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Archive for the ‘Tecnologia’ Category

Dez decisões estúpidas que selaram o destino de empresas de tecnologia

Dan Tynan, da PC World/EUA
19-08-2009

Há casos de empresas que perderam grandes oportunidades de se destacar e que teriam mudado o cenário tecnológico atual. Confira.

Uma coisa é certa: os maiores acordos tecnológicos nunca aconteceram e os produtos e serviços mais promissores nunca foram lançados. E sabe por qual motivo? Pelo simples fatos de as pessoas e as empresas envolvidas não perceberam o que estavam deixando escapar por entre os dedos ou porque simplesmente não foram capazes de prever o que poderia acontecer.

Mude apenas algumas das circunstâncias e poderíamos não ter a Apple ou a Microsoft de hoje. O Yahoo poderia ser o gigante de buscas, deixando o Google para trás. Você poderia estar lendo esta matéria em um computador embutido em uma Xerox por meio de uma conta no CompuServe, enquanto ouvia música em um RealPod. Confira nossa lista com as maiores oportunidades já perdidas na história da tecnologia.

1 – O Yahoo perde o Facebook yahoo_facebook.jpg

Em 2006 o Facebook era uma rede social com dois anos de vida e que muitos pensavam ser um parque de diversões digital para um bando de nerds de uma faculdade. No mundo das redes sociais, os 100 milhões de usuários do MySpace varriam completamente os pouco mais de 8 milhões de usuários do Facebook.

Então quando o Yahoo ofereceu 1 bilhão de dólares para o “bebê” de Mark Zuckerberg – quase o dobro do que Rupert Murdoch gastou com o MySpace em 2005 – as pessoas disseram para Mark aceitar o negócio. Na verdade Yahoo e Mark, que na época tinha apenas 23 anos, chegaram a um acordo em junho de 2006.

Foi quando o Yahoo apresentou problemas financeiros e suas ações caíram 22% de um dia para o outro. Terry Semel, CEO do Yahoo naquele período, reagiu diminuindo a oferta para 800 milhões de dólares. E Zuckerberg recuou. Dois meses depois Semel refez a proposta de 1 bilhão de dólares, mas já era tarde demais.

Hoje o Facebook possui mais de 250 milhões de usuários cadastrados e vale algo  entre 5 e 10 bilhões de dólares. Três anos e dois CEOs mais tarde, e o Yahoo ainda luta para sobreviver.

2 – Real Networks rejeita o iPod tonyfadell.jpg

As pessoas acreditam que o Steve Jobs inventou o iPod. Não, não foi ele. Jobs, a muito custo, disse sim ao engenheiro Tony Fadell. Mas isso após o pessoal da Real Networks ter rejeitado a ideia de Fadell para elaborar um novo tipo de tocador de música, em meados de 2000. Aliás, a empresa onde Fadell trabalhava, a Phillips, também recusou sua ideia.

Àquela altura, os MP3 players já estavam em alta, mas o conceito de Fadell era um pouco diferente: menor, mais fino e focado em um sistema de entrega de conteúdo que daria aos amantes da música uma forma mais simples de ter suas canções favoritas. (Jobs na verdade é famoso por criar o design do iPod.)

Hoje este sistema de entrega de conteúdo é conhecido como iTunes e a Apple control\ cerca de 80% do mercado de música digital. Fadell trabalhou e dirigiu a divisão de iPods da Apple até novembro de 2008. E a Real Networks ainda é um player do mundo de streaming de mídia, mas sua parcela no mercado ainda é uma fração do que a Apple faz sozinha com o iTunes.

3 – Sony e Toshiba não se entendem no formato de alta definição blu-ray_hd-dvd.jpg

Poucas guerras de formatos saíram tão caras para os participantes como foi com a travada pelo padrão de discos em alta definição. De um lado estava o Blu-ray, encabeçado pela Sony. Do outro, o HD DVD, liderado pela Toshiba.

De 2002 em diante, os dois lados batalharam, cada um juntando forças e aliados para suportar seus competitivos e incompatíveis formatos. Em 2008, a Sony deu o golpe final na Toshiba, pagando 400 milhões de dólares para a Warner Brothers Studios, para que a empresa adotasse o formato Blu-ray, em detrimento do HD DVD.

Curiosamente, a Sony e a Warner travaram uma batalha em meados da década de 1990 por um novo formato para filmes.Só que naquela época, ambos acertaram suas diferenças, uniram as melhores especificações de cada um e criaram o chamado Digital Versatile Disc, também conhecido como DVD.

A oportunidade perdida de criar um único formato de alta definição sacrificou anos de vendas para todas as empresas envolvidas. Se os dois lados tivessem unido forças em 2002, os discos em alta definição estariam dominando o mercado de filmes e shows atualmente. Mas em vez disso, os DVDs ainda têm vendas mais significativas do que os títulos em Blu-ray, e o futuro pertence ao streaming de mídia e vídeos sob demanda.

4 – Digital Research: a outra Microsoft digital_research.jpg

Este é um clássico. Em 1980, quando a IBM estava a procura de alguém para construir um software operacional para seu novo IBM PC, a Microsoft não foi a primeira opção. Na verdade, ninguém menos que o próprio Bill Gates sugeriu que a Big Blue se aproximasse de Gary Kildall da Digital Research, e autor do sistema operacional CP/M.

A lenda diz que Kildall dispensou a IBM para não perder um voo que deveria fazer. Mas a história real foi que Kildall estava voando para entregar um produto para outro cliente e deixou sua esposa negociando com a IBM. Dorothy Kildall não gostou de algumas partes do acordo e não fechou com os executivos da IBM.

A Big Blue voltou a Gates, que juntamente com seu parceiro Paul Allen lançou o MS-DOS, baseado no QDOS de Tim Paterson, que consequentemente era baseado no CP/M. A IBM acabou oferecendo tanto a versão DOS da Microsoft (por 60 dólares) quanto a versão CP/M (240 dólares) em seus novos IBM PCs. E o produto mais barato se deu melhor.

Antes do DOS, os produtos mais significativos da Microsoft foram as versões da ferramenta de programação BASIC. Depois do DOS..  Bem, está é uma história que todo mundo conhece. Será que a Microsoft teria todo esse monopólio se não tivesse fechado negócio com a IBM? Nós nunca saberemos.

5 – Xerox vai na direção oposta xerox_alto.jpg

Este é outro clássico. Mais de uma década antes dos Macintosh e dos PCs com Windows, antes mesmo até do MITS Altair, existiu o Alto, o primeiro computador do mundo com uma interface gráfica baseada em janelas.

Desenvolvido na Xerox PARC, o Alto possuía mouse, rede ethernet e um processador de texto bem simples. Acontece que em 1973 o mercado de computadores pessoais ainda não existia e a Xerox não sabia exatamente o que fazer com o Alto.

A empresa fabricou algumas milhares de unidades e as distribuiu nas universidades. Diz a lenda que, em 1979, Steve Jobs visitou a Xerox PARC, viu o Alto e incorporou muitas das características dele nos computadores Apple Lisa e Mac.

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Steve Jobs mais jovem, em 1979

Um curto período depois e a Xerox finalmente percebeu seu erro e iniciou uma campanha para lançar o Xerox Star, uma workstation gráfica baseada na tecnologia desenvolvida para o Alto. Mas aí já era tarde.

6 – Indústria fonográfica continua no mesmo ritmo

Talvez nenhuma outra indústria tenha perdido mais oportunidades do que o mercado musical. Em 1999, o Napster, de Shawn Fanning, facilitou como nunca o compartilhamento de músicas online. As empresas fonográficas reagiram processando o Napster por contribuir com a pirataria.

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O então CEO do Napster, Hank Barry, sugeriu à indústria musical que adotasse um acordo no estilo de licença para rádio que pagaria pelos royalties dos artistas pelas músicas distribuídas via internet. Mas sua sugestão entrou por um ouvido e saiu pelo outro.

Os fãs do Napster rapidamente moveram-se para outras redes P2P, como o Gnutella e o Grokster, e os programas de música “pirata” tornaram-se os inimigos número um da RIAA (Associação das Indústrias fonográficas da América).

Em 2000, a página MP3.com lançou um serviço que permitia aos membros carregarem músicas de sua própria coleção de CDs e fazer stream com elas para qualquer PC. A indústria fonográfica processou a MP3.com por infração de marcas registradas eganhou. A MP3.com foi vendida e hoje atua em outra área de negócios.

Adicione isso a todos os outros processos da RIAA contra o Grokster, Morpheus, Kazaa e outros cerca de 30 mil piratas de músicas. Hoje, como não seria diferente, o mercado de música digital está dominado por serviços de streaming como o Pandora.

Se a indústria fonográfica tivesse aceitado a parceria com o Napster, MP3.com ou qualquer outra rede de compartilhamento em voga na época, sem dúvida poderia controlar melhor as vendas de músicas digitais e sem os tantos problemas que enfrenta com a pirataria.

7 – CompuServe elimina sua chance de dominar a internetcompuserve.jpg

Observe a web de hoje, sua interatividade, habilidade de mídia social e muito conteúdo, e o que você verá? Uma versão melhorada do CompuServe de 1994. Mas, em vez de dominar o mundo online, a CompuServe foi varrida pela AOL e seus 50 bilhões de CDs “gratuitos” de instalação.

Em meados de 1990, a CompuServe Information Service tinha um inacreditável conjunto de vantagens que a maioria das empresas faria de tudo para ter: uma base fiel de consumidores, dados com informações detalhadas sobre esses consumidores, um conhecimento difícil de copiar e pouca concorrência. O que faltou? Provavelmente a vontade de investir na conversão dessas vantagens em algo sustentável.

Então a AOL chegou oferecendo bons preços e serviço ilimitado (contra as taxas por hora da CompuServe), uma interface mais simples e uma campanha de marketing massiva entregando CDs de instalação do provedor aos consumidores. Corporações que tinham participação nos fóruns da CompuServe mudaram para a web, pois os fóruns eram muito lentos para suportar a demanda.

Em 1997, a AOL adquiriu a CompuServe e, em junho de 2009, a clássica empresa foi deixada de lado. O fracasso da CompuServe não foi somente pelo fato de ter perdido uma única oportunidade, nem de ter perdido várias delas. Foi um importante exemplo que reforça uma lição bastante crítica: nos negócios, nunca fique de braços cruzados.

8 – O declínio da notícia impressa nos jornais craigslist.jpg

Os jornais impressos estão morrendo aos poucos e (para os jornais) os dedos do serviço online Craigslist podem ser encontrados por toda parte. Culpam o serviço gratuito de classificados online por se apossar dos anúncios de classificados, um dos maiores geradores de receita de qualquer jornal impresso, em qualquer parte do mundo.

Até 2005, os anúncios de classificados trouxeram mais de 17,3 bilhões de dólares para os cofres dos jornais nos Estados Unidos. De lá para cá, o uso dos sites de anúncios, como o Craigslist (bem como Amazon, Mercado Livre, eBay e Google) mais do que dobrou.

Se um consórcio de jornais tivesse comprado o Craigslist em 2005, as coisas poderiam ter sido diferentes. Em janeiro de 2008, em entrevista para a InfoWorld, o criador do Craigslist Craig Newmark disse que o papel da sua empresa na desestruturação do jornal impresso foi irrelevante. “Acredito que a queda dos jornais hoje em dia se deu devido à fraca apuração dos fatos”.

9 – O Google antes do Google

Em meados de 1990, a ferramenta de busca em voga não era a utilizada pelo Yahoo, Alta Vista, Lycos ou Hot Wired; era a Open Text Web Index. Assim como o Google hoje, a Open Text era reconhecida pela sua velocidade, exatidão e percepção. Em 1995, a Open Text Corp. alegou que havia indexado todas as palavras entre os mais de 5 milhões de documentos disponíveis na internet naquela época.

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Neste mesmo ano, o Yahoo incorporou a tecnologia de busca da Open Text em seu diretório. Mas dois anos após a parceria com o Yahoo, a Open Text abandonou o mercado de buscas e se moveu para o mercado de gerenciamento de empresas. Um ano depois o Google debutou. A grande perda de oportunidade? Não perceber como o mercado de buscas iria crescer.

“Se alguma coisa fez a Open Text especial, esse algo foi o fato deles terem chegado bem perto de uma tecnologia similar a do Google e naquele período”, disse Steve Parker, consultor de comunicações que ajudou a divulgar a aquisição da tecnologia de buscas da Open Text pelo Yahoo.

Segundo Parker, em uma liderança de três anos do Google, é de se considerar se o Google teria sido forçado a gastar mais dinheiro em um período menor e se teriam que correr contra o tempo para alcançar a liderança. Se as coisas tivessem sido diferentes, não seria difícil prever a Open Text como líder do mercado.

10 – Microsoft salva a maçã podre apple_logo.jpg

Há dez anos a Apple estava em sérios apuros. As vendas dos Macs estavam sendo ultrapassadas por cópias baratas da Power Computing e Radius. A empresa tinha pouco dinheiro em caixa, suas ações estavam muito baixas e estavam procurando por um novo CEO que substituísse Gil Amelio.

Então a Apple recebe uma injeção de dinheiro mais do que bem-vinda (150 milhões de dólares). A origem dos recursos era de se estranhar: a Microsoft, que também prometeu continuar a desenvolver o pacote Mac Office.

O acordo foi negociado pelo então consultor da Apple Steve Jobs, que foi vaiado durante o Macworld Expo ao anunciar o negócio. Pouco tempo depois, Jobs assumiu como CEO “interino” da Apple. E depois disso já sabemos o que aconteceu.

E se a Microsoft não tivesse perdido a oportunidade de deixar a Apple fracassar? Provavelmente estaríamos lutando para usar nosso WinTunes em nossos WinPhones. O mercado de música e vídeos estaria estagnado – ou pior, controlado por Hollywood. E estaríamos desesperados aguardando por alternativas melhores que o Windows.

Google traça planos para crescer no setor de aplicativos empresariais

Com o anúncio do Google de um sistema operacional para concorrer com o Windows, da Microsoft, o gigante das buscas na internet e seu executivo-chefe, Eric E. Schmidt, parecem cada vez mais determinados em minar os negócios centrais da rival, de programas de computação para empresas. Os problemas do Google em outra frente, no entanto, sugerem que a companhia poderá passar por duras penas para ganhar força contra a Microsoft.

Há dois anos, quando o Google entrou nos aplicativos empresariais, apontou a General Electric (GE) como um de seus grandes clientes. A GE começou a usar os aplicativos do Google para tarefas normalmente feitas no Microsoft Office, que inclui um processador de textos e um programa de planilhas. Agora, a GE está repensando a relação. Embora ainda use o Google Apps com alguns funcionários, passou a testar produtos similares de uma companhia chamada Zoho e versões on-line do Microsoft Office. “Vemos isto como uma corrida” para os negócios da companhia, disse o diretor de tecnologia da GE, Greg Simpson.

Com o crescimento da receita do Google desacelerando-se de 31%, em 2008, para uma projeção de 4% neste ano, a companhia tenta expandir-se além da venda de anúncios em buscas na internet. Os programas de computação para empresas representam uma área muito promissora. Mesmo a US$ 50 por pessoa – quase metade do que o Office custa – o Google Apps poderia trazer bons lucros. O Google, contudo, enfrenta dificuldades para atrair grandes clientes. Além da GE, o Google identifica apenas um punhado de usuários do APPs de renome, como a Salesforce.com e a Genentech. Este mês, o Google fez várias mudanças para aperfeiçoar o apelo de seus programas para as grandes companhias.

Um importante ponto escorregadio é a segurança. O site de buscas desenvolveu o Google Apps de forma que os documentos de textos e as planilhas criadas com os programas sejam armazenados nos servidores do Google, em vez de nos próprios computadores das empresas, como ocorreria com so aplicativos da Microsoft. Isso significa que companhias como a GE abrem mão de documentos internos de propriedade da empresa. Para algumas companhias, o sistema viola políticas de segurança e contabilidade. “Esse é provavelmente nosso maior obstáculo para expandir-nos com o Google”, disse Simpson, da GE.

A fabricante de softwares empresariais SAP também testou os aplicativos do Google, mas depois se afastou da ideia porque não desejava manter informações internas nos computadores do Google, conta uma fonte da empresa alemã. O diretor de tecnologia da SAP, Vishal Sikka, não quis comentar sobre o uso do Google Apps pela sua companhia, mas disse que o Google precisa fazer mais para tranquilizar seus clientes. Os programas da Zoho permitem às empresas deixarem seus dados nos próprios computadores.

O êxito no segmento de programas para empresas não é essencial para o Google. O site encaminha-se a contabilizar receita de US$ 22,7 bilhões neste ano, com lucro, antes dos impostos, de US$ 10,4 bilhões. Os esforços, porém, são crucialmente estratégicos. Os programas Word, Excel e Exchange, de e-mails, geram bilhões em lucros que podem ser usados para atacar o Google, como a Microsoft de fato o fez com o lançamento do Bing, uma ferramenta de buscas na rede mundial de computadores. A chave para o Google é forçar a Microsoft a defender o Office, seja por meio de lucros menores ou investimentos mais pesados. A Microsoft começou a reduzir o preço do Office e na semana passada a companhia informou que oferecerá versões gratuitas, financiadas por anúncios, do conjunto de programas, assim como uma versão mais completa, paga, a partir de 2010.

Até agora, as vendas do Google Apps vêm sendo minúsculas. O analista Jefrey Lindsay, do Sanford C. Bernstein, diz que as versões para empresas do programa gerarão US$ 140 milhões em vendas neste ano, cerca da 0,5% do total do Google. O presidente de operações para empresas do Google, Dave Girouard, afirma que o Apps dá lucro e que a companhia pretende ser paciente. “Temos de 10 a 20 anos para crescer neste mercado”, afirma. (Tradução de Sabino Ahumada) Copyright© 2009 The McGraw-Hill Companies Inc.

PCs virtualizados serão 49 milhões em 2013

Bruno Ferrari, de INFO Online
27/03/2009

SÃO PAULO – O mercado de hosted virtual desktop (HVD) deve atingir 49 milhões de unidades até 2013, segundo previsão da consultoria americana Gartner.

Os HDVs são thin clients que funcionam totalmente em ambientes virtualizados. Hoje, são apenas 500 mil máquinas rodando no mundo, num mercado de 1,5 bilhão de dólares. É o equivalente a apenas 1% dos PCs corporativos.

Para os próximos cinco anos, o cenário deve mudar de forma expressiva, de acordo com a consultoria. De 500 mil, os HVDs passarão a 49 milhões de máquinas até 2013, um total de 40% do total de computadores profissionais.

O Gartner estima que o mercado somará 65,7 bilhões de dólares em em 2013. Nos próximos cinco anos, a previsão é que 15% dos atuais PCs corporativos, algo em torno de 66 milhões de computadores, sejam tranformados em HVDs.

TAGS: Virtualização Thin clientsComputadores

Sprint estréia rede WiMAX móvel nos EUA

NOVA YORK – A Sprint Nextel estreou nesta segunda-feira (29/09), em Baltimore, a primeira rede comercial dos EUA com tecnologia WiMAX para serviços móveis.

A nova rede, apelidada de “Xohm” (pronuncia-se “zoam”), permite downloads de 2MB a 4MB por segundo, ou seja, ela é duas vezes mais rápida do que as redes de banda larga da Sprint, da Verizon Wireless, da T-Mobile USA e da AT&T.

A Xohm será ativada online pelos usuários, da mesma forma como fazem hóspedes em hotéis, quando acessam a internet por Wi-Fi.

Além dos planos mensais, que custam a partir de 30 dólares, a Sprint vai oferecer um serviço de acesso diário à rede por 10 dólares.

As próximas cidades onde será instalada a Xohm são Washington e Chicago, de acordo com o site da Sprint.

Redução de custos motiva adoção de cloud computing

http://www.tiinside.com.br

quinta-feira, 25 de setembro de 2008, 19h42

O cloud computing está determinado a provocar mudanças muito fortes no conceito de infra-estrutura de TI, vai quebrar paradigmas, mas ainda exige avaliações sérias sobre quais aplicações podem realmente ser tratadas dentro desse novo ambiente e quais as que devem continuar sendo processadas nos centros de processamento das empresas. Essa foi uma das tendências apontadas durante o painel “Cloud Computing – Qual o impacto nos serviços de TI e Telecom”, no 1º Seminário de Serviços Gerenciados de TI e Telecom, realizado nesta quinta-feira, 25, em São Paulo, pela revista TI INSIDE e organizado pela Converge Comunicações.

O painel reuniu cinco especialistas no assunto: José Nilo Cruz Martins, representante da divisão Google Enterprise no Brasil, Cezar Taurion, gerente de novas tecnologias da IBM, Otávio Pecego Coelho, gerente do grupo de arquitetura na Microsoft Brasil, Ricardo Chisman, líder da Accenture Technology Consulting, e Gilberto Mautner, CEO e CTO da Locaweb.

“Uma das grandes preocupações dos CIOs é identificar as melhores soluções dentro da arquitetura de cloud computing para tirar o melhor proveito para seu negócio. O que as empresas querem é saber como eliminar os custos fixos e transformar isso em custo variável”, diz Chisman.

A adoção da nova tecnologia, no entanto, não se dará com ampla aceitação por todos – provedores de serviços, consultorias e fabricantes de software, conforme relato apresentado por Pecego Coelho, da Microsoft. “Nós concordamos que cloud computing vai ser uma mudança muito forte no conceito de infra-estrutura de TI e o futuro dos data centers está nessa direção.

Contudo, a Microsoft acha que há serviços de computação que devem estar na rede, enquanto outras aplicações estarão na categoria dos serviços que deverão ser feitos pelas empresas. No mundo corporativo, as empresas precisam saber quem realmente se responsabiliza pelo processamento sem falhas de suas aplicações”, afirma o executivo.

Alta qualidade de banda larga pode acelerar crescimento de economias

Um novo estudo de qualidade de conexões de banda larga, envolvendo consumidores de 42 países, destaca a capacidade atual de cada país em utilizar a próxima geração de serviços e aplicativos web. O estudo, com foco em países da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), além de Brasil, Rússia, Índia e China, grupo chamado de Bric, foi conduzido por uma equipe de pesquisadores da Said Business School da Universidade de Oxford e do Departamento de Economia Aplicada da Universidade de Oviedo, com patrocínio da Cisco.

Dispondo de aproximadamente 8 milhões de registros de testes reais de velocidade de banda larga, conduzidos por usuários do mundo inteiro via o site Speedtest (www.speedtest.net), durante o mês de maio, a equipe de pesquisa calculou médias estatísticas para cada país a partir de três parâmetros de desempenho utilizados para determinar a qualidade de uma conexão de banda larga – velocidades de download e de upload, e latência (medida de demora na transmissão de dados).

A pontuação de cada país foi determinada por meio de uma fórmula que pondera cada parâmetro de acordo com os requisitos de qualidade de um conjunto de aplicativos populares, atuais e futuro. Aplicativos típicos atuais incluem navegação web, rede social, downloads de música, streaming básico de vídeo e bate-papo (chat) por vídeo, IPTV com definição básica e escritórios domésticos corporativos. Aplicativos futuros incluem telepresença, envolvendo consumidores, cuidados com a saúde, educação, compartilhamento e streaming de arquivos de vídeo de alta qualidade, IPTV de alta definição, transmissões ao vivo com qualidade de cinema e automação doméstica avançada.

Desempenho dos países

O Japão – país que havia se comprometido a investir em banda larga como uma fonte de vantagem competitiva – obteve, com ampla margem, a melhor pontuação de qualidade de banda larga entre os 42 países estudados. O país é o único que se mostrou preparado para oferecer a qualidade necessária para os aplicativos Web de próxima geração nos próximos três a cinco anos.

Suíça e Holanda tiveram o melhor desempenho de conexões de banda larga na Europa, resultado dos investimentos crescentes em expansões de rede a cabo e de fibra, combinados com uma diversidade competitiva e com o apoio de uma sólida visão e política governamental. Mais da metade dos 42 países estudados apresentaram conexões de banda larga com o nível necessário de desempenho para oferecer uma experiência consistente de qualidade para os aplicativos web mais comuns existentes atualmente. No entanto, alguns dos principais países, tais como Reino Unido, Espanha e Itália, ficaram em média abaixo desse limite.

O Brasil obteve uma pontuação baixa de qualidade de banda larga – 13 pontos. A velocidade média de download foi de 1.052 Kbps; a de upload, 344 Kbps. Quanto à latência – tempo que uma unidade de informação leva pra transitar de um ponto a outro da rede –, o estudo registrou uma média de 170 microssegundos no Brasil. Segundo o índice, o mercado de banda larga nacional revela uma competição com alto nível de fragmentação, isto é, muitos players fornecem o serviço. Além disso, a diversidade tecnológica da banda larga está em um nível médio, com grande concentração no ADSL (72%) e cabo (22%).

O fato de ter pouco legado histórico pode ser uma vantagem para o Brasil efetuar grandes saltos e ultrapassar outros países. Os níveis de uso no Brasil são os maiores entre os países emergentes – comparáveis aos níveis do Reino Unido. À medida que a penetração de mercado aumentar, uma concorrência maior aprimorará a qualidade.

O México está na menor faixa do índice de qualidade de banda larga, mas é interessante notar que os provedores de internet mexicanos oferecem velocidades que chegam perto do que anunciam.

Na Rússia, a alta pontuação da qualidade de banda larga pode ser atribuída à disponibilidade de tecnologia de fibra e altos níveis de concorrência. Embora a qualidade seja alta, a Rússia tem baixa penetração de banda larga quando comparada a outros países da OCDE, mas por outro lado está bem preparada para aplicações futuras, devido à alta velocidade de seus uploads.

“O estudo de qualidade de banda larga foi desenvolvido com a premissa de que a nova geração de aplicativos web dependerá de um nível melhor de desempenho de conexões de banda larga”, explicou Alastair Nicholson, professor da Said Business School da Universidade de Oxford. “A velocidade média de download é adequada para navegação na web, e-mail e download e visualização básica de vídeos, mas estamos vendo mais aplicativos interativos, mais uploads e compartilhamento de conteúdo gerado por usuários e uma quantidade cada vez maior de serviços de vídeo de alta qualidade sendo disponibilizados. Além disso, dado que o estudo também revelou uma correlação significativa entre a qualidade da banda larga de um país e seus avanços rumo a uma economia de conhecimento, os criadores de políticas precisam se concentrar em criar um ambiente para aprimorar os principais parâmetros de desempenho de banda larga no futuro.”