Archive for the ‘Telecom Brasil’ Category

Nokia leva internet aos rincões do Brasil

terça-feira, setembro 30th, 2008

info.abril.com.br

Quarta-feira, 24 de setembro de 2008 – 15h31

A iniciativa mundial faz parte da estratégia batizada de Village Connection e chega a dois municíipios do interior da Bahia com o nome de “Expedição Conectando o Brasil”.

 

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A empresa, que já promove testes na Índia e na Tanzânia, no continente africano, defende a adoção de um sistema auto-sustentável que seja fácil de implantar, de custo acessível para a população e barato para ser mantido.

Como explicou Mário Baumgarten, diretor de relações corporativas da Nokia Siemens, “a idéia é mostrar que alcançar o número de 5 bilhões de pessoas conectadas é possível”.

Hoje existem por volta de 3,5 bilhões de pessoas com algum tipo de conexão à internet em todo o planeta, onde vive um contingente de 6,5 bilhões de pessoas.

Com a iniciativa, a Nokia Siemens quer mostrar que é possível conectar 1 bilhão de pessoas de regiões carentes do globo em um período como três anos.

De acordo com o executivo, depois da África e da Índia, a empresa decidiu demonstrar sua idéia no maior país da América Latina e, por isso, trouxe-o para o Brasil.

A companhia selecionou entre 20 e 30 cidades do país que tivessem entre 3 mil e 10 mil pessoas e pouco ou nenhuma infra-estrutura de telecomunicações.

As cidades de Muniz Ferreira e de Cravolândia, ambas no interior da Bahia, foram selecionadas.

Como parceiras, a Nokia Siemens conseguiu a adesão da Oi, que obteve as licenças junto à Anatel, além da Nokia, que cedeu os aparelhos celulares, e as empresas Hughes e Intelsat, que integram a estação através do satélite.

De acordo com Baumgarten, um dos diferenciais é acomodar uma miniestação na tecnologia GSM nas dependências de uma pessoa, “sem a necessidade de construir uma infra-estrutura civil, que é um dos grandes vilões nos custos das operadoras”, explicou.

Além disso, alguém da própria localidade é escolhido para gerir o serviço, sincronizado com uma operadora, mas sem que a tele tenha de estar com toda a estrutura montada na região.

A tecnologia GSM foi escolhida, segundo ele, por ser “a mais barata que existe” hoje, diante da sua massificação mundial.

Uma antena GSM e um microcomputador, instalados no veículo itinerante, gerenciam as ligações telefônicas nos aparelhos doados pela Nokia. O satélite e uma rede IP permitem a conexão à Internet, que é feita através de alguns notebooks instalados nas escolas públicas.

PREÇOS ENTRE 2 E 4 DÓLARES

Diante da capacidade de dispêndio da população envolvida, a Nokia Siemens afirma que o preço do serviço tem de ficar entre 2 e 4 dólares mensais, que é “o que sobra no mês para os gastos em telecomunicações” entre esse público.

Ele explica que “esse é um valor médio mundial, mas ainda não há um estudo detalhado para o Brasil”, algo que eles esperam conseguir com os testes práticos.

O executivo afirma que, apesar dos pilotos organizados pela Nokia Siemens, iniciativas como essas dependem de políticas de governo porque “precisam de um certo carinho regulatório”.

Ele citou que centrais de comunicação como essas não teriam como implantar um call center, por exemplo, e que as faturas aos clientes teriam de ser muito mais simplificadas que as tradicionais.

A Nokia Siemens já expôs a idéia ao Ministério das Comunicações e à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mas espera que o exemplo prático do teste piloto possa gerar mais efeito.

Estratégia Atuação global se viabiliza pelas redes IP

segunda-feira, outubro 1st, 2007

Pesquisa global realizada pela Economist Intellingence Unit a pedido da AT&T mostrou que, em dois anos, metade ou mais da metade da receita de 42% das empresas virá de mercados fora da sua base doméstica.

Em termos de tecnologia de redes, o que viabiliza essa expansão a custos reduzidos é o protocolo IP. A maioria das empresas concorda que não poderia executar seus planos de expansão internacional sem o auxílio de avançadas tecnologias, em particular as redes baseadas no protocolo de internet.

A maior parte dos executivos brasileiros (45,9%) respondeu que as redes IP têm o papel mais crítico para garantir o fluxo contínuo de informações para gerentes sênior em importantes áreas de risco. Depois com 32,4% veio a resposta referente à monitoração contínua das atividades globais de logísticas como forma das empresas se precaverem contra interrupções na cadeia de suprimentos.

Dos executivos globais, 40% afirmou que pretende terceirizar a gestão de pelo menos parte de suas redes de comunicações. No Brasil esse percentual foi de 48,6%.

A pesquisa ouviu 497 executivos em todo o mundo e foi divulgada nesta quarta-feira, 19, em São Paulo

USP lança modelo de fábrica de software para pequena e média empresa

segunda-feira, setembro 18th, 2006
São Paulo – O modelo desenvolvido pela USP utiliza padrões e tecnologias reconhecidas mundialmente e está acessível a todas as empresas.
Para quem desenvolve software, uma boa notícia: o Laboratório de Tecnologia de Software (LTS) da Escola Politécnica da USP, lançou esta semana um modelo de fábrica de software voltado para pequenas e médias empresas, baseado em tecnologias que permitem definir processos de desenvolvimento de software, com o objetivo de facilitar a exportação.

O melhor de tudo é que este modelo já está acessível às empresas que se interessarem, conta Jorge Risco, professor do LTS responsável pelo desenvolvimento do modelo. Ele diz que basta mandar um e-mail para ele, jorge.becerra@poli.usp.br, ou para o professor Fabio Levy Siqueira, levy.siqueira@poli.usp.br, que também faz parte do projeto. A aplicação do modelo tem um custo, que varia de acordo com a empresa, sua cultura, maturidade dos processos e até tamanho da equipe, detalha Siqueira.

Jorge Risco explica que, ao definir processos, fica mais fácil controlar, supervisionar e assegurar a qualidade do programa que é desenvolvido. “Também se torna possível integrar estas fábricas com empresas de desenvolvimento de software que atuem em mercados mais exigentes, como a Comunidade Européia”, exemplifica o acadêmico.

Esta idéia era voltada, inicialmente, para utilização em células produtivas que tinham intenção de exportar softwares. Normalmente, estas células são compostas por até três desenvolvedores e consultores que criam softwares para dispositivos móveis,web services e ERPs, por exemplo, detalha o professor. O acadêmico adianta que o LTS já pensa em ampliar esse padrão para o desenvolvimento de games tanto para consoles quanto para celulares, além de um modelo de integração de middleware para SMBs.

Segundo ele, o modelo foi desenvolvido por professores e pesquisadores do LTS a partir de processos modelados em Business Process Modeling (BPM), com arquitetura baseada no padrão Open Distributed Processing (ODP), e configurados em ferramentas de mercado e de código-aberto. A qualidade dos programas é guiada pelo padrão mundial CMMI.

O professor Risco diz que o laboratório já entrou em contato com o Centro Incubador de Empresas Tecnológicas da Universidade de São Paulo (CIETEC) para que suas incubadoras comecem a implantar tal modelo.

Caso você seja um desenvolvedor e queira saber mais sobre este modelo de fábrica de software, também pode contatar o professor Risco pelo telefone 3091-5200 ou 3091-5368.

Teles x Conteúdo: ao estilo Apple x ITunes

quinta-feira, janeiro 26th, 2006

Telefonia
Segmento novo deve absorver R$ 1 bilhão dos R$ 2,4 bilhões de investimentos previstos para o ano

Telemar aposta em conteúdo audiovisual
Heloisa Magalhães De Belo Horizonte

Dos R$ 2,4 bilhões que o grupo Telemar planeja investir este ano, quase R$ 1 bilhão entram na cesta dos recursos destinados a uma nova área de atuação, na qual a operadora vai entrar em 2006 que é a distribuição de conteúdo audiovisual. O cliente vai poder, por exemplo, comprar filmes e buscar diferentes serviços pela rede multimídia que a companhia começa implantar este ano. Os fornecedores da infra-estrutura estão sendo avaliados. Serão escolhidos até fevereiro, disse o presidente da companhia, Ronaldo Iabrudi.

Os testes vão começar pelos bairros com maioria de moradores das classes A e B no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória e Salvador. O serviço vai marcar uma nova fase de atuação, que parte para ampliar presença na chamada convergência. A proposta é que o cliente contrate um pacote de serviços. A banda larga será a base de transmissão, que, futuramente, poderá ser fixa ou móvel.

Segundo Iabrudi, em 2000 se dizia que a operadora de telefonia que não oferecesse mobilidade não iria sobreviver. A avaliação hoje é de que empresas que não entrarem na distribuição de conteúdo irão sucumbir. Ele disse que a Telemar vai entrar na distribuição de conteúdo, e não na criação. “Pretendemos usar o que já existe no país”, disse. Iabrudi esteve ontem na capital mineira participando do seminário “O ano de 2006 e o mercado futuro”.

Segundo o presidente da Telemar, o ano de 2006 vai se caracterizar pela fase de implantação de rede multisserviços baseadas no protocolo IP, o chamado protocolo da internet, que cria condições para a comunicação entre si das diversas redes das operadoras de telefonia. A telefonia fixa continua tendo seu lugar, mas começa a mudar a era em que a rede fixa era só para telefone fixo e a móvel para o celular. A tendência é de uma grande plataforma de software com modens de alta velocidade se intercomunicando.

Ele destacou que a TV digital será um caminho que une todas as tecnologias. O usuário poderá usar a mesma infra-estrutura para ter acesso a internet e a TV paga.

Para Iabrudi, a concorrência será mais acirrada na oferta de serviços. Ele citou como exemplo o Hemisfério Norte, onde as grandes operadoras uniram esforços com prestadoras de serviços. Nos Estados Unidos, encontram-se no mesmo barco empresas como Verizon e MCI ou AT&T e SBC. Na Europa, a France Telecom hoje opera com a Orange.

Segundo ele, o número de clientes de telefonia fixa não está em expansão. Vem se mantendo estável em torno de 15 milhões nos últimos três anos. Mesmo assim, a Telemar vem crescendo 18,5% ao ano, devido ao aumento da demanda da rede e outros serviços. Os próprios investimentos em telefonia fixa encontram-se em crescimento. Este ano, só para adequar-se ao novo perfil de plataforma multisserviços, a área de transmissão vai ficar com investimentos de R$ 200 milhões em soluções de software e outros segmentos que irão integrar as plataformas de rede. Banda larga vai absorver entre R$ 500 milhões a R$ 800 milhões. Já a área móvel, por meio da Oi, absorverá cerca de R$ 1 bilhão.

No seminário de ontem, Iabrudi defendeu a criação de uma licença única para as operadoras de telecomunicações, e não mais separadas para telefonia fixa ou celular. Usou como argumento o perfil de serviços que as empresas passarão a oferecer, os quais serão baseadas nas plataformas multimídia que a Telemar pretende começar a operar comercialmente no fim do ano.

Iabrudi engrossou o coro das operadoras de telefonia que criticam o governo federal pelo destino dado ao Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust). As operadores reclamam que o Fust tem mais de R$ 4 bilhões arrecadados para projetos de inclusão social, mas até agora nada foi investido.

Este ano, as teles vão destinar aos cofres do governo mais R$ 650 milhões para o Fust. O presidente da Telemar sugeriu a criação de uma espécie de concorrência pública de oferta de serviços voltados à inclusão digital.

Informatização chega a quase todas as companhias brasileiras

quarta-feira, janeiro 4th, 2006

Equipamentos
Pesquisa diz que 99% das empresas com dez funcionários ou mais têm PCs e 96% usam a internet

Informatização chega a quase todas companhias no país
Ricardo Cesar De São Paulo

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos Opinion revela que a informatização tornou-se realidade em praticamente todas as empresas do Brasil de pequeno porte para cima. Segundo o levantamento, 98,76% das companhias nacionais usaram um computador e 96,29% acessaram a internet nos últimos 12 meses. Os dados foram coletados por telefone entre agosto e setembro deste ano junto a 2.030 empreendimentos com dez funcionários ou mais em todas as regiões do país.

O resultado ficou acima do esperado pelo Comitê Gestor da Internet, órgão que regula o funcionamento da web no Brasil, que encomendou o trabalho. “O nível de informatização das empresas surpreendeu positivamente”, disse Rogério Santanna, conselheiro do comitê e secretário de logística e tecnologia do Ministério do Planejamento.

 

O menor índice de uso de computadores e acesso à internet foi registrado nas empresas de dez a 19 funcionários. Mesmo assim, o resultado é muito elevado: 98% das companhias desse porte usaram um PC e 94,9% acessaram a web nos últimos 12 meses.

Como a pesquisa está em sua primeira edição, não há base histórica para mostrar a evolução da informatização nas companhias. No entanto, um levantamento realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em 2003 no Estado de São Paulo concluiu que 81% dos pequenos negócios tinham um PC na época.

Entre os microempreendimentos – aqueles com até nove empregados no comércio e serviços e até 19 na indústria -, contudo, o índice do Sebrae caiu para 40%. A média de acesso a recursos de informática entre micro e pequenas empresas do Estado ficou em 47%. Não houve uma nova edição da pesquisa, mas, segundo Marco Aurélio Bede, gerente responsável pelo estudo, historicamente o índice cresce de 1% a 2% ao ano.

A pesquisa do Instituto Ipsos revelou ainda outros indicadores do grau de informatização das companhias brasileiras. Cerca de 65% delas usaram a internet para interagir com órgãos públicos. Nesse item, o principal destaque é a declaração e a consulta de imposto de renda, o que é feito on-line por 82% das companhias.

Mais de 44,5% das empresas substituíram em alto grau o correio tradicional pelo e-mail. Além disso, 44% compraram por meio de pedidos por e-mail e 57,9% venderam produtos ou serviços dessa forma. Na média, 17,6 funcionários por empresa usam computadores pessoais.

O lado negativo da informatização também apareceu na pesquisa: 50,3% das companhias com acesso à internet sofreram ataques de vírus nos últimos 12 meses. Nesse item, a boa notícia é que o grau de conscientização quanto aos procedimentos de segurança é elevado. Mais de 92% dos empreendimentos usam softwares antivírus e 71,7% atualizam a ferramenta ao menos semanalmente.