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Archive for the ‘Tecnologia’ Category

Papel da TI muda quando os serviços vão para a nuvem

http://computerworld.uol.com.br

Por Stephanie Overby, da CIO/US

Quando Jim Honerkamp foi contratado como diretor de TI da Steel Technologies, há um ano, imediatamente identificou um grande problema na área. Dos 34 profissionais de tecnologia que atuam na empresa, que fabrica aço laminado, quase metade estava focado na infraestrutura de TI. O grupo de análise de negócios contava com três pessoas.

“Infraestrutura não nos diferencia no mercado”, diz Honerkamp. “Para ser uma empresa estratégica, é preciso entregar valor em ferramentas tecnológicas que reforçam o relacionamento com os clientes, ou ainda usar a TI como arma contra a concorrência. Todo o valor agregado da TI vem das análises de negócios”, aponta.

A empresa encontrou uma maneira de reverter esse cenário ao migrar para um ambiente de infraestrutura como serviços (IaaS). Uma opção era alocar os ativos de hardware da Steel Technologies em escritórios com sistemas de segurança e de ar condicionado e instalações melhores do que o da companhia. “Mas se alguém batesse em um poste de telefone em Shelbyville Road?”, diz Honerkamp, referindo-se à rua Louisville, em Kentucky, onde a empresa está sediada. “Poderia acabar com toda a companhia”. Um investimento de 900 mil dólares em servidores, armazenamento, refrigeração e fontes de alimentação estava em jogo.

Em vez disso, optou por entregar a infraestrutura e a gestão do ERP a um prestador de nuvem privada. “Ele possui um data center, o hardware, os próprios aplicativos e os sistemas operacionais para gerenciar a infraestrutura. Além de fornecer um serviço de administração que cuida de tudo”, diz.

Recuperação de desastres e planos de contingência tiveram papel fundamental na decisão da empresa na hora de realizar a transição para um serviço em nuvem. O movimento também permitiu direcionar sete profissionais antes focados em infraestrutura para a análise dos negócios.

A migração para IaaS, no entanto, significou grandes mudanças nos papéis dos funcionários da tecnologia da informação. Por exemplo, hoje, a função do gerente de serviços técnicos é outra. “Antes, ele era o gestor de pessoas focadas em servidores”, diz. “Agora, ele ainda tem responsabilidades relacionadas à infraestrutura, mas terá de gerir a relação com os profissionais em um nível mais elevado”, afirma.

Essas novas habilidades são necessárias quando um serviço alocado dentro de casa passa para o modelo IaaS. “Assim, há uma mudança da função da equipe de TI”, avalia David Rutchik, sócio da empresa de consultoria de outsourcing Pace Harmon. E não é só. “Os gerentes devem se relacionar com as diferentes unidades de negócios. Assim, eles não apenas conhecem os benefícios que podem ser colhidos após a migração para o modelo as a service, mas também as limitações”, aponta Rutchik.

“Não há nenhum curso que ensine gestão de relacionamento”, diz Honerkamp. “Em muitas empresas de médio porte, encontramos várias pessoas que se veem como gerentes executando as mesmas tarefas que as pessoas que reportam a elas. Mas um gestor precisa ser mais estratégico”, pontua.

Rutchik acrescenta que TI também deve ter capacidade de análise financeira sólida, uma vez que mudar para IaaS pode gerar ramificações à medida que os custos são direcionadas para despesas operacionais. Honerkamp, um veterano CIO, tem essas habilidades. Enquanto isso, ele está recrutando novos analistas de negócios com habilidades operacionais, financeiras e de compras.

Quanto às salas antigas de equipamentos, a empresa deu uma nova função a elas: os espaços estão vazios, ação necessária para uma companhia em crescimento.

Dell e VMware reforçam virtualização de desktops

http://computerworld.uol.com.br

A Dell anunciou, nesta quinta-feira, uma oferta de servidor com configuração plug-and-play para a implantação de até 200 máquinas virtuais VMware, junto com os sistemas de rede e armazenamento necessários para rodá-las.

Na mesma linha, a Dell está oferecendo também uma infraestrutura de desktop para permitir que os usuários comprem servidores pré-configurados com centenas de desktops virtuais com dois sistemas de virtualização: VMware e XenDesktop, da Citrix.

Além disso, a Dell ainda anunciou investimentos de 1 bilhão de dólares em cloud computing, que serão destinados a ofertas de e-mail, além de armazenamento, desktops e backup de e-mails na nuvem. Para apoiar tudo isso, dez data centers seriam construídos em todo  mundo nos próximos 24 meses.

A visão dos executivos da Dell é de que a virtualização pode ser vantajosa, mas não é fácil de gerenciar, por isso é necessário oferecer soluções mais fáceis de serem implantadas e gerenciadas. Além de ofertas pré-configuradas, com extensões para gerenciamento, a Dell ainda atua com serviços na área de servidores gerenciados.

A unidade vStart 100 é a unidade pré-configurada para  cem máquinas virtuais, com preço de 99 mil dólares. A unidade com 200 máquinas virtuais custa a partir de 169 mil dólares.

VMware trabalha em documentação
A VMware, além da parceria com a Dell, decidiu produzir documentação relacionada com escalabilidade e desempenho de rede WAN para que a tecnologia de virtualização de desktops seja mais aplicável em larga escala.

A razão é a aceleração desse mercado na segunda metade do ano passado. De acordo com o vice-presidente de computação para usuário final da VMware, Vittorio Viarengo, as companhias ainda estão na fase piloto e o que a empresa quer é divulgar documentação para dar melhores direções sobre como usar a tecnologia e fazer eventuais migrações.

Para Viarengo, a tecnologia ainda está em sua infância. As empresas precisam aprender como tirar proveito dela, aplicando, por exemplo, uma tecnologia de single sign-on (login único) para o uso de toda a infraestrutura e aplicações, de forma segura.

Além disso, as empresas precisam se dar conta de que nem tudo pode ser migrado para uma plataforma virtualizada. Aplicações que exigem gráficos pesados ou 3D, por exemplo, devem permanecer com suas máquinas físicas dedicadas, pois podem interferir na performance de toda a rede.

Jean Paul Jacob: três drivers para antever o futuro

1- Quais tecnologias estão em desenvolvimento atualmente em todo mundo?

2- O que as pessoas realmente desejam?

3- Quais os grandes problemas que se tenta resolver atualmente?

Eyephone

www.estadao.com.br

Por Rafael Cabral

Uma lente de US$ 1 que, ligada a um smartphone qualquer, faz complexos exames de vista em menos de dois minutos – e sem a necessidade da presença de um médico especializado. Ao final do teste, um aplicativo mostra o seu problema na tela do celular.

Foi essa a invenção que garantiu ao estudante brasileiro Vitor Pamplona (foto) o segundo lugar no MIT Ideas, uma competição de ideias inovadoras para o serviço público. “Você consegue fazer o teste sozinho. Ele detecta miopia, hipermetropia e astigmatismo”, explica, em entrevista ao Link.

Cursando o doutorado em computação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Vitor Pamplona é desde outubro um dos pesquisadores visitantes do Media Lab do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Um mês depois de sua chegada, começou o projeto da Netra (ou EyePhone, como a revista Fast Company apelidou a lente). A ideia era fabricar um equipamento oftalmológico com materiais acessíveis para todos.

Para desenvolvê-lo, ele contou com a ajuda de seu orientador, o professor Manuel de Oliveira, e também com sugestões de Ankit Mohan e Ramesh Raskar, acadêmicos do MIT. Já em janeiro deste ano, os primeiros testes já haviam sido finalizados e o projeto aceito para a Siggraph, a maior conferência do mundo de computação gráfica.

Samsung Behold II e Nexus One já foram testados (Foto: Divulgação)

No programa usado com o equipamento, o usuário vê duas linhas: uma vermelha e uma verde. No atual protótipo, elas são projetadas em diferentes ângulos e a tarefa do paciente é movê-las, com os botões do smartphone, até que se sobreponham. Se o usuário possuir uma visão perfeita, as linhas já estarão sobrepostas e ele não precisará fazer nada. Em casos de miopia, astigmatismo ou hipermetropia, elas estarão separadas – e cabe ao software identificar o problema e quantos graus o óculos terá.

Como a Netra é um dispositivo médico, é necessário fazer uma série de testes e obter certificados internacionais para que possa começar a ser comercializada. “Os próximos passos são os testes clínicos lado a lado com os equipamentos oftalmológicos profissionais. Para nós, é muito mais importante mapear os casos de falha do que os de sucesso”, diz o catarinense.

O inventor conta que o seu fascínio pela área surgiu conforme se aprofundava no assunto. “Ao contrário do que se pensa popularmente, ainda há muito o que pesquisar no sistema visual. Como a minha formação é em computação, eu posso ajudar outros pesquisadores e profissionais criando novas tecnologias e melhores meios de extrair informações do corpo humano”.

Seu objetivo é levar a tecnologia para lugares onde a oftalmologia é cara, rara ou inexistente, como áreas pobres da África, da Índia e do Brasil. Nesses três lugares, celulares não faltam.

“Há boas propostas surgindo para a popularização da medicina. Palavras-chave como Saúde 2.0 e Medicina Participativa vieram para ficar”, acredita. O equipamento criado pela equipe tem justamente esse espírito: democratiza os exames, que podem ser feitos por um agente local ou pelo próprio paciente. Habitantes de pequenas cidades e vilarejos poderiam se tornar provedores de saúde, participando de alguns treinamentos.

Vitor não pensa em ocupar o lugar do oftalmologista, mas oferecer mais uma ferramenta para o trabalho deles em lugares em que não há equipamentos ou onde há poucos médicos. “Quero facilitar o acesso à informação médica para a população.”

“No passado, para tirar uma simples fotografia era necessário ir a um especialista treinado em operar um dispositivo caro, complexo e sensível. Hoje em dia, todos possuem uma câmera no bolso, mas a profissão de fotógrafo ainda existe e continua sendo lucrativa. Dá para fazer uma analogia. Daqui a cinquenta anos, grande parte dos testes talvez já possam ser feitos em casa e apenas a parte importante precisará do auxílio de especialistas”, diz.

Para popularizar sua invenção, ele e os outros desenvolvedores criaram a PerfectSight, o braço comercial do projeto, que pretende vender o dispositivo no mundo todo. “Podemos mudar a vida de muitas pessoas com um dispositivo barato assim.”

Caminhos para democratizar o conhecimento

http://www.ethevaldo.com.br/

31 de janeiro de 2010

por Ethevaldo Siqueira

Começo com uma pergunta e uma provocação: por que a universidade é tão conservadora e tão preconceituosa diante de algumas inovações e tendências mundiais? Refiro-me, especificamente, à tendência do conteúdo aberto (open contents), comentada nesta coluna na semana passada, quando analisei as conclusões do Horizon Report de 2010.

Ao longo da história, não tem sido fácil abrir o conteúdo das ciências, da literatura e das artes em geral. Na Idade Média, o conhecimento mais avançado da humanidade permanecia trancafiado nos mosteiros, só acessível aos iniciados e privilegiados, escribas, sacerdotes e nobres que podiam pagar os preços proibitivos dos manuscritos. A primeira revolução veio com o livro, a partir da invenção da imprensa por Gutenberg, por volta de 1455.

Durante mais de cinco séculos, desde a invenção da imprensa, a humanidade tem vivido outras revoluções tecnológicas, como as da máquina a vapor, da eletricidade, do rádio, da TV e da internet. Todos esses avanços têm acelerado, de alguma forma, o processo de difusão da informação. Mesmo assim, o acesso ao conhecimento continua a enfrentar barreiras inconcebíveis, inclusive na universidade, uma instituição que nasceu no século 14, exatamente com a proposta central de universalizar a cultura.

INICIATIVAS PIONEIRAS
Diversas instituições de renome, no entanto, começam a abrir seus conteúdos de informação e conhecimento, como é o caso, entre outras, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da Universidade da Califórnia em Berkeley. Nesta última, pude testemunhar há pouco mais de duas semanas a experiência mais ousada de abertura do conhecimento a toda a população: todas as aulas, seminários e debates de Berkeley podem ser livremente repetidos pela internet e pela TV por qualquer cidadão. Parei diante de um monitor da própria universidade, em seu refeitório, e assisti a uma aula de física que poderia ser vista ao mesmo tempo por milhões de outras pessoas nos Estados Unidos.

É claro que, em menor escala, essa abertura já existe em uma centena de universidades em todo o mundo. No Brasil, entretanto, as resistências têm sido muito grandes, ora por motivos puramente formais ou burocráticos, ora por simples má vontade ou inércia. Assim, a universidade brasileira tem permanecido segregada, fechada, em sua condição de redoma ou convento intelectual.

AMBIENTES CONTRADITÓRIOS
O professor Fredric Litto, criador da Escola do Futuro da Universidade de São Paulo e presidente da Associação Brasileira de Ensino a Distância (ABED), lembra que, no mundo atual, há dois ambientes culturais bem distintos e contraditórios: “Na cultura da escassez, herdada do passado, todo mundo acreditava que as coisas boas sempre vêm em quantidades pequenas – como ouro, diamantes, perfumes finos, inteligência e acesso ao conhecimento, frequentemente contido em livros raros –, disponíveis apenas para os mais ricos. Em contraposição, na cultura da abundância, que emerge nestes tempos em todo o mundo, partimos do reconhecimento de que a sociedade é rica em objetos e manifestações culturais, técnicas e científicas – ou, simplificadamente, conhecimento – e que o ato de disponibilizar amplamente o acesso a todo esse acervo complexo e dinâmico é, por um lado, uma questão de justiça, e, por outro, uma garantia maior de que as grandes decisões no futuro serão tomadas em compreensão bem informada”.

Para o professor Litto, a primeira visão da cultura, a da escassez de acesso ao conhecimento, torna-se inconveniente no mundo deste início de século 21: “Se você acredita na cultura da abundância, no entanto, prepare-se para uma revolução cujos resultados no longo prazo são impossíveis de enxergar com clareza”.

De fato, as novas tecnologias de comunicação já ultrapassam a fase do uso incipiente, que era o de apenas fazer mais rapidamente e com maior precisão as mesmas coisas que fazíamos no passado, e começam a abrir a possibilidade de realização de conquistas sociais impensáveis até há alguns anos. Talvez o aspecto mais radical e fascinante desse mar de possibilidades seja o fenômeno de abertura, que se amplia e avança em todos os sentidos.

NÃO FALTAM FERRAMENTAS
Com o incrível progresso das novas tecnologias da informação e da comunicação, dispomos das ferramentas mais eficientes para esse processo de democratização do conhecimento. Com esse arsenal de novos recursos, podemos ir muito além da simples e romântica visão de uma universidade aberta. A cada dia que passa, torna-se mais fácil, mais rápido e mais barato organizar, processar, armazenar e transmitir milhões de terabytes de informação sistematizada.

Imagine o potencial dos grandes portais já disponíveis sobre saúde e medicina, com conteúdo fornecido pelas melhores universidades, para orientação de cada cidadão. Essa é, aliás, a filosofia do paciente informado que se expande pelo mundo. Nos Estados Unidos, as universidades de Harvard, MIT, Columbia, Illinois, Berkeley e Stanford uniram-se para criar um portal-modelo de saúde para o grande público (http://www.medpedia.com). Visite-o, leitor.
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Datacenters e a superação de desafios

http://www.convergenciadigital.com.br

Estamos nos estágios iniciais de um processo evolutivo que irá transformar os datacenters de centros de custos baseados em tecnologia, em ativos estratégicos de negócios. Essa transformação tem potencial para impactar positivamente a operação como um todo e, mais importante, gerar vantagem competitiva.

Mas é o processo completo da transformação que traz incertezas: como partir de um modelo de superdimensionamento que se mostra insustentável, passar pelos desafios da virtualização e finalmente adotar um novo modelo, baseado na antecipação das necessidades e da utilização?

A TI deve lidar, ao mesmo tempo, com os problemas do modelo existente e do emergente; a gestão eficaz do processo de evolução requer a superação dos desafios colocados por ambos os modelos.

O insustentável modelo do superdimensionamento

Os datacenters de hoje estão estruturados no modelo do superdimensionamento: se uma aplicação é tida como necessária, estimativas são feitas sobre quais recursos serão precisos para rodá-la. Isso porque os requisitos de nível de serviço não se aplicam somente ao processamento médio das transações, esses recursos são dobrados ou até triplicados, para que possam atender aos picos de demanda. Como resultado, os servidores adicionais, em geral, lidam somente com os momentos de pico. Surge assim, um problema inevitável: a maior parte dos servidores tem uma taxa de utilização de apenas 5 a 10% de sua capacidade, gerando um pobre retorno sobre o investimento.

Para maximizar o retorno de negócios e proteger a reputação da empresa, a TI deve prevenir-se contra interrupções de serviço, atender a diretrizes de conformidade e agilizar os ciclos de implementação de novos recursos; tudo isso, ao menor custo possível. Além disso, vivemos em um mundo de diversas plataformas de aplicações, de segurança, de sistemas – virtuais,físicos e agrupados — e de outros dispositivos, fornecidas por diferentes fabricantes. Para completar, as configurações mudam constantemente, enquanto proliferam os processos e as melhores práticas recomendadas.

A falta de energia e de espaço

A transformação dos datacenters também traz preocupação no que se refere ao consumo de energia e aos custos contraídos de antemão. O superdimensionamento dos recursos dos servidores é um gigantesco escoadouro de dinheiro gasto com sistemas de energia e de resfriamento. Pesquisas revelam que, mesmo ociosos, os servidores consomem 30% da energia consumida em horários de pico. Despesas com energia elétrica e ar condicionado, no decorrer do ciclo de vida do servidor, são agora significativamente mais altas do que o investimento inicial em hardware e suporte. Assim, estes valores, somados aos custos da infraestrutura mecânica em si, ultrapassam os benefícios de caixa obtidos na origem do superdimensionamento.

Gestão de configuração: fora de controle

Enquanto isso, as equipes de operações e de suporte ao cliente lutam para estar em dia com o crescente número de sistemas e aplicações, além das intermináveis alterações de configuração (autorizadas ou não), que suportam serviços críticos para os negócios e iniciativas estratégicas. De maneira geral, o objetivo da gestão e da auditoria de configuração nos datacenters é assegurar a aderência e a conformidade às políticas regulatórias, mas as variações na configuração podem afetar o desempenho dos servidores e das aplicações. Utilizando os atuais processos e ferramentas de gerenciamento – manuais ou pré-agendados -, a TI não consegue reagir apropriadamente em relação a problemas nos serviços e a novos pedidos de provisionamento de servidores e aplicações.

Virtualização gera uma nova complexidade

A introdução de máquinas virtuais em ambientes com ferramentas de monitoramento e gerenciamento, desenhadas apenas para dispositivos físicos, acrescenta um novo nível de complexidade, dificultando sobremaneira o rastreamento das máquinas virtuais, o gerenciamento do desempenho e a sua constante manutenção. A falta de ferramentas centralizadas e de automação torna difícil, senão impossível, a manutenção dos níveis de serviço e o alinhamento com os objetivos de negócios.

O modelo do datacenter dinâmico: um trabalho em movimento

Ao invés de se apoiar na abundância de servidores físicos, o modelo do datacenter dinâmico possibilita que a TI antecipe a demanda e proceda à imediata implementação de recursos físicos e virtuais, onde e quando eles sejam necessários. Assim, a TI pode maximizar a utilização dos servidores para máquinas físicas, virtuais e agrupadas. Como os seus equivalentes físicos, os servidores virtuais são implementados em diversas plataformas, o que resulta em uma complicada mistura entre máquinas físicas, virtuais e agrupadas. Cada máquina virtual gera seu próprio ambiente e seus sistemas a serem rastreados, ao lado de seu relacionamento com os servidores físicos ‘hospedeiros’. Mas a maioria das ferramentas de gerenciamento de sistemas hoje disponíveis, não gerencia a relação servidores físicos/virtuais e não suporta a gama de plataformas existentes. A falta de um gerenciamento centralizado cria outro nível de complexidade operacional, tornando impraticável o monitoramento de um ambiente misto. Ou seja: a TI precisa de uma nova geração de ferramentas e estratégias de gerenciamento para lidar com a crescente demanda por aplicações e serviços de negócios, e para gerir a complexidade dos datacenters. Os desafios parecem assustadores, mas novas tecnologias já estão disponíveis ou emergindo, para ajudar na gestão do modelo de superdimensionamento e na sua evolução para o novo e dinâmico modelo dos datacenters.

Virtualização e automação: fundamentos do datacenter dinâmico

Para gerenciar a transição entre modelos – do superdimensionamento para o dinâmico –, transformando o datacenter em um ativo de negócios, a intervenção de sofisticadas ferramentas de gerenciamento e de processos de TI é fundamental. E obviamente, virtualização e automação são componentes críticos do novo modelo. A virtualização provê a força para a implementação pró-ativa de servidores, facilmente ajustando e alocando recursos, quando e onde necessários. E a automação traz a capacidade da autogestão para muitos recursos essenciais do servidor e do sistema, tornando-os aptos a realizar de maneira impecável, tarefas que antes requeriam um catalizador humano.

Virtualização

O gerenciamento de ambientes virtuais e agrupados exige os mesmos recursos e tecnologias do ambiente físico. Mas a complexidade aumenta, tornando necessária a visibilidade granular sobre todos os processos e componentes da infraestrutura, assim como o acesso em tempo real a informações sobre desempenho e utilização de todas as máquinas, físicas e virtuais, e a capacidade para responder, também em tempo real, às demandas de negócios. Para isso, a TI precisa contar com funções avançadas de descoberta e visualização, gerenciamento unificado e, principalmente, a capacidade para alocar recursos de forma dinâmica, com base na demanda e nas políticas.

À medida que cresce o movimento em direção à automação, os seguintes recursos e funções são identificados como essenciais para o sucesso: Descoberta e Visualização Avançadas, Gerenciamento Centralizado e Seguro (Normalização de Dados), Detecção de Configuração e de Alteração (Manutenção da Conformidade) e Análise de Desempenho.

Informações em profundidade, em tempo real, e sobre o histórico do desempenho do sistema, tanto para recursos físicos como virtuais, ajudam o staff a rapidamente diagnosticar problemas e tomar decisões bem fundamentadas sobre como lidar com eles. Além disso, as informações sobre desempenho podem ser facilmente obtidas para utilizações diversas; entre elas, análise de tendências e planejamento de capacidade. A compreensão sobre como o desempenho do sistema e seu mapeamento impactam os processos de negócios ajuda na obtenção da continuidade dos negócios e na melhora da eficiência operacional.

Alocação adaptável e dinâmica de recursos

A disponibilização de imagens e de software significa, na prática, o provisionamento dinâmico de pacotes de aplicações para servidores gerenciados remotamente, de acordo com as políticas e a demanda. Além disso, o provisionamento dinâmico do servidor, baseado nas políticas, ajusta a utilização de recursos em tempo real, de acordo com a demanda, mantendo os níveis de serviço. A alocação dinâmica de recursos apóia-se na automação inteligente, apta a responder às constantes alterações na demanda de negócios. Servidores subutilizados voltam a trabalhar e o consumo de energia é minimizado. Trata-se de um passo significativo em direção à TI verde e à proteção ambiental.

A adoção do modelo do datacenter dinâmico ataca o problema da super e da subutilização de recursos, associada à falta de automação. Assim, a TI pode ter ganhos em eficiência operacional, corte de custos – especialmente, aqueles relacionados ao consumo de energia -, redução de riscos e de complexidade da infraestrutura, e ainda, melhor controle dos investimentos em capital. E ao alocar recursos para aplicações e serviços, de acordo com a prioridade e a demanda dos negócios, a TI pode controlar os crescentes gastos operacionais e de capital.

*Rosano Moraes é vice-presidente da unidade de negócios de Gerenciamento de Infraestrutura e Automação da CA para a América Latina.