Archive for the ‘TeleTrabalho’ Category

Trabalhador remoto já é considerado prioridade por 91% das empresas

quarta-feira, outubro 21st, 2009

Os trabalhadores remotos já são considerados como prioridade pela área de TI das empresas. De acordo com pesquisa encomendada à Forrester Research pela LogMeIn, fornecedora de soluções de acesso remoto a PCs, 91% das empresas definem a conexão móvel de seus funcionários como um “gasto-chave” para a área de TI.

Entre os motivos para investir nessa modalidade de trabalho, a satisfação dos funcionários é apontada por 78% das empresas, seguida pelo aumento da produtividade, indicado por 72% das companhias. O aumento na eficiência fica apenas no terceiro lugar entre as prioridades das empresas, apontado por 67% delas.

No entanto, a Forrester prevê que essa modalidade de trabalho ainda precisa crescer bastante, já que 60% das companhias ainda mantêm um número expressivo de processos manuais de apoio aos trabalhadores remotos. Até o fim de 2012, entretranto, a consultoria prevê que esses profissionais representem 73% de toda a força de trabalho mundial. O relatório também relata que metade das empresas americanas e europeias já utilizam mais de um sistema operacional móvel ao mesmo tempo, e 46% de todas as empresas do mundo já usam equipamentos próprios, e não os dos funcionários.

Executivos dão adeus a viagens de trabalho

segunda-feira, agosto 3rd, 2009
http://www.ethevaldo.com.br

2 de agosto de 2009

Meio ou mensagem? O que é melhor? Normalmente, não tenho dúvida: é a mensagem. Mas, diante de uma inovação de impacto em comunicação como a Telepresença, o meio pode tornar-se tão ou mais empolgante que a mensagem, por mais interessante que seja seu conteúdo.

Vivi essa experiência na semana passada, ao entrevistar, simultaneamente, sem sair de São Paulo, três pessoas localizadas em três cidades dos Estados Unidos. Um dos entrevistados foi o presidente e executivo-chefe da Cisco Systems, John Chambers, em San José, Califórnia, e dois executivos dessa empresa, um deles em São Francisco e outro em Miami.

Essa foi minha estreia profissional com a multiconferência internacional via Telepresença (em inglês, Telepresence), que proporciona a conexão de até 4 ou mais pontos remotos, em qualquer país ou continente, assegurando imagens de alta definição e em tamanho natural dos entrevistados.

O resultado é a sensação de que as pessoas estão, realmente, presentes, diante de nossos olhos, do outro lado da mesa circular à nossa frente. E a comunicação pode ser complementada, a cada momento, com a troca de imagens de computador, gráficos, tabelas, textos e fotos.

Uma sala de Telepresença é, na verdade, um sistema altamente interativo, que utiliza câmeras de alta definição nativas em 720 e 1.080 pixels, áudio multicanal espacial com cancelamento de eco, em ambiente preparado para prover a melhor experiência de acústica e visual, bem como a integração com sistemas de comunicações, internet e multimídia.

VIAJAR? SÓ POR PRAZER
Milhares de executivos e jornalistas começam a substituir suas viagens profissionais por multiconferências via Telepresença. Em breve, viajar para participar de entrevistas ou reuniões será coisa do passado para a maioria desses profissionais. Imagine, leitor, se eu tivesse de entrevistar de forma presencial, face a face, as mesmas 3 pessoas que entrevistei na semana passada, estando elas nas três cidades norte-americanas. Gastaria, no mínimo, 5 dias. Teria de viajar para os Estados Unidos num dia, dedicar o segundo dia aos entrevistados da Califórnia, um terceiro dia para cruzar o território norte-americano até Miami, para poder fazer a última entrevista no quarto dia e, com alguma sorte, retornar ao Brasil num voo noturno. Ao chegar, no quinto dia, além dos gastos financeiros, estaria triturado pelo cansaço, com o sono defasado pelos 4 ou 6 fusos horários que nos separam da Califórnia, e sem muita disposição para retomar o trabalho em 24 horas.

Para quem viaja sempre, a lista de desgastes inclui os aeroportos congestionados, o desconforto de passar 10 ou 12 horas espremido em poltronas da classe econômica, as constrangedoras inspeções de segurança que chegam às raias da humilhação, os atrasos de voos, a perda de bagagens e as conexões sem fim.

FUTURO É VIRTUAL
“No futuro, a maioria das entrevistas e reuniões será virtual, feita via internet”, prevê John Chambers. “Por tudo isso que você menciona, o primeiro objetivo desse sistema de comunicação é a substituição de viagens de negócios. E é bom lembrar que hoje a grande maioria da comunicação de negócios é do tipo não-verbal. No futuro, embora virtual, a comunicação tende a ser majoritariamente verbal, natural, espontânea, olho no olho. Cerca de 80% das viagens de negócios poderão ser substituídas pelas novas formas de comunicação, como a Telepresença, combinada com os recursos de computação da internet.”

John Chambers prevê ainda que, em poucos anos, a internet deverá tornar-se a forma mais utilizada de comunicação profissional ou de negócios. Em segundo lugar, virá a combinação de vídeo com a web, como na Telepresença. À medida que as redes de banda larga venham a expandir-se mundialmente, mais frequente se tornará esse novo tipo de videoconferência. O presidente da Cisco vê até a possibilidade de uso doméstico da Telepresença em algumas formas de teleducação e entretenimento, como acompanhar eventos internacionais, partidas de futebol ou shows.

“Imagine”, diz o presidente da Cisco, “o que significa para o mundo economizar milhões de viagens de negócios que se fazem anualmente em todo o mundo. Mesmo as reuniões internas das maiores corporações, que exigem deslocamento físico e perda de tempo de executivos, poderão ser substituídas com vantagem por sistemas de multiconferência como o Telepresença e seus sucessores.”

Na visão pessoal de John Chambers, a expansão mundial da comunicação visual pode mudar radicalmente o modo pelo qual fazemos negócios e, mais do que isso, consolidar formas de colaboração em escala nacional e internacional que ainda sequer imaginamos. Em pesquisas, estudos e levantamentos, acadêmicos ou empresariais, a colaboração entre cientistas, executivos e especialistas das mais diversas áreas poderá ser viabilizada de forma muito rápida, econômica e estimulante.

Depois dessa experiência, não duvido de que minha profissão vá passar por transformações ainda mais radicais do que já testemunhei.

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Telepresença revoluciona a comunicação empresarial

O sistema de comunicação de multiconferência Telepresença (Telepresence, em inglês) foi desenvolvido pela Cisco para permitir, antes de tudo, a integração de pontos remotos, em até quatro cidades ou países, via banda larga, com imagens de alta definição em três monitores de grandes dimensões. Com ele, por exemplo, um presidente de empresa em São Paulo pode reunir-se virtualmente com os diretores de três outras filiais, no Rio de Janeiro, Porto Alegre ou Recife.

O sistema já está disponível no Brasil, a serviço de grandes corporações e de empresas de telecomunicações, como Embratel, Telefônica e outras. Os grandes usuários instalam salas de Telepresença em suas próprias dependências. Empresas médias ou pequenas podem usar as instalações de operadoras de telecomunicações em sua cidade, comunicando-se com outra cidade dotada do sistema. Há sistemas mais simples, para serem instaladas em residências, com apenas um monitor para conferências one-to-one, destinadas a uso social ou mesmo profissional.

Para obter mais informações técnicas, use o link:
http://www.cisco.com/en/US/netsol/ns669/networking_solutions_solution_segment_home.html

Baixe o folheto virtual Telepresence Guide, usando o link:
http://www.tandberg.com/telepresence-cppc/index.jsp?cid=04US040049008

Learn:  Why Telepresence Users Have a Competitive Edge
Telepresence is an immersive meeting experience that offers ultimate video and audio clarity. It is set apart from video conferencing by several factors that create a competitive advantage.

Download Frost & Sullivan’s guide to “Maximizing the Value of Telepresence” to see how telepresence is different.
• Participants are life-size. Every sound, gesture, and facial expression supports natural communication.
• Joining multiple telepresence calls creates a single, exclusive meeting space.
• Intuitive functionality like touch screen interfaces allows you to bring in other sites and presentations with ease.

Plus:  Download 4 Must-Read Guides
1. Whitepaper: Telepresence vs. Video Conferencing Research from business technology experts, Aberdeen Group — 32 pages.
2. Case Study: Technopolis Using Telepresence for Seamless Communication Across Borders — 2 pages.
3. Solution Sheet: Measuring Your Success Building the Business Case for Expanding Video — 3 pages.
4. E-book: Total Telepresence.

Atendente de call center da Gol fica em casa

sexta-feira, julho 3rd, 2009

SÃO PAULO – Cinquenta atendentes do call center da Gol Linhas Aéreas trabalham em casa.

Dos 2 mil atendentes do call center da empresa, 50 deles não precisam ir ao escritório para trabalhar. Até o fim do ano, serão 80 atendentes, no total, que trabalharão em casa, segundo Wilson Maciel Ramos, vice-presidente de planejamento e TI da Gol. Por enquanto, o atendimento feito pelos atendentes que trabalham em casa é apenas via chat, mas o atendimento telefone deve acontecer em breve. Pelo chat, o cliente pode, por exemplo, remarcar passagens, e tirar dúvidas sobre bagagens, documentos, vacinas e outros assunto relacionados ao serviço.

Com a solução da Teleperformance, o atendente usa seu próprio computador para receber as ligações dos clientes da Gol. O software é projetado para não permitir que o atendente use outro programa simultaneamente. Para garantir que o atendente não repasse o trabalho para outras pessoas, o sistema exige a identificação biométrica pela impressão digital de 30 em 30 minutos – um acessório, o leitor biométrico, é conectado ao computador e utilizado pelo atendente.

Segundo Ramos, a redução de custos é a principal vantagem de permitir o trabalho dos atendentes em casa. “Há uma força de trabalho disponível que tem dificuldade de se deslocar de casa para o escritório, como mães que precisam ficar com os filhos e portadores de deficiência física. Com esse sistema, podemos oferecer oportunidade de emprego a essas pessoas”, diz.

Para Ramos, o grande desafio do call center “doméstico” é cultural. “O brasileiros ainda tem receio de permitir que o funcionário trabalhe longe de um supervisor, fora do escritório. A modernidade desse projeto esta aí, na mudança de pensamento”, diz.

Funcionário da Cisco trabalha longe do chefe

terça-feira, junho 30th, 2009

SÃO PAULO –  Uma pesquisa com funcionários da Cisco concluiu que o trabalho remoto aumenta produtividade e satisfação do trabalhador.

A empresa, que oferece ferramentas corporativas para conectividade remota, fez um levantamento com 1992 funcionários da Cisco, de diversos países. O funcionário da Cisco, em média, recorre ao trabalho remoto 2 dias por semana. Na pesquisa, 40% afirmaram que não ficam na mesma cidade que seus gerentes.

De acordo com o levantamento, 60% dos funcionários disseram que o trabalho remoto aumenta a produtividade e 67% afirmaram que melhora a qualidade do trabalho.

Para 84% dos entrevistados, o teletrabalho mantém ou melhora a qualidade de comunicação e de colaboração com os colegas, em relação ao trabalho no escritório. Muitos funcionários da Cisco que foram entrevistados também notaram melhora na qualidade de vida (80%).

Trabalho a distância ajuda a atrair talentos

quinta-feira, maio 14th, 2009


O acesso a um conjunto mais vasto de talentos, melhora de produtividade, menos gastos no espaço dos escritórios, zonas comuns, seguros, manutenção, estacionamento. O trabalho remoto (ou teletrabalho) melhora o estilo de vida dos funcionários e os resultados das empresas, além de reduzir o consumo de energia, os problemas de transporte, a poluição e a necessidade de cortar pessoas. Ele também incrementa a competitividade global, a criação de emprego e o equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional. É o que demonstra um estudo elaborado em 2008 pela agência de seleção Robert Half International, o qual indica que o trabalho remoto e os horários flexíveis são o terceiro incentivo mais importante para atrair pessoal, depois do salário e dos benefícios sociais e à frente dos bônus e dos dias extras de férias.

As organizações que têm mais êxito com essa modalidade de trabalho tendem a integrá-lo de forma que se encaixe perfeitamente em sua infraestrutura legal, financeira, administrativa e de recursos humanos, desde que seja uma prática voluntária, sujeita à decisão da direção, que pode ser assumida operacionalmente e sem custos adicionais.

Porém as empresas seguem manifestando desconfiança “pelo fato de não controlarem a presença no local de trabalho; elas continuam mantendo os esquemas tradicionais para os novos tempos”, afirma Angel Belzunegui, do Grupo de Pesquisa, Análise Social e Organizacional da Universidade Rovira i Virgili, da qual é professor de Sociologia. Ele acrescentou que, nesse sentido, “a confiança mútua é indispensável para que o teletrabalho tenha êxito. As organizações mais novas e flexíveis, como as de desenvolvimento de software e, em geral, as inovadoras e tecnológicas, são as que mais incorporaram essa estrutura de operação com notáveis índices de satisfação”. Para esse especialista, os países com mais cultura de trabalho a distância “são aqueles que despontam em empresas tecnológicas e no investimento em inovação e desenvolvimento: Estados Unidos, alguns países nórdicos e a Índia, com uma potente massa de trabalho formada no setor de software”. No Canadá, por exemplo, o segundo maior país em extensão do mundo, as longas distâncias obrigam seus cidadãos a viajar com frequência, por isso o trabalho remoto é, cada vez mais, uma alternativa.

Do petróleo à informação

sábado, janeiro 5th, 2008
O xeque Yamani, ex-ministro do Petróleo da Arábia Saudita e um dos arquitetos fundadores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), disse certa vez: “A idade da pedra chegou ao fim não por falta de pedras, e a era do petróleo terminará, mas não por falta de petróleo”. Os humanos deixaram de usar pedras porque o bronze e o ferro são materiais superiores. Mas será que realmente deixaremos de consumir petróleo quando outras tecnologias energéticas também proporcionarem benefícios mais vantajosos?
A ameaça de esgotamento dos escassos recursos energéticos mundiais mantém-se muito presente na percepção pública desde os choque do petróleo da década de 70. E nosso temor também não se limita ao petróleo. Por exemplo, o clássico best-sellers “Limites ao Crescimento”, publicado em 1972, previa que o mundo teria esgotado seu ouro em 1981, a prata e o mercúrio em 1985, e o zinco em 1990. Agora temos a vantagem da visão retrospectiva, porém mesmo hoje a maioria das discussões sobre o tema são baseadas na lógica de “Limites ao Crescimento”.
Além disso, a questão não se resume ao fato de não termos esgotado nossos recursos naturais. O economista americano Julian Simon supostamente lançou um desafio em 1980 a um grupo de ambientalistas, dizendo que se fosse o caso de a escassez ser mensurada em termos de encarecimento das commodities, eles deveriam investir em ações de companhias envolvidas no processamento de qualquer minério. Esses ambientalistas aplicaram seu dinheiro em cromo, cobre, níquel, estanho e tungstênio e decidiram-se por um prazo de 10 anos. Em setembro de 1990, o preço de cada um desses metais tinha caído: o cromo em 5%, o estanho em fantásticos 74%.
Os arautos do apocalipse perderam a aposta. O mais importante é que eles não poderiam ter ganho, mesmo se tivessem investido em petróleo, alimentos, açúcar, café, algodão, lã, minerais ou fosfatos: todas essas commodities tinham ficado mais baratas.
Hoje, o petróleo é a mais importante e valiosa commodity comercializada internacionalmente, e sua importância para nossa civilização é ressaltada pela preocupação recorrente com que estejamos esgotando as reservas. No entanto, as estimativas estatísticas de seu esgotamento ocultam muito mais do que revelam. Um campo petrolífero típico produz apenas 20% do reservatório, sendo que perto de 63% permanece no subsolo mesmo quando são usadas as tecnologias mais avançadas.
Além disso, os economistas sustentam que o consumo energético per capita está em queda, devido a seu uso mais eficiente. As eficiências no consumo de combustível no setor automobilístico cresceram mais de 60% nas últimas três décadas, ao passo que a riqueza em geral produzida por unidade de energia dobrou durante o mesmo período.

Mais de 80% do consumo de energia gerada pelo petróleo, seja na forma de eletricidade ou combustível, são usados em transportes casa-trabalho

Mas, embora os preços dos metais tenham caído, o preço do petróleo está atingindo altas recordes. A razão é simples: o emprego dos metais foi substituído por muitas alternativas, mas a maioria dos finalidades ainda necessita derivados de petróleo como insumos, e muitas décadas de esforços para desenvolver suficientes fontes alternativas de energia produziram escasso sucesso.
Portanto, sendo os substitutos para o petróleo não facilmente disponíveis, as sociedades modernas deveriam concentrar-se nas fontes de demanda, a maioria das quais é atribuível ao setor de transportes. De fato, mais de 80% do consumo de energia gerada pelo petróleo nas sociedades contemporâneas, seja na forma de eletricidade ou combustíveis, são usados em transportes casa-trabalho. Será todo esse consumo de petróleo realmente necessário?
Com a crescente contribuição do setor de serviços para o Produto Interno Bruto (PIB) mundial, agora é o momento para reavaliar a necessidade de viajar para o trabalho. Os trabalhadores no setor de serviços movimentam-se entre casa e trabalho diariamente apenas para estarem presentes num ambiente que não tem necessidade econômica deles, pois esses trabalhadores estão facilitando muito mais um intercâmbio de informações do que a troca de bens físicos. Será que realmente necessitamos reunir fisicamente tantas pessoas para tão pouco ganho e a custos tão altos?
O custo não é apenas em termos de recursos naturais, que deveriam ser sustentáveis e legados a gerações futuras - e não exauridos por nossa própria geração. O aumento na quantidade de tempo gasto entre casa e trabalho é um freio tanto à produtividade nacional como à qualidade de vida nas cidades modernas. Uma pesquisa realizada na cidade indiana de Bombaim revelou que a viagem ferroviária diária média entre casa e trabalho é de 22 quilômetros, e sua rápida urbanização, assim como em grande parte do mundo em desenvolvimento, provavelmente resultará no alongamento dos deslocamentos urbanos diários.
Analogamente, o transporte aéreo de passageiros é dominado pelas viagens a negócios. Mas em vista da capacidade de transmissão de dados em alta velocidade das atuais tecnologias de telecomunicações e informação, hoje é possível reduzir substancialmente as viagens a negócios. Se, por um lado, o fenômeno da terceirização para o exterior está atenuando a necessidade de migração da mão-de-obra, a migração doméstica pode ser limitada ainda mais mediante o uso de escritórios domésticos, que poderão reduzir as pressões de demanda sobre o solo urbano, as redes de transportes públicos, a rede viária e aeroportos. Futuramente, as viagens humanas em geral deverão limitar-se cada vez mais a viagens de turismo e passeio.
Hoje dispomos da infra-estrutura tecnológica para levar a maior parte das informações relacionadas ao trabalho até os trabalhadores, permitindo que eles trabalhem em íntima associação. Isso exige uma mudança no estilo de vida - uma mudança que os governos deveriam começar a incentivar empregadores e trabalhadores a assumir.
Se o fizerem, a era do petróleo não terminará. Mas a era da preocupação com sua escassez talvez tenha fim.
Karuna Raman é vice-diretor geral associado da BSNL, uma estatal indiana no setor de telecomunicações. © Project Syndicate 2006. www.project-syndicate.org