Archive for the ‘Telecom Brasil’ Category

Modelo cooperativista viabiliza pequenos provedores na Paraíba

quinta-feira, outubro 22nd, 2009

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Chama a atenção o número de associações que representam os pequenos provedores de Internet no Brasil. Em âmbito nacional existem pelo menos duas (Abramulti e Abranet), mas além delas existem pelo menos mais três associações em âmbito regional – a Aprova, de Pernambuco, a Aprove da Paraíba e a InternetSul. Muito mais do que lutar pelos interesses dos seus associados, a Aprove da Paraíba mostra que o modelo cooperativista pode ser a única forma de viabilizar o negócio em cidades pequenas com baixo poder aquisitivo.

A associação controla uma licença de SCM e atua como a prestadora do serviço de telecomunicações. Para os provedores fica o serviço de valor adicionado, ou seja, a autenticação e validação dos logins à Internet. Nei Camilo, que assumirá a presidência da associação em dezembro, explica que muitos empresários – especialmente aqueles que atuam em cidades com baixo poder aquisitivo – não conseguem arcar com o custo da infraestrutura de rádio e com o custo da licença, por isso a associação foi uma saída para viabilizar esses pequenos negócios. “As cidades do interior da Paraíba são menores e com baixo poder de compra. Hoje a Anatel cobre R$ 9 mil pela licença. Mais a parte de engenharia, o custo chegaria a R$ 15 mil. Muitas cidades não comportam um investimento deste porte”, explica Camilo.

A Aprove foi formada em 2006 por seis empresas e depois vieram mais 10. Camilo explica que, antes da associação, essas seis empresas trabalhavam sem outorga de SCM na faixa não licenciada de 2,4 GHz. Entretanto, com o surgimento de centenas de provedores pelo Brasil, a Anatel passou a ser mais rigorosa na fiscalização dessas empresas que no fundo prestavam não só o chamado serviço de valor adicionado, mas também o acesso. “Muitos provedores foram lacrados e outros foram notificados. A gente entendia que a faixa não licenciada não precisava de licença. A legislação é muito vaga sobre isso”, diz Camilo.

Cada associado da Aprove paga uma mensalidade e tem uma cota na associação de acordo com o investimento necessário para construir a infraestrutura na sua cidade. A Aprove é quem recebe as mensalidades dos assinantes e repassa aos provedores já descontando o valor correspondente à capacidade que cada um deles utiliza do link de dados. Camilo revela que a Anatel não está mais concedendo licença de SCM para associações porque existe um “conflito tributário”, uma vez que a associação não tem fins lucrativos, não recolhe Imposto de Renda etc. “Não conheço nenhum outro modelo como o nosso”, diz ele.

Acesso à Internet X PIB

domingo, setembro 13th, 2009

Um estudo do Banco Mundial divulgado em novembro de 2008 indica que, para cada 10 pontos porcentuais de aumento no uso de internet rápida, há um crescimento de 1,38% do produto interno bruto (PIB) per capita de um país.

Operadoras de telecom expandem fronteiras de atuação São Paulo - Empresas avançam sobre mercado ocupado por companhias de tecnologia da informação

quinta-feira, abril 2nd, 2009

A entrada das operadoras de telecomunicações em nichos que antes eram dominados por companhias de tecnologia da informação é fato e vem se consolidando no Brasil nos últimos anos. As teles descobriram uma nova – e rentável – fonte de renda em serviços e produtos considerados, até alguns anos, tipicamente de TI.

“As operadoras estão buscando novos nichos para tentar compensar o processo de comoditização das redes. No varejo, o exemplo claro são os pacotes triple play”, avalia Jeferson Stabille, supervisor da prática Advisory Services - IT Effectiveness, da PricewaterhouseCoopers. “No âmbito corporativo, a tendência é investir na área de tecnologia da informação”, completa Kirtanananda Borrero, consultor da Pricewaterhouse.

A estratégia das teles é oferecer a seus clientes, além de um ponto de transmissão de dados, serviços como gerenciamento de redes e de segurança, hosting e acesso a hardware, por exemplo.

Aluguel
É o caso da Telefônica, que há dois anos lançou no País um serviço que já existia em sua sede na Espanha. Batizada de “Posto informático”, a solução oferece equipamentos de informática ou telefonia em modelo de aluguel para corporações usuárias do serviço de banda larga da operadora.

“O cliente paga uma mensalidade e não precisa se preocupar com a aquisição do equipamento, manutenção, seguro, atualização de antivírus, licença de software etc.”, enumera Mário Miloni, diretor de marketing de pequenas e médias empresas da operadora.

Miloni contabiliza 90 mil PCs em serviço neste modelo, mas diz que é difícil estabelecer a economia média que a solução pode gerar. “No caso de empresas novas, é um custo evitado. Para as já em funcionamento, a economia pode ser verificada na ponta do lápis”, observa.

Entre os grandes grupos, a operadora espanhola tem 2 mil clientes de seus “serviços tecnológicos”, que englobam hospedagem e terceirização total das áreas de telecomunicações e tecnologia da informação – excluindo-se, neste caso, desenvolvimento de software e BPO (Business Process Outsourcing), relata Maurício Trad, diretor de marketing do segmento empresas da Telefônica.

A versão do “Posto Informático” para os clientes graúdos chama-se “Posto de Trabalho”, que inclui tudo o que diz respeito ao computador e à conectividade. Ao todo, há 120 mil postos de trabalho vendidos em toda a América Latina, segundo dados da Telefônica.

Ao adotar uma solução que reúne em um único fornecedor voz, dados e TI, a empresa-cliente obtém uma redução média de 20% em seus custos, informa Trad. A diminuição não se dá apenas porque a operadora é capaz de criar uma oferta comercialmente mais interessante. Segundo o executivo, o compartilhamento de profissionais e de equipamentos entre diversos clientes também colabora para frear gastos.

“Temos um centro de comando que gerencia todos os equipamentos do Posto de Trabalho. Lá, compartilhamos ferramentas e profissionais especializados entre diversos clientes. Dessa forma, sou mais barato para o cliente e consigo solucionar problemas com mais rapidez”, detalha Trad.

Para pequenos e médios negócios, a Telefônica também oferece, além do aluguel de computadores, soluções de VPN (Virtual Private Network), co-location e web hosting – serviços de hospedagem da estrutura de servidores em seu data center. “Com o co-location, você coloca seu servidor no data center, mas o gerenciamento dele cabe a você. Já no web hosting, seus dados são armazenados digitalmente nos servidores da empresa de telecomunicações, você hospeda a sua rede ali”, explica Fernando Faria, analista sênior da Pyramid Research.

Entre o link e o BPO
A British Telecom (BT) atua no Brasil exclusivamente prestando serviços como gerenciamento de redes e de segurança, hosting, data center e soluções de conectividade via satélite para corporações e governo, duas áreas de foco da companhia. “A estratégia da BT, adotada há dez anos, foi se posicionar em um mercado não ocupado pelas empresas de commodity, que só forneciam links, e pelas que só forneciam BPO”, comenta Luiz Sanches, diretor geral da BT no Brasil.

Com uma carteira que contabiliza entre 550 e 600 clientes de todos os portes, a BT assumiu a posição de ASP (Application Service Provider), com a oferta de serviços de tecnologia da informação baseados em rede. “Posso oferecer até Windows sob demanda, colocando a licença no servidor que está no nosso data center em vez de instalá-lo em cada computador. Com isso, você vê o nível de integração que existe entre os nossos serviços e a TI”, ressalta.

Na contramão do caminho feito pela BT no Brasil, a Embratel conta, há cinco anos, com serviços como gerenciamento de redes, segurança e data center (com hosting e co-location) prestados para grandes corporações e governo. “Somos o hospital 24 horas da rede deles [os clientes]. A gente olha para a rede e diz se tem que expandir, otimizar, atualizar”, informa Danni Mnitentag, gerente de marketing corporativo da Embratel, sem citar o total de usuários das soluções.

Já a GVT soma cerca de 60 corporações de médio porte em seu serviço de gerenciamento de redes, que permite ao usuário acompanhar, pela internet, o status de sua infraestrutura. A operadora também presta serviços de co-location em grandes projetos e está desenvolvendo uma solução que possibilita ao assinante corporativo monitorar, em tempo real, os recursos de voz usados. “Já foi o tempo de se vender só link. Isso foi há 10 anos”, finaliza Mnitentag, da Embratel.

Dinamarca tem melhores teles do mundo

sexta-feira, março 27th, 2009
Reuters

Dinamarca tem melhores teles do mundo

Dinamarca lidera classificação do Fórum Econômico Mundial para desenvolvimento em telecomunicações.

GENEBRA - A Dinamarca é responsável pela economia mais madura do planeta em termos de telecomunicações, revelou o Fórum Econômico Mundial (WEF).

A notícia coloca os países nórdicos em uma posição vantajosa para lidar com a crise econômica global.

A Suécia ficou em segundo lugar na Lista de Desenvolvimento em Redes do WEF, patrocinada pela Cisco Systems, que avalia a disponibilidade e o uso de tecnologias de informação e comunicação nas nações, como por exemplo o acesso a serviços móveis e internet.

Na terceira posição aparecem os Estados Unidos, seguidos por Cingapura e Suíça. Países pobres como Bangladesh, Burundi, Zimbabwe, Timor-Leste e Chad ficaram nas últimas colocações.

No relatório, o WEF ressalta que investir em infra-estrutura e serviços de telecom pode estimular “a competitividade de forma geral e o progresso”, além de auxiliar os países a retomarem um crescimento saudável após a superação da atual crise financeira.

O acesso à banda larga deve ser visto hoje em dia como “parte da infra-estrutura essencial de uma nação e uma das bases da economia do conhecimento”, acrescentou o estudo, alertando para a urgência dos últimos colocados aprimorarem suas redes de telecom.

“Comunicações móveis têm papel fundamental nos países emergentes, facilitando imensamente o desenvolvimento da economia e a melhora da qualidade de vida”, afirma o WEF.

Os países melhor classificados são: Dinamarca, Suécia, Estados Unidos, Cingapura, Suíça, Finlândia, Islândia, Noruega, Holanda e Canadá.

O Brasil ocupa a 59º posição do ranking.

MVNOs estão próximas de virar realidade no Brasil

segunda-feira, novembro 17th, 2008

sexta-feira, 14 de novembro de 2008, 16h54