de computador, mecanismos de busca e novas ferramentas estão dando impulso ao setor. Vários sites já permitem que os compradores vejam amostras de trabalho detalhadas e que os clientes dêem notas para milhares de vendedores de serviços. O Guru lançou um sistema de pagamentos para mediar disputas e permite aos compradores fazer depósitos em garantia até que o trabalho seja recebido. A Elance desenvolveu um software para monitorar o andamento dos trabalhos e realizar cobranças, pagamentos e registrar impostos.
Essas melhorias começam a fazer a diferença. A Elance, que faz dinheiro cobrando assinaturas e uma parcela de 4% a 6% de cada projeto, prevê um crescimento de 50% do faturamento total este ano, para US$ 60 milhões. O Guru prevê um crescimento parecido, para US$ 26 milhões.

O vendedor de carros Ariel Tehrani, de Nova York, encomendou a brasileiros a criação de seu site de vendas

Os pequenos empreendedores são a maior fonte do crescimento. Ariel Tehrani, revendedor (das marcas de carros) Lincoln Mercury do Queens, em Nova York, contratou brasileiros para desenvolver um site multimídia para a venda de automóveis on-line. Jonathan Fleming, agente imobiliário de San Francisco, usa designers gráficos de Portugal, gerenciadores de bancos de dados da Índia e redatores da Hungria em seu blog.
Os Wilburn começaram comprando designs gráficos por meio da Elance em 2000. Eles afirmam que mudaram para a terceirização radical depois de ler, em 2007, o best-seller “Trabalhe 4 Horas por Semana”, de Timothy Ferriss, que enaltece os méritos de se conseguir mais tempo livre contratando “assistentes virtuais” em países de mão-de-obra mais barata para a realização de tarefas de rotina.
A ajuda remota vem permitindo a Randy Wilburn, de 38 anos, lidar melhor com as oscilações da economia. Seus negócios na área imobiliária esfriaram e agora ele passa mais tempo mostrando a organizações sem fins lucrativos dos Estados Unidos como elas podem ajudar proprietários de residências a evitar que suas hipotecas sejam executadas. Assistentes virtuais cuidam da correspondência de rotina e juntam material de negócio enquanto ele está viajando, tudo isso por menos de US$ 10 mil por ano. Ele calcula que uma secretária trabalhando em período integral lhe custaria US$ 45 mil por ano.
Nicola, uma designer de 35 anos, decidiu trabalhar em casa depois que teve seu segundo filho. Agora, ela encomenda trabalhos de design para “freelancers” e está começando a vender alimentos orgânicos para bebês que ela mesma prepara. Para expandir o negócio, ela começou a montar um site na internet, oferecendo US$ 500 pelo trabalho de design. Dos 20 interessados que responderam, via Elance, 18 são de fora dos Estados Unidos.
O casal usa dois vendedores de serviços de terceirização. Um é a GlobeTask, uma empresa de Jerusalém que emprega dezenas de artistas gráficos, designers da internet, redatores e assistentes virtuais em Israel, na Índia e nos EUA. Geralmente, cobra US$ 8 a hora. A outra é a Webgrity de Calcutá, que possui 45 funcionários e cobra de US$ 1 a US$ 1,20 a hora.
Cinco anos atrás, diz o fundador Amit Keshan, de 32 anos, a Webgrity criava sites na internet para clientes indianos. Agora, ele faz todo esse negócio por meio da Elance, lidando com até 300 trabalhos por mês para clientes americanos, britânicos e australianos. Por US$ 125, a Webgrity criou uma logomarca para a empresa imobiliária dos Wilburn. Segundo Randy Wilburn, a tarefa teria custado até US$ 1 mil nos Estados Unidos.
Um mercado mundial em que a terceirização dos negócios das empresas familiares tenha um apelo mais amplo ainda pode estar a anos de distância. Mas empresários de micromultinacionais como os Wilburn poderão não ser raridades por muito mais tempo. “As pessoas vão fazer as coisas à moda antiga enquanto não ficar óbvio que é melhor fazer da maneira nova”, prevê Rosati, da Elance.