Archive for the ‘Governos’ Category

2009 Index of Economic Freedom World Rankings: by Heritage Foundation

sábado, julho 11th, 2009
Ranking the Countries
Distribution of Global Economic Freedom
100-80 79.9-70 69.9-60 59.9-50 49.9-0 N/A
free mostly free moderately free mostly unfree repressed not ranked
Sort by Score | Sort Alphabetically
Index of Economic Freedom World Rankings   (Click on the country name for more details.)
World Rank Country Freedom Score Change from Previous
1 Hong Kong 90.0 +0.3 62 Albania 63.7 +1.3 123 India 54.4 +0.3
2 Singapore 87.1 -0.2 63 Uganda 63.5 -0.3 124 Rwanda 54.2 0.0
3 Australia 82.6 +0.4 64 France 63.3 -1.4 125 Suriname 54.1 -0.2
4 Ireland 82.2 -0.3 65 Romania 63.2 +1.5 126 Tonga 54.1 N/A
5 New Zealand 82.0 +1.2 66 Belize 63.0 0.0 127 Mauritania 53.9 -1.2
6 United States 80.7 -0.3 67 Thailand 63.0 +0.7 128 Niger 53.8 +1.0
7 Canada 80.5 +0.3 68 Slovenia 62.9 +2.7 129 Malawi 53.7 +1.1
8 Denmark 79.6 +0.4 69 Mongolia 62.8 -0.8 130 Bolivia 53.6 +0.5
9 Switzerland 79.4 -0.1 70 Dominica 62.6 N/A 131 Indonesia 53.4 +0.2
10 United Kingdom 79.0 -0.5 71 Namibia 62.4 +1.0 132 China 53.2 +0.1
11 Chile 78.3 -0.3 72 Colombia 62.3 +0.2 133 Nepal 53.2 -0.9
12 Netherlands 77.0 -0.4 73 Madagascar 62.2 -0.2 134 Bosnia and Herzegovina 53.1 -0.8
13 Estonia 76.4 -1.5 74 Kyrgyz Republic 61.8 +0.7 135 Ethiopia 53.0 +0.5
14 Iceland 75.9 +0.1 75 Turkey 61.6 +1.6 136 Cameroon 53.0 -1.3
15 Luxembourg 75.2 +0.5 76 Italy 61.4 -1.2 137 Ecuador 52.5 -2.8
16 Bahrain 74.8 +2.6 77 Cape Verde 61.3 +3.4 138 Argentina 52.3 -1.8
17 Finland 74.5 -0.1 78 Macedonia 61.2 +0.2 139 Micronesia 51.7 N/A
18 Mauritius 74.3 +1.7 79 Paraguay 61.0 +1.0 140 Djibouti 51.3 +0.1
19 Japan 72.8 -0.2 80 Fiji 61.0 -0.8 141 Syria 51.3 +4.2
20 Belgium 72.1 +0.5 81 Greece 60.8 +0.2 142 Equatorial Guinea 51.3 -0.3
21 Macau 72.0 N/A 82 Poland 60.3 0.0 143 Maldives 51.3 N/A
22 Barbados 71.5 +0.2 83 Kazakhstan 60.1 -1.0 144 Guinea 51.0 -1.8
23 Austria 71.2 -0.2 84 Nicaragua 59.8 -1.0 145 Vietnam 51.0 +0.6
24 Cyprus 70.8 -0.5 85 Burkina Faso 59.5 +3.8 146 Russia 50.8 +1.0
25 Germany 70.5 -0.1 86 Samoa 59.5 N/A 147 Haiti 50.5 +1.5
26 Sweden 70.5 -0.4 87 Guatemala 59.4 -0.4 148 Uzbekistan 50.5 -1.4
27 Bahamas, The 70.3 -0.8 88 Dominican Republic 59.2 +1.5 149 Timor-Leste 50.5 N/A
28 Norway 70.2 +1.6 89 Swaziland 59.1 +0.6 150 Laos 50.4 +0.1
29 Spain 70.1 +1.0 90 Kenya 58.7 -0.6 151 Lesotho 49.7 -2.5
30 Lithuania 70.0 -1.0 91 Honduras 58.7 -0.2 152 Ukraine 48.8 -2.2
31 Armenia 69.9 0.0 92 Vanuatu 58.4 N/A 153 Burundi 48.8 +2.6
32 Georgia 69.8 +0.5 93 Tanzania 58.3 +1.8 154 Togo 48.7 -0.2
33 El Salvador 69.8 +1.3 94 Montenegro 58.2 N/A 155 Guyana 48.4 -0.4
34 Botswana 69.7 +1.5 95 Lebanon 58.1 -1.9 156 Central African Republic 48.3 -0.3
35 Taiwan 69.5 -0.7 96 Ghana 58.1 +1.0 157 Liberia 48.1 N/A
36 Slovak Republic 69.4 -0.6 97 Egypt 58.0 -0.5 158 Sierra Leone 47.8 -0.5
37 Czech Republic 69.4 +1.2 98 Tunisia 58.0 -2.1 159 Seychelles 47.8 N/A
38 Uruguay 69.1 +1.2 99 Azerbaijan 58.0 +2.6 160 Bangladesh 47.5 +3.3
39 Saint Lucia 68.8 N/A 100 Bhutan 57.7 N/A 161 Chad 47.5 -0.4
40 South Korea 68.1 -0.5 101 Morocco 57.7 +2.1 162 Angola 47.0 +0.1
41 Trinidad and Tobago 68.0 -1.6 102 Pakistan 57.0 +1.4 163 Solomon Islands 46.0 N/A
42 Israel 67.6 +1.3 103 Yemen 56.9 +3.1 164 Kiribati 45.7 N/A
43 Oman 67.0 -0.3 104 Philippines, The 56.8 +0.8 165 Guinea-Bissau 45.4 +1.1
44 Hungary 66.8 -0.8 105 Brazil 56.7 +0.5 166 Republic of Congo 45.4 0.0
45 Latvia 66.6 -1.7 106 Cambodia 56.6 +0.8 167 Belarus 45.0 -0.4
46 Costa Rica 66.4 +2.2 107 Algeria 56.6 +0.4 168 Iran 44.6 -0.4
47 Malta 66.1 +0.1 108 Zambia 56.6 +0.4 169 Turkmenistan 44.2 +0.8
48 Qatar 65.8 +3.6 109 Serbia 56.6 N/A 170 São Tomé and Príncipe 43.8 N/A
49 Mexico 65.8 -0.3 110 Senegal 56.3 -2.0 171 Libya 43.5 +4.8
50 Kuwait 65.6 -2.5 111 Sri Lanka 56.0 -2.4 172 Comoros 43.3 N/A
51 Jordan 65.4 +1.3 112 Gambia, The 55.8 -1.1 173 Democratic Republic of Congo 42.8 N/A
52 Jamaica 65.2 -0.5 113 Mozambique 55.7 +0.2 174 Venezuela 39.9 -4.8
53 Portugal 64.9 +1.0 114 Mali 55.6 +0.1 175 Eritrea 38.5 N/A
54 United Arab Emirates 64.7 +2.2 115 Benin 55.4 +0.1 176 Burma 37.7 -1.8
55 Panama 64.7 0.0 116 Croatia 55.1 +1.0 177 Cuba 27.9 +0.4
56 Bulgaria 64.6 +0.9 117 Nigeria 55.1 0.0 178 Zimbabwe 22.7 -6.7
57 Peru 64.6 +0.9 118 Gabon 55.0 +0.9 179 North Korea 2.0 -1.0
58 Malaysia 64.6 +0.7 119 Côte d’Ivoire 55.0 +1.0 N/A Afghanistan N/A N/A
59 Saudi Arabia 64.3 +1.8 120 Moldova 54.9 -3.0 N/A Iraq N/A N/A
60 Saint Vincent and the Grenadines 64.3 N/A 121 Papua New Guinea 54.8 N/A N/A Liechtenstein N/A N/A
61 South Africa 63.8 +0.4 122 Tajikistan 54.6 +0.2 N/A Sudan N/A N/A

Palestra definitiva sobre a crise americana

terça-feira, junho 16th, 2009

Para ver e rever inúmeras vezes.

http://www.youtube.com/watch?v=DC2WGbj-X8E

http://www.youtube.com/watch?v=aY8gtEGFDFg

http://www.youtube.com/watch?v=wQjEdcykTx8

http://www.youtube.com/watch?v=DMtD9wBJnFo

http://www.youtube.com/watch?v=LXgQka8Pf5E

http://www.youtube.com/watch?v=rUpbPHIwi8Q

http://www.youtube.com/watch?v=uM7CmLksGGA

http://www.youtube.com/watch?v=ctpkCLUQUXs

O capitalismo anticapitalista

quinta-feira, maio 14th, 2009


Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 13 de maio de 2009

Quando digo que a democracia capitalista dificilmente pode sobreviver sem uma cultura de valores tradicionais, muitos liberais brasileiros, loucos por economia e devotos da onipotência mágica do mercado, fazem aquela expressão de horror, de escândalo, como se estivessem diante de uma heresia, de uma aberração intolerável, de um pensamento iníquo e mórbido que jamais deveria ocorrer a um membro normal da espécie humana.

Com isso, só demonstram que ignoram tudo e mais alguma coisa do pensamento econômico capitalista. Aquela minha modesta opinião, na verdade, não é minha. Apenas reflete e atualiza preocupações que já atormentam os grandes teóricos do capitalismo desde o começo do século XX.

Um dos primeiros a enunciá-la foi Hillaire Belloc, no seu livro memorável de 1913, The Servile State, reeditado em 1992 pelo Liberty Fund. A tese de Belloc é simples e os fatos não cessam de comprová-la: destravada de controles morais, culturais e religiosos, erigida em dimensão autônoma e suprema da existência, a economia de mercado se destrói a si mesma, entrando em simbiose com o poder político e acabando por transformar o trabalho livre em trabalho servil, a propriedade privada em concessão provisória de um Estado voraz e controlador.

Rastreando as origens do processo, Belloc notava que, desde o assalto dos Tudors aos bens da Igreja, cada novo ataque à religião vinha acompanhado de mais uma onda de atentados estatais contra a propriedade privada e o trabalho livre.

Na época em que ele escrevia The Servile State, as duas fórmulas econômicas de maior sucesso encarnavam essa evolução temível cujo passo seguinte viria a ser a I Guerra Mundial. Quem mais compactamente exprimiu a raiz do conflito foi Henri Massis (que parece jamais ter lido Belloc). Em Défense de l’Occident (1926), ele observava que, numa Europa desespiritualizada, todo o espaço mental disponível fôra ocupado pelo conflito “entre o estatismo ou socialismo prussiano e o anti-estatismo ou capitalismo inglês”. O capitalismo venceu a Alemanha no campo militar, mas a longo prazo foi derrotado pelas idéias alemãs, curvando-se cada vez mais às exigências do estatismo, principalmente na guerra seguinte, quando, para enfrentar o socialismo nacional de Hitler, teve de ceder tudo ao socialismo internacional de Stálin.

Défense de l’Occident é hoje um livro esquecido, coberto de calúnias por charlatães como Arnold Hauser – que chega ao absurdo de catalogar o autor entre os protofascistas –, mas seu diagnóstico das origens da I Guerra continua imbatível, tendo recebido ampla confirmação pelo mais brilhante historiador vivo dos dias atuais, Modris Eksteins, em Rites of Spring: The Great War and the Birth of the Modern Age, publicado em 1990 pela Doubleday (nem comento o acerto profético das advertências de Massis quanto à invasão oriental da Europa, do qual tratarei num artigo próximo). Segundo Eksteins, a Alemanha do Kaiser, fundada numa economia altamente estatizada e burocrática, encarnava a rebelião modernista contra a estabilidade da democracia parlamentar anglo-francesa baseada no livre mercado. Esta só saiu vitoriosa em aparência: a guerra em si, por cima dos vencedores e perdedores, fez em cacos a ordem européia e varreu do mapa os últimos vestígios da cultura tradicional que subsistiam no quadro liberal-capitalista.

Outro que entendeu perfeitamente o conflito entre a economia de mercado e a cultura sem espírito que ela mesma acabou por fomentar cada vez mais depois da I Guerra foi Joseph Schumpeter. O capitalismo, dizia ele em Capitalism, Socialism and Democracy (1942), seria destruído, mas não pelos proletários, como profetizara Marx, e sim pelos próprios capitalistas: insensibilizados para os valores tradicionais, eles acabariam se deixando seduzir pelos encantos do estatismo protetor, irmão siamês da nova mentalidade modernista e materialista.

Que na era Roosevelt e na década de 50 a proposta estatista fosse personificada por John Maynard Keynes, um requintado bon vivant homossexual e protetor de espiões comunistas, não deixa de ser um símbolo eloqüente da união indissolúvel entre o antiliberalismo em economia e o antitradicionalismo em tudo o mais.

Nos EUA dos anos 60, essa união tornou-se patente na “contracultura” das massas juvenis que substituíram a velha ética protestante de trabalho, moderação e poupança pelo culto dos prazeres – pomposamente camuflado sob o pretexto de libertação espiritual –, investindo ao mesmo tempo, com violência inaudita, contra o capitalismo que lhes fornecia esses prazeres e contra a democracia americana que lhes assegurava o direito de desfrutá-los como jamais poderiam fazer na sua querida Cuba, no seu idolatrado Vietnã do Norte. Mas o reino do mercado é o reino da moda: quando a moda se torna anticapitalista, a única idéia que ocorre aos capitalistas é ganhar dinheiro vendendo anticapitalismo. A indústria cultural americana, que no último meio século cresceu provavelmente mais que qualquer outro ramo da economia, é hoje uma central de propaganda comunista mais virulenta que a KGB dos tempos da Guerra Fria. A desculpa moral, aí, é que a força do progresso econômico acabará por absorver os enragés, esvaziando-os pouco a pouco de toda presunção ideológica e transfigurando-os em pacatos burgueses. O hedonismo individualista e consumista que veio a dominar a cultura americana a partir dos anos 70 é o resultado dessa alquimia desastrada; tanto mais desastrada porque o próprio consumismo, em vez de produzir burgueses acomodados, é uma potente alavanca da mudança revolucionária, visceralmente estatista e anticapitalista: uma geração de individualistas vorazes, de sanguessugas carregadinhos de direitos e insensíveis ao apelo de qualquer dever moral não é uma garantia de paz e ordem, mas um barril de pólvora pronto a explodir numa irrupção caótica de exigências impossíveis. Em 1976 o sociólogo Daniel Bell já se perguntava, em The Cultural Contradictions of Capitalism, quanto tempo poderia sobreviver uma economia capitalista fundada numa cultura louca que odiava o capitalismo ao ponto de cobrar dele a realização de todos os desejos, de todos os sonhos, de todos os caprichos, e, ao mesmo tempo, acusá-lo de todos os crimes e iniqüidades. A resposta veio em 2008 com a crise bancária, resultado do cinismo organizado dos Alinskys e Obamas que conscientemente, friamente, se propunham drenar até ao esgotamento os recursos do sistema, fomentando sob a proteção do Estado-babá as ambições mais impossíveis, as promessas mais irrealizáveis, os gastos mais estapafúrdios, para depois lançar a culpa do desastre sobre o próprio sistema e propor como remédio mais gastos, mais proteção estatal, mais anticapitalismo e mais ódio à nação americana.

Em 1913, as previsões de Hillaire Belloc ainda poderiam parecer prematuras. Era lícito duvidar delas, porque se baseavam em tendências virtuais e nebulosas. Diante do fato consumado em escala mundial, a recusa de enxergar a fraqueza de um capitalismo deixado a si mesmo, sem as defesas da cultura tradicional, torna-se uma obstinação criminosa.

EUA querem atrair empresas do Paraná

segunda-feira, abril 13th, 2009

Estado norte-americano da Geórgia oferece incentivos a investidores brasileiros

Publicado em 12/04/2009 | Fernando Jasper

Se alguém já preparou uma lista dos investimentos mais extravagantes a serem feitos durante a maior crise econômica das últimas oito décadas, possivelmente incluiu nela a alternativa “abrir uma empresa nos Estados Unidos”. Mas o advogado norte-americano William Poole, especialista em transações internacionais, conseguiu reunir em Curitiba um considerável grupo de pessoas que, como ele, creem que o momento é dos mais propícios para investir no país que deu origem à crise – ou, mais especificamente, na Geórgia, estado do sudeste dos EUA que Poole representa.

“As bolsas voltaram a subir e a venda de casas cresceu pela primeira vez em um ano. Por isso, acredito realmente que já atingimos o ‘piso’ dessa crise e, sendo assim, estimo que dentro de sete meses voltaremos a crescer”, apostou Poole, batendo na madeira, em entrevista à Gazeta do Povo. “A hora de fazer negócios é justamente agora, às vésperas da retomada.”

Fernando Jasper/Gazeta do Povo

Fernando Jasper/Gazeta do Povo / O advogado William Poole: “É hora de fazer negócios”

O advogado William Poole: “É hora de fazer negócios”

No início do mês, o sorridente sócio do escritório Epstein Becker & Green, de Atlanta, apresentou a 45 empresários e advogados paranaenses as vantagens que seu estado oferece a companhias estrangeiras interessadas em se estabelecer por lá ou em fazer intercâmbio de conhecimento e tecnologias com empresas locais. Vantagens que, segundo ele, explicam o crescimento de 17% no investimento estrangeiro direcionado à Geórgia em 2008. A ambiciosa meta do departamento estadual de desenvolvimento econômico, do qual Poole é representante, é repetir esse índice em 2009.

“Atlanta é a capital do sudeste dos EUA, a região que cresce mais rápido no país. A cidade é um importante centro ferroviário, rodoviário, portuário e aeroportuário”, disse Poole, assegurando que “é fácil, rápido e seguro entrar na Geórgia”. O mercado consumidor, segundo ele, está aumentando: o estado tem o quarto maior crescimento populacional dos EUA, e a cada ano cerca de 100 mil pessoas se mudam para lá.

“Temos um ambiente amigável aos negócios e as leis trabalhistas são favoráveis. Não há qualquer restrição, por exemplo, à nacionalidade de diretores e empregados da empresa. E os incentivos são substanciosos.”

Entre as companhias brasileiras já instaladas na Geórgia estão a siderúrgica Gerdau e a Votorantim Cimentos, que no ano passado começou a construir uma fábrica no estado, lar de 50 mil brasileiros, segundo Poole. Em 2007, a Geórgia importou US$ 916 milhões do Brasil, o equivalente a 4% de tudo o que os EUA compraram do país, e exportou para cá quase US$ 500 milhões, pouco menos de 3% das importações brasileiras de produtos norte-americanos.

“Não posso afirmar que alguém do Paraná tenha se comprometido imediatamente a investir lá. Mas sim que há interessados, entre eles uma cooperativa, duas empresas de tecnologia da informação, uma fabricante de alimentos e uma empresa de tecnologia de reflorestamento”, disse o advogado, sem citar nomes.

Obama move guerra contra setor empresarial

quinta-feira, março 12th, 2009

Nos idos da década de 1960, Lyndon Johnson nos deu a “guerra contra a pobreza”. Nos anos 1970, Richard Nixon lançou a “guerra contra as drogas”. Agora que já vimos a agenda do primeiro ano legislativo do presidente Barack Obama, sabemos qual tipo de guerra ele pretende travar. Não admira que os mercados estão implodindo ao nosso redor. Obama está nos dando a guerra contra o setor empresarial.
Suponha que algum hipotético Estado inimigo tenha passado anos preparando um “Candidato da Manchúria” (filme da época da Guerra Fria – “Sob o Domínio do Mal, de 1962 – que retrata um herói que sofreu lavagem cerebral para sabotar seu país quando retornasse) que visasse destruir a economia dos EUA quando eleito. Quais políticas esse líder adotaria?
Ele poderia desestimular o ingresso de capital privado no setor financeiro, dando instruções ao seu secretário do Tesouro para que prometesse um plano brilhante repetidamente, sem jamais realmente ter um. As firmas privadas, assustadas pela ideia do que o governo poderia fazer, se esquivariam completamente de realizar transações. Se o secretário fosse calmo e adotasse uma tática de espera até seus adversários se cansarem por tempo suficiente, todo o setor financeiro teria desaparecido antes de os eleitores exigirem iniciativas.
Outra ideia diabólica seria elevar impostos substancialmente sobre qualquer empresa que ainda estivesse em atividade. Isso exigiria um subterfúgio, já que elevar as alíquotas dos impostos seria óbvio demais. Nosso candidato manchu teria uma grande variedade de ideias sofisticadas sobre alteração das regras para obter mais receita sem elevar as alíquotas, como o leilão de “licenças”.
Essas medidas gerariam aflição no médio prazo. Se nosso líder candidato manchu realmente quisesse nocautear o país de uma vez por todas, ele teria de oferecer seguro contra qualquer forma de recuperação no longo prazo.
Há dois passos para se alcançar isto.
Primeiro, uma das maneiras pela qual a economia poderia finalmente alçar voo seria um empreendedor inventasse um fantástico produto novo, algo na magnitude da forte expansão das pontocom. Para destruir uma economia será preciso persuadir esses inventores a nem tentarem.
Segundo, é preciso instituir programas de benefícios básicos que sejam difíceis de mudar depois de promulgados. Esses programas removeriam ativos das áreas produtivas da economia da forma mais eficaz possível. Em condições ideais, ao governo não restaria outra opção exceto elevar acentuadamente os impostos no futuro para custear os novos benefícios.
Um líder que levasse tudo isso a cabo poderia liquidar o país.
Vejamos como o plano se compara com o cenário dos nossos pesadelos.
O secretário do Tesouro, Timothy Geithner, age de forma tão lenta que até o comentarista e economista liberal Paul Krugman vem criticando a administração por “hesitar”. A situação ficou tão crítica que o mercado de apostas Intrade agora comercializa um papel futuro sobre se Geithner já terá partido até o fim do ano. A firma atualmente estima a probabilidade de isso ocorrer em aproximadamente 20%.
Quanto ao aumento de impostos, o orçamento proposto para 2010 sinalizou de forma bem nefasta que ele pretende encerrar ou alterar substancialmente a prática dos EUA de permitir que multinacionais difiram os impostos dos EUA sobre as receitas obtidas no exterior.
Atualmente, os EUA têm o segundo mais elevado imposto sobre pessoas jurídicas na Terra. As empresas dos EUA podem competir na Europa por meio da abertura de uma subsidiária num país com baixa tributação e manter os lucros lá. Considerando-se que o elevado imposto dos EUA só incide quando o dinheiro é remetido para casa, e que as empresas podem manter o dinheiro no exterior pelo tempo que quiserem, a grande desvantagem da alíquota elevada é substancialmente atenuada.
Ao se extinguir essa oportunidade de diferimento, as empresas dos EUA não mais terão condições de competir, dada a sua enorme desvantagem tributária. Com as alíquotas de impostos no exterior em níveis tão baixos agora, é até possível que o fim do diferimento possa levar à extinção da empresa dos EUA.
Se restarem algumas empresas, serão adornadas com pesadas despesas com licenças de carbono, devido ao novo programa de Obama, de limitar e negociar as emissões de carbono.
O ataque movido por Obama contra a propriedade intelectual está evidente na sua postura agressiva contra as empresas farmacêuticas dos EUA no orçamento. Ele obrigaria as produtoras de fármacos a pagar taxas mais elevadas de “abatimentos” ao Medicaid, e ele incluiu uma terminologia que indica que em breve os americanos poderão importar medicamentos de países estrangeiros. As cotações dos papéis das companhias farmacêuticas, como era esperado, caíram, quando o plano do orçamento foi anunciado.
Obama permitirá a entrada de substitutos baratos e potencialmente falsificados ao país e estabelecerá o preço para remédios nos EUA igual ao preço mais barato que qualquer país estrangeiro puder arrancar das nossas companhias farmacêuticas.
Isto posto, por que alguém investiria dinheiro num novo e arriscado experimento para o combate ao câncer, ou se importaria de inventar alguma coisa que o governo poderá expropriar quando quiser?
Por fim, Obama provisionou US$ 634 bilhões para estabelecer um fundo de reserva para a reforma da Saúde, uma importante medida inicial para a criação de um sistema de assistência médica universal. Se quisermos estender assistência médica a todos, teremos de proporcioná-la a muitas pessoas gratuitamente. Assim que começarmos a fazer isso, jamais pararemos, pelo menos até que o governo fique sem dinheiro.
Está claro que o presidente Obama deseja o melhor para o nosso país. Por isso, surpreende tanto que queira legislar como um Candidato da Manchúria.
Kevin Hasset é diretor de estudos de política econômica no American Enterprise Institute, é colunista da “Bloomberg News”.

O Valor do Empreendedorismo

sexta-feira, setembro 26th, 2008

Ubiratan Iorio
www.ubirataniorio.org

 

 Uma grande mentira, fatal e abissal, repetida ad nauseam durante muito tempo, adquiriu ares de truísmo e de axioma, como se fosse uma verdade incontestável. Refiro-me à afirmativa de que a pobreza de X é explicada exclusivamente pela riqueza de Y (X e Y podendo ser indivíduos, regiões, países, sexos, minorias, maiorias ou raças). Embora tal asserção não seja capaz de resistir a dois minutos de lógica, de tanto ser alardeada acabou se transformando em um dos símbolos místicos das esquerdas em todo o Ocidente, especialmente nos países pobres. Na América Latina, por exemplo, quem ousar discordar dessa tolice, seja nos meios universitários, na mídia, nas conversas em ônibus, nas academias de musculação, em restaurantes luxuosos ou nas arquibancadas de um estádio, é imediatamente taxado de “direitista”, “ultraconservador”, “radical”, “polêmico”, “entreguista”, “neoliberal” e outros adjetivos que, em nosso sistema cultural pré-histórico, soam como pesados impropérios.

Não pretendo tomar dois minutos de você, caríssimo leitor, para demonstrar o quanto de imbecilidade contém a mencionada proposição, mas posso garantir que o volume de idiotia que embute é imenso. Basta chamar a atenção para o fato de que está baseada em um logro que tem sido fatal para os países mais pobres: a de que a economia seria um jogo de soma zero, tal como, por exemplo, uma luta de judô, em que o lutador Y só pode ser vencedor se o lutador X perder. Pois a economia do mundo real é exatamente o oposto, é um jogo cooperativo, em que a vitória ou êxito de uns não significa a derrota ou fracasso de outros, já que ambos podem ganhar.

É evidente que essa falácia é um prato astutamente preparado para alimentar a dialética esquerdista da luta de classes, formulada por trapaceiros intelectuais competentes que criaram – para usar a expressão de Eric Voegelin – a Segunda Realidade e nela viveram aprisionados, como Hegel e Marx e endossada – para utilizar a nomenclatura de Ortega y Gasset – pelas massas, formada por milhões de indivíduos cuja capacidade intelectual não é suficiente nem para perceberem que estão também agindo como embusteiros, mas que vivem como bois sendo conduzidos ao som do berrante, pois o homem-massa, com quem esbarramos diariamente em todos os lugares, apenas mente e se deixa levar, muitas vezes, com uma boa-fé tão grande que gera o fenômeno da honestidade compacta, que resulta dos conflitos entre a Primeira e a Segunda Realidade, em níveis intelectuais relativamente mais baixos.

Neste artigo, desejo apenas frisar um dos efeitos da falsa proposição de que, se X é pobre, é porque Y, que é rico, o explora. Refiro-me à mentalidade antiempresarial que campeia na América Latina, à visão de que todos os empresários são, até prova em contrário, verdadeiros poços de vícios e de que todos os “trabalhadores” (como se empresários também não trabalhassem) autênticas fontes inexauríveis de virtudes.

Na cultura brasileira isto é patente, evidente e eloqüente: se Fulano pretende abrir uma empresa qualquer, é imediatamente tratado pelo Estado como um suspeito e é obrigado – se não desistir antes – a enfrentar um calvário burocrático, que antecede três outros calvários, o tributário, o regulatório e o trabalhista, a que será submetido caso venha a obter a bendita autorização para abrir o seu negócio, o que consumirá, em média, de acordo com o Banco Mundial, 152 dias (contra 71 dias na América Latina, cerca de 30 dias na Europa, de uma semana a quinze dias nos Estados Unidos e cerca de 3 ou 4 dias na Austrália e na Nova Zelândia). Uma vez aberta a sua empresa, os corvos da tributação excessiva e complexa, os urubus do excesso de regulamentações e da burocracia e as demais aves de mau agouro dos encargos trabalhistas começam imediatamente a sobrevoar a área. E, se o herói cansar-se e resolver fechar a empresa, só o conseguirá ao cabo de, em média, 10 anos! Além da carga tributária pesadíssima, existe o chamado “tributo burocrático”, também impressionante: de acordo com o Banco Mundial, são 2.600 horas anuais gastas, em média, pelos empresários nacionais, contra 350 nos Estados Unidos e 105 na Alemanha. A enorme burocracia e o excesso de regras, bem como as freqüentes mudanças nas mesmas, prejudicam os negócios e inibem o empreendedorismo. O Brasil ocupa a 122ª posição no ranking geral de facilidade em realizar negócios. A legislação trabalhista é anacrônica e os encargos excessivos fazem com que o custo para o empregador de um funcionário seja mais do que dobrado.

Precisamos afirmar veementemente que vícios e virtudes são universais, fazem parte da própria condição humana e, portanto, são comuns a patrões e a empregados, a ricos e a pobres. Assim como há empresários e ricos desonestos, exploradores e corruptos, também há empregados e pobres corruptos, exploradores e desonestos! A seguir a premissa estúpida de que vícios são atributos exclusivos de ricos e patrões e de que todos os funcionários e pobres beiram a santidade, teremos que defender práticas adotadas por déspotas como Mao, Pol Pot e Fidel, que desapropriaram todas as propriedades, mataram muitos dos seus donos e forçaram os restantes a trabalhar no campo em regime de trabalhos forçados. O resultado, em todos esses casos e em outros semelhantes, foi uma generalização da pobreza.

O empreendedor – que não é o mesmo que empresário, digamos de passagem – é fundamental para a geração de riqueza, não apenas para ele, mas para milhões, bilhões de pessoas, especialmente para os consumidores. Não é um simples proprietário de uma empresa (empresário), mas alguém que, muitas vezes sem um centavo no bolso, vislumbrou antes dos demais uma oportunidade de produzir algo que iria tornar satisfeitos os consumidores e melhorar as suas vidas; é alguém que, antecipando essa possibilidade, assumiu riscos às vezes fantásticos, pois, em caso de fracasso, perderia até os sapatos que calça; é alguém que, em inúmeros exemplos, precisou tomar empréstimos para tornar viável o negócio que imaginou; é alguém que criou e, neste sentido, é co-criador, o que o aproxima, como homem, da imago Dei; é alguém de cujas idéias e sonhos terminam brotando riqueza e dinheiro, empregos e rendas para os seus semelhantes; é alguém que percebe que uma determinada idéia é boa e trabalha duramente para pô-la em prática e que sabe perfeitamente que, caso sua idéia seja executada, mas não caia no agrado dos consumidores, naufragará com ela.

Ai do mundo se não existissem pessoas assim, com tal disposição para assumirem riscos e, desta forma, contribuírem para melhorar as condições de vida do mundo, não apenas em proveito próprio, mas beneficiando bilhões de outros indivíduos. Cristóvão Colombo, por exemplo, foi um autêntico empreendedor, em uma época em que os riscos de seu empreendimento eram enormes, pois as naus eram semelhantes a cascas de nozes e o capital necessário para o seu empreendimento, bem como as suas fontes, era escasso, o que o levou a buscar a ajuda da rainha Isabel de Castela, pois, se fosse depender de recursos próprios ou de empréstimos de bancos, não poderia realizar o seu negócio, que mudou o mundo. Irineu Evangelista de Souza (o Visconde de Mauá), Amador Aguiar, Akio Morita, Bill Gates e milhões de criadores anônimos de pequenos e grandes negócios espalhados pelo mundo são exemplos de empreendedores.

O empreendedorismo brota do espírito criativo dos indivíduos, que os leva a assumir riscos para criar mais riqueza, o que o faz depender, para que possa florescer, de quatro atributos: governo limitado, respeito aos direitos de propriedade, leis boas e estáveis e economia de mercado. Quanto mais uma sociedade afastar-se desses pressupostos, mais sufocada ficará a atividade de empreender, o que terminará por prejudicar toda a sociedade, porque não se conhece até hoje exemplo de desenvolvimento econômico sem a presença de empreendedores.

Mas a propaganda gramsciana tem sido tão eficaz a ponto de gerar o que o padre Robert A. Sirico, presidente do Acton Institute, denomina, com bastante propriedade, de “anti-capitalist capitalists”, no excelente vídeo “The Call of the Entrepreneur”, recentemente distribuído por aquele instituto. Os “capitalistas anticapitalistas” são, em geral, empresários que, a despeito de terem ajudado a criar riqueza para a sociedade mediante seus negócios bem sucedidos, adotam simultaneamente causas antitéticas ao crescimento econômico, à livre empresa e às liberdades individuais, como a retórica da “responsabilidade social das empresas” – algo que, por si só e de início, é um pleonasmo. Assim, a partir de meados da década passada, muitos empresários passaram a prover fundos para causas politicamente intervencionistas e anticapitalistas, que se abrigam sob o manto politicamente correto da “responsabilidade social das empresas”.

O que tem levado homens de sucesso, cujos negócios beneficiaram não apenas a eles próprios, mas a muitos consumidores, a abraçarem causas que entram em choque com tudo o que fizeram anteriormente, a assumirem uma pretensa “culpa” pelos males do mundo, para cujo progresso suas ações no passado foram decisivas e, enfim, a viver simultaneamente as Duas Realidades a que se referia Voegelin? Só encontro duas respostas para tamanha incoerência. A primeira é algo como que uma nostalgia da juventude, daquele idealismo típico dos anos 60, que definia compulsoriamente o lucro como um enorme pecado, quando, na realidade, nada tem de pecado, como a própria Doutrina Social da Igreja, especialmente nas encíclicas escritas por João Paulo II, afirma peremptoriamente em diversas passagens. Se essas pessoas encaram os próprios lucros como algo errado, é natural que sintam um desconforto em relação aos seus semelhantes, o que as leva a posar como “protetoras dos pobres”. O economista austríaco Ludwig Von Mises, ainda nos anos 20, já observara tal comportamento doentio em empresários, intelectuais e em artistas de sucesso.

A segunda razão que leva empresários bem sucedidos a abraçarem causas que, em sua essência, são antiempresariais, é também a motivadora da anterior: trata-se da propaganda esquerdista tão competentemente orquestrada e bombardeada diariamente na mídia, que atribui a pobreza de X exclusivamente à riqueza de Y e, portanto, ele – Y, o “rico” – teria obrigação “moral” de melhorar a situação dos pobres. Como se já não tivesse feito isto, desde que abriu o seu negócio e com ele beneficiou tanta gente…

Um exemplo notável dessa visão distorcida da realidade estimulada pela mídia esquerdista é o filme Wall Street, em que o protagonista, um banqueiro milionário vivido pelo ator Michael Douglas, declara enfaticamente que ele não cria riqueza, apenas a toma dos outros… Uma asneira cinematográfica nos dois sentidos, primeiro, porque banqueiros também podem ser autênticos empreendedores e segundo porque os empreendedores não banqueiros dependem dos banqueiros!

Enquanto prevalecer na América Latina a mentalidade antiempresarial e não nos dermos conta dos benefícios que a atividade empreendedora gera para a economia e para a sociedade, vamos continuar repetindo o teorema fatal da economia como um jogo de soma zero e seu corolário, o de que X é sempre explorado por Y e de que tal fato explica por si só a sua pobreza. E, conseqüentemente, não vamos sair do nível de pobreza em que estamos.