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	<title>IdeasFlow.net &#187; Mundo Financeiro</title>
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	<description>Clipping pessoal de Luiz Fernando Thomé</description>
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		<title>Os 10 mandamentos de um bilionário da bolsa</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Mar 2012 20:39:47 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Mundo Financeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[www.exame.com.br São Paulo – No último domingo, EXAME.com revelou a atual carteira de investimentos de Lírio Parisotto, o maior investidor pessoa física da BM&#38;FBovespa. O fundo Geração L. PAR FIA, do bilionário, possui um patrimônio de 2,2 bilhões de reais dividido entre ações do Banco do Brasil, Bicbanco, Bradespar, Cielo, Celesc, Eletropaulo, Eternit, Grendene, Redecard, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>www.exame.com.br</p>
<p>São Paulo – No último domingo, EXAME.com revelou a atual carteira de investimentos de Lírio Parisotto, o maior investidor pessoa física da BM&amp;FBovespa. O fundo Geração L. PAR FIA, do bilionário, possui um patrimônio de 2,2 bilhões de reais dividido entre ações do <strong><a href="http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/acoes/noticias/as-apostas-do-maior-investidor-do-brasil" target="_blank">Banco do Brasil, Bicbanco, Bradespar, Cielo, Celesc, Eletropaulo, Eternit, Grendene, Redecard, CSN, Tecnisa, Transmissão Paulista e Usiminas.</a></strong> O histórico de resultados é um dos mais impressionantes da indústria de fundos mundial. Desde 1998, o Geração L. PAR obteve uma rentabilidade de 5.491%, contra 749% do Ibovespa e 613% do CDI.</p>
<p>Parte da explicação para que o fundo caia menos do que o Ibovespa nos anos ruins e bata consistentemente o índice nos anos bons está na filosofia de investimentos de Parisotto. O fundo procura comprar ações que pagam bons dividendos e também gera receitas com o aluguel de papéis que estão em carteira e com o lançamento de opções que dificilmente serão exercidas. Apenas neste ano, 220 milhões de reais entrarão em caixa do fundo com essas estratégias.</p>
<p>Parisotto também afirma que não gosta de imóveis, não faz day trade (compra e venda de ativos em um único dia) e acha que abrir o próprio negócio é ainda mais arriscado do que investir em bolsa. Apenas a renda fixa é considerada por ele uma opção interessante porque, com os juros altos brasileiros, seria possível obter retornos elevados praticamente sem risco. Em palestra promovida pela corretora Geração Futuro na noite desta quarta-feira, em São Paulo, o bilionário explicou os dez mandamentos que o fizeram ganhar tanto dinheiro com ações nos últimos anos:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img title="Lírio Parisotto, da roça gaúcha para o mercado de ações" src="http://assets0.exame.abril.com.br/assets/pictures/20609/size_590_lirio-parisotto-videolar.jpg?1291998296" alt="Lírio Parisotto, da roça gaúcha para o mercado de ações" /></p>
<p>Lírio Parisotto: gestor de fundo de ações com retorno de 5.491% nos últimos 13 anos</p>
<p>1 – Não perca tempo com IPOs</p>
<p>Sempre que uma empresa decide fazer a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), é o investidor quem paga a conta. Em primeiro lugar, essas empresas chegam caras ao mercado. Na prática, é o investidor que arca com os custos do road show, as altas comissões dos bancos de investimentos e todo o material publicitário. Qualquer um que leia aquela publicidade toda ficará encantado com a empresa prestes a chegar à bolsa. Os gráficos sempre sobem como um foguete.</p>
<p>O problema é que, na realidade, aquilo tudo nunca acontece. No Geração L. PAR, até existem ações que chegaram recentemente à bolsa, como a Cielo e a Redecard. Mas eu nunca investi 1 centavo em IPO. As ações só entraram na carteira em 2010, quando caíram muito devido à expectativa de maior concorrência no setor de cartões. Desde então, os dois papéis subiram mais de 50%. Até estou vendendo uma parte do que comprei agora.</p>
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<p>2 – Não diversifique demais</p>
<p>Compre no máximo uma nova ação por mês e não tenha mais de 12 ou 13 papéis em carteira. É impossível acompanhar de perto muitas empresas. Gastar o tempo lendo balanços de resultados não é algo sexy. O investidor deve se concentrar naquelas empresas e setores que conhece bem e segue de perto.</p>
<p>Meus investimentos estão concentrados em três setores: energia elétrica (Celesc, Eletropaulo e Transmissão Paulista), bancos/serviços financeiros (Banco do Brasil, Bicbanco, Cielo e Redecard) e siderurgia/mineração (Bradespar, CSN e Usiminas). O setor de energia tem essa característica de baixa concorrência e fluxo de caixa praticamente constante. Tenho bancos porque a turma gosta de se endividar. Eu costumava falar mal de bancos em minhas palestras por causa dos juros altos. Como ninguém fazia o que eu dizia, parei de criticar e virei sócio dos bancos.</p>
<p>E gosto das mineradoras porque o Brasil é campeão em competitividade nesse setor. Já a aposta nas siderúrgicas é a de que o país vai continuar a crescer e de que as obras de infraestrutura para a Copa e as Olimpíadas vão demandar muito aço. Os preços estão bem atrativos. As siderúrgicas apanharam demais na bolsa nos últimos meses.</p>
<p>3 – Seja sócio de empresas com vantagens competitivas</p>
<p>É muito importante comprar ações que atuam em mercados sem muitos concorrentes. A lógica é de que eu morro e a empresa fica. Eu não compro ações de empresas aéreas, por exemplo. Acho que qualquer companhia desse setor que não quebrou um dia ainda vai quebrar. Há 15 anos, as líderes de mercado no Brasil eram a Varig, a Vasp e a Transbrasil. Todas quebraram. A American Airlines já foi a maior do mundo e acaba de pedir concordata. Esse setor não tem barreiras de entrada. Um empresário pode financiar um monte de aeronaves e gastar muito pouco para montar uma companhia aérea. Mas as margens de lucro são baixíssimas ou inexistentes.</p>
<p>Outro setor que eu considero muito duro é o de varejo. Já trabalhei como comerciante e sei que é necessária uma gestão muito competente para ganhar dinheiro com isso. Umas 20 varejistas brasileiras quebraram nos últimos anos. Tem o Mappin, a Mesbla, a Arapuã, a G. Aronson. Até existem boas empresas como o Pão de Açúcar, mas a maioria trabalha com margens muito apertadas e pouca proteção contra a concorrência.</p>
<p>4 – Fique longe de empresas com sede em países exóticos</p>
<p>Já é muito difícil entender a confusa legislação brasileira, que vive mudando. Imagine se o analista tiver de compreender também as leis de outro país. Eu não compro a ação de nenhuma empresa negociada na BM&amp;FBovespa que tenha sede fora do Brasil, principalmente nessas ilhas do Caribe. [nota de EXAME.com: entre as empresas da bolsa que têm sede no exterior, estão Laep, GP e Agrenco]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>5 – Não invista em empresas que dão prejuízo</p>
<p>Esse pode parecer um conselho óbvio, mas tem muita gente que não o segue. As pessoas querem ficar ricas rapidamente e compram uma empresa em dificuldades na expectativa de que ela vá se recuperar. Isso às vezes acontece, mas é difícil. Eu só compro empresa que dá lucro porque elas não quebram. Estou de olho em lucro e distribuição de dividendos. É por isso que não invisto em uma empresa do Eike Batista. O dia em que as empresas X derem resultado eu vou avaliar.</p>
<p>6 – Liquidez é fundamental</p>
<p>Eu compro ações para ficar com elas durante muito tempo. Mas é sempre bom ter uma porta aberta na hora de entrar ou sair de um investimento. É por isso que é tão importante comprar ações com liquidez.</p>
<p>7 – Procure ações boas e baratas</p>
<p>Há muitas empresas boas na BM&amp;FBovespa. Qualquer um pode ficar sócio de uma empresa com reservas gigantes de petróleo como a Petrobras ou com uma excelente administração como a Vale. Também há diversas ações baratas. O problema é que não adianta ter uma coisa e não ter outra. É preciso ser boa e estar barata. Há alguns anos, eu estava com uma enorme vontade de investir em bancos, mas nunca surgia uma boa oportunidade. Todas as ações do setor estavam caríssimas. Em 2008, com a quebra do Lehman Brothers, surgiram excelentes oportunidades de investir em bancos. Foi quando eu montei minha posição em ações do Bicbanco. Consegui comprar a 2 reais uma ação que meses depois chegou a 18 reais.</p>
<p>Com a crise na Europa, eu acho que neste momento há várias ações baratas na bolsa. Se corrigíssemos pelo IGP-DI o recorde atingido pelo Ibovespa em 2008, chegaríamos a 87.439 pontos. Hoje estamos próximos a 56.000 pontos e o lucro das empresas não parou de crescer. É por isso que acho que estamos diante de uma oportunidade de compra. Não estou dizendo que não pode cair ainda mais. Isso é chamado de renda variável porque é impossível de prever o que vai acontecer. A bolsa chegou a 30.000 pontos em 2008 e pode voltar a isso de novo se a Europa quebrar. O problema é que é impossível saber quando chegou o fundo do poço. O mercado antecipa esses movimentos e quando estiver claro que o pior já passou, os melhores preços também não poderão mais ser encontrados.</p>
<p>Pessoalmente eu acho que os países europeus vão encontrar alguma solução. Cerca de 17% das exportações brasileiras vão para a Europa. Se houver uma queda de 10% nos volumes exportados para a zona do euro, portanto, não será nenhum drama para o Brasil. É por isso que todo meu patrimônio está aplicado em renda variável.</p>
<p>8 – Nunca dê ouvidos aos espíritos santos de orelha</p>
<p>Não ouça dicas quentes sobre ações. Se a pessoa tem informação privilegiada, isso é crime. Se não tem, se é uma informação de jornal, ela já está embutida no preço das ações. O importante é estudar e fazer suas próprias análises antes de investir em uma empresa. Muitos analistas diziam que a bolsa fecharia este ano em 100.000 pontos. O mais pessimista falava em 75.000 pontos. Hoje estamos abaixo dos 60.000 pontos e nada disso aconteceu. Mas não foi o analista que perdeu dinheiro. Ninguém fala nada sobre isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>9 – Controle o medo na queda e a ganância na alta</p>
<p>Qualquer um fica inseguro quando surge uma enxurrada de más notícias e a bolsa começa a cair. Eu também sinto essa aflição. Mas o que diferencia um investidor sênior de um júnior é a sua capacidade de manter os nervos sob controle quando o mercado todo está apanhando. É preciso saber que a cotação de uma ação do chão não passa para aproveitar as boas oportunidades de compra. Não acho que a Europa vai quebrar, mas, se quebrar, todos estaremos diante de uma excelente oportunidade de compra.</p>
<p>Por outro lado, quando a bolsa está em alta, também é preciso saber que uma árvore não cresce acima do céu. Por mais que pareça que aquele movimento de alta não vai acabar nunca, é preciso saber vender quando o objetivo estiver cumprido. Eu defendo que só seja investido em bolsa aquele dinheiro que não tem prazo para ser resgatado. Se a pessoa investe em bolsa para comprar algo daqui a dois anos, está cometendo um erro. Ainda que dois anos possa ser definido como longo prazo, a bolsa pode estar pior daqui a dois anos. A pessoa deve investir em bolsa até o momento em que possa colher os resultados dessa aplicação.</p>
<p>10 – Aposte em um azarão</p>
<p>Essa é uma forma de se desafiar e conseguir um retorno diferenciado. Encontre uma empresa em que ninguém acredita, mas que tenha um excelente potencial, e compre suas ações. Eu já tive cerca de seis azarões em minha carteira. Felizmente, ganhei muito dinheiro com a maioria. Consegui comprar ações da Randon a 0,20 real e depois esses papéis chegaram a 20 reais. Era uma empresa de Caxias do Sul (RS) que eu conhecia muito bem e que estava realizando os investimentos necessários para crescer no futuro – ainda que estivesse naquela época passando por um momento de dificuldades.</p>
<p>Também ganhei muito dinheiro com Bradespar quando o Bradesco separou seus investimentos não-financeiros nessa holding, que reunia papéis de Vale, CPFL, Scopus e Globocabo (que posteriormente virou NET). Era a época do estouro da bolha da Nasdaq e o mercado precificava esse papel como se fosse uma empresa de tecnologia fracassada devido à presença de Globocabo e Scopus. Mas só a participação que a Bradespar tinha na Vale já valia mais do que o preço de mercado do papel. Cheguei a comprar metade do fundo em ações da Bradespar e ganhei muito dinheiro. Também me dei bem apostando na privatização do Banespa e na venda da Nossa Caixa.</p>
<p>Mas também acontece der perdermos dinheiro com azarões. Hoje temos a Celesc na carteira. Eu achei que haveria melhorias na gestão da empresa, mas até agora isso não aconteceu.</p>
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		<title>Buffett define um investimento lucrativo e seguro</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 13:04:31 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Mundo Financeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[www.exame.com.br Maior investidor da história explica por que prefere ativos produtivos &#8211; como empresas, fazendas ou imóveis &#8211; ao ouro ou papéis de renda fixa São Paulo – Em um raro artigo publicado na revista “Fortune”, o megainvestidor Warren Buffett explicou, de uma forma bastante detalhada, sua preferência histórica pela classe de ativos produtivos &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>www.exame.com.br</p>
<h2 class="subtitulo">Maior investidor da história explica por que prefere ativos produtivos &#8211; como empresas, fazendas ou imóveis &#8211; ao ouro ou papéis de renda fixa</h2>
<h2>São Paulo – Em um <a href="http://finance.fortune.cnn.com/2012/02/09/warren-buffett-berkshire-shareholder-letter/" target="_blank">raro artigo</a> publicado na revista “Fortune”, o megainvestidor <strong><a href="http://exame.abril.com.br/topicos/warren-buffet" target="_blank">Warren Buffett</a></strong> explicou, de uma forma bastante detalhada, sua preferência histórica pela classe de ativos produtivos &#8211; como empresas, fazendas ou imóveis – em detrimento das outras duas categorias de investimento existentes.</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na definição de Buffett, há basicamente três categorias de investimento. A primeira inclui os papéis financeiros que possuem algum valor monetário. Um título público do governo brasileiro, por exemplo, tem um valor de face que serve de referência para sua troca por dinheiro. O mesmo vale para debêntures (títulos de dívida de empresas), papéis imobiliários, CDB de bancos e outros instrumentos financeiros de renda fixa.Na definição de Buffett, há basicamente três categorias de investimento. A primeira inclui os papéis financeiros que possuem algum valor monetário. Um título público do governo brasileiro, por exemplo, tem um valor de face que serve de referência para sua troca por dinheiro. O mesmo vale para debêntures (títulos de dívida de empresas), papéis imobiliários, CDB de bancos e outros instrumentos financeiros de renda fixa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em geral, o mercado costuma enxergar essas opções de investimento como de baixo risco porque a volatilidade do valor de face costuma ser muito baixa ou até igual a zero. Para Buffett, entretanto, uma aplicação pode ter volatilidade zero e, ainda assim, representar um risco enorme.</p>
<p>Mesmo que um governo nunca pare de pagar principal e juros de um título público, explica Buffett, quem compra esse papel corre o sério risco de ter o poder de compra destruído ao longo dos anos – o que, na visão do bilionário, é sinônimo de péssimo investimento.</p>
<p>Em primeiro lugar, ele afirma que não é por que um título público paga 5% de juros que a pessoa estará necessariamente enriquecendo. De tempos em tempos, qualquer economia do mundo tem de enfrentar pressões inflacionárias. Se o aumento dos preços superar o percentual de juros pago por um título, esse investidor, na prática, perderá dinheiro.</p>
<p>Além da inflação, o investidor que quiser calcular da forma correta o ganho real obtido com um título financeiro de renda fixa também deverá descontar os impostos sobre os lucros. Buffett explica que nos últimos 47 anos, os títulos do Tesouro dos Estados Unidos pagaram juros médios de 5,7% ao ano, o que parece satisfatório. Mas considerando a inflação média anual de 4,3% e a carga tributária de 25% dos ganhos para investidores pessoas físicas, o ganho real nesse período foi zero.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É por isso que ele não considera atrativos investimentos com base monetária neste momento – apesar de eles sempre aparecerem entre os preferidos em tempos de crise. O bilionário diz que quase só compra títulos americanos como forma de obter um pequeno rendimento enquanto decide o que fazer com os recursos no longo prazo. O dinheiro aplicado em um investimento líquido como os títulos pode ser resgatado a qualquer momento, sempre que surge uma oportunidade melhor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outra possibilidade é buscar títulos de renda fixa quando existe um potencial de ganho atípico, seja porque o mercado passa a desconfiar injustificadamente de determinado emissor ou porque os juros estão tão altos que gerarão um ganho interessante em valor de mercado quando as taxas voltarem a recuar.</p>
<p>Não é isso, entretanto, que pode ser observado neste momento. O banqueiro Shelby Cullom Davis dizia que os bônus costumam ser vendidos como algo que oferece retorno sem risco, mas que nos preços atuais só entregam risco sem retorno. A afirmação vale especialmente para a realidade dos países ricos, ainda que os juros reais tenham declinado para patamares historicamente baixos também no Brasil.</p>
<p>De acordo com Buffett, o segundo tipo de investimento são os ativos que não produzem nada, mas que mesmo assim são comprados por pessoas que acreditam que um terceiro estará disposto a pagar mais por ele no futuro. As tulipas holandesas foram um exemplo desse tipo de investimento no século 17.</p>
<p>Hoje, o principal ativo dessa categoria seria o ouro. O metal é considerado como uma espécie de porto seguro pelos investidores porque costuma se valorizar principalmente em momentos de guerra ou pânico nos mercados. Buffett, entretanto, vê dois problemas no ouro: a real demanda pelo metal para a produção de joias ou decorações é baixíssima e não há um fator de correção claro ao longo do tempo – em volume, uma onça será sempre uma onça.</p>
<p>O que motiva a atual corrida pelo ouro, portanto, é a crença de que o metal sempre vai se valorizar. Após quase uma década de valorização constante, essa tese acaba se validando por ela mesma. O ouro sobe, mais investidores se juntam à festa e as cotações continuam em alta. Mas isso não dura para sempre, como provam os tristes fins das bolhas da internet e dos imóveis nos EUA na década passada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Buffett faz uma conta convincente para mostrar que o ouro também não vai se valorizar para sempre. Ele afirma que todo o estoque mundial do metal representa cerca de 170.000 toneladas métricas. Se todo o ouro do planeta fosse depositado no mesmo lugar, caberia em um cubo com lados de 20,7 metros – ou seja, algo com folga acomodável em um campo de futebol. Considerando que a onça de ouro custa cerca de 1.750 dólares, esse cubo valeria nada menos do que 9,6 trilhões de dólares.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com o mesmo dinheiro, no entanto, um investidor poderia comprar todas as terras cultiváveis dos Estados Unidos mais 16 empresas do tamanho da Exxon Mobil (a mais lucrativa do mundo atualmente) e ainda sobraria 1 trilhão de dólares para escolher outros ativos. “Você pode imaginar algum investidor que escolheria a primeira opção em vez da segunda?”, pergunta o bilionário.</p>
<p>Daqui a um século, as terras já terão produzidos bilhões de toneladas de milho, trigo, algodão e outras culturas. A Exxon Mobil provavelmente já terá pagado trilhões de dólares em dividendos. O ouro, entretanto, continuará a ocupar o mesmo espaço no campo de futebol. Ainda que haja alguma valorização, Buffett duvida que seja comparável à dos demais ativos.</p>
<p>É por esse motivo que o bilionário defende a terceira categoria de investimentos: a dos ativos produtivos, que incluem empresas, terras e imóveis. O sonho de qualquer investidor é encontrar ativos que não sofrerão depreciação ao longo do tempo mesmo sem exigir grandes investimentos e produzirão fluxos de caixa que sejam corrigidos ao menos pela inflação. Empresas como a Coca-Cola e a IBM, as fazendas e os imóveis têm conseguido passar nesse teste.</p>
<p>Buffett tem uma explicação simples para o fenômeno. No futuro, a população dos Estados Unidos deve consumir mais bens do que hoje. E as empresas americanas devem continuar a entregar os bens demandados com eficiência e algum lucro.</p>
<p>Durante o século 20, o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York saltou de 66 para 11.497 pontos. É por isso que Buffett planeja continuar a aumentar suas participações em empresas de primeira linha. “Acredito que, sob qualquer período longo de tempo, essa será a categoria de investimentos que se provará vencedora entre as três que examinamos. Ainda mais importante, essa será também, de longe, a categoria mais segura”, escreveu ele.</p>
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		<title>Brazil Pharma incentiva compra de ações por funcionários</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Mar 2012 16:02:55 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Conceitos Empresariais]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo Financeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[www.estadao.com.br A XP Investimentos acaba de criar um novo braço de atuação: a XP Corporate. O projeto piloto foi uma parceria com a holding de farmácias Brazil Pharma, que tem como principal acionista o banco BTG, de André Esteves. &#8220;Criamos um fundo de investimento exclusivo para os funcionários aplicarem nas ações da empresa&#8221;, diz Benchimol, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>www.estadao.com.br</p>
<p>A XP Investimentos acaba de criar um novo braço de atuação: a XP Corporate. O projeto piloto foi uma parceria com a holding de farmácias Brazil Pharma, que tem como principal acionista o banco BTG, de André Esteves. &#8220;Criamos um fundo de investimento exclusivo para os funcionários aplicarem nas ações da empresa&#8221;, diz Benchimol, presidente da XP. &#8220;Para os primeiros R$ 50 de investimento do funcionário, a empresa entra com o mesmo valor e as aplicações podem ser descontadas diretamente na folha de pagamento.&#8221;</p>
<p>Toda semana, uma equipe vai até a empresa dar consultas individuais de educação financeira aos interessados. Em três meses de projeto, mil funcionários têm contas do fundo e fizeram aplicações com a XP. &#8220;É um ganha-ganha: o funcionário aprende a lidar melhor com o dinheiro, nós conquistamos mais clientes e estreitamos o relacionamento com as empresas, e elas, por sua vez, oferecem um benefício para o colaborador&#8221;, explica Benchimol. No mês passado, a XP fechou contrato com mais dez companhias, entre elas, a Anhanguera Educacional e a concessionária de energia elétrica AES Sul.</p>
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		<title>Salvem os bancos pequenos</title>
		<link>http://ideasflow.net/2012/01/23/salvem-os-bancos-pequenos/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 17:33:13 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Mundo Financeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[www.valor.com.br Salvem os bancos pequenos Por Jairo Saddi No fim do ano passado, o governo editou medidas de corte da remuneração de compulsório com o objetivo de estimular o modelo dos bancos pequenos. Com o recrudescimento da crise, o advento do Banco PanAmericano, que prejudicou a venda de carteiras, e as evidentes necessidades de funding, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<h1>www.valor.com.br</h1>
<h1>Salvem os bancos pequenos</h1>
</div>
<div>Por <strong>Jairo Saddi</strong></div>
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<div>
<p>No fim do ano passado, o governo editou medidas de corte da remuneração de compulsório com o objetivo de estimular o modelo dos bancos pequenos. Com o recrudescimento da crise, o advento do Banco PanAmericano, que prejudicou a venda de carteiras, e as evidentes necessidades de funding, essas instituições poderiam enfrentar dificuldades no médio prazo. Realmente, foi necessário agir e o Banco Central acertou na medida.</p>
<p>No entanto, é preciso alargar o debate. Há dois aspectos que nos parecem relevantes nessa discussão: primeiro, quanto à concentração do sistema financeiro, e, segundo, quanto ao papel dos bancos pequenos no mercado, sua importância relativa e relevância no processo.</p>
<p>No que diz respeito à concentração bancária no Brasil, os maiores bancos privados detêm mais de 67% dos ativos de todo o sistema financeiro. Considerando o sistema como um todo, o setor público responde por 28% e o privado, por 53% (e os bancos estrangeiros, por 18%). Assim, podemos inferir que quase 80% dos ativos privados estão concentrados em cinco instituições financeiras privadas, sendo todos bancos. Se aplicado outro critério, o de patrimônio líquido, verifica-se um índice igualmente preocupante: 85% do total do patrimônio líquido do sistema financeiro nacional está concentrado em dez instituições privadas. Se a concentração dos bancos no sistema financeiro tende a aumentar, o processo de downsizing, ou seja, a redução da representatividade do sistema financeiro no Produto Interno Bruto (PIB), também tende a se intensificar. Apenas para dar um exemplo, em 1993, último ano antes do Plano Real, o sistema financeiro era responsável por 15% do PIB. Em 1996, essa participação caiu para 8,3% e hoje está em torno de 3% (2010).</p>
<p><strong><cite dir="ltr">Se elevar concentração bancária, a queda da participação do sistema financeiro no PIB tende a se intensificar</cite></strong></p>
<p>A necessidade de proteção à poupança popular e os efeitos do multiplicador de moeda fazem com que, além de importante variável macroeconômica, o sistema financeiro exija pesada regulamentação como atividade intermediadora de recursos. Portanto, a concentração bancária e os movimentos ligados à concorrência entre os bancos são de interesse especial do Estado para obter os fins maiores de sua política econômica, por meio da expansão ou contração dos meios de pagamento.</p>
<p>Por sua vez, a quebra de um banco significa um grande transtorno público aos pequenos depositantes de boa-fé, e é natural que o Estado procure, por todas as formas, evitar que um banco que se tornou ilíquido contamine os demais do setor. É evidente que, quanto maior o banco (e maiores os interesses envolvidos), maiores serão os riscos de sua quebra.</p>
<p>Sabendo disso, muitos bancos que já estão com dificuldades podem se engajar em operações de alto risco, o que ficou conhecido na doutrina econômica como o problema da &#8220;moral hazard&#8221;. Em decorrência desse fato, a doutrina econômica passou a analisar outra tese, a do &#8220;too big to fail&#8221; (grande demais para quebrar), na qual bancos grandes, por apresentarem risco sistêmico forte, são impedidos pela autoridade monetária de ser liquidados. Assim, a concentração bancária &#8211; inevitável nos dias de hoje &#8211; apresenta algumas desvantagens consideráveis.</p>
<p>Bancos pequenos sólidos &#8211; e ressalte-se aqui que as exigências de capital mínimo para abrir um banco no Brasil são as mais elevadas do mundo, o que não impede bancos de cometerem imprudências &#8211; são fundamentais ao sistema, já que podem oferecer uma alternativa à concentração e às dificuldades expostas acima. Em outros países, longe de nossa realidade, o caso é, todavia, emblemático. Lá, sólidos bancos pequenos oferecem uma alternativa à concentração e, mesmo depois da crise de 2008-09, buscam nichos de atuação. Além disso, bancos pequenos, ou butiques financeiras, podem propiciar uma grande diferenciação de canais de distribuição, por se destacarem com serviços e produtos personalizados.</p>
<p>Finalmente, os ganhos de escala em bancos de grande porte &#8211; rede de agências, estruturas e amplitude de produtos &#8211; fazem com que seja difícil a um banco menor se tornar o único banqueiro do cliente, mesmo que exista o argumento de que, no banco menor, privilegiam-se mais a confidencialidade e as soluções personalizadas.</p>
<p>Para abrir um banco é necessário um projeto de viabilidade que combine competência, capital e idoneidade. Um banqueiro pequeno pode ter tudo isso com a vantagem de oferecer um relevante serviço ao sistema financeiro nacional em matéria de concorrência.</p>
<p><strong>Jairo Saddi, pós-doutor pela Universidade de Oxford, é professor de direito do Insper.</strong></p>
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		<title>Direct Edge chega para desafiar BM&amp;F</title>
		<link>http://ideasflow.net/2011/11/22/direct-edge-chega-para-desafiar-bmf/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Nov 2011 10:27:23 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Mundo Financeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[www.valor.com.br &#160; Por Vinícius Pinheiro &#124; De São Paulo Ampliar imagem Empresa espera iniciar operações no quarto trimestre de 2012, diz O&#8217;Brien Uma novo concorrente estrangeiro tem planos de quebrar a hegemonia da BM&#38;FBovespa no mercado brasileiro de negociação de ações. Após a Bats Global Markets anunciar no início deste ano a intenção de atuar [...]]]></description>
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<div>Por <strong>Vinícius Pinheiro | De São Paulo</strong></div>
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<div><a title="Ampliar imagem" href="http://www.valor.com.br/sites/default/files/gn/11/11/foto21fin-101-direct-c1.jpg" rel="colorbox-image">Ampliar imagem</a></div>
<p><a title="Jin Lee/Bloomberg/Jin Lee/Bloomberg" href="http://www.valor.com.br/sites/default/files/gn/11/11/foto21fin-101-direct-c1.jpg" rel="colorbox-image"><img title="Jin Lee/Bloomberg/Jin Lee/Bloomberg" src="http://www.valor.com.br/sites/default/files/crop/imagecache/media_library_small_horizontal/0/0/755/494/sites/default/files/gn/11/11/foto21fin-101-direct-c1.jpg" alt="Jin Lee/Bloomberg/Jin Lee/Bloomberg" /></a>Empresa espera iniciar operações no quarto trimestre de 2012, diz O&#8217;Brien</div>
<p>Uma novo concorrente estrangeiro tem planos de quebrar a hegemonia da BM&amp;FBovespa no mercado brasileiro de negociação de ações. Após a Bats Global Markets anunciar no início deste ano a intenção de atuar no país, a Direct Edge, responsável por 10% do volume de ações negociado no mercado americano, oficializa nesta segunda-feira os planos de criar uma bolsa alternativa no Brasil.</p>
<p>O objetivo da companhia é dar início às operações no quarto trimestre de 2012, após obter todas as aprovações regulatórias, disse ao <strong>Valor</strong>, por telefone, o presidente da Direct Edge, William O&#8217;Brien. A unidade brasileira, que terá sede no Rio de Janeiro, deve ser a primeira fora dos Estados Unidos. A empresa vem estudando o mercado nacional há um ano e meio, segundo o executivo.</p>
<p>Criada em 1998 como uma plataforma de negociação, a Direct Edge começou a atuar como companhia independente em 2007 e, no ano passado, obteve aprovação da SEC (a comissão de valores mobiliários americana) para operar como bolsa de valores. Entre os sócios da empresa estão pesos-pesados do setor financeiro, como o Goldman Sachs e o J.P. Morgan, além de International Securities Exchange, Knight Capital e Citadel Derivatives Group.</p>
<p>De acordo com O&#8217;Brien, a Direct Edge negocia diariamente em torno de US$ 27 bilhões, o que representa mais de seis vezes o volume médio da BM&amp;FBovespa. Apesar das cifras menores, o executivo vê potencial local. &#8220;Enxergamos uma grande oportunidade no Brasil, que possui uma comunidade financeira sofisticada e uma estrutura regulatória que permite a entrada de um competidor&#8221;, diz.</p>
<p>A chegada de concorrentes provoca reação da BM&amp;FBovespa. Na semana passada, em entrevista ao <strong>Valor</strong>, seu presidente, Edemir Pinto, qualificou os concorrentes como &#8220;oportunistas&#8221;, dispostos apenas a &#8220;beliscar&#8221; um pedaço do mercado e depois ir embora.</p>
<p>Ao contrário do Brasil, onde a BM&amp;FBovespa é a única instituição autorizada a atuar como bolsa, o mercado americano é altamente fragmentado. Além das bolsas autorizadas a funcionar, algumas corretoras desenvolveram sistemas próprios de negociação.</p>
<p>A principal barreira de entrada para plataformas concorrentes de negociação no país é a falta de alternativas para os sistemas de liquidação (clearing) e custódia de ativos. A bolsa brasileira, que possui a CBLC, trabalha com um sistema integrado, e não abre mão da exclusividade nesse serviço.</p>
<p>Edemir Pinto contou que foi sondado pela Direct Edge, mas descartou uma possível parceria. O&#8217;Brien confirma o encontro, mas diz que a recusa da bolsa não abalou os planos para o país. &#8220;Estamos em busca de alternativas para a clearing, que esperamos anunciar em breve&#8221;, afirma.</p>
<p>Ao se instalar no Brasil, a Direct Edge está de olho não apenas no mercado da BM&amp;FBovespa como também das operações que hoje são realizadas no exterior, via American Depositary Receipts (ADRs, recibos de ações, na sigla em inglês). &#8220;Acreditamos que podemos atrair para o Brasil parte dos negócios que hoje são feitos em Nova York&#8221;, afirma.</p>
<p>Por enquanto, ainda não há planos para uma equipe local de direção da Direct Edge. A companhia avalia ainda a possibilidade de atuar com um parceiro local, nos moldes da Bats, que se uniu à gestora de recursos Claritas. O escritório de advocacia Demarest e Almeida Advogados é o assessor legal da companhia no país. O lançamento oficial da Direct Edge Brazil acontece em evento marcado para o próximo dia 29, no Rio. <strong>(Colaborou Daniele Camba)</strong></p>
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		<title>Credit Suisse lança bolsa de longo prazo</title>
		<link>http://ideasflow.net/2011/11/14/credit-suisse-lanca-bolsa-de-longo-prazo/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Nov 2011 16:56:38 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Mundo Financeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[www.valor.com.br &#160; Por Bloomberg Mathisson: ideia é abrir mão das operações de alta frequência e criar um mercado voltado para investidor de longo prazo A Credit Suisse Securities, a corretora de valores que administra o maior &#8220;dark pool&#8221; (bolsa informal) de ações do mundo, começará a operar um mercado de ações até o fim de [...]]]></description>
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<div>Por <strong>Bloomberg</strong></div>
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<p><a title="Brendan Smialowski/Bloomberg/Brendan Smialowski/Bloomberg" href="http://www.valor.com.br/sites/default/files/gn/11/01/foto19fin-101-credit-c9.jpg" rel="colorbox-image"><img title="Brendan Smialowski/Bloomberg/Brendan Smialowski/Bloomberg" src="http://www.valor.com.br/sites/default/files/crop/imagecache/media_library_small_horizontal/320/73/382/478/sites/default/files/gn/11/01/foto19fin-101-credit-c9.jpg" alt="Brendan Smialowski/Bloomberg/Brendan Smialowski/Bloomberg" /></a>Mathisson: ideia é abrir mão das operações de alta frequência e criar um mercado voltado para investidor de longo prazo</div>
<p>A Credit Suisse Securities, a corretora de valores que administra o maior &#8220;dark pool&#8221; (bolsa informal) de ações do mundo, começará a operar um mercado de ações até o fim de março, segundo informou Dan Mathisson, presidente da unidade de negociações eletrônicas da firma.A praça, chamada Light Pool, será a primeira rede eletrônica de comunicações (ECN na sigla em inglês) dos Estados Unidos a ser iniciada em cinco anos. A ECN será voltada para investidores institucionais como fundos mútuos, fundos de hedge, fundos de pensão e fundos de doações. Ao contrário das bolsas existentes, a Light Pool vai empregar um sistema para classificar os usuários pela maneira como eles negociam, como meio de estabelecer os preços e manter afastados os especuladores indesejados.</p>
<p>A unidade do Credit Suisse Group está lançando a praça enquanto executivos do setor e alguns investidores criticam a fragmentação dos mercados entre as 13 bolsas de valores existentes nos Estados Unidos, 3 redes de comunicações eletrônicas (ECNs) e mais de 40 dark pools, que são plataformas privadas administradas por corretoras para negociar ações sem a revelação de ofertas de compra e venda. Uma ECN é um sistema de computadores que comparam ordens de compra e venda e compete com a Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) e com o mercado de ações da Nasdaq.</p>
<p>&#8220;Há uma necessidade real de um novo tipo de mercado exposto em que todas as regras sejam estabelecidas tendo em mente os investidores de longo prazo&#8221;, disse Mathisson. As operações de alta frequência, que englobam as estratégias conduzidas por computadores e cujo ponto em comum é a rápida apresentação e execução das ordens, respondem por pelo menos metade de todo o volume de ações negociado nos Estados Unidos, segundo a Securities and Exchange Commission (SEC). &#8220;Nossa ideia é abrir mão dessa parcela do mercado e criar um mercado de nicho com regras voltadas para os investidores de longo prazo&#8221;, disse ele.</p>
<p>A automação e a competição crescentes já reduziram as participações da NYSE e da Nasdaq nos negócios com ações que elas listam em até 80% na última década. Agora, menos de 30% dos negócios ocorrem em suas principais bolsas, uma vez que as ordens estão dispersas por mais de 20 praças concorrentes, quase todas totalmente eletrônicas. Vinte anos atrás, menos de 10 bolsas competiam pela maior parte dos negócios com ações nos EUA.</p>
<p>As firmas que não conseguirem atender os padrões voltados para a proteção dos investidores de longo prazo não poderão participar diretamente da praça do Credit Suisse, disse Mathisson, presidente do grupo de Serviços de Execuções Avançadas da corretora, formado por 250 pessoas. O Crédit Suisse vai subsidiar a ECN, que não deverá ser lucrativa inicialmente, como um serviço aos seus clientes institucionais, afirmou Mathisson.</p>
<p>A Light Pool foi construída com a mesma tecnologia usada no Crossfinder, o dark pool da corretora. Esse sistema negociou 2,8% do volume de ações movimentado nos EUA, quase o mesmo tanto que os outros dois maiores sistemas &#8211; o Sigma X do Goldman Sachs de Nova York, e o Getco Execution Services de Chicago &#8211; juntos, segundo um relatório divulgado em 21 de dezembro pela corretora Rosenblatt Securities.</p>
<p>Algumas ordens poderão ser transferidas do dark pool para o novo mercado, mas a Light Pool vai aumentar o volume geral negociado pela corretora Crédit Suisse, afirma Dmitri Galinov, diretor de estratégias de liquidez, que supervisiona a negociação de produtos incluídos nessas plataformas. A Credit Suisse começou a testar a Light Pool no mês passado, com vários clientes negociando ações da General Electric (GE). Na semana passada ela ampliou os negócios para uma dezena de ações.</p>
<p>O desenvolvimento da Light Pool começou há um ano, como uma proteção contra potenciais restrições reguladoras aos dark pools. Os executivos-chefes de operadoras de bolsas como a NYSE Euronext de Nova York e a Nasdaq OMX Group vêm exortando a SEC a impor mais exigências aos dark pools, que cresceram a ponto de responder por mais de 12% dos negócios com ações em novembro, contra menos de 9% há dois anos, segundo mostram dados da corretora Rosenblatt.</p>
<p>Como suas preocupações regulatórias diminuíram em 2010, o Crédit Suisse mudou seu foco para a criação de um mercado público exposto para os investidores institucionais que temiam não estar conseguindo execuções adequadas nas bolsas que atendem firmas de alta frequência.</p>
<p>A ECN poderá eventualmente conseguir uma participação de mercado de &#8220;uns poucos pontos porcentuais&#8221;, mas o objetivo não é construir uma concorrente para a NYSE ou outros mercados, afirma Mathisson. O objetivo é reduzir o que os operadores chamam de seleção negativa, ou a possibilidade dos clientes terem ordens executadas quando o mercado estiver se movimentando contra eles, banindo certos usuários e eliminando ordens e práticas que agradam as firmas de alta frequência.</p>
<p>&#8220;O foco está na minimização do vazamento de informações&#8221;, diz Galinov. &#8220;Queremos incentivar as ordens de limite na Light Pool, reduzir a seleção negativa e o número de vezes que os clientes são alvejados por outros operadores.&#8221;</p>
<p>Nos últimos anos, as bolsas vêm competindo por volume com as firmas de alta frequência como a Getco LLC, a Tradebot Systems e a Hudson River Trading, que substituíram muitos formadores de mercado tradicionais, expulsos pela automatização crescente e pelos incrementos de cotação de um centavo, em vez de oitavos de dólar.</p>
<p>A competição das firmas de volumes elevados, que perseguem uma série de estratégias que dependem da velocidade, vem ocorrendo às custas dos investidores de longo prazo, que negociam com participantes que oferecem liquidez mesmo enquanto tentam evitar aqueles que tendem descobrir quais instituições estão comprando ou vendendo, diz Mathisson.</p>
<p>A Bats Global markets de Kansas City (Missouri) e Jersey City e a Direct Edge Holdings de Nova Jersey, que operam duas bolsas cada, começaram como ECNs antes de se transformarem em bolsas. A Light Pool não tem planos de se tornar uma bolsa, em parte porque a SEC exige que corretoras donas de bolsas mantenham sua participação abaixo de 20%, explica Mathisson.</p>
<p>A Bats, que começou a operar em 2006, é controlada por um consórcio de 11 bancos e firmas que negociam carteiras próprias, enquanto a Direct Edge é controlada principalmente pela Knight Capital Group de Nova Jersey, Goldman Sachs, Citadel e International Securities Exchange de Nova York, a terceira maior bolsa de opções dos EUA. A Bloomberg LP, controladora da Bloomberg News, opera uma ECN, assim como o Citigroup.</p>
<p>A Credit Suisse superou corretoras concorrentes ao reivindicar quase 9% dos negócios com ações realizados por clientes institucionais nos EUA, com base nas comissões pagas por ação, segundo consta em um relatório divulgado em junho pela Greenwich Associtates, uma firma de pesquisas de Stamford, Connecticut. A companhia também é uma das cinco principais fornecedoras de algoritmos para 69% das administradoras de ativos que participaram de uma pesquisa conduzida pela Tabb Group de Nova York e divulgada em dezembro.</p>
<p>Os clientes da corretora e firmas que acessarem a Light Pool serão classificados automaticamente, com base em um período inicial de comportamento das negociações e inseridos em uma de três categorias: colaboradores, usuários neutros e operadores oportunistas. Galinov diz que o critério de definição de uma firma será automatizado e objetivo, &#8220;sem nenhuma intermediação humana&#8221;, que é exigida para os mercados públicos. O objetivo é determinar se as firmas estão lucrando sistematicamente com seus negócios de maneira que isso possa afetar os clientes institucionais, continua ele.</p>
<p>As firmas oportunistas, que segundo Galinov incluem algumas companhias de negociações de alta frequência, serão excluídas da plataforma e impedidas de apresentar ordens ou executar programas de computador contra ofertas de compra e venda diretamente pela Light Pool. Em vez disso, elas terão que usar a National Stock Exchange de Jersey City, onde a Light Pool também divulgará suas cotações.</p>
<p>As ECNs precisam tornar públicas suas cotações, através de uma bolsa registrada como a NSX, ou uma plataforma operada pela Financial Industry Regulatory Authority. Como as negociações na Light Pool serão mais caras e lentas para essas firmas, elas provavelmente não usarão a ECN, reduzindo a experiência de seleção negativa dos investidores, afirma Galinov.</p>
<p>Os colaboradores, que incluirão os investidores de longo prazo, receberão um desconto &#8220;significativo&#8221; quando negociarem contra ordens que estiverem paradas na Light Pool, enquanto as firmas neutras, ou aquelas cujos comportamentos ficaram abaixo dos de outros grupos, poderão ou não receber descontos, diz Galinov</p>
<p>Embora a formação dos preços ainda não tenha sido finalizada, ele diz que os descontos para os colaboradores que tomarem liquidez poderão ser os maiores do setor &#8211; atualmente de 14 centavos de dólar por 100 ações na Chicago Board Options Exchange e na Nasdaq OMX BX.</p>
<p>Motivadas pelas ECNs uma década atrás, as maiores bolsas de valores dos EUA vêm adotando programas de formação de preços que recompensam as corretoras por elas inserirem propostas de compra e venda em suas plataformas, depois que anos de reformas reduziram a lucratividade da atividade de formação de mercado. Computadores mais potentes e medidas como a formação de preços das ações em incrementos de centavos, reduziram o spread dos preços que antes compensava os profissionais pelo fornecimento de liquidez, estimulando as bolsas a darem descontos para as corretoras que realizam uma função similar através de estratégias de alta velocidade.</p>
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		<title>Oferta na casca</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jul 2011 20:05:40 +0000</pubDate>
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<div>Ana Paula Ragazzi | De São Paulo</div>
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<p>As pequenas e médias empresas brasileiras, esquecidas na retomada recente de ofertas de ações no mercado doméstico, começaram a receber uma oferta tentadora: abrir o capital nos Estados Unidos.</p>
<p>Butiques e bancos de investimento internacionais, com ajuda de bancos médios no Brasil, estão vendendo o APO (oferta pública alternativa, na sigla em inglês) no lugar do IPO, jargão do mercado financeiro para oferta pública inicial.</p>
<p>Nos últimos três anos, essa operação tem sido muito comum entre companhias de pequeno porte da China e da Índia, que passaram a negociar ações nas bolsas americanas.</p>
<p>O primeiro passo é fundir a empresa de capital fechado com uma companhia de capital aberto dos Estados Unidos, geralmente não operacional, em sua maioria de capital de risco.</p>
<p>Essas &#8220;empresas-cascas&#8221; existem em grande quantidade no mercado americano, registradas em segmentos diferenciados, como o de pequenas e médias da bolsa eletrônica Nasdaq ou da American Stock Exchange (Amex), ou no chamado mercado de balcão.</p>
<p>Na operação, a companhia americana passa a ser a dona da brasileira, mas o acionista da empresa do Brasil fica sendo o dono da companhia americana.</p>
<p>Um aumento de capital com integralização de ações é realizado e, como exemplo, os brasileiros ficam com 95% da companhia, enquanto os acionistas iniciais detêm 5% &#8211; futuramente, eles podem vender a fatia e sair do negócio.</p>
<p>A partir de então, os bancos que estão fazendo a operação passam a trabalhar para promover uma oferta privada de ações da companhia. O próximo passo são as reuniões com investidores, nas quais será acertada a capitalização. Nesse momento, o controle permanece em mãos do acionista brasileiro, mas sua fatia é diluída, para um percentual perto de 75%, por exemplo.</p>
<p>Estão olhando para o Brasil o banco de investimento Rodman &amp; Renshaw e a Halter Financial Group que já tem quatro executivos trabalhando em São Paulo.</p>
<p>Além deles, o banco BVA já apresenta a opção para as mais de 400 companhias de sua carteira de clientes.</p>
<p>Podem ser candidatas à operação empresas com faturamento anual entre R$ 100 milhões e R$ 500 milhões. É imprescindível que tenham balanços auditados e revistos, por um período de três anos, por uma empresa internacional. A captação, via oferta privada, varia de US$ 20 milhões a US$ 30 milhões, em média</p>
<p>Depois de feita a colocação, os agentes cuidam da vida inicial da companhia como empresa aberta. Fazem relatórios de cobertura, assessoram no relacionamento com investidores e aprimoram aspectos de governança, nos moldes dos trabalhos feitos pela bolsa brasileira no Bovespa Mais, mercado de acesso para pequenas e médias.</p>
<p>Nos últimos três anos, mais de 300 empresas indianas e chinesas lançaram mão dessa alternativa para serem negociadas nas bolsas americanas.</p>
<p>Artigo veiculado em janeiro na revista &#8220;The New Yorker&#8221; descreve a operação como um toque de mágica. &#8220;[As empresas chinesas] unem-se a cascas, mudam o nome, e &#8216;presto&#8217; (como diria Merlin), estão listadas na Nasdaq ou na Amex &#8220;, diz o texto.</p>
<p>O ponto de crítica, reforçado pelo fato de algumas companhias não terem apresentados bons resultados após abrir o capital, é o fato de essas empresas terem vindo ao mercado sem passar por nenhum tipo de crivo dos investidores, como acontece na tradicional oferta pública inicial de ações.</p>
<p>Ruy Ramos de Toledo Piza, chefe da área internacional do BVA, reforça que as brasileiras serão avaliadas por uma auditoria internacional e terão de apresentar seus balanços conforme as regras contábeis americanas.</p>
<p>As que mais se encaixam à operação são aquelas cujos negócios têm conseguido absorver o forte crescimento da classe C no país, mas, por seu tamanho, só tem acesso a financiamento por meio de crédito bancário.</p>
<p>Segundo ele, na carteira de relacionamento do BVA, há companhias que têm crescido 20% ao ano e já tem um histórico para mostrar. Elas têm ainda controle familiar e governança em estágio inicial.</p>
<p>Uma das vantagens apontadas por essa operação é o fato de a empresa conseguir uma avaliação de preço maior do que se se associasse a um fundo de investimentos em participações. Os &#8220;private equities&#8221; costumam colocar descontos para entrar nas companhias, entre outras razões, porque não sabem quando haverá uma &#8220;janela de liquidez&#8221; para poder se desfazer com lucro de sua participação.</p>
<p>Na oferta alternativa, a empresa fica com cotação na bolsa, e terá um preço de mercado e liquidez praticamente imediata.</p>
<p>Marat Rosenberg, sócio Halter Financial Group, diz que a oferta alternativa possibilita à empresa conseguir condições melhores do que o crédito privado que hoje tem acesso no Brasil. Além disso, cria valor para o acionista.</p>
<p>&#8220;Essas operações irão impulsionar o crescimento das companhias locais&#8221;, diz. Rosenberg afirma que a decisão de iniciar negócios no Brasil foi influenciada por solicitações de seus investidores, que têm interesse em colocar dinheiro no país &#8211; a Halter é líder nessas operações na China.</p>
<p>&#8220;A percepção é que os fatores econômicos do Brasil são os que puxam os investimentos em todas as empresas emergentes&#8221;, diz. A Halter prepara, segundo ele, &#8220;algumas operações de companhias brasileiras&#8221;.</p>
<p>Piza, do BVA, lembra ainda que, uma vez listada na bolsa americana, a empresa pode seguir vários caminhos. Pode ser alvo de aquisições ou fazer uma oferta de ações subsequente e, nesse caso, já terá uma história de empresa aberta para mostrar ao mercado o que pode levar a uma melhor avaliação.</p>
<p>Uma outra possibilidade, aponta, é optar pela dupla listagem. &#8220;Depois de ter acesso ao financiamento e encorpar seu negócio, a companhia pode fazer uma oferta pública no Brasil.&#8221;</p>
<p>O BVA já prepara uma operação e tem outras 15 empresas já identificadas como candidatas.</p>
<p>Com relação aos custos, do ponto de vista das companhias, a operação, assessorada pelos bancos, sai por cerca de US$ 750 mil &#8211; esse valor inclui arquivamento de documentos na SEC, a CVM americana, advogados, auditores e assessoria para relacionamento com investidores. Além da assessoria legal e fiscal para o empresário brasileiro, que passa a ser dono de uma estrangeira.</p>
<p>Piza explica ainda que nesses níveis intermediários, os custos de registros na SEC são menores do que para uma empresa listada na Nyse. Segundo ele, o a quantidade de exigências da Sarbanes-Oxley são menores.</p>
<p>Para manter-se aberta na bolsa americana, nas contas do executivo do executivo do BVA, o gasto anual é próximo a US$ 250 mil.</p>
<p>O BVA, afirma Piza, mantém conversas com bancos e butiques de investimento americanas. De acordo com o executivo, eles percebem que um parceiro doméstico, que consiga identificar as empresas candidatas no Brasil a concretizar essa operação, faz diferença para fazer o negócio decolar. O BVA avalia a possibilidade de associar-se a um parceiro internacional para atuar nesse segmento.</p>
<p>&#8220;Estamos analisando qual será o melhor caminho&#8221;, diz.</p>
<p>Entre as vantagens ainda está o fato de a operação ser concluída entre seis e oito meses, se a companhia já tiver balanço auditado. Numa oferta inicial tradicional, esse prazo pode superar um ano.</p>
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		<title>Investidores ensaiam criação de bolsa alternativa</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jul 2011 19:51:23 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Mundo Financeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[www.valor.com.br &#160; Ana Paula Ragazzi &#124; De São Paulo 04/01/2011 Gustavo Lourenção/Valor Luiz Eduardo Zago, ex-diretor do Itaú, deve ser o executivo a liderar o projeto Três anos depois de a BM&#38;FBovespatornar-se uma empresa de capital aberto e passar a perseguir o lucro, um grupo de investidores se articula para tentar criar uma bolsa alternativa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>www.valor.com.br</p>
<p>&nbsp;</p>
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<div>Ana Paula Ragazzi | De São Paulo</div>
<div>04/01/2011</div>
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<div>Gustavo Lourenção/Valor</div>
<p><a title="Gustavo Lourenção/Valor" href="http://static.valoronline.com.br/sites/default/files/imagecache/media_library_bigimage//gn/11/01/foto05fin-101-novabolsa-c1.jpg"><img title="" src="http://www.valoronline.com.br/sites/default/files/crop/imagecache/media_library_default/137/13/220/275/sites/default/files/gn/11/01/foto05fin-101-novabolsa-c1.jpg" alt="" /></a></p>
<div>Luiz Eduardo Zago, ex-diretor do Itaú, deve ser o executivo a liderar o projeto</div>
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<p>Três anos depois de a BM&amp;FBovespatornar-se uma empresa de capital aberto e passar a perseguir o lucro, um grupo de investidores se articula para tentar criar uma bolsa alternativa no Brasil. São recorrentes entre participantes do mercado queixas sobre os altos custos cobrados pela BM&amp;FBovespa.A iniciativa está sendo liderada pela gestora de recursos Claritas. A gestora tem procurado atrair outros investidores para o projeto. Um dos primeiros a ser procurado foi o Deutsche Bank, que já é acionista da Bats Global Markets, uma plataforma eletrônica de negociações com sede nos Estados Unidos. No banco alemão, as conversas estão sendo tocadas no exterior e até o momento não houve uma decisão sobre aderir ou não ao projeto.</p>
<p>O executivo Luiz Eduardo Zago, ex-diretor de custódia do Itaú, já teria sido contratado para comandar os trabalhos. Procurados pelo <strong>Valor</strong>, Claritas e Deutsche não concederam entrevista. Contatado ontem, o executivo não foi localizado para comentar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div><a title="" href="http://static.valoronline.com.br/sites/default/files/imagecache/media_library_bigimage//gn/11/01/arte05fin-102-novabolsa-c1.jpg"><img title="" src="http://www.valoronline.com.br/sites/default/files/crop/imagecache/media_library_default/0/0/386/484/sites/default/files/gn/11/01/arte05fin-102-novabolsa-c1.jpg" alt="" /></a></div>
<p>A Bats, via assessoria de imprensa, informou que já manifestou no passado que observa vários mercados, inclusive o Brasil, mas que no momento não irá se pronunciar sobre nenhuma oportunidade específica.</p>
<p>O que motiva a inciativa é a percepção de que o mercado brasileiro é muito lucrativo, por ainda estar sob forma de monopólio. Hoje, só é possível comprar e vender ações no Brasil passando pela BM&amp;FBovespa. E a bolsa brasileira, avaliam agentes do mercado, cobra taxas muito altas quando comparadas com as praças globais.</p>
<p>A bolsa doméstica, em termos de valor de mercado, é uma das mais valiosas do mundo. Vale US$ 16,5 bilhões, atrás apenas da bolsa de Hong Kong (US$ 25,75 bilhões) e CME (US$ 21,2 bilhões). No entanto, ao comparar o tamanho do mercado brasileiro com os globais, o doméstico é muito menor em termos de quantidade de negócios e receitas capturadas. A bolsa aqui vale tanto, acredita-se, porque cobra mais caro e opera com margens superiores às das concorrentes. Esse gordo resultado é que teria atraído o interesse de investidores internacionais, inclusive. A BM&amp;FBovespa também não quis comentar o assunto.</p>
<p>O grupo mantém conversas com outros investidores domésticos para avaliar o interesse em participar de uma plataforma alternativa dos negócio. A ideia, para acelerar o processo, é usar a licença operacional da Bolsa de Valores Bahia Sergipe e Alagoas (Bovesba) , que está apta a funcionar, apesar de não ter liquidez hoje. As conversas entre os investidores já se estendem há um ano e, inicialmente, tentaram abraçar a ideia de negociar o Brazilian Depositary Receipts (BDRs) não patrocinados &#8211; aqueles que não são lançados pela própria empresa-, que acabaram sendo lançados na própria BM&amp;FBovespa.</p>
<p>O tamanho do mercado é uma grande incógnita para o surgimento de uma nova praça por aqui &#8211; a pergunta é se a liquidez seria suficiente para ser dividida entre duas bolsas. Um novo centro de negociação, possivelmente, seria usado por grandes agentes do mercado, para seus negócios no interbancário. Em termos de legislação, a Instrução 461 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), lançada meses antes da desmutualização das bolsas no país, permite a criação de novas bolsas. Os investidores já conversaram com a CVM sobre o assunto e perceberam que a autarquia vê com bons olhos a concorrência no setor. A CVM não concedeu entrevista.</p>
<p>O mercado brasileiro apenas segue um caminho internacional. Quando funcionavam como clubes, as bolsas mundo afora tinhas as corretoras como donas e, por isso, subsidiavam as atividades de seus intermediários. Quando passaram pela desmutualização e, em sua maioria, lançaram ações em bolsa, não só retiraram subsídios como passaram a cobrar por todo o tipo de serviço que oferecem, para apresentar resultados aos seus acionistas. A relação entre as bolsas e os intermediários se modificou, portanto. O que se seguiu à desmutualização foi uma onda de fusões e aquisições entre bolsas no mundo, transformando os negócios em monopólios.</p>
<p>O passo seguinte em mercados mais desenvolvidos &#8211; ponto em que o Brasil se encontra agora &#8211; foi a união dos bancos para lançar plataforma eletrônicas e forçar a diminuição dos custos de negociação. Surgiram também as chamadas &#8220;dark pools&#8221;, redes de negociação eletrônica que casam comprador e vendedor anonimamente.</p>
<p>A Bats foi fundada em junho de 2005 e surgiu como uma opção, em particular para os negócios dos grandes bancos, por cobrar taxas menores do que as bolsas. O investimento principal do negócio é em tecnologia. Em seu site, a Bats exalta a qualidade dos serviços que presta a seus clientes e a política de preços agressiva para atraí-los.</p>
<p>Nos Estados Unidos, a Bats é hoje a terceira maior praça de negociação &#8211; atrás de Bolsa de Nova York e Nasdaq &#8211; e capturou 10% dos negócios com ações naquele país em apenas quatro anos. Na Europa, onde possui um escritório em Londres, a Bats já responde por 10% do que é negociado com o principal índice da bolsa londrina, o FTSE 100, e entre 5% a 6% de todo o mercado na Europa.</p>
<p>Em janeiro de 2008, o Deustche e o J.P. Morgan compraram participações minoritárias na Bats e se juntaram a um grupo de acionistas que inclui nomes como Citi, Credit Suissee Morgan Stanley. Na Europa, uma das plataformas alternativas mais conhecidas é a Turquoise, que nasceu de uma iniciativa de bancos de investimento globais, que desejavam evitar as altas taxas cobradas pelos bolsas europeias, em particular a LSE, praça londrina. Em novembro de 2006, sete bancos, que respondiam por 50% do volume negociado na Europa, informaram a intenção de criar uma bolsa própria. Em outubro de 2007, dois bancos franceses aderiram à ideia e a plataforma de negócios Turquoise foi lançada em setembro de 2008.</p>
<p>O momento seguinte do lançamentos dessas bolsa alternativas pelo mundo foi, novamente, de consolidação. Bolsas compraram plataformas e plataformas se fundiram, conforme dados compilados pela consultoria britânica Mundo Visione, que coleta e analisa dados das bolsas pelo mundo.</p>
<p>Herbie Skeete, diretor da Mondo Visione, diz que uma plataforma alternativa de negócios poderá ter sucesso no Brasil. Ele não descarta ainda a possibilidade de a própria BM&amp;F Bovespa lançar uma espécie de &#8220;dark pool&#8221;.</p>
<p>&#8220;A bolsa australiana lançou uma para inibir a entrada de novos &#8216;players&#8217; no mercado local&#8221;, diz, acrescentando que vários operadores mundiais devem estar atentos às possibilidades de negócios no Brasil, certos de que suas plataformas terão a mesma popularidade obtida nos Estados Unidos e Europa. <strong>(Colaboraram Carolina Mandl e Vanessa Adachi)</strong></p>
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		<title>Setor de tecnologia agita o mercado de balcão nos EUA</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jun 2011 15:00:59 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Mundo Financeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[www.veja.com.br Negócios com ações de empresas famosas, como as do Facebook, prosperam no mercado americano – longe do regulado ambiente das bolsas de valores A expressão “mercado de balcão” não é novidade para os grandes investidores dos Estados Unidos. Nos últimos dois anos, contudo, o termo deixou de se restringir a publicações especializadas para frequentar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>www.veja.com.br</p>
<p><span class="Apple-style-span" style="color: #4a4a4a; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"> </span></p>
<h2 class="subtitle" style="border-width: 0px; list-style-type: none; margin: 0px 0px 15px; outline-style: none; padding: 0px; font-size: 16px; font-weight: bold;"><span class="Apple-style-span" style="color: #4a4a4a; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"> </span></h2>
<h2 class="subtitle" style="border-width: 0px; list-style-type: none; margin: 0px 0px 15px; outline-style: none; padding: 0px; font-size: 16px; font-weight: bold;">Negócios  com ações de empresas famosas, como as do Facebook, prosperam no  mercado americano – longe do regulado ambiente das bolsas de valores</h2>
<p>A  expressão “mercado de balcão” não é novidade para os grandes  investidores dos Estados Unidos. Nos últimos dois anos, contudo, o termo  deixou de se restringir a publicações especializadas para frequentar as  páginas dos principais jornais, revistas e portais de internet. Tudo  porque este ambiente de negócios – que engloba operações de compra e  venda de ações de empresas que não possuem capital aberto em bolsa –  mudou de patamar. Com movimentação prevista de 7 bilhões de dólares para  o fechamento do ano, quase 200% a mais que em 2009,  o “balcão” está em franca expansão nos EUA. As principais responsáveis  são as transações com papéis de companhias estelares do universo da  tecnologia, como Facebook, Twitter e Zynga. As estimativas de valor a  que chegaram essas companhias – como o próprio Facebook, a rede social  de Mark Zuckerberg, hoje cotado em cerca de 100 bilhões de dólares –  começaram a levantar desconfianças de que uma ‘bolha’ estaria em  formação neste mercado. Especialistas ouvidos pelo site de VEJA, no  entanto, refutam essa tese.<a name="Face"></a></p>
<p>No  Brasil, o mercado secundário ainda não se tornou uma alternativa  disseminada e rentável. Isso porque os empresários brasileiros,  diferentemente dos americanos, não têm o hábito de dividir a  participação no capital de suas empresas com seus funcionários. “As  empresas americanas, a fim de reterem os talentos egressos das  universidades, oferecem planos de ações. Assim, o funcionário que fica,  no mínimo, entre três e quatro anos na companhia pode, por exemplo,  receber um porcentual em ações após sua saída. É uma espécie de prêmio  para o funcionário, já que, quando estão no início de seus negócios,  elas não podem arcar com salários elevados”, explica Paulo Humberg,  especialista em operações de riscos nos mercados privados e presidente  da BrandsClub.</p>
<p>Graças  a ações de ex-funcionários de empresas do Vale do Silício, na  Califórnia, como Facebook, Twitter, Zynga, Groupon, Foursquare, entre  outras; o mercado secundário americano gira bilhões de dólares na  atualidade. Se, poucos anos atrás, essas empresas não passavam de  organizações jovens e amadoras, neste momento elas valem muito. O que  espanta é o ritmo deste crescimento. Em oito meses, o valor projetado  pelo mercado para a rede social mais popular do mundo saltou de 34  bilhões de dólares para 100 bilhões de dólares. Em um ano, o valor  estimado do Groupon – site de compras coletivas – passou de 1,3 bilhão  de dólares para 15 bilhões de dólares.</p>
<p><strong>Oportunidades</strong> –  Como tudo nos Estados Unidos tende a gerar oportunidade de negócio,  empresários locais movimentaram-se rapidamente para criar operadoras  para intermediar a compra e a venda de ações neste mercado secundário.  Uma destas empresas é a SecondMarket. Fundada no final de 2004 pelo  investidor americano Berry Silbert, a empresa, que opera somente pela  internet, já contabilizou 600 milhões de dólares em transações desde  2009; sendo que 115 milhões de dólares foram movimentados somente no  primeiro trimestre de 2011. O negócio, que começou com papéis de  empresas de diversos setores, logo se voltou a ações de tecnologia.</p>
<p>“Na  virada de 2007 para 2008, um ex-funcionário do Facebook nos contatou e  perguntou se poderíamos vender as ações que detinha da empresa a outros  investidores. Nunca tínhamos feito isso”, revela Aishwarya Iyer,  porta-voz da SecondMarket. O executivo revela que técnicos da empresa,  após estudarem profundamente este mercado, concluíram que as companhias  de tecnologia podem levar até dez anos para abril capital. Logo, tais  papéis deverão ser negociados, ainda por longo período, de forma privada  – o que, para a SecondMarket, representa ótimas perspectivas de  negócio.</p>
<p><strong>Riscos</strong> –  Antes de correr ao computador – o mercado de balcão é quase todo  movimentado pela internet – com o sonho de comprar nem que seja uma ação  do Facebook, vale lembrar que os riscos destas operações são  altíssimos. A explicação é que neste mercado – como as companhias têm  capital fechado e não precisam divulgar balanços periódicos sobre suas  finanças – há muita ‘assimetria de informação’. Em outras palavras,  dados confiáveis sobre elas não circulam de forma rápida e transparente.  Um investidor precavido nunca toma a decisão de adquirir ou vender um  ativo só porque a empresa emissora é famosa ou porque os jornais dizem  que ela fatura muito. É preciso ter conhecimento profundo de seus  principais dados financeiros para traçar projeções e fazer apostas. Só  então, toma-se a decisão.</p>
<p>Mais  uma vez, os americanos enxergaram neste ‘abismo’ de informação uma  oportunidade de ganhar dinheiro. A gestora de recursos e consultoria  Greencrest Capital, de Nova York, por exemplo, especializou-se em suprir  seus clientes de informações sobre corporações que não têm ações nas  bolsas de valores. “A principal característica do trabalho que faço está  relacionada à pesquisa do histórico e balanço financeiro das empresas  que têm ações no mercado privado. Desta maneira, abastecemos o mercado  secundário com informações confiáveis; tentamos construir uma relação de  confiança entre empresas e investidores”, explica Max Wolff, economista  da Greencrest.</p>
<p><strong>Grupo seleto de investidores</strong> –  Essas preciosas informações, logicamente, custam caro. Este é um  mercado, contudo, que está mesmo longe de ser acessível ao cidadão  comum. A comissão de valores mobiliários americana (SEC, na sigla em  inglês) estabelece que, para atuar neste segmento, o investidor tem de  comprovar, no mínimo, um salário anual de 200.000 dólares durante três  anos ou 1 milhão de dólares em propriedades, excluindo sua própria  residência.  A SEC, a despeito desta exigência, não regula de perto as  transações neste mercado, como faz nas bolsas.</p>
<p><strong>Bolha distante</strong> –  O fato de o mercado de balcão ser ainda bastante restrito é o principal  argumento apontado por especialistas para refutar a tese de que haveria  nela uma ‘bolha’ em formação. “Quem compra ações neste mercado são  pessoas muito profissionais. Se algo der errado, ele saberá o porquê. Eu  não assemelharia, em hipótese alguma, esta valorização das empresas no  mercado secundário ao aumento do preço das hipotecas antes da recessão  mundial”, esclarece Humberg.</p>
<p>A  movimentação prevista para 2011 no ‘balcão’ nos EUA, de 7 bilhões de  dólares, segundo a consultoria americana Nyppex Holdings LLC, está muito  aquém da movimentação das bolsas americanas, que é contada aos trilhões  de dólares. Além disso, o recente fenômeno do aquecimento deste mercado  carece de um elemento fundamental da ‘bolha clássica’: o “efeito  manada”. Como os investidores a operar neste ambiente são poucos e  qualificados, acredita-se que o ‘balcão’ dificilmente atingirá o nível  de irracionalidade que, vez ou outra, se abate sobre os mercados de  massa.</p>
<p>Por  outro lado, é inegável que as cifras vultosas vistas no mercado  secundário têm ajudado a dar fôlego às estimativas de valor de algumas  empresas dos EUA, principalmente, as envolvidas com mídias sociais.  Outro fator a impulsionar as projeções é a entrada de grandes bancos e  fundos de private equity no negócio. O Goldman Sachs, um dos maiores  bancos de investimentos americano, por exemplo, negociou diretamente com  o Facebook a entrada de 450 milhões de dólares em seu capital,  provenientes de investidores espalhados pelo mundo – inclusive,  brasileiros.</p>
<p>Razões  para não se apostar numa bolha neste setor existem, o que não quer  dizer que o clima de alerta desaparecerá. Leigos no assunto, toda vez  que se depararem com cifras astronômicas, começarão a se questionar se  não há alguma coisa errada. E os exemplos continuarão a ser variados.  Recentemente, o site de relacionamento corporativo LinkedIn foi a  primeira das grandes empresas da internet a abrir capital na bolsa. Tão  logo foi a público, suas ações, cotadas inicialmente em 45 dólares,  fecharam o primeiro dia de pregão em 94,25 dólares (valorização de mais  de 100%). A arrecadação chegou a 9 bilhões de dólares, algo que nem a  direção da companhia imaginava atingir. A desenvolvedora de jogos Zynga é  a próxima da lista e a expectativa é por muitos e muitos cifrões  também.</p>
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		<title>Imóveis brasileiros rendem o dobro da média mundial</title>
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		<pubDate>Wed, 04 May 2011 18:31:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lft</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo Financeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[www.exame.com.br São Paulo &#8211; A renda gerada pelo aluguel de imóveis comerciais no Brasil foi a décima maior do mundo em 2010. Segundo uma pesquisa da consultoria imobiliária Colliers, que leva em consideração 130 cidades em 50 países mundo, a taxa de retorno de escritórios representou em média 11% do valor da propriedade em São [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>www.exame.com.br</p>
<div>
<p>São Paulo &#8211; A renda gerada pelo aluguel de imóveis comerciais no Brasil  foi a décima maior do mundo em 2010. Segundo uma pesquisa da  consultoria imobiliária Colliers, que leva em consideração 130 cidades  em 50 países mundo, a taxa de retorno de escritórios representou em  média 11% do valor da propriedade em São Paulo e 10,5% no Rio de  Janeiro. Os percentuais são equivalentes ao dobro da média mundial  (5,5%) e superam os valores obtidos nos principais centros mundiais,  como Nova York (6%), Londres (5,75%), Milão (5,5%), Paris (5,1%) e  Tóquio (4,6%).</p>
<p>Os imóveis industriais, como galpões, centros de distribuição e  unidades fabris, são ainda mais rentáveis. O aluguel representou 12,5%  do valor do empreendimento no Rio de Janeiro e 11,5% em São Paulo. Ambos  os valores também são bem superiores aos das maiores metrópoles  mundiais.</p>
<p>O investidor que fugiu dos ativos financeiros e concentrou seus  recursos no mercado imobiliário nos últimos anos não tem do que se  queixar. Desde 2007, o retorno médio obtido com imóveis comerciais foi  bem superior ao CDI (considerado o retorno médio de investimentos de  renda fixa) e ao Ibovespa (principal índice de ações da bolsa paulista).</p>
<p>É importante lembrar que a vantagem dos imóveis foi obtida mesmo sem  levar em consideração o ganho que pôde ser embolsado pelo investidor com  a compra e venda de imóveis em um momento de forte valorização. A taxa  de retorno só inclui a renda gerada pelo imóvel a partir dos aluguéis e  eventualmente outros serviços prestados dentro do empreendimento.</p>
<p><strong>Preços</strong></p>
<p>A expectativa da Colliers é de que os valores dos aluguéis e de revenda  dos imóveis comerciais não subam tão rapidamente no Brasil neste ano  quanto no passado recente. A economia passa por um momento de  desaceleração devido ao aumento dos juros. Em épocas como essa,  vendedores e locadores são obrigados a ser mais flexíveis nas  negociações.</p>
<div>
<div>
<p>Para a consultoria, a tendência geral é de que seja observada uma  gradual queda nas taxas de retorno dos imóveis brasileiros nos próximos  anos. Um limitador desse processo é a inflação em alta, já que a maioria  dos contratos imobiliários são indexados ao IGP-M no Brasil. Isso  significa que os aluguéis ficam mais caros sempre que os preços  aceleram. Não é à toa que o mercado imobiliário é visto como porto  seguro por muitos investidores em momentos de avanço da inflação.</p>
<p><strong>São Paulo e Rio</strong></p>
<p>O levantamento da Colliers também inclui a lista dos imóveis mais  rentáveis do Rio e de São Paulo. Todos são empreendimentos de  escritórios e quatro deles se encontram na capital paulista, conforme a  tabela abaixo:</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th> Os imóveis mais rentáveis de São Paulo e Rio de Janeiro</th>
<th></th>
<th></th>
</tr>
<tr>
<td>Empreendimento</td>
<td>Cidade</td>
<td>Taxa de retorno do imóvel</td>
</tr>
<tr>
<td>Edifício Barros Loureiro</td>
<td>São Paulo</td>
<td>22%</td>
</tr>
<tr>
<td>Centro Administrativo Santo Amaro</td>
<td>São Paulo</td>
<td>14%</td>
</tr>
<tr>
<td>Rio Branco 115</td>
<td>Rio de Janeiro</td>
<td>14%</td>
</tr>
<tr>
<td>Eco Berrini</td>
<td>São Paulo</td>
<td>13,50%</td>
</tr>
<tr>
<td>Brazilian Financial Center</td>
<td>São Paulo</td>
<td>13,50%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A Colliers acredita que o mercado de escritórios de São Paulo deve  continuar no estágio de expansão nos próximos meses. A partir do segundo  semestre, entretanto, grandes empreendimentos serão entregues.  A consultoria prevê o início de um estágio de superoferta de espaços  para a instalação de empresas a partir de 2012. com a diminuição no  ritmo de aumento dos preços ou mesmo queda.</p>
<p>Já o mercado carioca de escritórios vive uma realidade bem distinta. As  limitações geográficas impostas pelo mar e pelas montanhas diminuem as  possibilidades de novos lançamentos de prédios comerciais nas regiões  onde as empresas desejam se instalar. Tanto que muitas incorporadores  enxergam o retrofit (revitalização total de prédios antigos) como única  alternativa para levar adiante grandes empreendimentos na cidade.</p>
<p>Como a expectativa de lançamentos não chega a superar a demanda, a  Colliers acredita que o Rio de Janeiro encontra-se neste momento apenas  na metade do ciclo de expansão imobiliária. Os preços dos aluguéis e das  propriedades, que já são bastante altos, devem continuar a subir por  mais alguns anos. O estágio de superoferta, em que há uma reversão nos  valores praticados, só de ser alcançado por volta de 2014.</p>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
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