Archive for the ‘Governos’ Category

Para Stuhlberger, Brasil tenta criar “moto-contínuo tropical”

segunda-feira, julho 19th, 2010

www.valor.com.br

Análise: Executivo ironiza visão de alguns integrantes do governo de que é possível a economia crescer sem fazer as reformas necessárias.

O Brasil está tentando criar o moto-contínuo tropical. É assim que Luís Stuhlberger – um dos gestores mais conhecidos do mercado brasileiro e responsável por R$ 8 bilhões aplicados na badalada família de fundos Verde – descreve a tentativa do governo brasileiro de fazer a economia crescer por auto-alimentação, sem as reformas necessárias. A análise está no relatório sobre o desempenho da carteira em junho, enviada aos clientes do Credit Suisse Hedging-Griffo (CSHG).

Stuhlberger lembra que o conceito do moto-contínuo nasceu durante a Renascença. Seria uma máquina de movimento perpétuo que reutilizaria indefinidamente a energia gerada por seu próprio movimento. As leis da física, no entanto, provaram que isso é impossível.

Ele compara essa definição com algumas visões de integrantes do governo. A primeira delas, de que é possível turbinar a demanda sem criar condições para ampliar a oferta. É o primeiro teorema a ser provado: a demanda gera sua própria oferta, ironiza o gestor.

A segunda crítica é sobre a tese de que quanto mais servidores públicos e benefícios sociais houver, melhor para o país. “A seguridade social deixou de ser um passivo para ser um ativo”, dispara o gestor. Ele ataca a ideia de que uma carga tributária de 35% do PIB não é problema, o que, segundo ele, seria o mesmo que dizer que “carga tributária em excesso e de má qualidade não geram problemas de competitividade”. E critica também a máxima de que o pré-sal “será a redenção” do nosso déficit externo.

Outra teoria que o gestor contesta é a de que a dívida pública bruta pode atingir 80% do PIB porque “o ativo é de boa qualidade: BNDES, Petrobras, Eletrobrás, Caixa, Banco do Brasil etc”. Assim, esse ativo poderia ser usado para financiar e multiplicar o crescimento do PIB do país, o que significaria dizer, na visão do gestor, que “o moto-contínuo existe e Deus é Brasileiro”.

Para o gestor, “este é o moto-contínuo tropical”. “Desde a idade média, como vimos, ninguém conseguiu inventar um. Terá havido uma solução tupiniquim para o problema?”, desafia.

Analisando o mercado externo, Stuhlberger chama a atenção para o fato de o primeiro semestre ter surpreendido negativamente os analistas, já que os ativos não se comportaram da maneira otimista esperada pela maioria. E acrescenta: “Acreditamos que a deflação é um fenômeno que veio para ficar nas economias desenvolvidas, e podemos ver juros até mais baixos que as atuais”. Para ele, “Estados Unidos e Europa devem cada vez mais se parecer com o Japão.”

O comportamento da economia chinesa, observa, também pegou muita gente de surpresa. “Seis meses depois, as óbvias dificuldades de gerenciar o maior estímulo fiscal e monetário do mundo ficaram evidentes, e o governo chinês vem tentando controlar a economia para evitar uma bolha de ‘real state’”, lembra Stuhlberger. “Fica a lição para os investidores brasileiros: crescimento do PIB nem sempre equivale a bons retornos de ações.”

Já no caso da Europa, “a débâcle da Grécia representa o fim de uma ideia e o colapso de um modelo”, escreve o gestor, lembrando que cada vez mais se discute o fim da moeda única. “Continuamos a esperar que o Sul da Europa traga mais volatilidade para os mercados, estendendo a queda do euro”, acrescenta.

O fundo multimercado CSHG Verde apresentou rentabilidade de 1,94% em junho, acumulando no primeiro semestre do ano 4,62%, para 4,28% do CDI.

Por Luciana Monteiro, de São Paulo

Remessas ao exterior são isentas de IR

terça-feira, junho 29th, 2010

www.valor.com.br

Laura Ignacio, de São Paulo
27/04/2010

O Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região (Rio de Janeiro e Espírito Santo) decidiu que não incide Imposto de Renda (IR) sobre a remessa de capital ao exterior para pagamento de prestação de serviços. É a primeira manifestação da Corte favorável ao contribuinte. O tema é de grande interesse do setor petroquímico. As indústrias utilizam máquinas importadas, que necessitam de assistência técnica do exterior. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) já recorreu da decisão.

Se uma indústria petroquímica contrata serviço de assistência técnica e remete o pagamento ao exterior, o Fisco retém 25% de Imposto de Renda sobre o total enviado. Caso o contribuinte não pague, é autuado. Hoje, para afastar essa exigência, as empresas têm recorrido ao Judiciário. A discussão, no entanto, ainda não foi pacificada pelos tribunais superiores.

No TRF da 2ª Região, a petroquímica, que faz parte de um grupo holandês, alegou que todos os tratados internacionais dos quais o Brasil faz parte preveem que o valor relativo ao pagamento por serviço feito por prestador com sede no exterior só pode ser tributado no país da sede dessa empresa. No caso, a Finlândia. Por unanimidade, os desembargadores da 4ª Turma acataram o argumento da empresa.

Eles reconheceram a prevalência de um tratado internacional sobre o Ato Declaratório da Receita Federal do Brasil nº 1, de 2000, que prevê a retenção na fonte. “Essa receita é lucro da empresa estrangeira, de acordo com o artigo 7º do tratado da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), do qual Brasil e Finlândia são signatários”, explica o advogado que representa a petroquímica no processo, Luiz Gustavo Bichara, do escritório Bichara, Barata, Costa & Rocha Advogados. O objetivo desse dispositivo é evitar a bitributação.

A PGFN já apresentou recurso no TRF fluminense, mas ele ainda não foi julgado. Por e-mail, a procuradoria alega que se trata de um caso isolado e que não representa a jurisprudência do tribunal. No processo, argumenta que deve prevalecer a Lei nº 9.779, de 1999. A norma determina o pagamento de IR na fonte sobre rendimentos remetidos para residentes ou domiciliados no exterior. Isso porque, de acordo com memorial da PGFN, a convenção celebrada entre o Brasil e os Países Baixos foi ratificada em 1991, por meio do Decreto nº 355. “Pelo critério temporal, a lei prevalece sobre o tratado, pois é posterior”, diz a Fazenda Nacional no processo.

Os suíços têm a ideia certa sobre armas de fogo

terça-feira, janeiro 19th, 2010

http://www.midiasemmascara.org

getyourgunA Suíça é o lugar mais duro do mundo para ser criminoso porque se você planejar arrombar a casa de alguém, você tem a certeza de que o dono da casa tem uma arma de fogo e foi treinado para usá-la.

A Suíça é o país mais seguro do mundo para se viver. Não porque é um país neutro ou qualquer coisa desse tipo.

Creio que é devido ao fato de que cada cidadão do sexo masculino é obrigado a manter uma arma de fogo em casa.

Quando um cidadão suíço do sexo masculino completa 20 anos, ele recebe um rifle totalmente automático.Todo cidadão do sexo masculino é convocado para defender sua pátria se seu país o chamar.

Os suíços e as armas de fogo andam de mãos dadas como vão junto o arroz e o feijão no Brasil. O tiro ao alvo de estilo olímpico é o esporte nacional da Suíça e não é nada incomum ver um cidadão normal num trem, ônibus ou apenas caminhando pela rua com um rifle no ombro.

A política da Suíça de exigir que todos os lares tenham uma arma de fogo é uma das principais razões por que os nazistas não invadiram a Suíça na 2ª Guerra Mundial.

Tivessem os nazistas invadido, teria havido muito mais sangue alemão escorrendo pelas ruas do que sangue suíço.

A Suíça é o lugar mais duro do mundo para ser criminoso porque se você planejar arrombar a casa de alguém, você tem a certeza de que o dono da casa tem uma arma de fogo e foi treinado para usá-la.

Se você acha que os americanos são obcecados com a manutenção da Segunda Emenda [que protege o direito de eles terem e usarem armas para defesa], você ainda não viu nada até que visite a Suíça.

A Segunda Emenda da Constituição dos EUA foi inspirada nas políticas da Suíça. Se os suíços não tivessem as mesmas políticas do século XVII, é bem possível que a Segunda Emenda não existiria nos Estados Unidos hoje.

A maioria dos meninos dos Estados Unidos joga em pequenos times de beisebol ou futebol.

Mas a maioria dos meninos da Suíça participa de competições locais de tiro ao alvo e se filia a clubes de tiro ao alvo quando completam 10 anos.

O passatempo nacional dos EUA é o beisebol. O passatempo da Suíça é tiro ao alvo de precisão.

Na Suíça, há menos de um homicídio por cada 100.000 cidadãos por ano, e em 99 por cento dos casos, não há envolvimento de uma arma de fogo.

Há apenas 26 tentativas de roubo por ano para cada 100.000 cidadãos.

A maioria desses roubos é cometida por estrangeiros e não envolve armas de fogo.

Os crimes violentos praticamente não existem, mas todo lar tem uma arma de fogo. Surpreso?

Está escrito na lei suíça: “O elevado número de armas de fogo per capita não leva a um índice elevado de crime violento”. Isso está solidamente confirmado na Suíça.

A Suíça é um dos países mais pacíficos do mundo. O resto do mundo precisa pegar essa dica.


Tradução: Julio Severo

Fonte: CourierPress

Overall Rankings – 2008 / USA

quarta-feira, dezembro 30th, 2009

http://www.cnbc.com

We scored all 50 states—using publicly available data—on 40 different measures of competitiveness. States received points based on their rankings in each metric. Then, we separated those metrics into the ten broad categories, with input from business groups including the National Association of Manufacturers. We weighted the categories based on how frequently each is cited in state economic development marketing materials.

Here are the ten categories ranked in our study:

- Cost of Doing Business
- Workforce
- Economy
- Education
- Quality of Life
- Technology & Innovation
- Transportation
- Cost of Living
- Business Friendliness
- Access to Capital

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Overall State Cost of Business Workforce Economy Education Quality of Life Technology & Innovation Transportation Cost of Living Business Friendliness Access to Capital
1 Texas 27 12 1 30 22 4 1 3 20 3
2 Virginia 11 8 17 11 28 14 13 27 2 13
3 Utah 10 10 3 46 6 21 32 24 6 19
4 Idaho 5 7 5 48 26 27 24 14 33 34
5 Colorado 25 13 11 35 7 13 35 30 5 11
6 North Carolina 22 3 23 27 38 18 15 20 10 10
7 South Dakota 1 19 14 24 21 50 25 2 4 44
8 Georgia 16 3 31 32 42 16 2 9 14 14
9 Iowa 2 25 29 15 17 31 39 13 11 42
10 Minnesota 29 31 27 9 5 11 8 31 16 15
11 Kansas 24 11 21 13 33 31 8 8 11 30
12 Arizona 23 6 8 43 36 19 25 35 6 18
13 Indiana 6 27 37 19 31 23 4 11 3 28
14 Wyoming 12 17 6 14 17 48 33 28 22 47
15 Massachusetts 41 34 25 1 15 4 36 42 13 2
16 North Dakota 4 23 18 23 19 47 20 17 14 46
17 Florida 42 1 20 39 23 9 18 34 16 9
18(tie) New Jersey 45 40 21 4 1 2 36 48 35 8
18(tie) Washington 35 37 11 17 9 6 22 36 34 4
20 Oregon 18 14 35 29 26 20 11 39 27 16
21 Tennessee 13 5 37 42 43 25 7 1 9 29
22 Nebraska 19 28 28 21 12 36 29 7 28 49
23 Pennsylvania 38 43 32 6 12 9 16 29 28 6
24 Missouri 8 26 43 19 39 26 10 5 23 26
25 California 48 21 7 31 4 1 16 49 48 1
26 New York 50 49 2 1 3 2 25 46 42 5
27 New Hampshire 32 33 41 7 2 24 45 40 6 21
28 Oklahoma 6 30 3 45 41 35 34 4 23 35
29 South Carolina 9 2 39 37 49 31 4 15 28 25
30(tie) Illinois 44 44 14 25 16 7 12 23 35 12
30(tie) Ohio 30 46 40 12 19 17 2 16 42 20
32 Arkansas 3 9 33 33 47 43 36 6 35 47
33 Montana 26 36 10 16 30 45 29 31 44 45
34 Connecticut 47 38 30 5 11 15 44 44 16 17
35 Kentucky 14 20 45 38 40 38 6 18 28 22
36 Maryland 33 41 25 22 37 11 40 45 20 7
37 Wisconsin 36 47 36 9 25 22 13 22 28 27
38 New Mexico 21 32 8 44 44 36 22 26 46 23
39 Vermont 40 34 42 3 10 31 46 41 16 38
40 Michigan 34 39 48 28 23 8 21 25 39 24
41 Delaware 31 23 18 26 46 28 47 33 1 41
42 Alabama 19 22 23 47 45 39 43 11 39 31
43 Louisiana 28 28 14 40 50 40 25 19 41 33
44 Maine 43 45 44 8 14 41 40 37 23 40
45 Nevada 37 16 34 49 34 29 18 38 23 32
46 Mississippi 17 15 46 50 48 46 31 10 44 37
47 West Virginia 15 48 46 36 32 49 42 21 50 36
48 Rhode Island 46 18 49 17 29 30 48 43 47 39
49 Hawaii 49 50 13 34 8 43 49 50 49 43
50 Alaska 38 42 50 41 35 42 50 47 35 49

The difference between Conservatives and Liberals

segunda-feira, outubro 5th, 2009

If conservatives don t like guns, they don t buy one. If a liberal doesn t like guns, then no one should have one.

If conservatives are vegetarian, they don t eat meat. If liberals are, they want to ban all meat products for everyone.

If a conservative sees a foreign threat, he thinks about how to defeat his enemy. A liberal wonders how to surrender gracefully and still look good.

If a conservative is homosexual, he quietly enjoys his life. If a liberal is homosexual, they loudly demand legislated respect.

If a black man or Hispanic is conservative, they see themselves as independently successful. Their liberal counterparts see themselves as victims in need of government protection.

If a conservative is down-and-out, he thinks about how to better his situation. A liberal wonders who is going to take care of him.

If a conservative doesn t like a talk show host, he switches channels. Liberals demand that those they don t like be shut down.

If a conservative is a non-believer, he doesn t go to church. A liberal wants all churches to be silenced.

If a conservative decides he needs health care, he goes about shopping for it, or may choose a job that provides it. A liberal demands that his neighbors pay for his.

Salário mínimo, estupidez máxima

segunda-feira, agosto 17th, 2009
27/7/2009 por
adolescentes.jpgEm um livre mercado, a demanda sempre será função do preço: quanto maior o preço, menor a demanda.  O que é surpreendente para a maioria dos políticos é que essas regras valem igualmente tanto para os preços quanto para os salários.  Quando os empregadores avaliam suas necessidades de capital e mão-de-obra, o custo é um fator primordial.  Quando o custo de se contratar mão-de-obra pouco qualificada aumenta, vários empregos serão liquidados.  Não obstante tudo isso, aumentos do salário mínimo sempre são vistos como um ato de benevolência governamental.  Nada poderia estar mais distante da verdade.

Quando algum encanamento da nossa casa entope, qual o procedimento padrão que normalmente seguimos? Fazemos um levantamento de preços com vários bombeiros hidráulicos e contratamos aquele que tem o melhor preço.  Se todos os preços forem altos, a maioria de nós irá preferir pegar uma chave inglesa e uma soda cáustica, e fazer o serviço por conta própria.  O mercado de trabalho funciona da mesma forma.  Antes de contratar outro empregado, o empregador precisa estar certo de que esse novo empregado irá trazer um acréscimo de produtividade que exceda esse custo suplementar (o qual inclui não apenas o salário, mas todos os encargos sociais e trabalhistas.) [Para ver os números do Brasil, clique aqui].

Assim, se um trabalhador pouco qualificado for capaz de contribuir com apenas $6 por hora em termos de aumento de produtividade, tal indivíduo estará desempregado caso o salário mínimo seja fixado em $7,25 a hora.

Os trabalhadores pouco qualificados precisam lutar pelo dinheiro do empregador.  E para isso eles têm de disputar tanto com os trabalhadores qualificados quanto com o capital (o maquinário).  Por exemplo, se um trabalhador qualificado cobra $14 a hora para fazer um serviço que dois trabalhadores menos qualificados cobram $6,50 cada, seria economicamente sensato um empregador contratar a mão-de-obra menos qualificada.  Entretanto, se o governo aumentar o salário mínimo para $7,25 a hora, esses trabalhadores menos qualificados serão “precificados para fora” do mercado de trabalho.

É exatamente por causa dessa dinâmica que os sindicatos são ferrenhos defensores das leis do salário mínimo.  Embora nenhum de seus membros receba o salário mínimo, a lei ajuda a protegê-los da concorrência dos trabalhadores menos qualificados.  (Sindicato nada mais é do que isso: um cartel protegido pelo estado e que expulsa do mercado de trabalho aqueles trabalhadores menos qualificados – ao mesmo tempo em que utiliza a retórica da proteção aos desfavorecidos.)

Os empregadores também têm a opção de empregar máquinas ao invés de pessoas.  Por exemplo, um empregador pode contratar uma recepcionista ou investir em um sistema de atendimento automatizado.  Ele fará o que for menos custoso.  Assim, da próxima vez que você estiver gritando obscenidades ao telefone enquanto tenta dialogar com um computador, você já sabe em quem colocar a culpa por sua frustração.

Há vários outros exemplos de empregadores que substituem a mão-de-obra humana pelo maquinário simplesmente porque o salário mínimo deixou os trabalhadores menos qualificados pouco competitivos.  Por exemplo, nos aeroportos, os carregadores de mala foram substituídos pelos carrinhos de mão (embora aqueles ainda existam informalmente).  A principal razão por que os restaurantes fast-food utilizam pratos de papel e utensílios de plástico é para não ter de contratar pessoas para lavá-los.

Como resultado, muitos daqueles trabalhos que exigiam pouca qualificação e que costumavam ser o primeiro degrau da escada mercado de trabalho foram exterminados do mercado.  Você consegue se lembrar da última vez que um lanterninha lhe conduziu até seu assento em um cinema escuro?  Qual foi a última vez que alguém – além do indivíduo que fica no caixa – não apenas empacotou suas compras no supermercado, mas também as levou até seu carro?  Por falar nisso, não demorará muito para que os próprios caixas sejam “precificados para fora” do mercado e substituídos por scanners automáticos, fazendo com que você tenha de empacotar suas comprar sem qualquer ajuda.  Você pode até ser capaz disso, mas e as pessoas de mais idade?

O desaparecimento desses empregos traz conseqüências econômicas e sociais mais amplas.  Os primeiros empregos que conseguimos são um meio de aperfeiçoarmos nossas habilidades, de modo que trabalhadores menos habilidosos possam adquirir experiência e, com isso, oferecer maior produtividade para seus empregadores atuais ou futuros.  À medida que suas habilidades aumentam, o mesmo ocorre com sua capacidade de obter salários maiores.  Entretanto, remova o degrau mais baixo da escada do mercado de trabalho e muitos nunca mais terão a chance de subir nela.

Portanto, quando você mesmo tiver de abastecer seu carro em um posto sob chuva, não pense apenas naquele adolescente que poderia estar fazendo isso pra você; pense também no mecânico que ele poderia ter se tornado, caso as leis do salário mínimo não o tivessem negado um emprego.  Vários mecânicos de automóveis aprenderam segredos de seu ofício quando trabalhavam como frentistas.  Entre uma abastecida, uma lavagem e uma calibragem de pneus, eles passavam boa parte de seu tempo auxiliando os mecânicos e aprendendo com eles.  Isso vai acabar.

Como o salário mínimo impede que muitos jovens (inclusive um número desproporcional de minorias) consigam empregos básicos, eles nunca poderão desenvolver as habilidades necessárias para aspirar a empregos que paguem melhores salários.  Como consequência, vários recorrem à criminalidade, enquanto outros recorrem ao assistencialismo governamental.

Defensores do salário mínimo argumentam que é impossível sustentar uma família quando se vive apenas com um salário mínimo.  Sim, é verdade.  Mas isso é totalmente irrelevante, pois os empregos que pagam salário mínimo não foram feitos para sustentar uma família.

O certo seria que as pessoas optassem por não iniciar uma família até que estivessem ganhando o suficiente para sustentá-las.  Empregos de baixos salários servem para capacitar os trabalhadores a, com o tempo, adquirirem as habilidades necessárias que os permitirão ganhar salários altos o suficiente para sustentar uma família.  Será que alguém realmente acha que um adolescente que trabalha como entregador de jornal deveria ganhar um salário capaz de sustentar uma família?

A única maneira de se aumentar salários é aumentando a produtividade.  Se os salários pudessem ser aumentados simplesmente por decreto governamental, poderíamos determinar o salário mínimo em $10.000 por mês e todos os problemas estariam resolvidos.  Já deve estar claro para todos que, nesse nível, a maioria da população perderia seus empregos, e a mão-de-obra remanescente seria tão cara que os preços dos bens e serviços iriam disparar.  Este é exatamente o fardo que as leis de salário mínimo impõem aos trabalhadores pobres e pouco qualificados – e, em última instância, a todos os consumidores.

Dado que nossos líderes não conseguem compreender sequer este simples conceito econômico, por que ainda há pessoas que acreditam que eles irão solucionar os problemas econômicos bem mais complicados que nos assombram atualmente?

Peter Schiff é o presidente da Euro Pacific Capital e autor dos livros The Little Book of Bull Moves in Bear Markets e Crash Proof: How to Profit from the Coming Economic Collapse. Ficou famoso por ter previsto com grande acurácia o atual cataclisma econômico.  Veja o vídeo.  Veja também sua palestra definitiva sobre a crise americana – com legendas em português