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Archive for the ‘Redes Sociais’ Category

Corretora adota rede social corporativa e abandona intranet

http://computerworld.uol.com.br

Com mais de 430 escritórios espalhados pelos Estados Unidos, a empresa de corretagem e investimentos online Scottrade, optou por uma forma ainda pouco convencional de comunicação e troca de informações entre seus funcionários. Após perceber que sua intranet não suportava mais o volume crescente de informações – as quais tinham passado de 150 para 31 mil arquivos em cinco anos –, a empresa migrou essa plataforma para uma rede social corporativa.

O projeto começou a ser desenhado no início de 2008. Na época, a Scottrade buscava uma modernização da intranet, com o intuito de automatizar processos. A diretora de arquitetura de negócios da companhia, Tracie Gildehaus, conta que a atualização de um documento, por exemplo, representava algo muito trabalhoso. Na prática, os usuários mandavam as mudanças para a equipe de Tracie, composta por quatro profissionais, realizar as alterações. E, por conta de uma alta demanda, isso demorava, em média, três dias.

Ainda segundo a diretora, por conta do rápido crescimento da intranet, outro problema era encontrar as informações necessárias na rede. Como resultado, os funcionários pediam que a TI desenvolvesse blogs ou outras ferramentas que facilitassem um relacionamento mais próximo entre os profissionais, com o intuito de compartilhar conhecimentos.

Projeto democrático

Com base nesse cenário, Tracie, em conjunto com o CIO da Scottrade, Ian Patterson, decidiram transformar a intranet em uma rede social. Para tanto, um dos primeiros passos tomados por eles foi convidar 30 funcionários – de diversas idades, departamentos e funções – para uma reunião. Durante esse encontro, os profissionais foram separados em grupos de três pessoas e cada  equipe recebeu 150 cartões, nos quais tinham de anotar uma aplicação ou informação importante que estava armazenada na intranet.

A partir dos dados escritos nos cartões, cada grupo apresentou sua ideia de como as informações deveriam estar organizadas e apresentadas na nova rede interna. E, depois de toda a exposição de ideias, as equipes chegaram a um consenso de como seria um desenho ideal para a rede social.

Outra etapa do projeto envolveu a escolha do fornecedor (a Oracle) da plataforma que suportou o projeto. E, assim como na fase anterior, Tracie convidou diversas empresas a apresentar seus produtos e deixou que os 30 funcionários votassem em qual das soluções atendia melhor suas necessidades.

A rede social corporativa da Scottrade, que começou a ser desenvolvida em janeiro de 2008, inclui uma variedade de ferramentas. Entre as principais, estão blogs dos usuários e uma plataforma wiki que fornece uma enciclopédia de termos e documentos que podem ser atualizados pelos próprios usuários. Além disso, existe uma página de cada departamento no estilo do Facebook, na qual as pessoas podem contar no que estão trabalhando, bem como conseguem se conectar a outros profissionais. A empresa utiliza também essa área para atualizar as equipes sobre dados e políticas corporativas, procedimentos e oferecer material de treinamento.

Ao todo, o projeto consumiu nove meses de trabalho da equipe de TI e de arquitetura de negócios. Mas no dia em que a ferramenta foi ao ar, 90% dos profissionais da companhia já começaram a acessá-la. Tracie atribui esse sucesso a uma agressiva estratégia de comunicação.

Para mostrar os benefícios e ensinar os usuários a utilizar as ferramentas disponíveis na rede social, antes do lançamento da nova plataforma, foram criados diversos vídeos demonstrativos, os quais eram apresentados por uma personagem virtual (avatar) chamada Scottina, ainda na intranet antiga.

MySpace vai funcionar dentro de outros sites

MySpace vai funcionar dentro de outros sites

MySpace e Yahoo! numa tela só: parceria dá fôlego a OpenID

Felipe Zmoginski, de INFO Online Quarta-feira, 18 de março de 2009 – 17h07

SÃO PAULO – O MySpace estreou novas funcionalidades para sua tecnologia MySpaceID que, na prática, permitem ao usuário carregar seu perfil e dados publicados na rede social dentro de sites de terceiros.

O MySpaceID é uma espécie de login universal que funciona nos termos propostos pela aliança OpenID, tornando um único login suficiente para carregar vários serviços pessoais na web.

Com o novo recurso, será possível, por exemplo, fazer um login na home page do Yahoo! (ou qualquer outro site compatível) e carregar nessa página dados do perfil do usuário, visualizar fotos de amigos e ver contatos online entre, outras possibilidades.

A ideia é que a tecnologia leve a rede social para vários outros sites de parceiros compatíveis com a plataforma OpenID.

A novidade foi apresentada pelo MySpace na feira SXSW, que acontece até dia 22 nos Estados Unidos. Sites terceiros compatíveis com OpenID poderão explorar a tecnologia e permitir que seus usuários vejam o MySpace dentro de seus serviços, importem informações como dados pessoais e fotos da rede social ou simplesmente exibam um feed com as últimas atualizações do usuário na rede.

O MySpaceID foi apresentado dias após o rival Facebook apresentar uma tecnologia similar, o Facebook Connect, que permite enviar conteúdos produzidos em outros sites para a rede social e exibir dados do Facebook em sites terceiros.

Uma diferença fundamental entre a proposta do MySpace e de seu rival Facebook é que a tecnologia do primeiro é aberta e do segundo proprietária. O recurso do Facebook, além disso, é mais voltado para smartphones e a maiorida das aplicações atualmente compatíveis com o Connect foram desenvolvidas para o iPhone.

Facebook e MySpace disputam a liderança global das redes sociais, com vantagem para o Facebook. Já a rede mais popular no Brasil, o orkut, se afasta dos líderes globais tanto em número de usuários quanto no ritmo de inovações e novos recursos.

Inicialmente, a nova funcionalidade do MySpace ID vai funcionar apenas para contas criadas nos Estados Unidos, Índia, França e Reino Unido.

IBM lança software como serviço com recursos de redes sociais

idgnow.uol.com.br

Framingham – Integração entre comunicador instantâneo, criação de perfis e comunidades de usuários é a mistura que forma o SaaS Bluehouse.

A IBM anunciou, nesta segunda-feira (06/10), o software como serviço (SaaS) Bluehouse, que mescla os recursos de redes sociais com ferramentas de colaboração para empresas.

O Bluehouse combina um comunicador instantâneo, compartilhamento de arquivos, perfis de usuários, conferências online, diretório e ferramentas para criar comunidades sociais de negócios. Tudo isso será oferecido por meio de cloud computing.

Segundo o vice-presidente de serviços online de colaboração da IBM, Sean Poulley, o Bluehouse permitirá que as pessoas criem um espaço colaborativo rapidamemente, assim como no Facebook. “Mas diferente dele, será possível incluir controles de privacidade e outras características que as empresas exigem”, diz.

Durante alguns meses, no período de beta público, o serviço será gratuito. A IBM ainda não forneceu os valores de inscrição no Bluehouse.

Patrick Thibodeau, editor do Computerworld, de Framingham

BuscaPé lança guia de compras colaborativo baseado em plataforma da Wikipédia


Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008, 21h10

O site de comparação de preços BuscaPé (www.buscape.com) anunciou nesta quinta-feira (31/1) o lançamento do serviço de pesquisa de produtos Wiki2Buy. Trata-se de um guia de compras colaborativo desenvolvido com o uso do MediaWiki, a mesma plataforma da Wikipédia, em que todos podem contribuir, criando e editando artigos. No caso do Wiki2Buy, o conteúdo é especifico sobre produtos, serviços, empresas e tudo que seja relacionado a tomada de decisão de compra.

“Com essa nova iniciativa, queremos permitir a troca livre de informações sobre produtos entre todos os consumidores”, afirma Romero Rodrigues, fundador e presidente do BuscaPé.com. “Essa colaboração permite a criação de um conteúdo vivo sobre decisão de compra. Quanto mais consumidores participam, mais as informações se tornam precisas, atualizadas e úteis”, conclui.

O Wiki2Buy também traz informações sobre lojas e empresas, por isso, ele funciona também como um fórum de discussão sobre a reputação de lojas e a qualidade de seus serviços sobre os quais todos podem escrever e contribuir. Da Redação.

A hora e a vez das novas redes sociais ditarem as regras

Os processos de construção colaborativa de conhecimento tornaram-se moda nos últimos anos, com a expansão da internet, mas é preciso tornar mais clara a novidade: trata-se da evolução do modelo “um para muitos” (MIT) para um modelo “muitos para muitos” (Wikiuniversity) no âmbito da própria internet. Essa é a novidade central do que se convencionou chamar de web 2.0.
A importância do conhecimento apenas relativamente estruturado, como o que se produz continuamente em cursos de complementação, MBAs e outras formas de estudo do tipo “pós- graduação” nas empresas precisa ser urgentemente reconhecida, medida e premiada.
No entanto, enquanto a maioria da instituições ditas “acadêmicas” não reconhece e não incentiva este tipo de abordagem, surgem ambientes virtuais onde os trabalhadores de uma instituição compartilham conhecimentos para desenvolver soluções capazes de resolver problemas específicos de outras organizações.
O grau de “disclosure”, ou seja, de compartilhamento, obviamente varia de empresa para empresa, de organização para organização, de pessoa para pessoa. Essa disposição e as competências para a inovação aberta tornaram-se um aspecto essencial, talvez o mais crítico, no desenho das estratégias tecnológicas nos modelos de negócios contemporâneos.
Cada vez mais, o grau de abertura para as redes sociais pode ser decisivo para a riqueza dos sistemas empresariais e produtivos. Essa é a lição estampada tanto em projetos projetos mais “sérios” ou profissionalizantes de conexão aberta entre indivíduos e organizações (como a Cidade do Conhecimento da USP e redes profissionais globais como “Linked In”) quanto em espaços desenhados com foco no entretenimento ou auto-ajuda (como Orkut e outras redes juvenis, de orientação sexual ou solidariedade e demais serviços sociais).
A “educação à distância” já foi apontada como uma das grandes promessas da internet. Hoje, manchetes de jornais mostram estudantes revoltados com o uso por mantenedoras de sistemas de informação para reduzir custos, rebaixar o nível do ensino e ampliar a receita com mensalidades e outras taxas. A verdade é que pouco mudou, ainda, no ensino e na aprendizagem, apesar da rápida difusão da internet 1.0.
Professores e alunos encontram-se nas salas de aula, onde as dinâmicas de ensino e aprendizagem permanecem iguais às de antigamente. Novas possibilidades de educação a distância têm sido experimentadas, é verdade; porém, grande parte das iniciativas elaboradas são pontuais, ou seja, desenvolvidas em contextos específicos e sem possibilidade de serem replicadas em outros ambientes. Mais importante, até hoje não existem métricas capazes de comparar as iniciativas entre diferentes instituições de ensino ou empresas que funcionam como organizações que aprendem.
A difusão de redes sociais digitais prenuncia em pleno capitalismo do conhecimento o surgimento de uma economia da colaboração, a consolidação de ações do terceiro setor e de responsabilidade social empresarial e a revalorização de ações e instituições de interesse público.
É a emergência do Capitalismo 3.0 a partir da Web 2.0. O termo, criado por Peter Barnes (eleito em 1995 o empresário socialmente responsável do ano nos EUA), coloca em primeiro plano a necessidade de mudanças sociais e econômicas para que o potencial das novas tecnologias seja melhor aproveitado.
Nem tudo ao Estado, nem dominância absoluta do mercado, ganham importância nos novos direitos associados a redes intangíveis que refletem uma inteligência cívica tão importante para cidadãos quanto para empresas e organizações sociais. O “creative commons” é o exemplo hoje mais conhecido de reforma capitalista associada ao controle social das redes digitais. Na Web 2.0 não faz sentido separar o real do digital. A competição e o mercado jamais serão os mesmos agora que o ecossistema capitalista combina territórios proprietários e não-proprietários.
O exemplo mais recente da migração para novas formas de vida digital é o Second Life, onde a Cidade do Conhecimento 2.0 lidera a criação de territórios de interesse público, sem fins lucrativos, autênticas incubadoras de projetos sociais, educacionais, ambientais, culturais e de empreendedorismo tecnológico associados à emergente semântica web.
A economia global começa a mudar seu sistema operacional. A vivência digital imersiva, marcada pela percepção não-linear, audiovisual e em profundidades e campos novos intriga pesquisadores, mercados e governos. Diante da inovação tecnológica acelerada, a única resposta possível é intensificar nossa capacidade de criar sistemas produtivos onde ocorram “pari passu” processos de crescimento e distribuição de riqueza, renda e poder.
As redes digitais, operadas como processos de construção colaborativa de conhecimento e informação, podem guardar a chave para participarmos como sociedade aberta e criativa, em condições de igualdade, nos novos mercados competitivos globais .
Gilson Schwartz e André Leme Fleury são líder e vice-líder da Cidade do Conhecimento

Fundador do LinkedIn mostra seu toque de Midas

Poucos empreendedores da internet realmente fazem o que pregam de forma tão devotada quanto Reid Hoffman, co-fundador da LinkedIn, cujos negócios giram em torno de sua crença de que a boa sorte emana dos bons relacionamentos. Hoffman, de 40 anos, colocou o princípio para funcionar explorando sua própria e vasta rede de conexões no Vale do Silício, para tirar a sorte grande na internet uma vez atrás da outra.

Um colega da universidade levou Hoffman ao (serviço de pagamentos on-line) PayPal e a seu primeiro golpe de sorte, quando o eBay comprou a empresa por US$ 1,5 bilhão, em 2002. Desde então, tornou-se ainda mais rico, investindo em outras companhias iniciantes da internet, que descobria por meio de amigos e ex-companheiros de trabalho.
Ao longo do caminho, Hoffman também usou parte dos recursos obtidos com o PayPal para ajudar a lançar o site LinkedIn, uma rede de relacionamentos de negócios na internet, que ajuda profissionais como ele a materializar o valor de seus contatos do passado e presente.
Com mais de 1 milhão de pessoas juntando-se à rede mensalmente e uma receita projetada entre US$ 75 milhões e US$ 100 milhões neste ano, a empresa parece ser outra atividade de grande retorno para Hoffman. “O LinkedIn é uma grande expressão de que Reid é”, observa John Lilly, executivo-chefe da Mozilla, criadora do programa de navegação na internet Firefox, da qual Hoffman é um dos integrantes do conselho de administração. A empresa “é realmente seu cérebro na web”.
O LinkedIn tenta ajudar pessoas que se conheceram em algum lugar a encontrar mais facilmente outras pessoas que possam ajudar em suas carreiras. Por exemplo, se Mary e Bob integram a rede de Fred, então Mary pode pedir a Fred referências sobre Bob, que pode decidir se gostaria de passar a relacionar-se com Mary.
O foco do LinkedIn em redes profissionais o distingue de redes de recreio social como MySpace, da News Corp., e Facebook, nas quais os usuários são encorajados a compartilhar suas vidas pessoais inserindo fotos e preferências, como suas bandas favoritas. Embora possa não soar muito divertido, o LinkedIn parece prosperar. Cerca de 18 milhões de pessoas têm seus perfis no site, quase o dobro de um ano atrás.
Hoffman, que continua como presidente do conselho de administração e maior acionista do LinkedIn cinco anos após sua fundação, afirma que a empresa provavelmente vai entrar com o pedido para uma oferta pública inicial de ações antes de 2010. Isso caso ele não se sinta tentado a vendê-la a algum dos que vêm sondando o negócio. Hoffman não diz quem são esses interessados. “Sei que valeremos muito mais em um ou dois anos”, afirma o empresário. “Tivemos conversas (sobre a aquisição) com todos os suspeitos habituais, mas acredito que uma oferta pública inicial de ações é, de longe, o desenlace mais provável.”
O LinkedIn, contudo, tem seus detratores, que o vêem como pouco mais que uma ferramenta para caçadores de emprego e recrutadores de funcionários, uma versão ligeiramente diferente dos serviços de classificados de emprego, como o Monster.com ou o HotJobs, do Yahoo. Além de vender anúncios, o site recebe o pagamento de recrutadores e de outros que desejam acesso mais amplo aos seus membros.
Embora não seja tão áspero, Keith Rabois, ex-executivo do LinkedIn, acredita que Hoffman teria de buscar a oferta de ações o quanto antes possível, para criar uma agitação maior sobre o serviço. “Neste momento, o LinkedIn não parece estar no centro do universo da internet e uma oferta pública inicial de ações seria uma oportunidade fantástica de marketing”, afirma Rabois, que deixou a LinkedIn no ano passado para juntar-se a outra empresa iniciante de alto crescimento, a Slide.
Até agora, o LinkedIn não gerou o mesmo alvoroço que o Facebook, que vem atraindo vários de seus usuários. Com 60 milhões de usuários, o Facebook, de capital privado, ostenta um valor de mercado de US$ 15 bilhões e deu sinais de que irá atrás de uma oferta pública inicial de ações em 2009 ou 2010.
Hoffman, por acaso, também possui participação no Facebook, comprovando seu talento especial para identificar oportunidades promissoras na internet em seus estágios iniciais. “É como se ele fosse capaz de olhar para a internet e descobrir como todas as peças se encaixam”, comenta Mark Kvamme, sócio da empresa de participações Sequoia Capital e membro do conselho de administração do LinkedIn.
Embora possa trazer o que seria o maior retorno de investimento de Hoffman, o Facebook também ameaça tornar-se uma pedra no sapato, se reduzir o tempo que as pessoas gastam no LinkedIn.
Para contra-atacar, nos últimos meses o LinkedIn passou a adotar funções mais parecidas com as do Facebook. As mudanças permitiram aos usuários exibir fotos ao lado de seus perfis pessoais e abriram o site para que pessoas de fora pudessem inserir pequenos aplicativos de software, conhecidos com “widgets”, idealizados para ajudar pessoas com conexões comuns a compartilhar informações.
Apesar das imitações, Hoffman insiste que não está preocupado com o Facebook, que ele considera muito casual e superficial para as ambições dos profissionais que usam o LinkedIn.
Hoffman credita os investimentos de sucesso a suas próprias conexões. “Toda vez que há pessoas realmente boas envolvidas com um produto potencialmente bom, eu penso que provavelmente deveria entrar com pelo menos um pouco de dinheiro, caso tenha a chance”, diz.
Isso não significa que ele investe em qualquer empreendimento iniciado por algum conhecido, embora, às vezes, lamente-se por não fazê-lo. Hoffman não se sentiu atraído a investir no YouTube, o que o privou de um grande retorno quando o Google comprou o popular site de vídeos por US$ 1,76 bilhão, em 2006. Em vez de investir, o LinkedIn cedeu espaço para os escritórios dos fundadores do YouTube, Chad Hurley e Steve Chen, que haviam trabalhado com Hoffman no PayPal.
Hoffman, contudo, não erra com freqüência. Das empresas iniciantes nas quais investiu, três foram vendidas a partir de 2005 por um valor total de mais de US$ 1,1 bilhão, embora Hoffman tenha ficado apenas com uma pequena fatia disso. O site de compartilhamento de fotos Flickr foi adquirido pelo Yahoo; a rede de música Last.fm foi comprada pela CBS; e a empresa de segurança de computadores IronPort foi comprada pela Cisco Systems.
Além do Facebook, a lista de empresas promissoras no portfólio de Hoffman inclui a Six Apart, fabricante de programas para blogs; a Technorati, serviço de busca em blogs; a Digg, na qual os usuários fazem avaliações sobre o conteúdo encontrado na web; e a Ning, outra rede de relacionamento social. Ele também tem participações em várias empresas iniciantes e menos conhecidas.
As conexões e investimentos de Hoffman freqüentemente têm laços com o PayPal, no qual acumulou ações quando foi diretor e, depois, um alto executivo. Ele conheceu o co-fundador e executivo-chefe do PayPal, Peter Thiel, quando ambos estudavam na Stanford University, nos anos 80.
Thiel, um dos primeiros investidores do LinkedIn e, agora, capitalista de risco e diretor do Facebook, é uma das mais de 1,5 mil conexões que Hoffman lista no LinkedIn. “Dispenso muita atenção a desenvolver relações”, diz. Ele admira-se de como a filosofia parece funcionar tão bem para Hoffman. “Todos no Vale do Silício estão a menos de dois graus de separação de Reid”, afirma. (Tradução de Sabino Ahumada)