Archive for the ‘Tecnologia’ Category

Sprint estréia rede WiMAX móvel nos EUA

terça-feira, setembro 30th, 2008

NOVA YORK – A Sprint Nextel estreou nesta segunda-feira (29/09), em Baltimore, a primeira rede comercial dos EUA com tecnologia WiMAX para serviços móveis.

A nova rede, apelidada de “Xohm” (pronuncia-se “zoam”), permite downloads de 2MB a 4MB por segundo, ou seja, ela é duas vezes mais rápida do que as redes de banda larga da Sprint, da Verizon Wireless, da T-Mobile USA e da AT&T.

A Xohm será ativada online pelos usuários, da mesma forma como fazem hóspedes em hotéis, quando acessam a internet por Wi-Fi.

Além dos planos mensais, que custam a partir de 30 dólares, a Sprint vai oferecer um serviço de acesso diário à rede por 10 dólares.

As próximas cidades onde será instalada a Xohm são Washington e Chicago, de acordo com o site da Sprint.

Redução de custos motiva adoção de cloud computing

terça-feira, setembro 30th, 2008

http://www.tiinside.com.br

quinta-feira, 25 de setembro de 2008, 19h42

O cloud computing está determinado a provocar mudanças muito fortes no conceito de infra-estrutura de TI, vai quebrar paradigmas, mas ainda exige avaliações sérias sobre quais aplicações podem realmente ser tratadas dentro desse novo ambiente e quais as que devem continuar sendo processadas nos centros de processamento das empresas. Essa foi uma das tendências apontadas durante o painel “Cloud Computing – Qual o impacto nos serviços de TI e Telecom”, no 1º Seminário de Serviços Gerenciados de TI e Telecom, realizado nesta quinta-feira, 25, em São Paulo, pela revista TI INSIDE e organizado pela Converge Comunicações.

O painel reuniu cinco especialistas no assunto: José Nilo Cruz Martins, representante da divisão Google Enterprise no Brasil, Cezar Taurion, gerente de novas tecnologias da IBM, Otávio Pecego Coelho, gerente do grupo de arquitetura na Microsoft Brasil, Ricardo Chisman, líder da Accenture Technology Consulting, e Gilberto Mautner, CEO e CTO da Locaweb.

“Uma das grandes preocupações dos CIOs é identificar as melhores soluções dentro da arquitetura de cloud computing para tirar o melhor proveito para seu negócio. O que as empresas querem é saber como eliminar os custos fixos e transformar isso em custo variável”, diz Chisman.

A adoção da nova tecnologia, no entanto, não se dará com ampla aceitação por todos – provedores de serviços, consultorias e fabricantes de software, conforme relato apresentado por Pecego Coelho, da Microsoft. “Nós concordamos que cloud computing vai ser uma mudança muito forte no conceito de infra-estrutura de TI e o futuro dos data centers está nessa direção.

Contudo, a Microsoft acha que há serviços de computação que devem estar na rede, enquanto outras aplicações estarão na categoria dos serviços que deverão ser feitos pelas empresas. No mundo corporativo, as empresas precisam saber quem realmente se responsabiliza pelo processamento sem falhas de suas aplicações”, afirma o executivo.

Alta qualidade de banda larga pode acelerar crescimento de economias

terça-feira, setembro 16th, 2008

Um novo estudo de qualidade de conexões de banda larga, envolvendo consumidores de 42 países, destaca a capacidade atual de cada país em utilizar a próxima geração de serviços e aplicativos web. O estudo, com foco em países da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), além de Brasil, Rússia, Índia e China, grupo chamado de Bric, foi conduzido por uma equipe de pesquisadores da Said Business School da Universidade de Oxford e do Departamento de Economia Aplicada da Universidade de Oviedo, com patrocínio da Cisco.

Dispondo de aproximadamente 8 milhões de registros de testes reais de velocidade de banda larga, conduzidos por usuários do mundo inteiro via o site Speedtest (www.speedtest.net), durante o mês de maio, a equipe de pesquisa calculou médias estatísticas para cada país a partir de três parâmetros de desempenho utilizados para determinar a qualidade de uma conexão de banda larga – velocidades de download e de upload, e latência (medida de demora na transmissão de dados).

A pontuação de cada país foi determinada por meio de uma fórmula que pondera cada parâmetro de acordo com os requisitos de qualidade de um conjunto de aplicativos populares, atuais e futuro. Aplicativos típicos atuais incluem navegação web, rede social, downloads de música, streaming básico de vídeo e bate-papo (chat) por vídeo, IPTV com definição básica e escritórios domésticos corporativos. Aplicativos futuros incluem telepresença, envolvendo consumidores, cuidados com a saúde, educação, compartilhamento e streaming de arquivos de vídeo de alta qualidade, IPTV de alta definição, transmissões ao vivo com qualidade de cinema e automação doméstica avançada.

Desempenho dos países

O Japão – país que havia se comprometido a investir em banda larga como uma fonte de vantagem competitiva – obteve, com ampla margem, a melhor pontuação de qualidade de banda larga entre os 42 países estudados. O país é o único que se mostrou preparado para oferecer a qualidade necessária para os aplicativos Web de próxima geração nos próximos três a cinco anos.

Suíça e Holanda tiveram o melhor desempenho de conexões de banda larga na Europa, resultado dos investimentos crescentes em expansões de rede a cabo e de fibra, combinados com uma diversidade competitiva e com o apoio de uma sólida visão e política governamental. Mais da metade dos 42 países estudados apresentaram conexões de banda larga com o nível necessário de desempenho para oferecer uma experiência consistente de qualidade para os aplicativos web mais comuns existentes atualmente. No entanto, alguns dos principais países, tais como Reino Unido, Espanha e Itália, ficaram em média abaixo desse limite.

O Brasil obteve uma pontuação baixa de qualidade de banda larga – 13 pontos. A velocidade média de download foi de 1.052 Kbps; a de upload, 344 Kbps. Quanto à latência – tempo que uma unidade de informação leva pra transitar de um ponto a outro da rede –, o estudo registrou uma média de 170 microssegundos no Brasil. Segundo o índice, o mercado de banda larga nacional revela uma competição com alto nível de fragmentação, isto é, muitos players fornecem o serviço. Além disso, a diversidade tecnológica da banda larga está em um nível médio, com grande concentração no ADSL (72%) e cabo (22%).

O fato de ter pouco legado histórico pode ser uma vantagem para o Brasil efetuar grandes saltos e ultrapassar outros países. Os níveis de uso no Brasil são os maiores entre os países emergentes – comparáveis aos níveis do Reino Unido. À medida que a penetração de mercado aumentar, uma concorrência maior aprimorará a qualidade.

O México está na menor faixa do índice de qualidade de banda larga, mas é interessante notar que os provedores de internet mexicanos oferecem velocidades que chegam perto do que anunciam.

Na Rússia, a alta pontuação da qualidade de banda larga pode ser atribuída à disponibilidade de tecnologia de fibra e altos níveis de concorrência. Embora a qualidade seja alta, a Rússia tem baixa penetração de banda larga quando comparada a outros países da OCDE, mas por outro lado está bem preparada para aplicações futuras, devido à alta velocidade de seus uploads.

“O estudo de qualidade de banda larga foi desenvolvido com a premissa de que a nova geração de aplicativos web dependerá de um nível melhor de desempenho de conexões de banda larga”, explicou Alastair Nicholson, professor da Said Business School da Universidade de Oxford. “A velocidade média de download é adequada para navegação na web, e-mail e download e visualização básica de vídeos, mas estamos vendo mais aplicativos interativos, mais uploads e compartilhamento de conteúdo gerado por usuários e uma quantidade cada vez maior de serviços de vídeo de alta qualidade sendo disponibilizados. Além disso, dado que o estudo também revelou uma correlação significativa entre a qualidade da banda larga de um país e seus avanços rumo a uma economia de conhecimento, os criadores de políticas precisam se concentrar em criar um ambiente para aprimorar os principais parâmetros de desempenho de banda larga no futuro.”

Dispositivo na língua disponibiliza comando a paraplégicos

segunda-feira, junho 30th, 2008

30/06/2008 – 11h13


da BBC

Um grupo de cientistas do Georgia Institute of Technology, nos Estados Unidos, apresentou um dispositivo que permite a deficientes físicos controlar uma cadeira de rodas ou operar o computador mexendo apenas a língua.

Chamado de Tongue Drive (Impulso da Língua), o aparelho é um imã do tamanho de um grão de arroz que deve ser colocado na ponta da língua dos pacientes e “substituiria” o cursor do mouse de um computador ou o joystick que controla os movimentos das cadeiras de rodas elétricas.

O movimento do dispositivo magnético é detectado por sensores, que podem ser acoplados a um capacete ou a um aparelho ortodôntico bucal. Eles são responsáveis por transmitir os sinais para um computador portátil que pode ser carregado na roupa ou na cadeira de rodas do usuário.

Segundo o professor Maysam Ghovanloo, que desenvolveu o dispositivo ao lado do aluno Xueliang Huo, a língua foi escolhida porque não é controlada pelo cérebro por meio da medula espinhal –danificada nos paraplégicos.

“A língua é diretamente conectada ao cérebro por um nervo cranial que geralmente escapa dos danos causados em ferimentos na medula e das doenças neuromusculares”, diz Ghovanloo. “Além disso, os movimentos da língua são rápidos, precisos e não requerem muita atenção, concentração ou esforço”, explica ele.

Avanço

A equipe de pesquisadores realizou testes do aparelho com 18 pessoas saudáveis, que operaram o mouse do computador e uma cadeira de rodas elétrica apenas com o movimento da língua.

No teste com os computadores, os participantes testaram seis comandos diferentes que substituiriam o clique e o movimento do mouse –esquerda, direita, para cima, para baixo, clique único e dois cliques.

De acordo com os resultados, a resposta do computador para os comandos dados pela língua foram realizadas em menos de um segundo e os participantes tiveram quase 100% de precisão nos comandos.

Um grupo de comandos especial pode também ser desenvolvido para se adaptar às habilidades e necessidades dos pacientes.

“A pessoa pode potencialmente treinar nosso sistema para reconhecer o toque em dentes diferentes como comandos diferentes”, explica o cientista.

Os cientistas apresentaram o novo dispositivo durante um encontro da Sociedade Americana de Engenharia da Reabilitação e Tecnologia Assistiva, em Washington, nos Estados Unidos.

A equipe ressaltou que, ao contrário de outros dispositivos, o novo aparelho é não-invasivo e seu implante não requer cirurgias complicadas no cérebro.

O próximo passo será testar o dispositivo em pacientes com deficiências graves.

“Esse dispositivo pode revolucionar o campo da tecnologia assistiva ao ajudar indivíduos que sofrem de deficiências sérias, como aqueles que sofreram danos graves na medula espinhal, a ter uma vida mais independente, ativa e produtiva”, afirmou Ghovanloo.