Archive for the ‘Conceitos Empresariais’ Category
Volta à cena duelo homem versus máquina
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Robôs trabalham em uma fábrica da Volkswagen no Estado americano do Tennessee: para economistas, o que tira emprego é a falta de demanda, não a automaçãoOs Estados Unidos produzem, hoje, quase um quarto a mais de bens e serviços do que em 1999, mas empregam praticamente o mesmo número de trabalhadores. É como se US$ 2,5 trilhões em produtos – o equivalente a toda a economia americana por volta de 1958 – se materializasse do nada.
Embora as empresas não tenham contratado muita gente, elas com certeza estão usando mais máquinas. Os gastos com equipamentos e softwares atingiram um pico histórico no terceiro trimestre de 2011. “Enormes avanços tecnológicos têm permitido às empresas fazer mais com menos”, exterminando empregos de todo tipo: de metalúrgicos a agentes de viagens, advertiu, em dezembro, o presidente Barack Obama.
Estarão os robôs abocanhando todos os bons empregos? Este ano poderá oferecer a resposta, à medida que a economia ganha impulso. A maioria dos economistas, animados por 540 mil contratações desde o Dia do Trabalho [1º de setembro, nos EUA], dizem que a tecnologia destrói inevitavelmente alguns empregos, ao mesmo tempo em que acaba criando novos. Mas com mais de 20 milhões de americanos ainda desempregados ou subempregados, outros economistas temem que algo fundamental tenha mudado. “O que é diferente agora é a velocidade e a escala do que está acontecendo”, diz Erik Brynjolfsson, diretor do Centro para Negócios Digitais do Massachusetts Institute of Technology (MIT).
Brynjolfsson e Andrew McAfee, coautores do livro “Race Against the Machine” (Corrida contra a Máquina, em tradução literal), publicado recentemente, argumentam que a economia está nos estágios iniciais de uma “Grande Reestruturação” que está esvaziando o mercado de trabalho e intensificando as desigualdades.
Bobagem, dizem alguns economistas, entre eles James D. Hamilton, da Universidade da Califórnia em San Diego. Não há nada novo no fato de máquinas substituírem pessoas. Em 1900, 41% dos americanos trabalhavam em fazendas. Hoje, graças a tratores e colheitadeiras que poupam trabalho, o número é inferior a 2%. No entanto, ex-trabalhadores em fazendas encontraram novos empregos. E à medida que a atividade manufatureira ficou mais enxuta, nas últimas décadas, os trabalhadores das fábricas – ou seus filhos – migraram para os setores financeiro, de informática, de saúde e outros em crescimento.
“Em 2005, o trabalhador médio americano foi capaz de produzir o que teria exigido duas pessoas em 1970, quatro pessoas em 1940 e seis pessoas em 1910″, escreveu Hamilton, em um e-mail. “O resultado desse progresso tecnológico não foi mais desemprego, mas, sim, aumento dos salários reais. As evidências dos últimos dois séculos são inequívocas: ganhos de produtividade resultam em mais riqueza, e não pobreza.”
Os americanos vêm se preocupando com um futuro distópico desde quando o primeiro robô industrial (denominado “Unimate”) começou a trabalhar em uma fábrica da General Motors em Ewing Township, Nova Jersey, em 1961. As preocupações ficaram mais agudas no ano passado, marcado por uma recuperação sem crescimento do emprego. Chris Matthews, apresentador do programa Hardball, da rede MSNBC, comentou no ar, recentemente, sobre onipresentes quiosques automatizados, bem como sobre a substituição de “sete ou oito cameramen”, em seu programa, por máquinas. “Vemos robôs por toda parte”, disse ele.
No ano passado, o Google apresentou carros que andam sem motoristas. A Lionbridge Technologies está recebendo pedidos para um serviço de tradução automatizada desenvolvido pela companhia. A Boston Scientific, fabricante de dispositivos médicos, está automatizando seu centro de distribuição em Quincy (Massachusetts), o maior da companhia, com robôs produzidos pela Kiva Systems, de North Reading, do mesmo Estado.
A tecnologia não está revolucionando apenas a linha de montagem. Estagiários em escritórios de advocacia não conseguem competir com programas de computador ao realizar buscas precisas, em milhares de documentos, por palavras ou padrões específicos. Novos aplicativos produzem facilmente melhores resumos jornalísticos sobre eventos esportivos rotineiros do que um jornalistas recém-formados. “Estamos em uma era na qual o leque de tarefas passíveis de automação está se ampliando rapidamente, e em áreas nas quais costumávamos pensar que se tratavam das nossas melhores habilidades, coisas que exigem raciocínio”, diz David Autor, um economista de trabalho no Massachusetts Institute of Technology (MIT).
Com a disseminação da tecnologia digital, a relação clássica entre aumento da produção e crescimento do emprego, conhecida como a Lei de Okun, parece, agora, ter deixado de funcionar. Se a lei, que postula que todo aumento de 3% na produção deveria reduzir a taxa de desemprego em um ponto percentual, ainda valesse, então a taxa atual de quase 9% seria de cerca 1%.
As longas filas de desempregados em busca de vagas, no entanto, não são, necessariamente, um sinal de que as máquinas estão ganhando uma luta de soma zero contra os humanos. O surto de gastos com automação e sistemas de tecnologia da informação, por exemplo, é um dos mais fortes pilares da economia. No terceiro trimestre, os investimentos não residenciais, que incluem máquinas para economizar trabalho, contribuíram com 1,41 ponto percentual para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) americano, perdendo apenas para os gastos dos consumidores. A Lincoln Electric Holdings, fabricante de equipamentos para solda por robôs, registrou um lucro de US$ 55,5 milhões no terceiro trimestre, com aumento de 71% em relação ao mesmo período em 2010.
As empresas estão gastando mais em tecnologia agora porque gastaram muito pouco durante a recessão. Mas os gastos totais de capital ainda mal superaram os custos de substituição. “A maior parte do investimento que estamos vendo é simplesmente substituição de coisas desgastadas”, diz o economista Paul Ashworth, da Capital Economics, empresa de pesquisa especializada em macroeconomia.
Assim, se as máquinas não são responsáveis pela escassez de empregos, qual é a razão? Simples: ausência de demanda. A indústria está usando menos da sua capacidade produtiva, hoje, do que no ponto mais baixo da recessão de 1990-91, segundo o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. “Precisamos de uma nova fonte de demanda”, diz o autor do MIT. “Se as pessoas não estão comprando coisas, então ninguém está contratando trabalhadores.”
A próspera década de 90 revelou o poder da demanda de, simultaneamente, provocar aumento do emprego e gastos com máquinas. Na década de 90, as empresas embarcaram em uma farra de compra de novos equipamentos e de softwares ainda maior do que hoje, mas a taxa média de desemprego ficou em 4,4%, observa o economista Dean Baker, do Centro para Pesquisa Econômica e Política, em Washington, DC. Desde o primeiro trimestre de 1997 até o fim de 2000, apesar de um crescimento de 14% na produtividade, a demanda por bens e serviços foi tão grande que o setor privado criou mais de 9 milhões de empregos.
Uma coisa é diferente agora: em vez de “içar todos os barcos”, como anteriormente, a tecnologia está dividindo os trabalhadores em vencedores e perdedores. Nas últimas três décadas, o crescimento do emprego tem sido mais rápido entre os empregos de alta e de baixa qualificações, enquanto as ocupações de capacitação média se atrofiaram, de acordo com os economistas Jaison Abel e Deitz Richard, do Federal Reserve em Nova York. Embora a economia tenha criado quase 50 milhões de novos postos de trabalho não agrícolas nesse período, a tecnologia dizimou as fileiras de alguns pilares da força de trabalho, como operadores de máquinas, em mais de metade.
Padrões de vida sem alterações e um mercado de trabalho proporcionando acesso apenas a empregos nos extremos – de altos e de baixos salários – é mais um dado sobre uma assustadora nova era. Apesar de suas preocupações, Brynjolfsson e McAfee permanecem “otimistas digitais”. Em algum momento, dizem eles, as tecnologias revolucionárias criarão novas empresas e empregos inimagináveis. Existe, certamente, espaço para elas. Pelos cálculos do Birô de Orçamento do Congresso, a produção total no terceiro trimestre ficou 5% abaixo do potencial. Isso representa quase US$ 800 bilhões de demanda ausente – o suficiente para ocupar tanto homens como máquinas. (Tradução de Sergio Blum)
Estes x aqueles
Mercedes x lexus
Ipad x galaxy tab
Cisco x huawei
Mini x lifan
Algumas vezes é cópia -> mediocridade
Algumas vezes é roubo -> crime
Como já foi dito por alguém ” a criação nos aproxima de Deus”
Qual é o ciclo de vida de uma startup?
www.exame.com.br
Como é possível diminuir o risco de mortalidade de uma startup?
Respondido por Yuri Gitahy, especialista em startups
São Paulo – Existem algumas fases bem características na evolução de uma startup. Apesar de algumas pularem uma ou outra fase sem comprometerem seu sucesso, existe uma certa ordem nos passos a serem percorridos.
Assim como uma pequena empresa tem grandes chances de morrer nos seus primeiros cinco anos, startups têm uma chance ainda maior de morrerem nos cinco primeiros meses. Com toda essa incerteza, cumprir cada fase da forma correta é crucial para acelerar seu sucesso – ou ao menos um sinal para desistir da ideia o mais rápido possível, evitando gastar muito tempo e recursos com algo que não daria certo.
A evolução no tempo
Imagine uma reta do tempo. Quanto mais à esquerda, menor a evolução e valor de uma startup. Quanto mais ela avança para a direita, maiores são as chances do projeto.
A figura abaixo mostra as cinco fases iniciais do ciclo de definição do produto. Nela, os empreendedores trabalham para conseguir definir a primeira oferta do produto a ser colocado no mercado, e cumprem os seguintes passos:
- Ideia: a detecção da oportunidade, seja através de uma inovação ou de uma oferta ainda não trabalhada pelo mercado.
- Modelo de negócio: o processo ou fórmula pelo qual a startup cria, entrega e captura valor.
- Elevator pitch: um discurso curto que condensa claramente o que a startup pretende oferecer, e por que o produto é viável.
- Mockup: uma maquete bem simples que traduz visualmente a aparência do produto, ajudando a entendê-lo um pouco melhor.
- Protótipo: uma simulação de como o produto ou serviço irá funcionar quando estiver nas mãos do cliente.
A figura seguinte mostra o ciclo de definição de mercado, com as fases posteriores à criação do produto. Muitas startups morrem antes mesmo de chegarem a esse ciclo, e justamente por isso é tão importante que o empreendedor tenha realizado o ciclo anterior da forma correta:
- Minimum viable product: o MVP – produto mínimo viável – representa o produto mais simples pelo qual o cliente aceita pagar.
- Receita: nessa fase trabalha-se para incrementar o produto já pronto e aumentar a receita.
- Break-even: é o ponto onde as receitas se estabilizam e a startup deixa de dar prejuízo.
- Product-market fit: quando a startup encontra o mercado que demanda o produto em uma taxa até maior do que a startup consegue atender.
- Saída: nessa fase, o empreendedor vende sua startup parcialmente ou totalmente para uma grande empresa, ou abre seu capital na bolsa.
Ao completar esses dois grandes ciclos, uma startup morre para se tornar uma grande empresa – ou uma parte da grande empresa que a comprou.
Pequenas empresas viram ‘mini-holdings’
http://economia.estadao.com.br
SÃO PAULO – Para manter o foco e não deixar escapar boas ideias, pequenas empresas estão se tornando “mini-holdings”, com a criação de negócios secundários. Esse é um processo já conhecido em grandes corporações, mas que aos poucos começa a cair no gosto de micro e pequenos empreendedores, principalmente ligados à área de tecnologia. O tema chamou a atenção de um grupo de pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que, desde o ano passado, estuda o fenômeno chamado de “spin off”.
O termo em inglês define o surgimento de um nova empresa, dentro de um negócio já existente. No Brasil, os spin offs mais conhecidos são os acadêmicos. Eles surgem com base em grupos de pesquisa de universidades e viram um CNPJ.
A carioca Clavis, empresa que presta serviços de segurança da informação, é exemplo dos dois processos. A empresa nasceu há cinco anos dentro do departamento de Ciências da Computação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ficou um tempo incubada e hoje caminha com as próprias pernas, num escritório localizado no centro do Rio. Além de manter seu negócio principal, a Clavis passou a oferecer aos clientes auditoria de sistemas de segurança. A nova atividade ganhou tanta importância dentro da empresa que ganhou vida própria e foi desmembrada no início do ano. “Ao dar independência a essa atividade, conseguimos atacar mais frentes”, afirma Bruno Salgado, um dos sócios fundadores.
Em Santa Catarina, uma outra empresa de tecnologia já tem sob seu guarda-chuva dois novos negócios. Há 14 anos, a V.Office instala e configura sistemas de redes. Mas viu a oportunidade de expandir os negócios no segmento de telefonia. Surgiu a Gnovitt. E, mais recentemente, a Sippulse. A primeira já foi “expulsa” da empresa-mãe, e a segunda está passando por esse processo agora.
O presidente, Flávio Gonçalves, comandou todo o processo de forma bem consciente. Com a criação das spin offs, ele queria impedir a desvalorização da marca, reter talentos e aumentar a produtividade. “Não podíamos ser lembrados como uma empresa que faz tudo”, explica. Criando um novo negócio, ele teria a oportunidade de premiar funcionários de destaque e garantir deles um rendimento melhor. “Reter talentos é um dos maiores desafios de uma pequena empresa. Torná-lo responsável pelo negócio mostrou-se uma boa maneira de continuar com essas pessoas”, disse.
As duas experiências já mostraram a Gonçalves quais cuidados o empreendedor precisa tomar antes de separar os negócios. Segundo ele, o escolhido para tocar a nova empresa deve ser muito bem selecionado e é importante que a nova unidade tenha um faturamento mínimo antes de se separar da matriz.
Sobrevivência. Jonas Mendes Constante, pesquisador do Projeto Spin Offs Corporativos do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV, afirma que empresas originadas por esse processo têm mais chances de sobreviver do que aquelas que são fruto de um empreendedorismo individual. “Com o apoio da empresa-mãe, a nova pode ter mais aporte de capital, acesso ao leque de clientes e à tecnologia.”
Marcos Hashimoto, pesquisador do Insper, porém, contesta o uso da expressão spin off para denominar a criação de “mini-holdings” em pequenas empresas. Ele diz que o termo ainda é novo, mas costuma ser aplicado em casos em que a empresa matriz é representada por uma grande estrutura, madura e complexa. “É assim no caso dos spin offs acadêmicos, em que as empresas precisam de desvincular para ter autonomia.”
TRÊS RAZÕES PARA…
Fazer um spin off e criar uma nova empresa
1. Concentrar os esforços no negócio principal e original da empresa mãe. Manter o foco evita uma desvalorização da marca, já que a empresa será associada a um único serviço ou produto.
2. Vencer um dos maiores desafios de empresas de pequeno porte: a retenção de talentos. Ao criar um negócio secundário, é possível premiar um funcionário de destaque tornando-o sócio.
3. Aumentar a produtividade. Na posição de sócio, o funcionário trabalha mais motivado e pode se concentrar em uma atividade específica.
conhecimento: alavancagem x risco
Conhecer bem um determinado mercado pode ser traduzido como:
“a capacidade de estruturar uma operação empresarial alavancada, com baixo risco!”
Quais os componentes de um bom projeto alavancado?
- previsibilidade de receitas
- faturamento pulverizado
- contratos de médio e longo prazos
- pouca sensibilidade a oscilações do mercado
O que os profissionais buscam hoje em uma empresa
1- Bom ambiente de trabalho
2- Desenvolvimento profissional
3- Qualidade de vida
4- Possibilidade de crescimento
5- Boa imagem no mercado de trabalho

