Archive for the ‘Redes Sociais’ Category

Tudo se cria, tudo se transforma

sábado, janeiro 5th, 2008
Idéias que batem de frente com modos estabelecidos de pensar ou fazer são geralmente vistas com ceticismo. Foi assim com o Linux, sistema operacional criado no princípio dos anos 1990 por Linus Benedict Torvalds. Hoje, são ícones, ele próprio e sua criatura, da indústria do software livre, que tem a IBM, por exemplo, entre seus mais ilustres associados. E o sistema Windows, da Microsoft, ganhou um concorrente respeitável. “The Wealth of Networks”, de Yochai Benkler, professor de direito em Yale, é um livro inspirado em experiências como a de Torvalds, possibilitadas pela tecnologia que se mistura com filosofia nos princípios que regem a criação e o funcionamento de redes de relacionamento, via internet, para a produção cooperativa de um bem informacional ou cultural. O livro, agora lançado pela Yale University Press, pode ser comprado na Amazon ou na Powell´s (US$ 40), mas também está disponível na internet, para download gratuito, e inteiramente aberto a colaborações ( http:// www.benkler.org/wealth-of- net works/index.php/Main-Page ).
É a “peer production”, aquela que se faz nos limites de uma comunidade de pessoas que se identificam no interesse por um assunto – e que, como diz Benkler no livro, “constitui um duro desafio para o pensamento convencional a respeito da economia da produção de informação”. Mas não se trata de excepcionalidades, coisas efêmeras, afirma o autor. “É um erro pensar que temos somente duas formas básicas de transações livres – aquelas dos mercados e suas relações de contrato e propriedade, e empresas hierarquicamente organizadas. Temos três, e a terceira é o compartilhamento e a troca de caráter social.”
Benkler argumenta que, se o domínio da propriedade intelectual, das marcas registradas e das patentes não parou de se expandir, nos últimos poucos anos também ganharam ímpeto forças sociais que agem em sentido contrário.
A visão de Benkler não é de todo utópica. Que o digam Torvalds e os milhares de participantes da comunidade mundial que ele criou. Ou a IBM, que aderiu ao Linux e o instalou em seus servidores, para fazer frente ao Windows da Microsoft. São fatos. Benkler não tem dúvida: o futuro da economia da informação está nas redes, lugares virtuais em que já se comprova ser possível mudar os modos como se cria e troca informação, conhecimento e cultura. Idéias para um “novo capitalismo”?

Redes sociais devem movimentar US$ 965 milhões neste ano

segunda-feira, novembro 26th, 2007

Terça-feira, 23 de Outubro de 2007, 21h12

O número de participantes de redes sociais na internet deve atingir 230 milhões até o fim deste ano em todo o mundo – incluindo vários grupos de usuários –, o que deve gerar para os sites de relacionamento uma receita total de US$ 965 milhões, de acordo com relatório divulgado pelo instituto de pesquisas Datamonitor Research. A empresa projeta, ainda, que essa cifra deve crescer para US$ 2,4 bilhões em 2012.

O crescimento explosivo das redes sociais, no entanto, deve ocorrer mais cedo nos Estados Unidos. De todo modo, os fornecedores de infra-estrutura, sites de relacionamento e provedores de redes sem fio em todo o mundo já obterão lucro nos próximos anos, segundo Ri Pierce-Grove, analista de tecnologia da Datamonitor e autor do estudo intitulado “The Future of Social Networking: understanding market strategic and technological developments” (O Futuro das Redes Sociais: entendendo as estratégias de mercado e o desenvolvimento tecnológico).

Segundo ele, a maioria das grandes redes sociais, em especial aquelas que permitem a distribuição de conteúdos como vídeos, já tem hoje um amplo alcance geográfico, e até o fim deste ano as regiões do mundo devem ficar divididas da seguinte maneira:

 A Ásia-Pacífico contribuirá com 35% dos grupos das redes sociais;
 A Europa, Oriente Médio e África (EMEA) contribuirão, juntos, com 28% dos grupos;
 A América do Norte deve responder por 25% dos membros;
 E o Caribe e a América Latina (CALA) responderão por 12% dos grupos.

Embora a curva de adoção das redes sociais deva variar drasticamente de região para região, a Datamonitor avalia que haverá um pico de crescimento em todas elas em 2009, atingindo o nível máximo em 2012.

Segundo o instituto, nos Estados Unidos, o MySpace será o responsável por quase metade dos 54 milhões de membros de redes sociais já neste ano:

 MySpace: 47,4%
 Facebook: 18,2%
 YouTube e Orkut combinados: 7,6%
 Flickr: 7,1%

“A extraordinária proliferação das redes sociais vem sendo alimentada pela inovação na forma como comunicamos”, afirma Pierce-Grove. “No entanto, esse ambiente de mercado aquecido, de capital fácil e atenção da mídia, que estimula a curiosidade do usuário, não perdurará indefinidamente. Por isso, todos os players devem desenvolver uma estratégia em duas vertentes, a fim de sobreviver diante de intempéries como furacões e tsunamis”, finaliza.

Redes sociais terão 230 milhões de usuários até o final de 2007

segunda-feira, outubro 22nd, 2007

Framingham – Receita gerada por serviços deste tipo deve chegar a 965 milhões de dólares neste ano, crescendo para 2,4 bilhões de dólares em 2012.

O crescimento no número de usuários de serviço de rede social – como MySpace, Facebook e Orkut – deve atingir o pico em 2009, se estabilizando a partir de 2012, segundo a empresa de análise de mercado Datamonitor.

A previsão da empresa é que o número de usuários de redes sociais chegue a 230 milhões até o final de 2007. A receita gerada por serviços deste tipo deve chegar a 965 milhões de dólares neste ano, crescendo para 2,4 bilhões de dólares em 2012.

Neste ano, a região Ásia-Pacífico vai responder por 35% dos membros de redes sociais de todo o mundo, A Europa, o Oriente Médio e a África vão responder por 28%, a América do Norte por 25% e o Caribe e a América Latina por 12%, segundo a Datamonitor.

A empresa alerta, contudo, aos provedores de serviços de redes sociais e investidores para que tenham cautela e se lembrem da bolha da Internet, que estourou no começo da década. “Os sites de rede social seriam sensatos ao adiar a consideração de abrir o capital”, disse a consultoria. A Datamonitor identifica ainda potencial de consolidação por meio de aquisições no mercado.

Um outro estudo da Parks Associates revela que poucos usuários norte-americanos estão dispostos a pagar para usar serviços de redes sociais. Em uma pesquisa on-line, a empresa constatou que 75% dos usuários deixariam de usar as redes sociais caso tivessem que pagar um valor mensal de 2 dólares. Da mesma forma, 40% abandonariam o serviço se ele trouxesse anúncios demais.

Estes dados representam um desafio para as empresa deste mercado, segundo a Parks. Dos usuários de banda larga com idade entre 18 a 25 anos, 80% usam redes sociais, mas monetizar esses usuários será difícil até para os líderes do setor, como o MySpace, disse a empresa.

Para ter sucesso, os sites devem oferecer anúncios para um perfil desejado de consumidor, preferencialmente no momento de fazer uma compra, de acordo com a Parks.

Empresas investirão pesado em redes sociais

quinta-feira, setembro 6th, 2007

Quinta-feira, 06 de setembro de 2007 – 14h58

Empresas estão de olho nas redes sociais

sexta-feira, agosto 3rd, 2007
Sexta-feira, 03 de agosto de 2007 – 10h24

Gravadoras querem usar redes sociais como pontos-de-venda

segunda-feira, julho 30th, 2007
Fonte de pirataria, redes também têm capilaridade para chegar ao grande público

Reuters

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DENVER, EUA - As pequenas e grandes gravadoras estão trabalhando com o objetivo de transformar redes sociais, blogs e sites de fã-clubes em pontos-de-venda de música digital.O objetivo é criar um ambiente no qual os fãs de música possam ouvir seus artistas prediletos em páginas na Web, e comprar as canções por meio de um clique. E, se os visitantes forem habilitados a instalar de forma simples em seus sites pessoais esses mesmos botões de compra, cada página pessoal se tornará um ponto-de-venda e canal de promoção, de acordo com a Billboard.

Ao promover uma aproximação com o setor de redes sociais na internet, as gravadoras esperam estimular um mercado de download digital que, até agora, não compensou a queda nas vendas de CDs. Mas, apesar de sua popularidade, é difícil determinar se as redes sociais online serão capazes de traduzir suas capacidades promocionais em vendas.

A idéia parece perfeita, à primeira vista. As redes sociais são imensamente populares, com mais de 70 milhões de internautas ativos no MySpace a cada mês, por exemplo. Além de seu tamanho impressionante, há também sua capacidade de criar conexão instantânea entre usuários com base em interesses comuns, localização ou associações derivadas da vida real. Esses grupos de “amigos” podem transferir conteúdo fácil e rapidamente por meio do uso de códigos simples de computador –chamados widgets– instalados em cada perfil virtual.

O líder desse segmento é a Snocap. O serviço MyStore que a empresa criou permite que artistas vendam música em páginas do MySpace, e um novo recurso chamado Spread the Word possibilita que os fãs instalem a loja em seus blogs, páginas da Web ou qualquer outra forma de presença na Internet. O sistema tem sido adotado por grandes gravadoras como Warner Music e EMI.